Not Like The Movies
2 The ugly truth
Notas iniciais
O despertador toca: Lonely – Akon b34;
Lonely
I\'m Mr. lonely,
I have nobody,
For my own…
Que saco! Já é de manhã e eu não dormi quase nada preparando o próximo projeto para a agência. De qualquer jeito é quase impossível não comprometer minhas noites com os curtos prazos que meu chefe me dá.
- OMG! 07 horas? Eu deveria estar saindo de casa agora!
Merda, merda, MERDA! Não consigo nem pronunciar merda em voz alta. Algo que, como diria minha tia e melhor amiga, Alice, é um péssimo defeito porque assim eu não descarrego minha raiva. Faz tempo que ela não vem nos visitar, afinal ela mora em outro estado com o meu tio Jasper e minha sobrinha super fofa Emily, porém sempre nos falamos por telefone.
Moro com os meus pais Edward e Bella, meus avós Carlile e Esme e meus tios Emmet e Rosale em um antigo casarão, herança de família, situado num bairro de classe média próximo a NY City, onde trabalho. Não chego nem perto de ser rica, toda a família ainda trabalha pra manter a casa. Meus avós são médicos cirurgiões e trabalham juntos, meu pai é professor universitário e minha mãe é assistente social enquanto meus tios montaram uma oficina para tunagem de carros e restauração. Jasper é psicólogo e Alice é designer de roupas, mas agora não está trabalhando pra cuidar de Emily que tem apenas alguns meses.
Tive meia hora pra tomar um banho rápido e colocar a primeira roupa que aparecesse na minha frente (Alice odeia quando eu faço isso). Desci correndo as escadas em direção a cozinha onde minha avó preparava o café para toda a família. É tradição tomarmos café juntos já que durante o dia os horários de todos são tão diferentes.
- Bom dia minha linda! – Esme disse virando-se para mim e franzindo o cenho – O
que aconteceu com o seu cabelo Nessie?
- Não tive tempo pra fazer nada vovó. Tenho que chegar cedo hoje e perdi a hora, por isso que eu fiz esse coque de qualquer jeito, mas no caminho eu termino de me arrumar. – eu disse tomando um grande copo de suco de laranja e correndo para a porta.
- Arrumar o cabelo dirigindo?! – minha avó resmungou balançando a cabeça.
- Já vai querida? – minha mãe perguntou me observando de uma forma estranha.
- Vou mãe, tenho um projeto para apresentar logo cedo. Meu chefe me mata se eu me atrasar.
- Entendo filha, mas você não acha de deveria tomar café e tirar esse suéter amarelo?
- Já tomei um suco e o que é que tem meu suéter? – falei sem entender.
- Nada meu amor, só que blusa verde com suéter amarelo e calça marrom não ficou muito legal. Parece que você está torcendo pela seleção da Austrália.
- Ah mãe. Não tenho tempo, vou assim mesmo. – me despedi das duas, peguei meu Fusca 82 branco restaurado e fui pro trabalho.
A HTP Company é uma agência de publicidade e propaganda muito antiga em New York e uma das que foram abaladas com a crise financeira do ano passado. Segundo o proprietário Billy Black, seu filho Jacob Black é o grande responsável pela permanência da agência no mercado. A verdade é que os projetos mais lucrativos vieram de mim e Jacob só teve que aprová-los.
Estacionei meu fusquinha e passei voando pelas grandes portas de vidro da HTP. Tentei dar um jeito na minha franja quando estava no elevador e colocar um batom líquido, que tem algum nome específico a qual eu não consigo lembrar, que Alice me deu no último aniversário, mas nada melhorou minha aparência.
Assim que o elevador parou no meu andar fui direto para minha mesa que ficava em frente à porta do meu mal humorado chefe. Tive tempo suficiente para colocar minha bolsa pendurada na cadeira quando ELE saiu do elevador. Passei a mão apressadamente na franja tentando ajeitá-la pela última vez enquanto ele se aproximava.
Sem querer bati com o cotovelo numa caneta que estava em cima da mesa e a derrubei justamente na hora que Jacob jogava uma enorme pasta cheia de papéis na minha frente.
- Preciso desses projetos revisados ainda hoje antes das três da tarde. Os acionistas já chegaram?
- Não sei dizer senhor.
- Trouxe o projeto?
- Sim senhor.
- Então o que foi que aconteceu que ele ainda não está em cima da minha mesa?
- Ele estará lá antes do senhor, senhor.
Ele me encarou e levantou uma sobrancelha no segundo que eu me levantei e fui colocar o meu projeto em sua mesa. Esperou que eu saísse da sua sala e me encarou por um momento em quanto eu subia a minha calça.
- Ache os acionistas, dirija-os a sala de reuniões e veja se dá um jeito nesse cabelo antes da apresentação. Se é que isso é possível. – disse ele com uma cara de quem comeu e não gostou.
- Sim senhor.
Eu devia odiá-lo, não, eu tinha que odiá-lo. Ele simplesmente me explorava, me tratava mal e ainda me ridicularizava. Como meu pai bem falava, eu poderia estar ganhando muito mais na concorrência se um dia eles chegassem a saber do meu potencial. Mas eu simplesmente não conseguia. Apesar de tudo, eu adorava trabalhar aqui, na área de criação. Eu via meus projetos sendo altamente elogiados mesmo que quem recebesse todo o mérito fosse Jacob. Eu prometi várias vezes a mim mesma que um dia eu ainda receberia os lucros pelo meu trabalho ou quem sabe até mostrá-los ao dono da agência, o velho Billy Black, que demonstrou muita confiança no meu trabalho ao me admitir.
Mesmo assim eu não conseguiria acabar com a carreira de Jacob já que os pais lhe disseram que o próximo escândalo, ele estaria fora. Tenho que admitir que depois disso ele mudou um pouco e até ficou mais responsável, mas também aprendeu a esconder melhor seus podres. A freqüência de mulheres lindas na sua sala diminuiu, mas só eu sei o número de ligações femininas que eu tenho que repassar.
Conforme foram chegando, direcionei todos os acionistas à sala de reuniões e joguei água na franja. Isso diminuiu o volume do cabelo mesmo que eu tivesse ficado parecendo com um pinto molhado. Fui à sala do meu ‘digníssimo’ chefe e avisei que estava tudo pronto para o início da apresentação, então ele me seguiu até a sala.
Ele estava muito cheiroso, senti enquanto andávamos lado a lado. Não resisti em encará-lo pro alguns minutos. Estava lindo em um terno claro e uma gravata azul marinho, seu cabelo baixo estava propositalmente desarrumado com algum produto capilar. Jacob emanava masculinidade por cada poro de sua pele, seu andar era seguro e seu corpo se mexia de uma maneira sincronizada.
Ali estava meu sonho de consumo, andando ao meu lado tão perto e tão longe ao mesmo tempo.
- O que foi? – ele perguntou.
- Não, nada. – eu desviei meu olhar corando absurdamente.
- Ligue os equipamentos enquanto eu cumprimento todos.
- Sim senhor.
Fiquei intimamente agradecida de ter o que fazer depois desse flagra desagradável. Jacob já tinha mulheres demais aos seus pés pra perceber que a secretária nerd e jegue está afim dele.
- E aí Jake já conseguiu o visto? – disse Sam Uley, acionista e amigo de Jacob.
- Ainda não Sam, estou tendo uns probleminhas com a embaixada Britânica aqui
no país.
- Cuidado cara, você vai acabar tendo que se casar com a Leah para conseguí-lo.
- Deus me livre! Prefiro ficar sem visto por mais alguns anos. – ele respondeu batendo na mesa enquanto todos na sala sorriam.
A apresentação começou logo depois que eu preparei o material. Na maior parte do tempo Jacob falava, ele apresentava o projeto muito bem com a entonação perfeita fazendo suspense e sorrindo no time certo solicitando várias vezes a minha ajuda. Logo depois ele apresentou o vídeo final da propaganda e o cliente, que era dono de uma agência bancária, ficou muito satisfeito com o trabalho e aprovou o contrato.
Arrumei a sala logo depois que todos saíram e comecei a revisar os projetos que meu querido chefe havia colocado mais cedo sobre a minha mesa. Não parei nem pra almoçar, mas consegui revisar os 09 projetos e colocá-los as duas e quarenta em sua mesa.
- Com licença senhor.
- Entre.
- Eu já acabei os projetos de hoje de manhã, estão aqui.
- Coloque em cima da minha mesa.
Ele estava assinando alguns papéis e nem levantou o olhar quando eu cheguei mais perto. Deixei a pasta na mesa e me virei para sair da sala quando ele falou:
- É Re- Reeee...
- Renesme senhor.
- Isso aí, depois que eu sair da sala hoje, você está liberada. Tenho uma reunião às quatro horas.
- Obrigada. – disse sem muito entusiasmo.
- Não me agradeça, seu projeto foi muito bom, mas veja se consegue dar um jeito nesse cabelo da próxima vez que for se apresentar em público.
- Sim senhor.
- Pode ir.
Saí da sala corada novamente pensando que dessa vez eu teria que ligar pra minha tia Alice e pedir o endereço daquele salão que ela insistiu em me levar tantas vezes. Meia hora depois Jacob passava apressado para o elevador e eu podia respirar em paz e ir pra casa.
No caminho fiquei pensando no que fazer com o meu tempo livre já que hoje é quinta feira ainda. Pena que eu não tinha a sorte que isso acontecesse numa sexta-feira. Meu estômago reclamou de uma forma audível e eu percebi que precisava mesmo da comida da minha mãe.
- Largou cedo filha? – Bella perguntou enquanto eu jogava minhas coisas em cima do sofá.
- Não mãe, fugi do trabalho. – disse pra minha mãe que arregalou os olhos na hora.
- Você não fez isso, fez?
- Não, eu ainda não estou tão louca. – falei sorrindo em quanto dava um cheiro em sua cabeça e andava pra cozinha.
- Renesme não faça isso com sua mãe, eu me assustei.
- Relaxa mãe. Eu estou morta de fome.
- Não almoçou de novo no trabalho Nessie? – minha mãe odiava quando eu não comia.
- Não deu, mas eu estou aqui, cheguei cedo. Isso não é ótimo?
- Sim é claro que é. – ela falou sorrindo e me abraçando.
Bati um prato de macarronada, meu almoço predileto, depois tomei banho, coloquei uma roupa confortável e fui pra varanda conversar com minha mãe.
Após um tempo de papo ela falou:
- Tenho uma ótima notícia pra você.
- O que foi? Papai concluiu o doutorado?
- Não meu bem, mas isso está perto de acontecer. É outra coisa que vai te deixar muito feliz.
- Fala logo mãe!
- Teremos mais gente morando aqui no casarão.
- Como assim? Você vai alugar os dois quartos vazios, mas eu preciso deles pra desenhar mãe!
- Não minha querida, Alice decidiu vir morar conosco definitivamente!
- Omg! Mentira?
- Verdade, ela ligou hoje dizendo que se muda nesse sábado.
- Vou ligar pra ela AGORA.
Saí correndo pela casa, peguei meu celular na bolsa e disquei rapidamente o número tão conhecido.
-Alô?
- Aliceeeeeee! – ela era sete anos mais velha do que eu e não admitia que eu a chamasse de tia.
- Oi meu anjo. Mas o que foi que aconteceu?
- Porque você não me disse antes hein?
- Eu não acredito que sua mãe já te contou?! – disse ela indignada.
- Eu não acredito que VOCÊ não tenha me contado. – usei o tom fingidamente indignado.
- Era pra ser surpresa poxa! Mas depois eu quero ter uma conversa séria com sua mãe sobre a falta de talento dela de guardar segredos.
- Tá bom, mas me conta como você decidiu se mudar de vez.
Depois de uma longa explicação e muitas exclamações eu passei o resto do dia quicando de felicidade. Eu ia ter minha melhor amiga perto de mim todos os dias.
Notas finais
Deu pra ver que por enquanto a Nessie parece a sombra do Jake e ele nem dá a mínima, por enquanto.
Cenas dos próximos capítulos...
Obrigada pelos comentários e pelo apoio meninas *-*
Obrigada pela força de sempre Best (L)
:* Jessy
N/B: Credo, essa Nessie é mesmo muito jegue!
Onde já se viu usar calça marrom, blusa verde, e SUÉTER AMARELO? O.O
Deus, tenhamos senso de moda, please!
Eu amei esse capítulo!
E eu sei que o próximo está perfeitamente escrito.
É uma honra pra mim betar a primeira fic da minha melhor amiga *-*
Gente nossa amizade não é de hoje não, são 11 anos!
Desde que éramos minúsculos seres do primário que estudamos juntas, nossa amizade não é mais uma simples amizade, aqui já é irmandade! *-*
I Love you so much best friend!
Quero o próximo capítulo logo!
Beijo meninas
Ray Lima
Fale com o autor