Notes From The Underground
4 Caso: Barry, o açougueiro Pt. 3
Notas iniciais
Após a Anne ser sequestrada e eu convencer os professores e alunos da minha escola, a polícia chegou. Expliquei o ocorrido pro chefe Johannes, e nós fomos á central para tentar traçar a provável rota que o Barry tinha seguido. Fomos à sala do chefe e abrimos um mapa da cidade na mesa diante de nós e começamos a interligar os locais dos assassinatos.
Descobrimos que todos os assassinatos haviam sido cometidos em um mesmo bairro. Como havíamos deixado isso passar? Bom, pelo menos era uma informação. E agora ficaria fácil. O senhor Jonah saiu para fazer uma ligação importante, e eu continuei no mapa. Um bairro. E todos os corpos das vítimas foram encontrados em becos sem saída. Foram seis vítimas e no bairro havia oito becos. Barry usou o mais perto. Ele me viu, uma testemunha, o ver sequestrar uma vítima. Deve ter seguido o mais perto por desespero.
O senhor Jonah iria demorar, então circulei o beco no mapa e saí da central. Eu tinha que ser rápido, não podia perder a Anne. O beco não era tão longe dali, seria no máximo 10 minutos de caminhada, mas eu iria correr com tudo.
Cinco minutos mais tarde eu estava no beco. Segui até o final, e havia uma entrada para a direita. Lá estava ele, o caminhão frigorífico. Respirei fundo, e abri a porta.
Estava muito frio lá dentro. Era um lugar extremamente mal iluminado, e havia um “labirinto” de torsos de porco pendurados por ganchos pendendo no ar. Havia muitos deles. A partir daqui eu teria que ser cauteloso. Barry podia estar me esperando escondido. Comecei a adentrar o lugar, andando devagar. Como fui ingênuo e impulsivo. Eu estava desarmado com um serial killer á espreita. Continuei andando devagar, e após seis passos, lá estava ela.
Ela estava acorrentada a uma cadeira de ferro. Havia vários cortes em seus braços, e dois em seu rosto. Meu coração apertou. Corri até ela.
- Anne, por favor, acorda, acorda! – Continuei sussurrando enquanto a chacoalhava. – Acorda! Acorda por favor!
Desisti. Deitei a cabeça em seu colo, meus olhos marejaram.
-... D-Dylan? – suspirou Anne.
Ergui a cabeça e olhei em seus olhos. Ela estava pálida, chorando e ferida, mas estava viva. Graças a deus.
- Você tá bem? – perguntei.
- N-no geral, a-acho que sim... – sua voz estava fraquejando.
- Vou tirar você daqui.
Fui muito imprudente.
- DYLAN ATRÁS DE VOCÊ!! – Anne gritou com suas ultimas forças.
Vi o brilho de algo metálico cortando o ar. Não consegui me esquivar. Tarde demais.
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