Not Over You
19 Capítulo 18 - Boyfriend
Notas iniciais
– Vocês vão demorar muito aí? – Gabriel perguntou.
– Não sei, a Claire entrou no vestiário há uns dez minutos só – respondi e ri quando o ouvi bufar do outro lado da linha. – Ei, você não deveria estar trabalhando?
Ouvi Gabriel gargalhar e revirei os olhos.
– Amor, você pergunta isso há dois meses – ele disse e foi minha vez de bufar, embora eu sentisse meu estômago dar uma revirada violenta.
Fazia dois meses que Gabriel e eu havíamos voltado das Bahamas, fazia dois meses que nós nos encontrávamos, fazia dois meses que passávamos as noites de sábado e domingo no meu apartamento assistindo a algum filme banal, ou simplesmente ficando abraçados na cama falando sobre algumas besteiras. Fazia dois meses que eu ouvia Claire dizer "agora que vocês estão namorando", apesar de Gabriel e eu ainda não estarmos namorando de fato. Fazia dois meses que nós nos beijávamos. Mas, ainda assim, quando ele me chamava de amor era como ouvir uma coisa nova sempre que acontecia. Parecia bom e surreal demais. E eu não conseguia deixar de me perguntar, toda vez, quando isso iria parar. Quando meu coração ia deixar de acelerar toda vez que eu o visse, quando meu fôlego ia parar de me abandonar quando ele chegava tão perto, quando meu estômago ia parar de revirar com simples palavras e quando eu ia deixar de sorrir toda vez que ele fazia uma coisa boba e sem importância.
Mas pareciam ser coisas impossíveis de parar ou controlar.
– E há dois meses você não me responde – retruquei e o escutei rir.
– Eu estou trabalhando – ele respondeu. – Mas eu gosto de parar um pouco pra falar com você.
– Pois não deveria – eu disse em uma bronca, apesar de estar sorrindo... ele não podia ver isso.
– Você não quer que eu ligue?
– Eu não disse isso.
– Ótimo, porque eu vou continuar ligando.
Meu sorriso aumentou e eu não conseguia tira-lo do rosto. Revirei os olhos para mim mesma por ficar tão boba por palavras tão curtas e simples como aquelas. Mas era bom saber que ele continuaria me ligando durante o dia, que ele gostava de falar comigo e que eu ouviria sua voz pelo telefone por pelo menos trinta minutos, já que ele se recusava a desligar antes disso... só abria exceção se me ligava quando eu estava saindo para trabalhar. Mas ele já estava quase decorando minha agenda de trabalho...
Era bom saber que era tudo totalmente diferente de antes.
Eu não era a mesma Emma e ele não era o mesmo Gabriel. Não era a mesma relação. E eu sentia uma onda de segurança e confiança toda vez que me lembrava disso, toda vez que ele me beijava de repente e dizia que não queria mais me largar. Estar com Gabriel era como aceitar que tudo ia ficar bem e que coisas ruins aconteciam de vez em quando, porque aconteceram com nós dois e nós estávamos bem, afinal. Era a realidade fantasiada de sonho.
– Eu quero te levar à um lugar hoje – ele falou de repente, tirando-me dos meus devaneios.
– Que lugar?
– Um parque de diversão – ele respondeu e eu ri. – O que foi?
– Parecemos um casal de adolescentes, sabia? – Eu disse, parando de rir, mas deixando um sorriso no rosto. – E um parque de diversão só deixa tudo mais clichê
– Eu não tenho objeção à isso – ele disse e eu poderia jurar que estava sorrindo, eu quase podia escutar seu sorriso. – Você tem?
– Oh, não, claro que não – respondi e ri outra vez. – Eu gosto de coisas clichês.
– Ótimo.
Ri mais uma vez e balancei a cabeça em negação. Nunca, nem em um milhão de anos, eu imaginei que Gabriel fosse do jeito que estava se mostrando. Apesar de eu saber que ele era carinhoso quando queria, aquilo era mais do que eu acreditaria se me dissessem. Ele não tinha medo de falar alguma coisa, não pensava duas vezes se de repente desse vontade de me olhar e falar que nunca quis alguém tanto quando me queria. Ele não tinha limites para as palavras, os gestos e o clichê. Ele simplesmente fazia as coisas como queria e do jeito que queria, assim, de repente. E eram nesses momentos que ele conseguia me pegar totalmente desprevenida e me fazer apaixonar por ele um pouquinho mais.
Éramos realmente como dois adolescentes. Eu principalmente, porque ele me deixava assim. Talvez éramos assim porque ambos não tínhamos aproveitado muito de um romance como Claire, por exemplo, que teve um namorado e passou por essas coisas. Talvez era porque ele tinha vontade de fazer coisas bobas e se sentisse um bobo comigo, do mesmo jeito que eu era com ele. Mas eu realmente não me importava. Porque era bom demais para que eu ficasse me perguntando de onde isso saía. Eu só queria estar ao seu lado e aproveitar desses momentos clichês enquanto mulheres da minha idade se desesperavam por não ter um marido ou coisa parecida.
– Eu queri-
A voz de Gabriel foi cortada pela de Claire:
– Então, o que você acha?
Levantei os olhos e vi minha amiga parada em frente a porta do vestiário, com um sorriso que mal cabia em seu rosto e os olhos lacrimejando. Abri a boca em um perfeito O e descruzei as pernas lentamente, ficando de pé mais devagar do que uma lesma, ainda com o telefone no ouvido, que agora estava com a linha silenciosa.
– É perfeito – eu disse em um quase sussurro.
– O que é perfeito? – Gabriel perguntou.
– O vestido – respondi, ainda abobada. – Vou desligar agora, ok? Nos falamos depois, amor – eu disse, me esquecendo completamente de que não havia chamado-o assim ainda.
A linha voltou a ficar silenciosa por alguns segundos.
– Tudo bem – ele disse devagar, sua voz saindo um pouco mais rouca. – Depois eu te ligo, então.
Concordei e finalizei a ligação.
O vestido de Claire não poderia ser mais perfeito. Ele era tomara que caia, branco na parte do busto até a cintura, sendo finalizado por uma linha diagonal de flores bordadas de azul escuro. Ao final da linha, iniciavasse outra, também de flores azuis, na diagonal, mas para o outro lado, já na saia do vestido. Essa também era branca, e cheia, mais comprida de um lado, dando uma charmosa impressão de que o vestido era caído para o lado esquerdo.
– Eu jamais poderia imaginar um vestido mais perfeito – disse, andando em direção à minha amiga, que ainda tinha um sorriso gigante ocupando metade do seu rosto.
– Eu ainda estou abobada – Heloise Harrison, mãe de Gabriel e Claire e uma mulher extremamente bonita e divertida, disse, saindo do provador e parando atrás da filha com um sorriso, mas olhando para mim.
– Eu também – falei, deixando um sorriso orgulhoso e contente tomar conta dos meus lábios.
– Certo, com licença, eu quero me ver em um espelho maior do que o que tem no vestiário – Claire disse e virou para o lado, começando a andar até a escada que dava para a parte de cima do ateliê da senhora Backerman, uma velhinha simpática e talentosa.
Era no andar de cima que ficavam os três espelhos enormes do ateliê, além de algumas máquinas de costura, onde a senhora Backerman estava.
Assisti minha melhor amiga subir a escada em forma de caracol, enquanto a pontinha da calda lateral do vestido encostava levemente no chão, mesmo com Claire segurando a saia do vestido para cima. Heloise e eu nos olhamos e mais do que depressa também subimos as escadas, ambas com certeza ansiosas para ver a expressão de Claire quando se olhasse completamente no espelho.
Assim que pisei no piso do segundo andar meus olhos foram para Claire, que estava parada em frente ao espelho com os olhos esbugalhados e cheios de lágrimas. Aos poucos o sorriso que estava em seu rosto segundos antes foi retornando, só que dessa vez maior e, se possível, mais sincero e mais feliz.
– É esse o vestido que eu vou usar no meu casamento – ela disse baixinho. – É esse o vestido que eu vou estar usando quando disser meus votos olhando nos olhos de Matthew.
– Sim, querida – Heloise falou e andou até a filha, parando atrás dela e segurando seus ombros com as mãos delicadas. – É esse o vestido do dia que você vai se lembrar pro resto da vida.
Claire soluçou entre um riso de felicidade e as lágrimas que estavam em seus olhos escaparam, escorregando por suas bochechas sem pausa, embora minha amiga tentasse seca-las e para-las.
– Eu nunca estive tão feliz e emocional em toda minha vida – ela disse e as lágrimas pareciam finalmente ter se aquietado e pararam de escapar de seus olhos.
Heloise riu e se afastou, indo até onde a senhora Backerman estava. Essa sorria olhando para Claire, mas engatou em uma conversa com a mãe dela, também voltando a costurar o que estava costurando antes de subirmos até lá. E eu apenas andei para mais perto de Claire, parando atrás dela e olhando seu reflexo inteiro no espelho.
– Se eu chorar assim no casamento, minha maquiagem vai por água abaixo – ela disse e eu ri, balançando a cabeça afirmativamente.
– Você 'tá gata – disse e ela riu, dando uma fungada durante a risada.
Claire continuou se olhando no espelho, virando o corpo de todas as maneiras possíveis para se certificar de que não havia nenhuma linha solta, ou defeito, ou só tecido sobrando demais. E, a cada posição nova, era uma pergunta pra mim. Ela perguntou se eu achava que a parte de cima deveria ser mais apertada, ou se ela havia ficado sem peito. E ela até perguntou se não estava parecendo gorda demais, mas fingiu que não tinha nada quando eu perguntei "o que?" da forma mais confusa que pude.
– Seu vestido acaba de ficar pronto, Emma – anunciou Heloise, fazendo-me virar o rosto para encara-la ao lado da senhora Backerman. Ela segurava uma roupa azul escuro nas mãos, mas que não mostrava seu modelo por estar dobrada.
– Meu vestido pra quê? – Perguntei confusa, lançando um rápido olhar para minha melhor amiga, que sorria enquanto alisava o vestido em seu corpo com as mãos.
– Para o casamento, ué – Heloise respondeu, andando até onde eu estava e me entregando o vestido, que logo eu descobri ser de seda, ainda dobrado.
– Mas o meu já está pronto – falei, e Claire finalmente ficou de costas para o espelho, coisa que me fez virar para olha-la. – Lembra? A gente comprou aquele dia na loja. Entregamos para a senhora Backerman para ela poder fazer outros sete modelos iguais.
Claire revirou os olhos e sorriu, logo dizendo:
– Eu sei, mas mamãe viu um desenho de um modelo que eu desenhei em cima da cama e disse que ficaria lindo nas damas de honra – explicou. – E eu também achei que ficaria. Por isso mudamos os planos... eu só esqueci de contar – franziu as sobrancelhas, parecendo culpada. – Vai ficar brava?
Revirei os olhos e sorri, negando com a cabeça.
– Ótimo! – Claire falou animada. – Vá provar!
Assenti e desci até o andar debaixo, onde ficavam os provadores. Entrei em um deles e logo comecei a me despir para vestir o vestido de dama de honra. E assim que o fiz, vi que Claire tinha razão, porque o espelho que havia ali só mostrava do meu busto para cima.
Saí do provador e subi as escadas para o segundo andar do ateliê, onde Claire ainda estava se admirando no vestido. E a senhora Backerman dizia que havia feito alguma coisa para que elas pudessem alargar o vestido, caso necessário. No topo da escada vi minha melhor amiga abraçando a costureira e dizendo animada que não iria mais sonhar que estava nua na hora do casamento, enquanto Heloise apenas ria.
– E então? – Perguntei, fazendo as três mulheres em frente ao espelho me olharem e comecei a andar até elas.
– Ficou perfeito! – Claire exclamou animada. – Cara, como eu sou talentosa.
– Não foi você quem fez – eu disse rindo e minha melhor amiga revirou os olhos.
– Mas eu desenhei.
Assenti sorrindo e Heloise e a senhora Backerman escorregaram para o lado, dando espaço para que eu e Claire ficássemos de frente para o espelho. E, quando vi vestido todo no espelho, admiti mentalmente que sim, Claire era mesmo talentosa. E a costureira, é claro. O vestido, como eu já sabia, era azul escuro e feito de seda. Ele ia até uns quatro dedos abaixo do meu joelho e era tomara que caia. A parte do busto era plissada e com bojo — para que um sutiã não fosse necessário -, e, abaixo do busto, havia uma faixa branca com flores azuis bordadas.
– A senhora é rápida! – Falei surpresa, olhando para a senhora Backerman.
Ela riu.
– Minha neta começou os das dama de honra enquanto eu fazia o da noiva – ela explicou, e eu fiz um "ah" e voltei a me olhar no espelho. – Eu só estava finalizando ele.
– O vestido de noiva ficou lindo – Claire exclamou. E parecia que ia chorar de novo a qualquer momento. – Minhas damas de honra vão ficar lindas. Matt vai estar lindo. A igreja vai estar linda e...
E então ela fungou, o que me fez virar e abraça-la, sentindo apertar os braços ao redor dos meus ombros.
– Seu casamento vai ser lindo – sussurrei em seu ouvindo e ela apenas me apertou mais ainda.
...
– Mas ele está bonito assim! – Gabriel falou, puxando-me para andar entre as barraquinhas de jogos e comidas.
– É só uma mão, Gabriel, não vai mudar nada – falei e revirei os olhos, mas ri ao senti-lo me dar um beijo estalado na bochecha. – Meu cabelo 'tá enorme, nem vai parecer que eu cortei.
– Se é o que você quer – ele murmurou e soltou minha mão, passando o braço por minha cintura e grudando nossos corpo, o que me fez passar a mão por debaixo do seu braço, abraçando suas costas. – Onde você quer ir primeiro?
– Eu nunca fui naquele Ranger – falei, sentindo as bochechas corar.
– Sério? – Gabriel perguntou incrédulo. – Então vamos – e voltou a me segurar pelas mãos, puxando-me como se fosse uma criança querendo mostrar um brinquedo novo ao amigo.
E eu só ri. Porque era engraçado ver Gabriel agir tão infantilmente.
E nós fomos no Ranger. E eu quase morri. E jurei para Gabriel que o mataria quando recuperasse minhas forças e meu coração parasse de bater tão rápido. Ou quando meu estômago voltasse ao normal. Foram os cinco minutos mais longos da minha vida. Era difícil saber o que era mais vergonhoso, o fato de Gabriel ter rido da minha cara por dois minutos seguidos ou ver as crianças que saíram do brinquedo junto com nós dois ótimas e querendo ir mais uma vez.
Mas, para acalmar os nervos, depois nós fomos na roda gigante. Porque Gabriel disse que já que nós éramos dois adolescentes clichês naquela noite, tínhamos que ir nesse brinquedo. E ele usou essa desculpa para pagar tudo o que nós fizemos, para tentar ganhar um panda de pelúcia pra mim em uma daquelas barraquinhas de tiro ao alvo — mas ele não conseguiu — e para — ele me obrigou a fazer isso — me carregar de cavalinho em suas costas. E essa última, por mais ridículo que fosse e por mais vermelha que eu tenha ficado com todos nos olhando, foi um dos meus momentos favoritos.
– Eu acho que nós já fomos em tudo – disse ofegante, logo depois de sair daquele brinquedo que todos chamam de elevador.
– Nós não fomos nem em metade – ele disse rindo.
– Okay, então onde nós va-
– Emma? – Alguém interrompeu em minhas costas, e tanto eu quanto Gabriel nos viramos para ver quem era. E ele não perdeu tempo em voltar a entrelaçar nossos dedos quando viu quem era.
– Ian! – Exclamei surpresa, tentando dar um sorriso ao ver o seu sincero direcionado a mim. Isso apenas fez Gabriel apertar seus dedos em minha mão.
– Então, como você está? – Ele perguntou e se aproximou de mim, fazendo menção de que iria me abraçar. Isso me fez soltar a mão enlaçada a minha e dar um passo a frente para lhe abraçar desajeitadamente, enquanto ele me abraçava apertado.
Voltei a ficar ao lado de Gabriel e a segurar sua mão.
– Bem – respondi e senti minha mão ser apertada novamente. – Esse é o Gabriel – falei, dessa vez sorrindo de verdade, e olhei para Gabriel.
– O namorado – ele completou, dando um sorriso sarcástico para Ian, enquanto soltava rapidamente minha mão para apertar a dele.
– É um prazer – Ian disse, deixando seu sorriso aberto e contente se transformar em algo sem graça e até amargo. – Bem, eu vou indo... meus amigos devem estar me esperando – falou rápido, antes mesmo que eu pudesse pensar em dizer alguma coisa. – Foi bom te ver, Emma.
Assenti com a cabeça e sorri sem mostrar os dentes. Ele andou até mim e deu-me um beijo estalado na bochecha, acenando para Gabriel enquanto virava as costas para ir embora.
Continuei parada até que Ian sumisse de vista. E quando aconteceu...
– Eu não gostei desse cara – Gabriel bufou.
– Eu percebi – disse e bufei de volta, virando para continuar andando e puxando Gabriel junto comigo. – E aquele sorrisinho foi desnecessário.
Ele ficou quieto por alguns segundos, mas logo eu pude ouvir sua gargalhada.
– É o que eu tenho de melhor – disse e eu revirei os olhos. – E, olha, desnecessário foi o beijo no rosto e o abraço que ele te deu!
– Foi inocente, Gabriel – murmurei, e logo meu "namorado" soltou minha mão, voltando a enlaçar minha cintura para que nós andássemos abraçados.
– Não da parte dele, amor – ele disse e deu um beijo em meu cabelo.
Revirei os olhos e ri, não acreditando que Gabriel estava mesmo com ciume do Ian. Tudo bem que ele havia sido meu namorado, mas o cara era todo inocente e simpático... era quase impossível sentir algo que não fosse afeição por ele.
– Onde você quer ir agora? – Gabriel de repente perguntou, começando a acariciar minha cintura com o dedão por cima do tecido da minha blusa. – Lembra? Nós íamos ir em mais brinquedos antes do seu amigo aparecer.
Ignorei o sarcasmo que Gabriel usou ao se referir de Ian como meu amigo, e apertei os olhos, virando o rosto para olhar para os brinquedos, enquanto nós continuávamos caminhando. E, quando meus olhos avistaram uma barraquinha com uma fila cheia de crianças, eu sorri e voltei a olhar Gabriel, que me olhava com uma sobrancelha arqueada, esperando minha resposta.
– Eu quero algodão doce – falei e ele riu.
– Depois o clichê sou eu – e negou com a cabeça, começando a andar na direção da barraquinha, o que fez meu sorriso aumentar.
– Do azul – acrescentei, parecendo uma criança.
Gabriel sorriu e assentiu, se virando para me dar um selinho assim que paramos na fila, atrás de um senhor que segurava uma menininha loira no colo. Assim que ele separou nossos lábios e acariciou minha bochecha carinhosamente, eu me vi corajosa para olhar em seus olhos e perguntar:
– Então você é meu namorado?
Ele sorriu e assentiu.
– E você é minha – sussurrou, voltando a olhar para frente e nos fazendo andar alguns passos, já que a fila tinha andando.
– Namorada? – Questionei, recostando a cabeça em seu peito e passando meu outro braço por sua barriga, entrelaçando minhas mãos, prendendo-o em meus braços.
– Minha tudo.
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