Not So Sweet

10 Péssimo dia para professores transexuais


Notas iniciais
Oieh, me desculpem não ter postado antes, mas eu estava ocupadíssima com a escola, eu estava cheia de prova e trabalho logo no começo do segundo trimestre!! Enjoy it.

Acordei e o despertador tocava estridentemente a música "In the end" da minha banda preferida, Black Veil Brides. Tenho que trocar logo o toque antes que pegue nojo da música por me acordar tão cedo.

Sacudi meu primo delicadamente e falei para ele acordar, mas ele só rolou na cama e voltou a dormir.

Respira Bea, respira.

Empurrei ele da cama e ele caiu no chão com um estrondo.

PUTA QUE PARIU BEA, VAI SER MAIS DELICADA MENINA! — ele berrou massageando seu quadril.

Delicadeza não é tão eficaz quanto isso, querido — falei saindo do quarto, afinal, o cheiro dos waffles sendo feitos inundavam minhas narinas.

Desci as escadas correndo e recebi um olhar repreensivo da minha mãe.

Bea, você vai acabar cain... — interrompi minha mãe com um beijo estalado na bochecha.

Também te amo — falei rindo enquanto ia atacar os waffles recém servidos pela empregada que sorria. — Bom dia Addie. — Cumprimentei-a.

[...]

Entrei na escola e minha mãe foi na diretoria, me deixando sozinha no corredor cheio de alunos guardando seus materiais.

Um grupo de meninos estranhos passaram por mim gritando: "Eu quero cérebros!" "Queremos cérebros apimentados com arroz!"

Zumbis não comem arroz! — gritei de volta, fazendo eles rirem.

Vou fingir que não ouvi isso... — minha mãe disse bem-humorada — Aliás, já conversei com a diretora Rosie e já arrumei a papelada. Você é oficialmente uma aluna da Vincent Massey! E está aqui seu horário. — falou me entregando um papel meio quente recém impresso.

Uhuul! — ergui meus braços teatralmente, fingindo entusiasmo. — Tchau mãe. — dei um beijo nela e corri adentro da escola.

Joguei de qualquer maneira o papel dentro da minha mochila, e barrei a primeira criatura que vi no corredor que não estava com um grupinho, ou simplesmente gritando.

Menina, oi! Pode me dizer onde fica o banheiro dessa droga? — perguntei pro primeiro ser vivo que vi naquele labirinto mortal.

Claro, fica pra aquele lado do corredor e vira pra direita.

Segui suas indicações e entrei no bendito banheiro. Parei em frente ao espelho para arrumar minha roupa.

O que você tá fazendo no banheiro masculino? — ouvi uma voz e me virei rapidamente, até pensei que era a Murta Que Geme.

Provavelmente não procurando assombrações. — respondi aérea. — Mas, se você por acaso for a Murta e for me levar para Hogwarts, 'tô aceitando, viu?

O menino me olhou como se eu fosse louca e disse:

Você é uma menina e está no banheiro masculino. — ele disse pausadamente como se eu tivesse problemas de audição. Não tenho.

Quem disse que isso é um banheiro masculino? — perguntei cruzando os braços.

O símbolo na porta e os mictórios diriam, se tivessem boca. — ele respondeu irônico. Eu juro que eu ia decapita-lo daqui a pouco.

Foda-se.

Saí emburrada do banheiro para o corredor, logo depois, entro na porta da frente, no banheiro certo.

Me olhei no espelho e tirei o papel da minha mochila, minha primeira aula era história na sala 7, e começava ás 08:00.

Olhei meu celular e era 07:51.

Okay, tinha bastante tempo até, na verdade você tem 9 minutos sua anta, pensei, tirando o fato de que eu não sei onde fica a sala 7.

Saí a procura de alguém pelos corredores, perguntei pra primeira pessoa que vi na frente.

Oi, com licença — falei parando um menino loiro de aparelho e olhos verdes — onde fica a sala sete? — perguntei com um sorriso, parecendo retardada.

Segu-gu-ndo andar. — Falou meio gaguejando, virando-se e saindo rápido.

Legal, eu ajo normalmente, e a criatura sai correndo.

Vou para meu armário, que pela folha branca antes impecável, agora toda amassada pela minha mochila, era o número 374.

Ótimo, como eu vou achar a merda do armário.

Fui até o final do corredor olhei em volta, havia uma escada que subia, e depois de um pequeno espaço uma que descia. O número do último armário era 300. Subi as escadas para o terceiro andar, que na verdade era apenas um corredor extenso com salas e armários.

A direita, salas, e a esquerda, armários.

Fui andando, olhando para os lados, distraída vendo alunos correndo e gritando por toda a parte, até me lembrar que eu tinha que ficar de olho nos armários.

336, 337, 338... Até que eu finalmente achei o 374.

Joguei os outros cadernos e livros das outras matérias, assim carregaria menos peso, ficando apenas meu livro o livro da matéria, caderno e estojo.

Me direcionei até a bendita sala 9 e a encontrei assim que o sinal bateu. Timing perfeito é isso!

Entrei na sala e já haviam alguns alunos distribuídos pela sala e, obviamente, quem chega cedo são os que querem estudar, por isso só sobraram lugares no fundo. Me dirigi até a última classe da terceira fileira e aguardei até o professor ou a professora chegar. Ou podia ser um transexual, sei lá.

Infelizmente para transexuais que querem ser professores (as) e felizmente pra mim, quem entrou na sala foi nada mais nada menos do que um professor lindo que olha, não sei se consigo prestar atenção na aula não.

Bom dia turma. ele disse se sentando e eu ouvi um coro de bom dia principalmente das garotas. Pelo visto não sou só eu. Vou fazer a chamada. anunciou se sentando atrás da sua mesa.

Depois de uma longa lista de nomes, me levantei para lhe entregar o papel para passar a fazer parte da chamada.

Aluna nova, então? Gostaria de se apresentar para seus novos colegas? ele disse me encarando.

Okay, Bea, respira.

Tá bom. falei me virando para a turma, que já prestava atenção em mim como se eu fosse um alien. — olá, meu nome é Beatrice Castairs, vim de Newport por motivos que ninguém precisa saber, e... só. terminei olhando de volta para o professor, que sorriu e levantou um "joinha" com a mão.

Puta que pariu, se continuar assim vou começar vim para a aula com uma blusa fluorescente escrito me coma!

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado, até o próximo capítulo, vou tentar postar outro essa semana. Beijos, a propósito, comentar não cai a mão, nem o dedo, nem o braço, nem nada, então comente seusua preguiçoso(a)!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.