Not The End
15 13 | Eu acho que é o fim para nós
Notas iniciais
Era apenas mais um dia normal para Noah, porém, ele não via à hora de terminar seu turno e correr para os braços de sua amada, a mulher mais chata e emburrada de toda, a mulher, que em sua opinião, era a mais perfeita por ter vários defeitos, pois ele se apaixonou não apenas por suas qualidades, mas também pelos seus defeitos.
O rapaz enxugava alguns copos do bar, seu turno havia começado há algumas horas, mas por conta da chuva forte que caia em Nova Iorque, a boate não estava tão lotada como de costume, e para o Puckerman, aquilo não era ruim, pelo contrario, assim ele teria menos trabalho hoje. O rapaz já estava com saudades dos lábios macios e delicados da punk, e já estava com vontade de sair detrás daquele balcão e correr para os braços dela, porém, mesmo sendo namorado da dona da boate, só poderia sair depois do seu horário.
Serviu alguns caras que pela expressão, já estavam completamente bêbados, Noah bebia as vezes, entretanto, nunca havia chegado ao ponto de ficar completamente bêbado. Olhou para o lado e viu o empregado de sua namorada o fitando, nunca fora com a cara dele, mas não podia fazer nada, já que ele era amigo da Quinn.
– Deseja algo? – Perguntou para o David.
– Apenas um chopp, estou morrendo de cede – Respondeu um pouco alto, pois o som da boate estava alto e mal podia ouvisse alguém falar.
Puck o serviu e logo se virou para atender outros clientes. Depois de servi algumas mulheres, que por um momento o bad boy pensou que elas o estavam dando em cima dele, foi até o David novamente, que o chamara há pouco tempo.
– Deseja mais alguma coisa? – Perguntou, porém, ele não obteve resposta, apenas um olhar de raiva.
– Não sei o que ela viu em você – Falou com um pouco de irritação. Puck por outro lado não entendera o que o Karofsky quis dizer com aquelas palavras, parecia até que estava bêbado, mas não podia, pois ele bebera só alguns copos de chopp.
– Desculpa, mas não entendi o que quis dizer com isso – Apesar de não gosta nada do gordo, Noah tinha que ser o mais educado possível, afinal, o Karofsky era gerente da boate.
– Sabe, acho que a senhorita Fabray merecia um namorado melhor, não acha? – Falou irônico. E naquele momento a vontade do Puckerman era de socá-lo até arrancar sangue do rosto desse gordo, entretanto, tinha que conter-se e apenas ignorá-lo – Você nem a conhece direito, é apenas um objeto para ela – E fora a gora d’água pra Noah. O bad boy bateu no balcão com força e o fitou com raiva, já estava proto para batê-lo.
– Olha aqui, eu agüento qualquer coisa, até que falem de mim, mas se falar da Quinn ou de qualquer um dos meus amigos, irei quebra sua cara – Falou entredentes, mas o David apenas riu com aquilo – E eu conheço muito bem minha namorada – Falou por fim, arrancando mais ainda uma gargalhada do outro.
– Sabe mesmo? Então você sabe que ela é usuária de drogas,né? Que ela é traficante e já matou muitos inocentes!? E que ela mente pra você quando diz que vai pra encontros com seus sócios, que na verdade ela vai cobrar as dividas dos seus compradores, isso você sabia, é claro, você é o namoradinho dela – Sempre irônico em suas palavras e com um sorriso de deboche.
David deu uma piscada para o barman e saiu dali rindo, como se estivesse feito algo de bom, mas que na verdade ele só queria separá-lo, afinal, ele sempre fora apaixonado pela Fabray, que nunca deu bola para o gordo.Noah sem pensar duas vezes, pulou o balcão e fora até o Karofsky e segurou em seu braço o virando para poder fita-lo. O Puckerman estava se segurando ao máximo para não fazer uma besteira.
– Nunca mais levante falso para minha namorada, ou não medirei as conseqüências – Segurou a gola da blusa dele, que por sinal estava toda soada, talvez por ser gordo e transpirar demais.
– Acha que estou mentindo, estão pergunta pra ela e verá que estou falando apenas a verdade – David o empurrou e saiu andando, como se nada tivesse acontecido.
...
Quinn estava em sua sala organizando alguns papeis de alguns compradores importantes, porém, seus pensamentos estavam em outro lugar; nele. No homem que a faz sorrir a todo o momento, que faz sua respiração falhar a cada beijo, que a faz suspirar a cada sorriso; a punk estava tão feliz, coisa que fazia tempo que não se sentia assim. E a punk não via a hora dele vim até ela e dizer que a ama e beijá-la apaixonadamente, porém, tinha que o esperar sair do trabalho, mesmo sendo a dona, não podia ser injusta e tratá-lo diferente dos outros empregados.
E sem perceber a Fabray já tinha feito um linha reta de cocaína sobre sua mesa, ela queria relaxar um pouco enquanto não podia ter seu namorado em seus braços. Posicionou-se mais perto do pó branco e cheirou até a metade dos poucos centímetros da droga, fechando os olhos e após passou a mão no nariz para assim, cheirar o restante. Aquela sensação era ótima, de prazer e calmaria,a trazia paz.
Jogou a cabeça para trás e respirou fundo, sentindo mais ainda uma sensação ótima em todo seu corpo e pensamento, como se estivesse num lugar onde denominava de seu pequeno paraíso. E nem notara quando sua porta fora aberta, até escutar alguém ajeitando a voz, como se fosse para chamar sua atenção.
– Oi querido, pensei que estivesse trabalhando – Quinn disse quando viu que era seu namorado. Levantou-se e fora até ele dando um beijo, que não durou muito, pois o rapaz o rompeu e a fitou serio.
– Me diz que é mentira, por favor – Ele já falou com um tom meio choroso, não queria acreditar que aquela mulher que estava em sua frente, que era a mulher que ele mais ama nesse mundo, estava envolvida com drogas e trafico.
– Mentira? Estou confusa – Falou tentando selar seus lábios, porém, ele virou o rosto para não ceder.
– Me diga que essa historia de drogas, assassinatos e trafico é mentira, e que você não está envolvida com isso – Então foi ai que a fixa caiu pra mulher, que gelou na hora, sabia que tinha contado pra ele desde o dia do reencontro, porém tinha medo de perdê-lo novamente, então resolveu esconder dele e pediu para o Finn não conta a ninguém também, o tornando cúmplice de sua mentira.
– Eu... Quem te contou? – Perguntou para tentar desvia o assunto e quebrar mais a tensão ali.
– não importa quem me contou, só me diga que essa porra é mentira e você não está envolvida – Falou já alterado, sabendo que sim, a sua amada estava nesse meio.
– Calma, não precisa se alterar, por favor – Tentou acalmá-lo, mas Noah já estava alterado e há empurrou um pouco forte, a fazendo dar alguns passos para trás.
– Então é verdade – Sussurrou pra si mesmo – Eu não estou acreditando – Levou a mão ate a cabeça a apertando em seguida. Suas lagrimas já desciam, e sentia seu coração doer a cada segundo.
– Por favor, não faz isso – Ela o abraçou forte, porém, ele não retribuiu. As lagrimas da mulher também já escorriam por seu rosto já avermelhado. Ambos estavam complemente triste ali.
– Se afaste de mim – Falou baixo, porém, a punk apenas o abarcou mais forte, não queria perdê-lo, não novamente, mas já sabia que aquilo era o começo do fim.
– Não diga isso, eu não agüentarei escutar novamente – Pediu, entretanto, ela a afastou com um pouco de brutalidade, e a fitando serio.
– Estou tão decepcionado com você, nunca pesei que um dia meu coração iria doer tanto, mas não dar mais, acho que é o fim pra nós – Falou com um pouco de receio na voz, entretanto, não iria voltar atrás, pois sabia que a vida que ela tinha escolhido era baixo e cruel, e não queria fazer parte daquilo.
– Não faça isso comigo, por favor, não agüentarei separar de você pela segunda vez – Implorou, mas já era tarde e ele já estava decidido, a olhou mais uma vez antes de sair daquela sala fechando a porta com força atrás de si.
– NOAH, NOAH – Gritou, mas não adiantou. A punk sabia que o tinha perdido outra vez, e não sabia se o teria novamente. Ela caiu de joelhos o chão e se pôs a chorar com mais intensidade.
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