Nothing Compares
21 My smile.
Notas iniciais
POV Manu:
– Niall, querido! — Disse, controlando meu ódio. — Eu não quero por esse vestido, você consegue entender o que eu estou falando? — Terminei pausadamente esperando que esse insuportável me compreendesse de uma vez por todas.
– Querida, mas esse é tão sexy? — Ele disse enquanto revirava meu guarda-roupas. — Você não acha? — Ele soltou uma gargalhada ao colocar o vestido enfrente ao corpo e sair andando, imitando um desfile.
– Como você é gay Niall, que horror. — Eu disse rindo, e ele me olhou fingindo ter ficado magoado. — Oh meu bebê, desculpa. Eu te amo assim mesmo viu duende. — Abracei ele e ele mordeu meu braço. Esse menino morre de amor pela irmã viu.
– Eu preciso ir trocar de roupa, que preguiça. — Niall disse fazendo cara de "pelo amor de Deus, não me faça ir em casa e encontrar a vadia." — Ah não sista.
– Loiro falso, você esqueceu quem, infelizmente, por parte, é meu vizinho? — Perguntei franzindo a testa.
– Por que por parte? Hum. — Ele suspirou me olhando maliciosamente.
– Idiota! — Resmunguei. — Por parte porque o Harry não mora sozinho, e o Louis, apesar da fixação por cenouras até que é bem legal.
– Eu já tinha entendindo, só queria ver como você iria se sair. — Ele riu e continuou. — Vou lá na casa deles e volto aqui, coloca esse vestido que eu escolhi. Não seja contra seu irmão. Beijo te amo. — Ele terminou, se levantando e dando um beijo estalado na minha testa, e eu logo tratei de continuar colocando as roupas nos cabides, onde o Niall tinha tirado. Peguei o vestido que ele escolheu, e o coloquei esticado na cama enquanto tirava meus scarpins de dentro da caixa. Entrei no banheiro e girei a torneira do chuveiro e logo após ajustei a temperatura em não tão quente, não tão frio. Morna talvez seja a palavra. Me pus debaixo da água deixando que a mesma levasse embora os restícios da maldita ressaca. Sem querer, a imagem da minha mãe veio a minha mente, e como em um filme todos os momentos que passamos juntas antes daquele traste chegar na nossa vida. Não é fácil pra mim ter que me desfazer dela por causa do seu novo 'amor'. Só quem me conhece sabe o quão difícil é confiar nas pessoas novamentes. Mas eu tive que me dar essa chance, se não eu... Quem poderia? Mas é tudo muito recente ainda, e eu ainda me encontro frágil a tudo que passei. Claro que a mãe da Nathi é um mãe pra mim, mas eu gostaria de poder contar com a minha mãe novamente. Se é que ela ainda se lembra de mim. Ao notar que eu estava realmente entrando num estado de tristeza, tratei de afastar esses pensamentos da minha mente e comecei a cantarolar uma música em um volume alto. Apressei-me no banho imaginando que daqui a pouco alguém (lê-se: Nathani) estaria esmurrando minha porta. Saí do banheiro e senti o vento frio tocar minhas pernas, tratei de correr pra dentro do quarto e me secar o mais rápido possível, e sem esperar coloquei o vestido. Ele não iria amassar em pouco tempo. Corri rapidamente no quarto da Nathani e agradeci mentalmente por ela ainda estar no banho, se não ela iria me xingar por ser tão enrolada, peguei o secador e voltei pro meu quarto. Sequei meu cabelo deixando um pouco enrolado nas pontas, o que me agradou. Voltei ao quarto da Nathi, a qual se arrumava desajeitadamente tentando em vão colocar o vestido sem tirar a toalha, que se encontrava enrolada em seu cabelo.
– Deixa eu te ajudar anta. — Eu disse correndo até ela e desenrolando a toalha. — Me ajuda com a maquiagem.
– Pode ser. — Ela disse respirando fundo e terminando de arrumar o vestido. Fizemos as maquiagens e eu confesso, antes de pegar meu sapato torci eternamente para voltar com os pés inteiros. Mandamos uma mensagem pra mãe avisando que saíriamos. Em vão, já que ela nem perceberia nossa ausência. Mas preferimos assim.
Ding Don. Ding Don. Ding Don.
– Caramba, eu já estou indo. — Eu resmunguei enquanto abria a porta e encontrei os meninos conversando. Liam, Harry, Louis e Niall. Malik não apareceu, como eu imaginei. — Nathani, os meninos já estão aqui. Desce! — Disse enquanto abraçava o Niall e logo Nathani desceu as escadas nos fitando.
– Vamos, que hoje a noite é nossa. — Ela disse e riu.
Papai do céu, coloque juízo nessa Nathani.
POV Liam:
Eu fico pensando em que meio em fui me enturmar. Socorro, meus amigos ficam trebados em uma festa e logo já querem sair. Coloquei uma roupa qualquer, apesar de ser sábado, eu não estava com a menor vontade de sair. É, talvez a discussão com a Danielle esteja afetando minha mente. Liguei o carro e milhões de pensamentos invadiram minha mente, logo tudo ao meu redor não passou de um borrão, e eu não conseguia enxergar nada com clareza. Até que o carro atrás começou a buzinar e eu percebi que o semáforo tinha aberto. Acelerei e dirigi calmamente até a casa do Louis, buzinei e ele sairam lá fora. Pediram para que eu fosse com eles até a casa das meninas, e eu saí do carro bufando. Tocamos a campainha enquanto tentavámos decidir quem ia no carro de quem. Harry pediu para que a Manu fosse com ele, e ela hesitou mas ele a arrastou pelo braço. O resto foi comigo, enquanto Manu era puxada por Harry ela se virou e apenas mexeu os lábios, que formaram as palavras:
– Depois eu quero falar com você. — É, ela deve ter percebido o meu super humor para sair.
POV Harry:
Eu tinha que ir com a Manu naquele carro, eu tinha. E não deu outra, lá estava eu, dirigindo ao PUB que elas sempre costumam ir, já que nos outros não podem entrar por causa da idade. Eu queria saber se tinha ficado algum ressentimento sobre o ocorrido na festa de ontem.
– Você está realmente muito bonita hoje. — Eu disse enquanto fitava as pernas dele e depois a olhei com o canto dos olhos e a vi revirando os seus.
– Aham, obrigada Harry. — Respondeu e começou a fitar a janela. Sem assunto, liguei o som e estava tocando Paradise. Percebi que ela batucava nas pernas o ritmo da música e quando chegou o refrão ela se esqueceu totalmente que estava no carro comigo, eu acho, pois começou a cantar em alto e bom som. E porra! Que voz maravilhosa, juro. Nunca imaginei que ela cantaria assim tão bem. Ainda impressionado, e sem perder tempo comecei a cantar junto à ela, que me olhou envergonhada e eu apenas fiz um sinal para que ela continuasse. Mas nenhuma música dura pra sempre, e logo a música acabou nos deixando em um silêncio desconfortante. Mas isso passou quando eu comecei a rir de nós mesmos, por parecermos crianças cantando, e agradeci mentalmente quando ouvi o som da risada da Manuela se misturar ao meu. Soltei um sorriso no rosto, que simplesmente surgia sempre que eu estava perto dela.
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