Not With Me.
1 Elevator
E hoje era o grande dia, Tony decidiu fazer uma pequena reunião entre os vingadores e alguns amigos. O motivo oficial era que ele estava entediado já que Pepper não o deixava mais dar as festas extravagantes que ele estava acostumado, mas todos sabiam que o real motivo era que ele estava tentando animar Thor, já que ele e a namorada tinham terminado.
Tony chamou todos os vingadores e mais alguns convidados especiais para “festa”, entre eles incluindo Pepper, uma amiga do Clint chamada Kate que pelo o que eu entendi também atende pelo nome de Hawkeye, um amigo de longa data do Tony chamando “Rhodey”, que eu estou extremamente ansioso para conhecer já qualquer pessoa que consiga aguentar Tony Stark por mais de 1 mês merece uma medalha de honra, e até Sam.
E é claro, Maria. Não que eu não queira vê-la, Maria é uma mulher maravilhosa, ela é linda, inteligente e com um incrivelmente duvidoso senso de humor, e é, talvez eu não queira vê-la.
Tudo isso começou a alguns meses atrás, quando Natasha decidiu que nós faziamos um ótimo casal. Aparentemente ela é o tipo de amiga que quando está em um relacionamento, quer que todos os amigos estejam em um também para que eles não se sintam “excluídos”, e já que ela e Clint estão tão bem, ela decidiu dedicar todo seu tempo e energia para me ajudar a arrumar uma namorada. Ela quase conseguiu com Sharon, mas não deu muito certo.
Nunca tinha pensado muito na Agente Hill, mas depois de toda essa ideia da Natasha, ela é a única coisa que eu consigo pensar. Na risada dela, e no sorriso dela, e no cheiro do perfume dela... Enfim, eu pensei diversas vezes em chama-la para tomar um café, ou um jantar, mas ela sempre parece tão... ocupada? Parece que sempre que eu a vejo esta trabalhando, ou falando com Fury, ou falando com Fury sobre trabalho.
– Ei, Capicolé! Vem logo, ta todo mundo te espero e eu quero aquela garrafa de vinho.
Tony nem me deu tempo para responder, então eu fui direto para uma das 500 mil salas de visita que parecia ter naquela torre. Estava todo mundo sentado em um circulo em volta da mesa onde Thor havia deixou o martelo, mew-mew, mionir? Não importa.
E lá estava ela, com um vestido vermelho que a deixava ainda mais linda que o normal, bebendo uma cerveja e conversando com Clint enquanto ele fazia os palitos da comida chinesa de baquetas. Eu só me sentei ao lado do Thor e peguei uma cerveja, enquanto Tony se levantava e começava a falar.
– Vamos jogar um jogo! O primeiro que conseguir fazer o Banner...
– Não. – Bruce interrompeu antes que ele pudesse terminar a frase, arrancando uma pequena risada de todos na sala.
– ok, ok... – Tony olhou ao redor da sala por um segundo com uma cara de desapontado. – Que tal esse, quem conseguir levantar o martelo do Pikachu primeiro ganho alguma coisa, não escolhi ainda, Capcolé primeiro.
– Por que eu?
– Por que é minha casa. – Tony falou sentando no sofá e abraçando Pepper pelos ombros.
– O letreiro diz Avengers – Clint disse e em seguida jogou um dos palitos na direção de Tony.
– E a escritura diz Stark. – Tony falou depois de agarrar o palito que Clint havia jogado.
– Potts-Stark – Pepper o corrigiu.
– Ainda sim Stark. – Tony falou e deu um beijo da bochecha dela. Eu tenho que admitir, admiro muito a Pepper, já é difícil aguentar o Stark, mas amar ele do jeito que ela o ama parece impossível. – Esquece, eu vou primeiro.
E agora as coisas estavam ficando engraçadas, Tony estava quase se matando para levantar o martelo, mas ele nem conseguiu que o martelo se movesse. Não conseguiu quando colocou a luva do homem de ferro, nem quando ele estava com a armadura completa e nem mesmo com a ajuda de Rhodey usando a maquina de combate.
– Desiste cara, é só um truque. – Clint falou depois de passar uma cerveja para Natasha.
– Sinta livre para tentar, Arqueiro. – Disse Thor.
– Relaxa Clint, a gente sabe que você teve uma semana difícil então ninguém vai ficar chateado se você não conseguir levantar. – Kate falou arrancando uma risada de todos na sala e depois tentou pegar uma bebida mas Maria tirou o copo de sua mão. – Sério?
– Você tem 17. – Ela falou e virou a bebida inteira de uma vez.
– Deixa a menina em paz Hill – Tony falou.
Maria apenas virou os olhos e voltou a observar Clint enquanto ele tentava levantar o martelo. Devo admitir que foi quase tão engraçado quanto Tony, mas Maria e Kate com certeza acharam muito mais. As duas não conseguiam parar de rir, riram até um pouco demais pode se dizer.
Thor apenas deu uma risada debochada quando Clint desistiu de tentar levantar o martelo.
– Não vejo a graça, da primeira vez que eu te vi você não conseguia levar também. – Clint apenas falou e voltou a se sentar no seu lugar entre Maria e Natasha.
– Viúva, gostaria de fazer as honras? – disse Thor.
– Eu não tenho nada a provar – Natasha falou com seu típico sorrisinho de lado e bebeu o resto de sua bebida. – Acabou a cerveja.
– A reunião começou a 30 minutos. – Banner finalmente se pronunciou, admito que as vezes mal percebo que ele está na sala, a não ser quando ele está ficando verde, ai é um pouco difícil não notar.
– É, mas Clint e Kate estão aqui a mais ou menos 2 horas, então... – disse Natasha
– Tem mais no trigésimo andar, Hill se importa? – Tony perguntou.
– Vou pegar. – Hill falou se levantando e arrumando o vestido.
– São bastante caixas. – Clint falou. – Cap, por quê não vai ajudar ela?
– Não precisa, eu consigo – Ela respondeu antes mesmo que eu tenha pensado em responder a pergunta de Clint, ela realmente não quer passar tempo comigo tanto assim?
– Cap, vai ajudar ela. – Natasha falou
A “ordem” de Natasha fez Maria a olhar de um jeito que eu já tinha visto muitas vezes durante nossas missões juntos. É o olhar de “Eu sei o que você está fazendo e eu não gosto disso”, o olhar que com certeza faria vários agentes ter um ataque de pânico, mas Natasha simplesmente sorriu.
Eu não protestei, simplesmente levantei do meu lugar e fui até o elevador, cheguei antes que ela já que Maria estava sussurrando alguma coisa que eu tenho quase certeza que foram ameaças de morte para os dois assassinos. Eu segurei a porta do elevador e ela entrou em seguida.
Sinceramente, foi o minuto mais longo da minha vida, o silencio consumiu todo o elevador e o momento só continuava a ficar mais estranho. Eu a olhava de vez em quando mas ela ficava apenas olhando para a porta do elevador em uma postura militar. As vezes eu sentia como se ela me olhasse de canto de olho, mas não vi nada.
– Você era militar? – perguntei tentando quebrar o silêncio.
– Como? – ela se virou para me olhar.
– Você tem postura militar.
– Ah, uhm... Eu servi em Vietnã, 1998 a 2004. – Ela respondeu, eu não estava completamente surpreso, a precisão de Hill demostrava treinamento militar, mas eu achei que era apenas assim que a SHIELD treinava seus agentes.
– Obrigada pelos seus serviços. – Ela deu uma pequena risada, mas logo o silencio tomou conta novamente.
Estava dando graças a deus que estávamos quase chegando no andar, mas meus pensamentos foram interrompidos por um estrondo. O elevador caiu alguns andares e logo parou, eu senti o corpo de Maria se chocar com o meu quando nós dois caímos para trás e todas luzes se apagaram.
Segundos depois as luzes de emergência foram ligar. Maria olhou para mim, limpou a garganta e voltou para a sua antiga posição, do outro lado do elevador.
– J.A.R.V.I.S? – perguntei – Algum problema?
– Parece que tivemos uma pequena falha técnica Capitão Rogers, posso demorar um pouco para reativar todos os sistemas.
Ótimo.
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