Not Over You

27 Capítulo 26 - With love, yours Emma


Notas iniciais
Oioi, gente ♥ Como vocês estão? Gente, eu tô emocionada com uma reportagem que eu vi, sabe? Não tô emocionalmente bem ainda UAHSUAUSH. Enfim, não tenho o que falar aqui nas notas hoje, aaaaah :c Mas eu queria só dizer que eu fiquei um pouco triste com a quantidade de comentários nos capítulos e tals, mas não vou de fato reclamar. Quem comenta sabe que está no meu coração ♥ Enfim, sei que essa capítulo é minúsculo comparado aos outros, mas faz parte e é muito, extremamente, imensamente importante! Espero de verdade que gostem! Boa leitura ♥ P.S.: Obrigada, Isa, meu amorzinho, por me passar confiança sobre esse capítulo! Te amo.

Não sei como começar uma carta que não vai chegar em suas mãos.

Só queria encontrar uma forma de não me afogar nos meus sentimentos, de superar pelo menos um pouco a saudade que tenho de você… parar de pensar, todas as noites antes de dormir, como estaríamos se ainda estivéssemos juntos, como funcionávamos bem, como nossa relação, pelo tempo curto que durou, foi boa, foi completa – apesar de as brigas idiotas por ciúme sem motivo.

Eu queria muito estar com você. Queria acordar ao seu lado todas as manhãs, queria sair nos finais de semana para algum restaurante novo com você ou para o cinema assistir algum filme estrangeiro com uma língua complicada que nós não entendemos. Queria ir ao parque de diversão ver você agindo como um adolescente, queria fazer tatuagens de henna, queria ver seu sorriso toda vez que me vê sair do banho vestindo uma camiseta sua, queria simplesmente poder me aconchegar em seus braços antes de dormir. Queria ter seus beijos novamente, queria provar da facilidade com que me entrego em seus braços, queria sentir você dentro de mim – tão intensamente me completando.

Mas, quanto mais sinto saudade, mais sei que não estava errada.

Não vou dizer que, hoje, estamos separados por sua culpa. Nenhum relacionamento é perfeito, Gabriel. Mas eu saber disso não muda o fato que de você não acreditou em mim. E não importa o quão madura nossa relação fosse, não há maturidade o suficiente que encubra a sua falta de confiança. Mas pessoas também não são perfeitas. Por isso que, dessa vez, eu não sinto mágoa. Mas dói. Confesso que dói. Dói porque dessa vez eu sei como é realmente estar com você – e, consequentemente, também sei como é incrível. Dói não poder te ligar quando alguma coisa incrível acontece comigo, dói não poder dar um “boa noite” a você, dói que eu não possa ligar e simplesmente dizer que sinto sua falta. Porque a saudade é tanta que só o som da sua voz me faria voltar correndo. E dói, acima de tudo, ter a sensação de que somos como estranhos um para o outro, agora. Às vezes eu me fantasio te encontrando outra vez e imagino o quão distantes estaremos um do outro quando acontecer, imagino o quão desconfortável vai ser te dar um abraço ou mesmo olhar nas profundezas dos seus olhos. Seria doloroso. Vai ser.

Resolvi escrever essa carta por um motivo. Hoje, uma terça-feira nublada em New York, tive a sensação de te ver. Vi você sentado em um banco no Central Park, O Grande Gatsby aberto em suas mãos, os óculos deslizando por seu nariz repetidas vezes; seu semblante era tão calmo. Vi você em uma mesa do Starbucks bem escondida no fundo, um copo de café expresso ao seu lado, um notebook a sua frente; você estava tão concentrado, as sobrancelhas franzidas tão encantadoramente. Vi você caminhando pelas ruas da cidade, as mãos nos bolsos da calça, a cabeça abaixada por causa do vento forte, seu casaco preto esvoaçando assim como seu cabelo marrom; e você sorriu para mim quando ergueu o rosto e me viu. E em todas essas vezes eu morri, derreti e perdi séculos da minha vida sonhando. Até descobrir que isso não passava da minha imaginação. É porque eu te queria em todos esses lugares. Lendo seu livro, tomando seu café, trabalhando em seu computador, simplesmente andando.

Inicialmente, pensei estar ficando louca. E, sejamos honestos, isso não seria nada difícil. Minha mente anda sempre tão cheia e conturbada com as ideias que a própria cria que ficar louca era o mínimo que poderia me acontecer. Mas depois de pensamentos e mais pensamentos eu soube que não era isso. É só saudade. É só amor. Sinto muito a sua falta, sinto muito que te amo. Sinto muito sua presença. Tem você em todos os lugares e em todas as coisas… mas você não está realmente lá. E isso me mata. O fato é que, na realidade, é em mim que você está, e não importa onde eu vá, você sempre estará comigo. Não vou me crucificar porque te amo, nem me culpar porque te quero, muito menos me repreender porque sinto sua falta. Eu fui embora sabendo dos meus sentimentos. E não pensei, nem por um segundo sequer, em usar esse novo emprego e essa nova cidade para te esquecer, para me livrar das coisas que sinto. Eu não sou tão iludida assim, Gabriel.

Já tentei uma vez e sei que não funciona. Mas, se tem uma coisa que posso garantir, é que dessa vez eu não estou preocupada com isso. Sinto sim que a saudade que sinto de você é capaz de me sufocar em certas horas, mas sei que esse amor é bonito e puro. Sei que o que senti e sinto por você foi a coisa mais sincera que já se apossou de mim… e não me preocupo em me livrar de algo assim. Pela primeira vez eu acredito no que sua irmã costumava me dizer… “você vai esquecê-lo, se for pra ser assim”. Não é pra ser assim, eu sei disso. Mas te amar não me incomoda. Não mais.

Chega uma hora na nossa vida que simplesmente cansamos de fingir. Cansamos de tentar enganar a nós mesmos. E é isso o que eu estou fazendo. Parando de fingir. Parando de tentar me enganar me fazendo acreditar que serei completamente feliz sem você ao meu lado. Não serei. Cada sorriso, cada risada, cada momento da minha vida… nada disso será completo. Vou me lembrar de você até nos detalhes mais simples da minha vida. E cada segundo do meu viver vai sentir sua falta. Vou viver com aquela felicidade doída, sabe? Com aquele sentimento de que, apesar de tudo, eu poderia ser mais feliz, com aquela sensação de que a felicidade nunca vai me atingir em cheio sem você por perto… comigo. E tudo bem pra mim. Eu aceito. Eu consigo.

Vou chorar, vai doer. Mas vou seguir em frente. Não completamente – nunca completamente. Porque sempre vai ter você segurando uma parte de mim e me impedindo de seguir. Porque esse amor tão grande e ofuscante vai sempre cegar uma parte de mim. E eu continuarei ali por você, pra você, por causa de você.

Eu nunca vou te esquecer. E jamais vou amar alguém como amo você.

Mas espero que você seja feliz com outra pessoa.

Espero que você conheça alguém que faça o seu coração palpitar, que te faça deixar o orgulho para trás e aceitar seus sentimentos, que mereça uma tatuagem de henna com seu nome em seu peito. Alguém que te sugue por inteiro, que consiga conhecer cada pedaço de você como eu consegui. Alguém que te encoraja a fazer coisas idiotas, a ser um romântico incorrigível e a sorrir para um estranho na rua. Alguém que esteja ao seu lado sempre que você precisar, e até mesmo quando não, alguém que ria com você e enxugue suas lágrimas. Alguém que te convença a pular na piscina dos seus pais às três horas da manhã, alguém que fique muito amiga de Claire e que esteja sempre rindo com Ethan, alguém que ame seu sobrinho, alguém que se dê bem com seus pais. Alguém que não seja medrosa e que não fuja. Alguém em quem você confie completamente. Mas, principalmente, Gabriel, espero que você encontre alguém que te ame o tanto que eu te amo, que esteja disposta a esquecer a razão de algumas coisas por amor, por amar. E espero que esse alguém te faça feliz.

Porque cada fibra do meu corpo estará sempre desejando sua felicidade.

Porque eu te amo, Gabriel.

E essa é a primeira vez que falo isso diretamente para você – mesmo que essa carta não chegue às suas mãos.

Não é um adeus, Gabriel. Não foi e nem nunca será. Eu sempre vou lembrar-me de você, sempre vou te ver de novo. Não importa onde nós estivermos… Eu sempre vou te achar.

E sempre vou te amar.

Com amor, sua Emma.

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem, me digam o que acharam, o que mais gostaram, o que eu preciso melhorar, se vocês esperavam algo diferente e o que esperam do próximo capítulo. E o que acham que vai acontecer com essa carta? Hm, apenas me digam! Desculpem pelo capítulo pequeno, novamente, mas espero que tenha sido bom o suficiente para encobrir o tamanho! Beijos e até domingo que vem, cogumelos ♥