Notas iniciais
eaí mano brow

POV Manuela:

– Manu, seja o que for eu juro que eu sou inocente. — Harry disse entrando e fechando a porta logo em seguida. Soltei uma risada e olhei-o com desprezo.

– Não é nada disso criatura! Larga de ser bobo. — Eu disse, sorrindo apenas com os lábios, já que ... Soltar gargalhadas me causam dor física.

– Mas é que você sempre fica brava comigo, já me acostumei. — Ele disse fazendo cara de bebê esperando um carinho da mãe.

– Para de fazer essa cara, você não vai me conquistar. — Disse, e nós rimos. — Chega de perder tempo, senta aqui. — Apontei para o espaço vago do meu lado na cama.

– Hum, você quer fazer o que comigo Manuela? — Ele disse se sentando ao meu lado e sorrindo maliciosamente.

– Ai Harry, nada disso que você está pensando, quero apenas te contar quem era aquele homem. Você quer mesmo saber? — Disse mexendo ansiosamente em minhas mãos.

– Quero Manu, fico feliz que você queira me contar. Estou te ouvindo atenciosamente. — Ele disse e eu tomei fôlego.

– Pois bem Harry. — Comecei ainda encarando minhas unhas, poxa, como minhas cutículas estão crescidas. — A alguns anos atrás, minha mãe conheceu uma cara e eles começaram a namorar, até aí eu apoiava sabe... Meu pai nos deixou quando eu ainda era um bebê, e claro que minha mãe tinha o direito de querer procurar a felicidade em outro alguém, não que a gente não fosse felizes só nós duas ... Mas você me entendeu né? — Perguntei e ele concordou com a cabeça. — Eu aceitava esse relacionamento mesmo sem conhecer o cara, mas eu sabia que minha mãe estava feliz com ele. Mas eu não sabia que tão feliz ao ponto de levá-lo para morar conosco. Essa ideia eu nunca aceitei Harry, eu não queria ter ninguém fazendo o papel de pai que eu nunca tive sabe?! — Continuei sem o olhar nos olhos. — O nome desse cara é Paulo, e depois de um tempo morando lá em casa ele virou meu pior pesadelo.

– Como assim Manu? — Ele perguntou aflito.

– Me deixe terminar. — Pedi e ele sussurou um ''me desculpe''. — Nos primeiros meses, não me lembro ao certo quantos, ele era amável e fazia todas as minhas vontades. Eu não me importava, mas estava começando a aceitá-lo como pelo menos um cara que faz minha mãe feliz. Ele estava sempre presente, tentava me ajudar e tudo. Até que um dia ele começou a demonstrar um interesse, digamos que bastante estranho por mim, ele me elogiava demais, me comprava presentes, sempre me abraça e suas mãos tentavam seguir caminhos estranhos. Eu fingia não perceber mas isso tomou outros rumos. Um dia eu estava dormindo, e quando acordei ele me observava de um jeito estranho. Em uma outra vez minha mãe teve que fazer uma viagem rápida e foi quando a triste história da Manuela começou. Eu estava em casa sozinha com ele, e avisei que iria pro banho. Mas quando eu entrei no banheiro, ele entrou logo atrás de mim e me agarrou. Eu era muito nova Harry, eu mal tinha 13 anos, iria completar 14 aquele ano ... Mas meu aniversário estava longe de acontecer. Eu era uma criança! Ele me prensou na parede e começou a me beijar, sua mão percorria meu corpo e ele rasgou meu vestido. Eu não conseguia fazê-lo parar, ele estava me prendendo com força na parede e eu só conseguia sentir medo. Até que... Bem, ele me forçou a fazer coisas que eu não queria. — Chorei com minhas lembranças e parei de falar, imaginando que ele já tinha entendido. Ele passou o polegar em meu rosto enxugando minhas lágrimas. — Ele abusou de mim por tanto tempo Harry. E o pior de tudo é saber que minha mãe preferiu acreditar nele do que em mim. E agora, ela está morta. Eu não posso acreditar, que homem é esse? Ele é um monstro, eu tenho tanto medo dele. Ele é louco Harry, ele nunca vai me deixar em paz. — Continuei, entre soluços. — As únicas pessoas que sabiam disso é a Nathi e o Niall. E eu estou aqui agora, me abrindo pra você como agradecimento por tudo que você tem feito por mim.

– Manu, eu nunca poderia imaginar isso. Meu Deus, você é tão forte. Eu nunca imaginei que você já tenha passado por algo nem parecido com isso. Eu ... Eu estou sem palavras. — Ele disse se arrastando na cama e me abraçando. Ele estava passando as mãos cuidadosamente em meu cabelo, e eu só chorava no peito dele. Com certeza eu fiz bem em contar isso pra ele, com certeza agora eu tenho alguém que possa me proteger, além de Nathani e Niall, claro!

– Obrigada. Por me entender! — Sussurei.

– Ei espera, é por isso então que você tem esse seu jeito contra-homens?! — Ele perguntou e eu empurrei seu peito, com a intenção de olhá-lo nos olhos.

– Sim Harry, na verdade, eu gostaria de poder amar alguém. Mas eu nunca conheci o tão falado amor, eu gostaria de ter um homem de verdade ao meu lado. Mas ... — Eu disse sem pensar. Larga de ser burra Manuela, olha o que você tá falando!

– Alguém está disposto a te mostrar o que é amor. — Ele disse sorrindo e olhando em meus olhos. Puxei seu rosto distribuindo um selinho leve em seus lábios.

– Obrigada! — Sussurei.

POV Zayn:

Aqui estou, sentado em uma cadeira na sala de espera do hospital em que Manu está tentando criar coragem para ir falar com Nathani. Mas antes eu teria que procurá-la, já que ela não estava por perto.

– Cadê esse Harry que não volta? Inferno! — Ouvi ela dizer enquanto passava correndo na minha frente. — Ai caralho! — Gritou e eu fui correndo atrás dela.

– O que foi isso Nathani? — Olhei para ela caída no chão com cara de dor.

– Eu cai, tô desesperada! Quero entrar no quarto da Manu e ser um mosquito para ouvir a conversa dela com Harry. Shit! Meu joelho tá doendo muito! — Ela disse e eu me sentei ao lado dela.

– Estica essa perna, deixa eu ver seu joelho. — Ordenei enquanto ela fazia cara de dor esticando o joelho. — Ora ora ora, parece que tem mais alguém aqui que precisa de cuidados médicos. Seu joelho tá destruído Nathi! — Eu disse e gargalhei.

– Então me leva pro primeiros socorros né ridículo! E para de rir também queridinho. — Ela disse grossa e eu continuava a gargalhar. Peguei-a no colo e a levei à uma sala que uma enfermeira que eu tinha conversado me indicou. — Moça, que não quer dar ponto não. Pelo amor de Deus! Socorro! Ai merda! — Ela disse desesperada e a enfermeira pediu silêncio.

– Ei se acalma, estou aqui. — Me ajeitei ao lado dele e segurei forte sua mão. — Presta atenção, se doer você aperta minha mão ou me esmurra. Pode descontar sua dor em mim, eu mereço mesmo! — Eu disse e ela já começou a me esmurrar. — Ei, era só quando a mulher começasse a dar os pontos.

– Isso é por toda a raiva que você me fez passar. — Ela disse entre-dentes enquanto esmurrava meu peitoral. Maldita hora em que eu tive essa ideia. Quando a mulher começou com os pontos, ela me esmurrava forte e eu tinha que manter um sorriso no rosto. A enfermeira estava se segurando para não rir do jeito com que nós éramos extremamente idiotas.

– Prontinho! — A enfermeira anunciou e Nathi continuou me batendo.

– Ei, chega! — Eu disse fazendo cara de piedade!

– Ah deixa vai, estou me divertindo. — Ela disse alternando entre tapas e murros. Sem perder tempo, peguei-a no colo, assim como o noivo faz com a noiva quando entram em casa e saí correndo porta a fora. Gritei um obrigado para a enfermeira enquanto saía e todos do hospital nos olharam fazendo um: Shhh!

– Me põe no chão seu ogro! — Ela disse e começou a espernear.

– Fala com carinho. — Parei de andar e a levantei ainda mais. — Diga: Zayn, seu lindo, maravilhoso, gostoso você pode por favor me colocar no chão? — Olhei-a e ela estava revirando os olhos.

– Eu não vou falar isso! — Comecei a rodá-la esquecendo-me que estavámos em pleno hospital, ah foda-se. — Zayn, seu lindo, maravilhoso, gostoso você pode por favor me colocar no chão? — Ela sussurou e eu resolvi provocá-la.

– Mais alto Nathani eu não ouvi. — Ela revirou os olhos novamente.

– Zayn, seu lindo, maravilhoso, gostoso você pode por favor me colocar no chão? — Nathani disse com a voz um pouco mais alto do que devia e as pessoas repetiram o tão irritante: Shhh! Coloquei-a no chão enquanto dava gargalhadas da cara feia com que ela me olhava.

– Eu te odeio seu idiota! — Ela disse me fazendo rir mais ainda. — Tá rindo de quê? Tenho cara de palhaça?

– Se você tiver cara de palhaça eu estou completamente atraído por uma palhaça. — Eu disse e ela soltou um risinho. Sem aguentar resistir, puxei-a pelo braço até uma sala solitária e grudei meu corpo no dela assim que estavámos sozinhos.

– Zayn... — Ela resmungou e eu ignorei grudando nossos lábios com saudade. Minhas mãos apertavam a cintura dela contra meu corpo enquanto ela puxava meu cabelo da nuca. Pedi rapidamente passagem para a língua e ela concedeu. Nossas línguas brincavam com saudade e exploravam cada centímetro da boca um do outro. Nada mais parecia existir, só eu e ela. Já sem fôlego, ela encerrou o beijo. — Eu senti falta disso. — Ela disse e eu concordei com a cabeça como um " eu também."

Notas finais
AMEI ESSE CAP PQ SIM, AMO O ZAYN E NATHI JUNTOS AWN