Not today

2 Capítulo 2 – Cause I'm falling


Notas iniciais
Olá amoras! Eu sinto muito pela demora, estive resolvendo problemas e questões complicadas rsrsrs tbm enfrentei o pesadelo de qualquer escritor: o bloqueio. O que me desmotivou um pouco, mas estou aqui, de volta para concluir essa história. Queria agradecer pelos comentários e os acompanhamentos, vocês sempre me alegram! Obrigada ♥ Espero que goste desse capítulo, devo confessar que não está tão profundo quanto o primeiro, mas ainda é a noite de Hotchniss resolver questões passadas. rsrsrs Boa leitura! =^,^=

O silêncio se tornou insuportável, porém já não tinham mais nada para falar, ou tinham, porém tinham medo de falar algo errado. Suas mentes não estavam claras, embora cheio de pensamentos, não tinha nada compreensivo, nada que ajudasse em uma conversa empolgante.

Emily suspirou.

Estava longe de compreender o porquê realmente Hotch queria ajuda-la. Estava longe de querer ajuda, também, nunca achou que precisava, nunca admitiria se precisasse, porque ela era capaz de se ajudar sozinha, foi o que sempre fez na maior parte de sua vida e estava acostumada em se virar sozinha. Ter alguém – não apenas ele, porque ela tinha tanta gente lá para ela – era estranho, reconfortante, preocupante e isso amedrontava ela. Amar, ser cuidada ter uma família a deixava com medo. Ela odiava ter medo, isso a fazia ser fraca, e ela sabia que não podia ser fraca, não podia se permitir ser fraca.

— O que acha de um café? — Ofereceu ela, sabendo que outra taça de vinho estava fora de questão desde que mal tocaram na primeira.

— Parece bom. — Concordou.

Então Emily se levantou e foi andando até a cozinha, Hotch seguiu atrás dela e assistiu seus movimentos atentamente. Primeiro ela jogou o papel do chocolate no lixo, então, em seguida, ela pegou um pote com o pó de café e colocou no balcão. Do outro lado do balcão, Hotch sentou no banco disposto ali, ela não olhou para ele, embora estivesse ciente de seus movimentos e que o mesmo estava a observando.

— Eu ouvi que você é péssima na cozinha. — Comentou ele, tentando quebrar o gelo.

Emily riu depois ficou séria. Não o encarou, embora, se ocupou com a agua e o pó de café.

— É apenas café, não o espaguete do Rossi. — Ironizou ela de volta, olhando para ele rapidamente para dar um sorriso brincalhão.

Hotch devolveu o sorriso.

— Falando nele — olhou para Hotch pronta para interroga-lo. – Com que frequência vocês se falam? — Perguntou curiosa, apoiava uma de suas mãos no balcão e a outra estava em sua cintura.

Hotch coçou a nuca.

— Não muita. — Deu de ombros. – Mas nos falamos. Ele geralmente me atualiza da equipe.

— Você deveria ligar para o resto da equipe se quiser saber sobre eles. — Disse Emily, se virando para colocar o bule no fogão.

Arqueando a sobrancelha, ele esperou que Emily vira-se de volta para ele para poder responder.

— Você está me atacando? — Ironizou ele. Embora não estivesse chateado ou com raiva, ele queria saber dessa súbita mudança de humor de Emily.

A morena suspirou, apoiando as mãos no balcão novamente.

— Você não liga. Isso me irrita, porque antes quando... Quando não podíamos realmente se falar, você pelo menos ligava. — Disse ela, parecendo chateada. – Você ligava para mim.

— Emily...- Suspirou, não tinha nada pronto para responder, nem sabia o que falar.

— Você desapareceu.

— Eu estou bem aqui, Emily.

— Por quanto tempo? — Exclamou antes de que ele terminasse. – As pessoas não desaparecem da vida das outras sem dizer adeus. Porra Hotch, você me deu a sua posição na agência, me pediu para voltar e ajudar a proteger Jack e a equipe. Eu fiz tudo isso. Mas você nunca voltou. E se eu fodesse com tudo? Com tudo que você construiu na UAC? E se eu não fosse boa o suficiente? E se a equipe não me quisesse mais e achasse que eu tinha roubado o seu lugar? E se eles me culpassem por ter ficado e você não? E se eu estivesse errada? — Questionava ela.

Embora referisse ao tempo passado, eram preocupações que ainda tinha no presente.

— Então eu não estaria aqui com você. — Ele respondeu. – Emily, eu escolhi você porque não tinha ninguém melhor para assumir esse cargo. Não tem ninguém melhor. — Enfatizou. – Você é a melhor agente do que eu um dia fui. — Confessou ele. Não podia estar mais orgulhoso dela. – Você está com medo. — Observou. Emily negou com a cabeça, mas antes de falar algo ao seu favor, ele prosseguiu. – Você está apavorada porque eu vou embora novamente e você não sabe se vai conseguir lidar com os seus problemas sozinha ou, se sozinha irá afundar. — Disse ele, certo sobre isso.

E talvez ele estivesse certo, talvez não estivesse. Mas naquele momento, para ela, ele só não estava fazendo sentindo. Não, não, ela não estava com medo, não podia se permitir a isso, não podia ser fraca.

— Está tudo bem ter medo de ficar sozinha. — Disse. – Mas você tem que saber que não está sozinha, Emily, você não está.

Ela suspirou fechando os olhos.

— Eu sei. — Ela disse, olhando para baixo. – Eu penso muito e minha mente vai a lugares perturbadores. Mas, por mais que esteja contente por você estar aqui, isso não altera o fato de estar com raiva por você ter sumido. — Afirmou ela, dando-lhe um olhar desafiador.

— Eu não sumi. — Retrucou ele. Emily semicerrou os olhos e virou-se de costas. – Eu tomei um tempo, me estabeleci... — Ele balançou a cabeça. – Você não pode gritar comigo, Garcia já gritou.

Isso fez com que Emily risse. A tensão diminuiu novamente.

— Ela é bem malvada quando quer. — Comentou Emily.

Hotch sorriu olhando para as mãos apoiadas no balcão.

— Tem tanta coisa que a gente pode falar. — Disse ela. – Quero dizer, não falamos há tanto tempo que os assuntos se acumularam, e mesmo assim, parece que não há nada a falar. Tipo, eu esqueci? — Olhou para ele, fazendo uma careta. Ele riu.

— Você ainda divaga. — Notou ele.

— O que? — Arqueou a sobrancelha.

— Às vezes, quando você começa a falar sobre sentimentos, você divaga. — Explicou ele. – E fica com as bochechas vermelhas. Como agora. — Apontou com a mão para o rosto dela.

— Eu não divago! — Se defendeu surpresa. – Eu divago? — Arqueou a testa.

— Um pouco. — Deu de ombros.

— Você ainda é irritante, sabia? Só que agora você faz brincadeiras. — Acusou ela, com uma feição um tanto infantil.

Hotch riu.

— Eu sou irritante?

— Você me faz querer atirar na sua cabeça as vezes. — Respondeu com as mãos na cintura.

— Isso é ilegal. — Brincou ele.

Emily revirou os olhos.

Não estava irritada, embora lembrou que ficou irritada quando ele nunca ligou para ela antes, daí ficou irritada novamente. Queria esclarecer as coisas, mas se deixou interromper por esse clima suave e divertido entre eles. Era a primeira vez que tinha um momento com ele, e foi bom.

Pôde relaxar um pouco, sair de sua concha e se divertir. Estava surpresa que era com Hotch, e não estava achando nada ruim.

— Ainda faz as aulas extras de artes maciais na academia? — Quis saber ele.

Ela se virou com um pequeno sorriso, olhando para ele por cima do ombro.

— Sim, mas agora eu é quem dá as aulas. — Disse com um sorriso vencedor.

Hotch sorriu novamente, um tanto surpreso.

— Será que você está apta? Eu lembro de alguns nocautes. — Diz Hotch com ironia.

Ela vira-se abruptamente com um olhar desafiador.

— Quer testar? — Questiona com os punhos para cima.

— Arranje um tatame, vamos ver quem é o melhor. — Desafiou ele.

— Eu sou. Mas se você quer perder assim, então, nos vemos no tatame. — Emily respondeu confiante. Hotch olhou com um sorriso. – E, eu não era ruim lá atrás. — Apontou.

— É, mas, teve alguns arranhões. — Lembrou. – Lembra quando você iria nos deixar?

— E você nos deixou. — Retrucou ela antes de ele continuar.

Ele riu.

— Bem, você ainda foi nocauteada lá. — Disse ele.

— Ah qual é! — Reclamou. – Você se preocupou comigo. — Apontou ela. – Eu lembro na ambulância. E até mesmo antes.

Hotch abaixou a cabeça novamente, sorrindo fraco com a lembrança de alguns anos atrás quando eles passaram por uma grande provação.

— Você era da minha equipe, e estava lá por minha causa. — Lembrou ele.

— É, você me convenceu e quase me fez morrer. — Brincou ela, embora tivesse ficado séria para provoca-lo.

— E eu não me perdoaria se você morresse. — Admitiu ele. – Aquele dia nos custou muito. Mas me mostrou que eu podia confiar em você, e demorou um pouco para eu confiar em você.

Ela sorriu encarando os seus olhos.

— É, eu pensei que foi o seu narcisismo e por não confiar em mulheres. — Disse ela.

Hotch abriu a boca surpreso.

— Você era uma profile tão ruim assim?

Ela também abriu a boca, rindo.

— Ah, você foi completamente idiota comigo, e mal confiava em mim. — Disse. – Ok, o narcisismo foi exagerado, mas em minha defesa, eu mal conhecia você. Mas, você também achou que eu era uma mimada que estava lá por causa dos meus pais. — Apontou ela, com um olhar de quem estava ofendida e certa.

— E terminou que, você estava lá porque Strauss me queria fora.

Ela bufou lembrando.

— Eu juro por Deus, eu só aguentei aquela mulher porque eu não queria perder o meu emprego. Acredita que, depois de tudo que você passou, ela ainda queria te tirar da UAC parecendo o culpado de algo que você não fez. — Falou zangada. Lembrar disso a deixava a flor da pele. Um pouco mais calma, prosseguiu. – Realmente, eu não sei se ficava com raiva ou dava o benefício da dúvida.

Hotch sorriu, porém um tanto triste dessa vez.

— Ela foi uma dor de cabeça, mesmo. — Confirmou ele. – Mas no fim, ela deixou de ser a megera que vocês tanto odiavam.

— Oh, nem me lembra. — Bufou. – Acho que o café está bom, né?

*****

As canecas estavam preenchidas com o líquido quente fumegante, a pequena fumaça dançava para fora da caneca enquanto se movimentavam para chegar até o sofá novamente. Depois da pequena conversa e o curto debate, os dois permaneceram calados em sua própria casca protetora.

Voltaram a ser Prentiss e Hotchner novamente, era frustrante, porém podia ouvir o próprio pensamento e se pôr em seus lugares novamente, tinham que lembrar a si mesmo o que estavam fazendo ali, na companhia um do outro agindo como estranhos que acabaram de se conhecer e se comportavam como dois grandes amigos relembrando as experiências do passado.

Não podiam negar, nem esconder um do outro, ambos estavam diferentes, em sua própria maneira, mas estavam, e era algo que lamentavam ter perdido um do outro. Lamentavam não ter feito isso antes. Conversar. Agir como amigos que sentavam no sofá com uma xícara de café e conversavam sobre coisas importantes e ao mesmo tempo sobre nada.

Emily podia ter essa conversa com todo mundo, mas quem estava ali era Aaron Hotchner. O estoico, incompreensível, sério Aaron Hotchner estava em sua sala, sentado ao seu lado no sofá, sorrindo e rindo enquanto compartilhava seus devaneios com ela, esse mesmo que não confiou ela quando a conheceu estava no seu apartamento oferecendo uma ajuda com a sua bagunça de vida.

O mais aterrorizante de ter o seu ex-chefe, a quem ela admirava tanto, era como ele a conhecia tão bem, como ele conseguia enxergar através dela como ninguém fez, como ele conseguia arrancar um sorriso do seu rosto quando estava tão frustrada e cheia de pensamentos confusos.

Era verdade que ela se culpava, nesse ramo ela sempre se sentiria culpada de alguma coisa. David Rossi, Penelope Garcia, JJ, Spencer Reid, todos eles já ajudaram a passar através disso, a superar alguns de seus medos e se perdoar, mas nunca, nunca Aaron Hotchner a ajudou a se enxergar desse jeito, a maneira dele era diferente, nunca se deixou entrar no espaço dela.

Ele a entendia.

Eles podiam ser diferentes, mas ao mesmo tempo eram tão iguais. E ele a entendia como ninguém, os dois, como o mesmo dissera minutos atrás, passaram por muita coisa e tiveram muitas perdas, mesmo assim, essa era a primeira vez que tinham uma conexão de iguais.

Aaron Hotchner nunca a deixou entrar, e nunca se envolveu mais do que se permitia.

— Você... — Ela tossiu para aliviar a garganta seca. Sentou no sofá junto a ele e pegou os seus olhos a observando atentamente, esperando que terminasse de falar com o que começara. – Você mudou. — Ela disse.

Hotch abaixou a cabeça com um pequeno sorriso, voltando a esse assunto novamente. Ela pegou seus pensamentos, quase como se pudesse ouvi-los.

— Ok, Hotchner. — Falou com a voz aguda, piscando quando ele a olhou sorrindo. – Você está mais leve. — Respirou fundo. – E mais fácil comigo. Quero dizer, antes você não me tocava tanto quanto agora, de alguma forma estás mais caloroso. E você rir. — Falou como se fosse algo estranho, o que era já que não estava acostumada. Fez uma carranca olhando para ele abaixar a cabeça e rir baixinho. – Muito diferente do agente Hotchner que um dia eu conheci. Não me leve a mal, eu estou gostando dessa sua nova versão, mas ainda assim estou intrigada. — Completou ela.

— Acho que eu colocava muitos limites para mim e a equipe. — Admitiu ele. – Eu me mudei e, mudei. — Deu de ombros, tudo fazia mais sentido em sua cabeça. – Veja, eu te via constantemente no campo, no Bureau, então não tínhamos necessidade de sair juntos, e você foi para Londres, não era como se eu pudesse atravessar o oceano para te fazer uma visita. — Ela semicerrou os olhos. – Não tínhamos muito para discutir, você e eu. Mesmo assim, somos amigos, não somos? Dessa vez é diferente, eu estou jogando do lado de fora, não vejo mais as mesmas que coisas que você ver. A minha mudança me libertou do agente Hotchner, ele tinha muitos demônios. — Compartilhou ele.

Emily ficou a observa-lo por alguns instantes, tentando decifrá-lo.

— Ainda assim, são muitos demônios...- Suspirou cansado, então tomou um gole do café em sua caneca.

— Você encontrou Deus? — Brincou Emily, rindo por trás de sua caneca azul.

Hotch riu abaixando a cabeça.

— Eu gosto de mudanças. Aquelas que nos fazem melhor, sabe? — Indagou ela. – Eu gosto que você tenha se livrado dessa escuridão que nos rodeia. Às vezes eu desejo fazer isso, mas... Eu não sei, tem algo na escuridão que me atrai. — Encolheu os ombros com um pequeno sorriso.

Observando-a por alguns segundos, Hotch sorriu de lado, era algo que ele estava familiarizado com, a escuridão, ele ainda tinha em volta de si. Uma vez que você ver coisas terríveis é difícil “desver”, não há um botão em nosso cérebro que apague todas essas memórias da nossa mente. Você pode fazer o que for, mas quando sair de casa sabe que há maldade circulando por aí, e no seu trabalho, no que ele fazia, ele sempre irá olhar para todo mundo e não confiar de cara, porque sabe, não há ninguém a quem confiar em mundo cheio de escuridão e maldade. Era o fardo que ele levava consigo, contudo, não precisava ficar à espreita perto das pessoas que ele conhecia, porque se tratando da sua antiga equipe, sua família, ele confiava em todos eles.

— E ainda assim, Emily Prentiss, você é luz por onde passa. — Ele disse, com aquele sorriso de covinhas que raramente se via em seu rosto inexpressivo.

As bochechas de Emily ganharam um tom agressivo de vermelho, ela abaixou a cabeça tentando esconder o seu rubor, sentiu a sua face queimar depois do que ele disse, sorriu, embora. Ele apenas acabara de dizer que ela não carregava escuridão e espalhava por aí, porque era isso que ela pensava e ele sabia.

— Você acha que eu mudei a vida dele, de alguma forma? — Perguntou ela, olhando para cima e a voz pequena.

O par de olhos castanhos encararam a forte Emily Prentiss parecer tão frágil, embora ele sabia que ela não era, naquele momento ela só estava preenchida com culpa, algo que eles também levavam para casa, infelizmente, quando se tratava em fazer o trabalho. Mas nunca foi a culpa deles, e como o mesmo disse, tem gente que apenas não quer ser salvo, não tinha nada que eles podiam fazer como agentes, ou como seres humanos.

— Você fez o seu trabalho Emily, não tinha nada que pudesse fazer para evitar. — Garantiu ele. – Você mudou a vida de tanta gente nesse trabalho, você fez o que tinha que fazer e ainda fez mais. Não tem porquê se culpar por algo que não estava nas suas mãos. — Disse-lhe verdadeiramente.

Embora conflituosa, ainda culpando a si mesma por algo que não era sua culpa, Emily contrariou os lábios para um pequeno sorriso, concordando com ele, mesmo que por dentro ainda não pensava como ele. O que fazia todos os dias era grande, significativo e mudava as vidas das pessoas, independente do resultado que traria, as vidas das pessoas envolvidas sempre mudariam de alguma forma.

— Está tudo bem? — Perguntou ele após alguns minutos de silêncio.

Suspirando, Emily encarou o par de olhos castanhos a sua frente, não sorriu.

— Eu estou tendo um dia ruim. — Disse ela, olhando para baixo e deixando um sorriso escapar.

Hotch não pôde deixar de sorrir também.

Sua visita despertou sentimentos que não pensavam que ainda estava ali, e trouxe de volta memórias dos pequenos momentos que compartilharam juntos. Apreciaram o bom tempo que tiveram, e quando lembravam que o momento de agora seria lembrando no futuro, temiam por ter que ficar longe novamente.

Não admitiam em voz alta, o orgulho era demasiado, e além disso eram dois cabeças duras, mas, gostavam da companhia um do outro mais do que podiam admitir para si mesmo. Eles se conheciam tão bem, mas ao mesmo tempo não sabiam quase nada um do outro. A relação deles era um eufemismo, no entanto gostavam, pois podiam chegar a si conhecer aos poucos e mais e mais a cada momento que passavam um com o outro. Quando chegavam a pensar um no outro, sempre subiam uma parede invisível em volta de si, não se permitiam algo há mais além de amizade.

Uma coisa ambos sabiam: estariam lá um pelo o outro na queda, e estenderiam as mãos para os levantarem. Esse era o tipo de amizade que tinham, mesmo que ainda não pensaram numa definição.

Emily não queria questionar lá no fundo o que lhe incomodou por anos, tinha medo da resposta. E assim era com Hotch.

Talvez eles já soubessem a resposta, só não queriam expor senão tornaria real.

— Melhora. — Disse Hotch. Emily o olhou confusa. – Agora você acha que se sentirá terrível para sempre, você acha que esse sentimento irá te perseguir e será o seu pesadelo sem fim. No entanto, esse dia ruim, será apenas hoje, porque amanhã você se sentirá diferente. Sei que não acredita nisso. Então, passe por esse dia, esse terrível dia, chore e diga que esse é o pior de sua vida. Quando acordar amanhã, faça tudo diferente. — Aconselhou ele. – Você vai conseguir, eu te conheço, Emily, você é a pessoa mais forte que eu já conheci, eu sei que conseguirá passar por isso. E amanhã eu estarei aqui por você, no dia bom ou ruim, eu estarei aqui. — Assegurou segurando a mão dela. – Pode ficar mais fácil, e se não for hoje, vai ser amanhã, ou depois da manhã, mas vai ficar mais fácil.

E ela sorriu.

Sorriu agradecendo pelo apoio, por estar lá para ela, por dizer as coisas certas, o que ela precisava ouvir, pela sinceridade em suas palavras e o seu olhar, por entendê-la.

— Promete? — Pediu ela, a voz rouca e num tom baixo.

Ele sorriu genuíno, apertando a mão dela com mais firmeza para confirmar.

— Prometo.

Sorrindo, ela soltou a mão dele e se inclinou para frente passando os braços pelos seus ombros, em resposta ele passou os braços pela cintura dela iniciando, assim, um abraço reconfortante.

#####

Not Today

“Holy road is at my back “Atrás de mim, um caminho maravilhoso eu percorri
Don't look on, take me back again Não olhe em frente, leve-me de volta mais uma vez
We'll make a memory out of it” Nós construiremos uma memória com isso”

Notas finais
Então é isso. Obrigada por ter lido até aqui, espero que tenham gostado, o último (ou penúltimo, pois estou a decidir o destino dessa fic) será postado amanhã, e logo trarei uma resposta da decisão final. Também estarei voltando (revivendo) "Antes de ir embora" desde que já tenho uma ideia de como terminá-la, e também eu quero dar a vocês que acompanham a história uma resposta e um desfecho. Amanhã também darei as respostas sobre a continuação da fic. Estou saindo do hiatus aos poucos, saindo da minha "preguiça literária" também e me reconectando com as fics antigas, então logo vocês me verão bastante por aqui e vão ficar enjoadas dos meus grandes textões e das enormes fanfics que postarei hahaha Vou indo por aqui, novamente obrigada pelos comentários, eu fiquei muito feliz em recebê-los, e obrigada se você leu até aqui (eu pensei que não poderia mais fazer notas muito grandes, sinto muito por isso) um enorme beijuuu, fiquem em casa, lavem as mãos, fiquem em segurança. Tchauzinho ♥ =^,^=
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.