Patético,

Patético e desleixado;

O poeta apaixonado,

Segue seu caminho por entre o povo.

Quieto e calado,

Vai andando sem ouvir o chamado;

Sem ouvir a ordem, sem ouvir as sirenes,

Sem ouvir as chamadas do baile ou do globo.

Patético e preguiçoso,

Não lava seu rosto, não se preocupa com suas roupas;

Só se preocupa com coisas das mais tolas;

Com poemas, com verdades, com impressões.

É impossível ser amigo de um poeta apaixonado,

Soube que nem ele mesmo gosta de si;

Está sempre a se questionar, impressionado,

Impressionado com a naturalidade das coisas.

Mas poetas desse porte sempre têm irmãos;

Sempre tem mascaras e gargalhadas ensaiadas ;

E dessa forma se disfarçam, passam despercebidos;

De forma que até você, amigo, poderia ser um;

Se fizesse a mínima ideia do que estou lhe falando.