Not a Love Story

1 Fones, livros e um travesseiro.


Notas iniciais
Hey hey hey! turu bom???
entonces.... é uma historia bem clichêzinha sobre se encontrar num ônibus :P
MAS QUEM N AMA CLICHÊS, NÃO É MESMO?
BOA LEITURA E BOM DIA!

Lauren estava se sentindo cansada, enjoada, ansiosa e outros sentimentos que só a faziam querer soltar as malas ali mesmo e correr para o banheiro vomitar –e talvez fugir pela janela-, mas ela sabia que não podia fazer isso; o ônibus já estava em movimento.

A garota acabara de deixar a casa confortável e agradável, com um leve cheiro de bala de menta e bolo de fubá no ar, de seus avós, e estava a caminho de uma casa; uma casa própria!

ES o que acontecera: Uma bolsa escolar. Simples, mas a história é mais complexa: Os avós de Lauren, ela não podia negar, estavam morrendo. Não podiam aquentar a responsabilidade de uma garota adolescente que precisava de comida e, principalmente, alguém para ouvi-la. Lauren não era uma garota comunicativa; na verdade, era bem tímida. Por isso, seus pensamentos eram direcionadas aos avós que, ela tentava negar –mesmo compreendendo o contrário-, não tinham a mente para absorver tudo. Precisam de paz.

A bolsa escolar foi concedida pela tia da garota, que era a diretora geral da escola mais famosa da cidade para qual estava sendo transferida; Wings school, onde os alunos tinham a liberdade de fazer o que queriam, mas, claro, dentro das regras da escola e somente formando clubes, que eram cedidos com a autorização da escola também. Lauren não achava aquela escola tão libertadora assim, mas os pais dos adolescentes com certeza achavam, pela riqueza e números de alunos na escola.

O título da tia e a estrutura escolar eram graciosos, logo, a tia podia ser considerada rica –ou pelo menos teria dinheiro para umas três vidas classe B- e cedeu uma casa à garota; na verdade, um apartamento e, a pedido da própria garota, numa rua simples, para não ter tanto barulho.

Passaram-se umas três horas de música nos headfones e os olhos passando preguiçosamente pelas páginas do livro –teria que reler tudo em casa: não estava prestando atenção- até que, finalmente, a garota adormeceu.

Acordou horas depois, ela imaginava, ao passar numa rua de paralelepípedos fortemente esburacada. Seu pescoço doía com pontadas fortes: dormira numa péssima posição, mas estava estranhamente confortável. Quando descobriu o porquê, jogou rapidamente a cabeça na direção oposta, resultando em mais dor.

Quando adormeceu, a garota, depois de um tempo com a cabeça colada no peito, despencou a mesma no ombro do passageiro ao lado, igualmente adormecido que, com o peso em seu ombro esquerdo, despencou a cabeça para o mesmo lado, encostando-a na da menina.

Os dois acordaram com os trancos, mas, o que realmente acordou o passageiro ao lado da garota, foi a retirada espontânea de seu “travesseiro” –Além de uma dor de cabeça, pois a garota, ao sair tão desesperadamente de entre a cabeça e o ombro da pessoa, bateu em cheio com a cabeça na dela.

A garota, vermelha e nervosa, tirou os fones rapidamente e começou a se desculpar ainda mais rápido, não querendo olhar nos olhos da pessoa, que observava tudo confusa e sorrindo, parecendo achar graça na vergonha da garota. Quando a mesma parou, talvez para tomar fôlego e, assim, continuar com as desculpas, o ser conseguiu falar:

—Tudo bem, você dá um bom travesseiro! –disse ele, sorridente.

A garota, pela primeira vez, olhou para quem estava se desculpando quase de joelhos e se deparou com um brilho intenso de dois olhos azuis; era um garoto, da idade dela. Mais velho, talvez. O comentário vez a garota ficar mais vermelha ainda e suas orelhas queimaram, mas ela não pode evitar uma risada.

—Você tem o ombro meio duro, mas eu dormi, né? –ela comentou, permitindo-se entrar na brincadeira.

—desculpa, madame, se eu não sou feio de algodão doce! –debochou o garoto, fazendo uma profunda reverência, o que fez a garota rir ainda mais, e a velha ao lado dela (Lauren estava entre a velha e o garoto) se contorcer, se grudando à janela, como se a diversão fosse algum tipo de doença contagiosa. –Mas seu rosto parece um: tão branquinho... e cheio de pintinhas coloridas!

A garota corou mais ainda, fazendo as sardas se sobressaltarem, e foi a vez do garoto rir. Ela, com o livro ainda na mão, fez algo involuntário e começou a bater do garoto com o mesmo, enquanto ele ria e tentava se defender.

—Okay, perdão! Eu não falo mais do quão fofo seu rosto fica quando você cora! –prometeu o garoto, entre risos, fazendo a garota parar, mas não antes de bater nele uma última vez, com mais força. –Ai! –ele exclamou, ofendido, e a garota se sentiu vitoriosa. –posso, pelo menos, saber com o que você esta me agredindo?

—...um livro? –indagou a garota, confusa, estendendo-o.

—sobre...?

—Ah! –ela exclamou, entendendo a pergunta do garoto, ligeiramente envergonhada. –Só... um livro do bom e velho Sidney Sheldon.

—Complexos demais. –reclamou o garoto.

—Você é que tem compreensão lenta. –rebateu a garota, ofendendo-se.

—Oh, calma aí, olhos verdes!

Ela virou a cabeça para ele, rápido, e o encarou, castigando-o silenciosamente. Ele riu, pois ela corara novamente. Abrindo o livro e bufando, com raiva e envergonhada, a garota virou para frente e cruzou violentamente as pernas.

—perdão! –pediu ela à velha, após chuta-la com os pés, enquanto cruzava-os. O garoto caiu na gargalhada e, ficando vermelha de novo, a garota emburrou a cara e continuou a ler.

O resto da viagem foi quieta, enquanto o garoto voltava a dormir e a garota, a escutar música. Ao som ligeiramente animado de why worry , do Set it off, a garota percebeu que havia chegado ao aeroporto onde desceria... olhou em volta, achando muito engraçado que em aeroportos, incluído o no qual ela saiu, saiam ônibus também.

Depois das portas abertas, a garota pode levantar-se para pegar suas malas e, quando a fila andou para frente e ela fez menção para sair do ônibus, uma mão puxou o capuz de seu casaco para baixo e ela caiu num banco, agora vazio pois, a garota notou, era onde o garoto de antes sentava, e acertou ao pensar que fora ele que a puxara. Olhou para o lado e, na troca de olhares, um zangado e outro divertido, ele sorriu; ele havia, praticamente, enforcado ela, que passava a mão no pescoço.

—O que foi? –disse a garota e, ao perceber que foi rude, acrescentou : -você queria falar comigo?

-Ah, sim! –exclamou ele e, limpando a garganta, falou, com uma voz engraçada: -poderia me conceder seu número de celular? –e estendeu a mão.

—pra que? –indagou a garota, com as sobrancelhas fortemente franzidas.

—ah, sei lá, pedir uma pizza. —disse o garoto, irônico, e a garota inchou as bochechas (era o que ela fazia quando se irritava.).

—Me dá o telefone e eu me coloco nos contatos. –disse Lauren, depois de alguns segundos pensando.

—não... –respondeu o garoto e a garota fez uma cara confusa- sei lá, vai que você... Sai correndo.

—tenho cara de ladra?

—não, mas se os maníacos psicopatas tivessem cara de maníacos psicopatas não existiria crime, pois todos seriam presos. –disse ele, sério.

A garota, involuntariamente, sorriu, ao perceber que aquilo era uma coisa que ela totalmente falaria e que ele não tinha feito esforço nenhum para falar; o interesse pelo garoto aumentou de 0 para, talvez, 1,5... ou menos. Era o que ela achava. Ela pegou uma caneta no bolso da frente da mochila e escreveu seu número na palma da mão do garoto, e ele fez o mesmo na dela, então, se despediram com um breve “tchau”.

Ao sair do aeroporto, após fazer o que precisava lá, ligou para a tia para ela busca-la e, quando ia guardar o telefone, lembrou que tinha que acrescentar o número dele aos contatos; fez isso.

...qual era o seu nome mesmo?

Lauren não conseguia acreditar que deu seu número a um estranho, e que pegou o número do mesmo estranho, sem nem saber seu nome! O que colocar, então? Ela estava perdida, então, colocou a primeira coisa que veio à sua mente:

Olhos azuis.

Olhou e olhou novamente o nome... Não, não pensava em nada melhor, também porque a voz dele a chamando de “olhos verdes” ecoava em sua cabeça, e ela sentia que, dando aquele nome ao contato dele, estava se vingando. Então, esquecendo disso por um tempo –ou tentando esquecer-, guardou o celular no bolso e esperou a tia.

Notas finais
aaaaaah, jesus salva minha alma
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.