Not everything is what it seems
2 Capítulo 2
Notas iniciais
"O passado história, o futuro um mistério e o presente? Uma dádiva!"
Malcom me soltou e me fitou, limpando minhas lágrimas.
–Oi — Foi a coisa mais inteligente que pude pensar no momento.
–Oi, Annie! Tanto tempo, como está?
–Olha cara, não é por nada não, mas eu não te vejo a mais de 5 anos, e para alguém que ninca veio me ver acho meio difícil, você vir aqui só para me pergunta como estou.
–Olha só, eu sei que você tá puta comigo, mas antes de tudo eu presciso que vc saia daqui, sei que já vai completar 18 anos, mas confie em mim...
–Tá tá tá, faço tudo para sair daqui, mas ainda não acredito em você.
Essa foi a pior conversa que eu já tive na minha vida, eu pareci um trouxa, esperava muito mas dele, ele parecia um robô, mas como eu também não fui lá essas coisas...
Entrei no quarto, Hazel estava sentada em sua cama lendo um livro. Vou querer vê-la de novo, ela era a única que me ouvia, não entendia, mas ouvia.
–Oi Hazel.
–Oi Annabeth, por que está arrumando suas mala?
–Vou embora.
–Sério? Caralho! E você me avisa assim como se fosse muito normal! Agora com quem que vou sentar no lanche? Com quem que vou fazer festa do pijama? Quem vai me dar conselho sobre ele? Quem vai me aquentar de Tpm? Quem vai me...
–CALMA, MULÉ! Inquieta o coração! Eu vou embora, mas a gente se encontra por ai, cara! Relaxa!
–Você fala como se fosse tão simples!
Terminei de arrumar minhas coisas, troquei de roupa (Nas notas finais) dei um beijo na testa de Hazel e quando estava na porta, me virei.
–Você tem o Frank, vou ficar bem, nos vemos por ai, by...
Terminei de fechar a porta, desci as escadas, passei pelo refeitório, pelas salas de aula... Por mais que eu não gostasse do orfanato, passei muito anos da minha vida nele, cresci praticamente aqui, estudei aqui, fiz amigos aqui, fiz muita merda aqui também... Aconteceram coisas boas também, nem tudo foi escuridão, não me mudou, mas deixou lembranças, não sei o que me espera e espero que o que me espera, me espere, deu para entender?
Passei na secretaria e olhei lá para dentro, não tinha ninguém, significa que ele já estava lá fora a minha espera.
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Quando coloquei o pé para fora, do orfanato, uma onda de ansiedade, liberdade e medo me atingiram, Malcom já estava dentro do carro e o motorista já havia colocado minhas malas no bagageiro do carro. Abriu a porta traseira do carro e logo estava sentada em um banco de couro preto, acompanhada de um irmão que eu não vejo há 6 anos que está parecendo um robô, indo para um lugar que pelo o que me parece é no interior, sendo que eu nunca nem fui a esquina comprar pão.
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O carro estacionou em frente a uma academia que parecia ser do exército. O tempo estava frio, vento zunbia em meus ouvidos, o céu estava cinza, da cor de meus olhos, a academia tinha um ar macabro, mas para mim surtiu um efeito acolhedor. Malcom saiu do carro parou ao meu lado e me abraçou de lado.
–Desculpe. Não sabia como falar com você, não sabia o que estava pensando, apenas sei que a partir de agora será um recomeço... seja bem vinda a Half Blood Academy.
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