Notas iniciais
*Trechos da música California King Bed - Rihanna (em itálico e negrito)

Acordei atormentada com o barulho ensurdecedor do despertador. Desliguei o aparelho e me forcei a levantar da cama sentando rapidamente. Abri os olhos e tudo que estava a minha frente parecia girar como um brinquedo tosco de parque de diversões. Tive que me deitar novamente, antes que a situação piorasse.

Respirei fundo e levei uns minutos para recuperar o equilíbrio. Desta vez levantei devagar e a tontura não me atingiu. Não era muito comum ter tonturas como aquelas, mas não deve ter sido nada mais do que uma queda de pressão, afinal eu não tinha jantado muito bem e também não tinha dormido quase nada.

Levantei e dei de cara com o quadro que eu havia terminado ontem, produto de horas e horas insones. Pintar ou desenhar sempre melhorava o meu humor quando eu estava estressada e agora me ajudou mais uma vez a fugir de tudo que estou vivendo.

Minha única vontade era ficar em casa isolada sem ter que enfrentar o mundo de falsidade e fingimento que me rodeia nas últimas semanas, mas meu orgulho não permitia que eu me afundasse numa depressão e me empurrava com a cara e a coragem diante daqueles que esperam apenas um tropeço para zombar de mim.

Produzi-me muito bem, como era de costume, e tomei um café reforçado para evitar a tontura de minutos atrás. Jacob saiu de seu quarto também pronto e desta vez comemos juntos sem trocar uma palavra. Na verdade isso não era uma novidade. O costumeiro café da manhã sem palavras já estava virando rotina.

Chegamos no horário habitual à HTP Company, fiquei muito feliz por encontrar vários sinais verdes pelo caminho e um trânsito tranqüilo, assim eu poderia sair daquele carro e fugir dos olhares furtivos de Jacob.

Ele ainda achava que tinha o direito de ficar me admirando. Entramos de mãos dadas na agência, que se soltaram assim que não tinha ninguém por perto, e cada um foi para a sua sala.

Assim como a pintura, o trabalho me distraía bastante de todos os meus problemas. Ultimamente tenho trabalhado o máximo de tempo possível em cima deste projeto e posso dizer que ele vai ser minha obra prima.

Pierre estava se dividindo entre mim e Jacob e me olhava preocupado como se percebesse a frieza entre nós dois, mas não perguntava nada.

Pedi que trouxessem meu almoço na minha sala já que eu estava quase terminando o design de uma das propagandas para a internet e não queria parar antes de tê-la pronta. Pierre chegou minutos depois com o que eu tinha pedido.

No momento em que ele colocou meu prato preferido sobre a mesa, o meu estômago revirou e eu tive que mirar no lixeiro ao lado pra não melar tudo que estava na minha frente. Ainda tive um pouco de vertigem, mas logo Pierre chamou as meninas da limpeza que cuidaram do local enquanto eu tentava me recompor no banheiro.

- Nessie querida, eu insisto que você me deixe chamar um médico.

- Não Pierre! O que as pessoas vão pensar? Pior, o que vão falar?

- Quem se importa com que essa gentinha tem a dizer quando você está agindo estranho de uns dias pra cá e ainda passa mal? – ele falou colocando uma mão na cintura e me encarando com cara de quem está dando uma bronca.

Eu ia simplesmente negar e voltar ao trabalho ignorando todo o apoio que Pierre sempre me deu, mas fui traída pelas lágrimas involuntárias que caiam do meu rosto. Saí andando rapidamente do banheiro, mas percebi Pierre em meu encalço, ele não tinha deixado meu silêncio passar despercebido.

Entrou logo atrás de mim na minha sala e fechou a porta atrás de si. Eu apenas cruzei os braços e encarei a vista da cidade pela janela da sala. As lágrimas corriam pelo meu rosto e eu ficava mais brava a cada segundo por não conseguir controlar minhas emoções.

Minha visão embaçada não tinha me permitido ver Pierre ao meu lado. Ele me olhava confuso, mas ainda sim abriu os braços me oferecendo seu abraço. Permiti-me drenar parte do meu sofrimento nos braços do meu amigo. Ele não me perguntou nada, só me abraçou e me deu o conforto que eu estava precisando naquele momento.

Senti-me tão mal pela forma que estava tratando ele antes, que resolvi desabafar e contar tudo que estava acontecendo. Ele escutou pacientemente e eu me senti bem melhor depois de ter contado tudo.

- Por isso que vocês estão tão estranhos ultimamente. Eu imaginei que tivesse acontecido alguma coisa, mas nunca pensaria que Jacob estivesse agindo como um cachorro e que você estivesse guardando tudo isso.

- Eu não tinha outra opção Pierre! – falei sem chorar.

- Não diga isso Nessie, tanto você quanto ele tinham inúmeras outras opções, porém, enquanto ele escolheu a mais idiota possível, você escolheu a mais altruísta possível.

- A decisão já foi tomada Pierre, assim que nós entregarmos o projeto vamos dar entrada nos papéis para a separação, mas eu preciso que você mantenha este segredo. Por favor.

- Não vai ser nada fácil cherry, mas eu estarei sempre ao seu lado e farei o possível. Só que você tem que me prometer que vai se cuidar mais, isso inclui ir ao médico!

- Eu prometo querido. Obrigada por tudo. O que seria de mim sem você?

Ele apenas piscou sem muita animação e me deu um beijinho na testa.

- Ligue se precisar.

- Pode deixar. – respondi antes que ele saísse da sala.

Os dias passavam na velocidade de lesmas e a minha saúde não parecia muito boa mesmo. Controlava os enjôos com raspas de limão, era só cheirá-las um pouquinho para me sentir melhor, receita de mãe. Mesmo assim eu me alimentava cada dia pior e isso se refletia nas roupas que começavam a apertar.

Eu estava triste, carente, gulosa e “gorda”. Pode ficar pior? Sempre pode!

Tirei a tarde de folga hoje. Os projetos estavam bem avançados e só faltavam alguns detalhes para a conclusão e a apresentação final para os Golden. Jacob conhecia o estilo deles e sempre dava boas idéias, talvez o período boêmio tenha lhe dado alguma inspiração.

Vesti a camisola mais folgada que eu tinha, cetim preto e renda na mesma cor. Espalhei-me no sofá e assisti a um filme antigo até pegar no sono sem querer.

Acordei com o forte barulho da porta batendo e outro estrondo que eu não consegui identificar pelo susto. Meu coração disparou e eu comecei a me mover lentamente até a porta. Tive certo alívio quando vi Jacob caído no chão.

Tudo bem que esta era uma cena deplorável, mas antes ele bêbado de cair do que alguém arrombando nosso apartamento. Ele nem conseguia se levantar direito. Estava todo descabelado com o terno no braço e uma pasta no chão, os botões da camisa abertos e sem um dos sapatos.

Foi um choque para mim vê-lo assim, perceber a dimensão da falta de amor próprio que ele estava se afundando. Antes ele era um mulherengo ridículo, agora ele é um bêbado, e até parece um drogado quando chega em casa.

Ele se levantou deixando tudo pelo chão e jogando as roupas pela casa enquanto se direcionava para o quarto.

-Jacob! – chamei seu nome enquanto ele cambaleava de cueca perto da porta do seu quarto, mas ele apenas lançou um olhar triste em minha direção e balançou a cabeça entrando no quarto.

Irritei-me como nunca, na verdade eu não sabia o que estava sentindo. Ao mesmo tempo em que eu tinha pena de vê-lo naquele estado, eu ainda queria bater nele por desarrumar a casa toda em segundos e ainda ficar quase nu na minha frente.

Recolhi tudo que ele tinha deixado pelo meio do caminho e abri a porta do seu quarto fazendo questão de ser barulhenta. Ele estava deitado de bruços com a boxer branca de sempre. Colocou o travesseiro sobre a cabeça no momento em que eu bati a porta.

- JACOB! – gritei.

Ele respondeu com um resmungo que eu não decifrei. Tirei o travesseiro de sua cabeça e com algum esforço o virei ao contrário e liguei todas as lâmpadas do quarto.

- Mas que merda é essa?

- Boa pergunta! QUE MERDA É ESSA QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO DA SUA VIDA? – falei completamente estourada.

- Fazendo o que quero da minha vida. — ele falou sem muita força colocando as mãos nos olhos.

- Você pode fazer o que quiser seu idiota, mas você não pode colocar em jogo nossa reputação de casal do século!

- VOCÊ NÃO PODE ME DIZER O QUE FAZER! – ele gritou e por um momento eu tive medo que ele se descontrolasse e acabasse me machucando.

Mas ao invés disso ele me olhou nos olhos, como há muito tempo ele não me olhava, e depois me olhou de cima a baixo. Balançou a cabeça e virou-se de costas dizendo quase sem voz: “Saia daqui.”.

Surpreendi-me com essa atitude que me deixou ainda mais confusa. Isso deveria me fazer voltar para o meu quarto e deixá-lo se ferrar para enfrentar o dia de amanhã. Infelizmente tive uma atitude contrária.

- Se você for dormir desse jeito vai acordar um trapo amanhã então vá tomar um banho agora mesmo! — falei com a voz autoritária, mas quase falhando.

Ele estava deitado na cama e não moveu um dedo, mas sua cabeça virou um pouco para o meu lado. Eu o levantei e o empurrei até o banheiro contra a sua vontade, ligando o chuveiro deixando que a água fria o despertasse. Ainda de cueca ele me olhava com aparente ódio pelo choque térmico, mas eu ignorei sua raiva e peguei uma calça de moletom para ele vestir depois.

- Tome um banho decente e não durma aí em baixo! – falei sem paciência.

- Impossível. – ele falou com tom de ironia.

Quase sorri, mas me apressei a lembrar o motivo de todo este clima frio entre nós. Fiz um café amargo bem forte e levei para o quarto onde ele ainda enxugava os cabelos já com a calça de moletom. O fato de ele estar “semi-vestido” não ajudou muito a ignorar seu corpo sexy.

Ainda um pouco chapado ele caminhou até a cama sem deixar de perceber o meu olhar, parou na minha frente e disse:

- O que é isso?

- Eu... Eu acho que é café?

Gagueje mais um pouquinho e ele vai perceber o quão carente você está sua idiota! – pensei.

- Não vou tomar isso. – ele não gostava muito de café.

— Eu não estou aqui pra te agradar “querido”. – falei a última palavra no mesmo tom de voz que Leah usava pra se referir a mim. – Você vai tomar tudo, por que o meu maridinho não vai aparecer na agência amanhã como um drogado.

Tentei colocar o máximo de ironia na voz, mas ele também percebeu que o “maridinho” saiu quase no mesmo tom que eu usava carinhosamente antes.

Muito bem Nessie, agora ele vai rir da sua cara!

Mas ele não sorriu.

Ele tomou o copo da minha mão com um olhar triste e bebeu o café em tempo recorde sem tirar os olhos de mim. Eu ainda estava paralisada com aquele olhar que mesmo depois de tudo, de todas as barreiras que eu havia construído nas últimas semanas, ainda tinha o mesmo efeito sobre mim.

Jacob colocou o copo em cima do criado mudo e estreitou a distância entre nós. Antes mesmo que eu tivesse tempo de esboçar alguma reação ele me puxou pelos braços colando nossos corpos de uma maneira irresistível. Nossos lábios quase se tocavam enquanto ele me encarava intensamente, vi uma lágrima escapar do seu olho no momento que ele passou a mão pela minha cintura e grudou seu peito ao meu mostrando que seu coração estava tão acelerado quanto o meu.

Fechei os olhos suspirando pelo toque de nossos corpos com pouca roupa e pela sensação de estar em seus braços novamente. Deixei que meus lábios fossem capturados pelos dele e um Jacob nada parecido com o “Meu Jacob” rasgasse minha camisola e me jogasse na cama me deixando sem fôlego com um beijo suave, apesar de toda urgência de seus atos.

Peito a peito
Nariz a nariz
Mão a mão
Nós sempre estivemos tão próximos
Pulso a pulso
Dedo a dedo
Lábios que pareciam o interior de uma rosa

Ele não estava sendo delicado como sempre havia sido comigo, mas não chegava a me machucar. Suas mãos percorriam todo o meu corpo, porém sua boca não abandonava a minha em nenhum segundo. Logo nossas roupas estavam jogadas em algum lugar do quarto e eu tive que tentar pará-lo, eu não podia me deixar levar mesmo que o meu corpo dissesse exatamente o contrário.

- J-Jake! – agora foi a vez dele de ficar paralisado. – É melhor não... – ele me deu um selinho me calando.

- Não pense, você também quer. Você também me ama. – ele disse com lágrimas nos olhos.

- Jacob... – tentei falar algo consciente, mas ele não me deixava pensar enquanto movimentava nossos quadris daquela forma.

- Me chame de Jake de novo. – ele falou em meu ouvido com aquela voz rouca que eu amava.

-Jake. – falei sem força pra lutar contra a insanidade que estava cometendo.

Ele gemeu em meu ouvido quando eu disse seu nome e me penetrou lentamente arrancando um orgasmo instantâneo meu. Justificado por dias e dias longe de qualquer contato com seu corpo.

Rapidamente ele ganhou ritmo e antes que eu me recuperasse derramou seu líquido quente dentro de mim.

Quando a minha respiração foi restabelecida eu ainda estava deitada em seu peito másculo. Eu me julgava louca pelo que tinha acabado de fazer, mas a verdade era que eu queria mais. Minha dose diária de Jacob nunca havia sido suficiente, por isso que eu queria passar o resto da minha vida ao seu lado. Algo que não seria possível.

Olhei para o seu rosto e vi que ele estava num sono pesado. Tinha bebido tanto que nem o café tinha surtido efeito. Fui tomar um banho frustrada por não ter tido força suficiente para pará-lo, mas principalmente por não ter tido mais tempo com ele naquela noite.

Voltei para cama embora não tenha conseguido dormir enquanto Jacob roncava sonoramente em seu sono de pedra. Vi o sol aparecer no horizonte e comecei a perceber que outro dia nascia e que eu iria me arrepender muito do que tinha feito.

Já estava quase me levantando quando notei a proximidade das nossas mãos e como elas costumavam se encaixar perfeitamente. Foi a minha vez de verter lágrimas por toda confusão que está a nossa vida, principalmente depois de toda frieza dos últimos dias, de todas as palavras ditas que me atingiram como facas e agora de lágrimas dele enquanto fazíamos amor.

Então por que é que quando eu estico os meus dedos
Parece que há uma enorme distância entre nós

Eu ainda não entendia como tanto amor tinha virado interesse. Na verdade era mais fácil pensar assim do que admitir que nunca tivesse havido amor de verdade. Eu pensava que todo esse luxo que ele vivia não contaria quando ele se apaixonasse de verdade, mas isso era muito mais importante para ele do que uma mera ex-secretária.

Nesta cama do rei da Califórnia
Nós estamos a 10.000 milhas de distância
Aposto que a California faz pedidos a essas estrelas
Para o seu coração, para mim
Meu rei da Califórnia

Como se percebesse que eu estava pensando ele, ainda dormindo Jacob virou-se para o meu lado e aconchegou seu rosto bem pertinho do meu, tornando a minha decisão de sair dali o mais rápido possível ,ainda mais difícil por ter que encarar seu rosto.

Olho a olho
Bochecha a bochecha
Lado a lado
Você estava dormindo do meu lado
Braço com braço
Anoitecer e amanhecer
Com as cortinas fechadas
E um pouco da noite passada nestes lençóis

Quando eu senti vontade de desistir de nós
Você se virou e me deu um último toque
Que fez tudo parecer melhor
E mesmo assim meus olhos ficaram úmidos
Tão confusa quando te perguntei se você me amava


Até pensei em tentar esquecer tudo, pelo menos por um dia, tê-lo de volta e quem sabe perdoá-lo, engolir o orgulho, mas no momento em que ele abriu os olhos eu percebi que não valeria à pena.

- O que aconteceu? – ele disse ao acordar.

Tais palavras não deveriam me machucar tanto.

- Você chegou bêbado e eu tirei sua roupa suja e te deitei aqui. – falei seca.

- Ah, foi só isso? – ele perguntou confuso.

- Sim. – falei com indiferença na voz.

Mas eu não quero parecer tão fraca
Talvez eu tenha tido meu sonho californiano


JACOB POV

Acordei com uma baita dor de cabeça e bastante confuso. Renesmee estava deitada ao meu lado e eu lembrava muito pouco da noite anterior. Perguntei o que havia acontecido, mas a sua reação completamente fria me deu quase certeza de que o pouco que eu lembrava deveria ter sido um sonho construído pela saudade do seu corpo e pela sua visão naquela camisola preta.

Mas o que ela estava fazendo aqui àquela hora? E o que eu estava fazendo nu?

Tudo bem que eu estava coberto e eu costumava dormir assim, mas tudo me leva a crer que nós tínhamos...

- Você está prestes a se atrasar. – ela falou saindo do quarto sem me dar chance de fazer a pergunta que eu tinha em mente.

Tomei um bom banho e me aprontei para o trabalho. Fui tomar café e Nessie parecia adivinhar que eu estava com uma dor de cabeça insuportável, pois ela batia em cada coisa que pudesse fazer o barulho de um tambor ou uma sirene aos meus ouvidos.

Ok. Não tínhamos transado.

Tomamos café em silêncio, como de costume, mas ela “quebrou o protocolo” ao sair correndo da mesa quando eu abri meu pote de Nutella. Ela tinha ido ao banheiro e pelo pouco que eu pude ouvir ela estava vomitando.

Não consegui ficar parado como se nada tivesse acontecendo. Eu tinha que fingir que não gostava dela, mas não tinha que fingir ser desumano.

- Você está bem? – perguntei na porta do banheiro.

- Não foi nada. Devo estar com algum problema de estômago ou fígado. – ela falou sem me olhar pelo espelho antes de começar a escovar os dentes e me ignorar.

- Você já foi ao médico? – insisti, estava ficando preocupado.

- Está marcado. Não se preocupe, eu não vou vomitar nos Golden durante a apresentação. – ela disse com a escova fora da boca para que eu entendesse e depois voltou a escovar os dentes.

Fui ignorado durante o resto do dia, apesar de ter passado todo tempo com ela já que estávamos preparando os detalhes finais para a apresentação do projeto para os Golden. Até estávamos animados pelo trabalho de ótima qualidade que provavelmente nos renderia bons resultados, mas sempre que estávamos a sós ela me tratava com a indiferença de sempre.

Ainda sim percebi que ela não estava muito bem. Sua pele estava pálida e ela parecia suar mais do que o normal. Resolvi perguntar a Pierre se ele tinha percebido ela se sentir mal nos últimos dias alegando que já tinha conversado com ela, mas que Nessie não gostava de me preocupar, mas ele apenas fez uma cara estranha e me disse que não tinha percebido nada.

Mandamos os rascunhos para a gráfica e pedimos a entrega dos folders com urgência. Eu queria entregar este projeto o quanto antes, pois sabia que seria um sucesso, mas ao mesmo tempo eu queria ter mais tempo nesta criação já que depois que este contrato for fechado Nessie sairá da minha vida.

Na manhã do dia seguinte recebemos os folders e eu precisava de Renesmee para conferir se tudo estava de acordo com a nossa proposta e então marcar uma reunião com os acionistas e os Golden para a apresentação. Ela não estava na empresa e quando eu tentei encontrar Pierre nem satélite o achava.

Eu descontaria do seu salário o desaparecimento repentino. Liguei para o celular de Renesmee, mas sempre ia direto pra caixa postal. Já tinha passado uma hora e eu não podia ligar para os familiares ou amigos e muito menos sair pela agência perguntando: “Alguém viu minha mulher por aí?”.

Duas horas, eu já tinha deixado umas três mensagens na caixa postal e nada. Minutos depois eu recebi uma mensagem:

Estou no médico de estômago, esqueci de ligar e ele esqueceu de avisar que não viria.

Consegui uma consulta mais tarde e logo serei atendida.

Confira os folders com Pierre, pois vou fazer uma bateria de exames depois.

Renesmee

Mais delicada impossível! — pensei, mas eu merecia afinal.

Pierre foi encontrado logo depois do almoço, disse que teve que socorrer a vizinha de apartamento que teve uma parada cardíaca, mas graças a ele, estava bem. Exibia um sorrisinho diferente no rosto que eu julguei como orgulho por ter tido seu momento de herói.

Ele precisaria mesmo ser um “herói” para substituir Renesmee procurando falhas nos folders. Ninguém tem olho clínico como ela.

Pouco antes de sair da empresa e com um bom trabalho de Pierre durante a tarde, eu entrava mais cedo no meu carro quando recebi outra mensagem no celular:

Não beba hoje, quero saber como foi a discussão sobre os folders.

Sua mãe me intimou para um jantar.

Eu disse que você não poderia ir, já que largaria mais tarde.

Mesmo assim venha me buscar às 21 horas, estarei no orquidário de Mandy para evitarmos perguntas indesejáveis.

Renesmee

Estávamos tentando evitar a presença de parentes e amigos desde que Leah me fez dizer à Nessie aquele monte de mentiras e transferir um por cento do meu dinheiro para a conta dela. Meu pai não desconfiou de nada porque desde que eu me casei que ele não confere a movimentação da minha conta bancária.

Mesmo depois disso Leah não saiu do meu pé. Já tentei suborná-la, ameaçá-la, mas ela não sede e deixa claro que seu propósito principal é me separar da Nessie e a fazer sofrer o que Leah tinha sofrido por mim.

Além disso, aquela vadia se jogava para cima de Eric na minha frente e sempre propunha “uma brincadeira a três”. Ela era nojenta! Enquanto isso eu tinha que ver minha vida ser destruída.

Eu já estava pensado em que bar iria nessa noite. Tinha voltado a beber de uma maneira perigosa, da última vez nem lembro bem o que aconteceu, a amnésia alcoólica foi tão forte que eu pensei que tinha transado com Nessie.

Ela não está feliz com a situação também, vejo que ainda me ama, mas sinto que esse amor está morrendo a cada dia e que eu vou perdê-la de um jeito ou de outro. Pelo menos ela sabe disfarçar muito mais do que eu, por isso foi ao jantar sozinha, e armou para que eu tivesse o mínimo contato com meus pais.

Peguei o caminho direto para a casa dos Black e quando estava passando pela portaria pedi que o porteiro não me anunciasse, queria fazer uma surpresa para os meus pais. Ele não discutiu e me deixou passar.

Dirigi pela propriedade devagar e com as luzes do carro apagadas. Estacionei perto do orquidário e mandei uma mensagem para Renesmee:

Estou aqui.

Jacob.

Entrei no conhecido orquidário iluminado e caminhei um pouco pela divisão central até visualizar Nessie. Ela estava perto da entrada da estufa segurando uma caixa pequena, parecia não conter o sorriso que se alargou quando me viu.

Andei mais rápido até ela sem conseguir conter o sorriso involuntário que se formava em meu rosto também. Ela abriu a caixa lentamente e quando eu estava a menos de um metro de distância ela mostrou um objeto com tanto significado que me fez chorar como uma criança e correr até ela.

Notas finais
N/A: Hey Girls o/

Desculpem pela demora, mas o tempo não tem sido meu aliado nas últimas semanas :/

Estou estudando, trabalhando e tentando fazer os dois com qualidade o/

Por isso passei todo esse tempo sem postar, mas agora estou de volta e pretendo escrever alguns capítulos neste feriado de carnaval |o| ;D

Quero agradecer os lindos comentários da minhas leitoras fieis e agradecer também a layslautner por mais uma linda recomendação, a 13ª *-*

Obrigada pelo apoio meninas :’}

Espero que gostem deste capítulo já que o outro promete fortíssimas emoções!!!

Jake chorando no final deste deve significar alguma coisa, não é? ^^ Quero saber seus palpites!
Comentem, recomendem e mostrem o quanto gostaram do capítulo e da fic em geral ^^

Not like the movies se aproxima do fim, antes dos últimos capítulos estou anunciando a minha segunda fic *-*
Mais uma da parceria Jessy x Ray que promete mais uma história original e emocionante!

EVERYBODY’S FOOL – Acontece nos anos 60/70, do shipper JakexNess.

Jacob Black é um poeta Laureate apaixonado por uma famosa atriz, Renesmee Cullen, que está tão longe dele e mesmo assim o inspira profundamente. Por um capricho do destino os dois se vêem frente a frente e acabam sucumbindo a uma paixão impossível.

NÃO PERCAM! Primeiro capítulo neste final de semana!

:* Jessy

N/B: OMFG! Esse capítulo foi sem palavras! E desculpa o palavrão, mas... PUTA QUE PARIU :x

Gente do céu, eu to chocada! Jake é um sem noção mesmo! Ai que ódio deu quando ele não lembrou, mas fazer o que? Vida de bebum é assim mesmo, né?

Caaaaraaa (kkkk, autora amada, isso te lembra algo?) Eu já sei o que tem na caixinha, na verdade a idéia veio de minha mente perturbada, a jessy só adaptou, e muito bem adaptado!

Eu acho que vocês já devem até imaginar, mas eu não vou contar, lálálá.

Enfim, eu vou indo, pq tenho mil coisas pra fazer. Graças a Deus essa folga do carnaval, pra autora escrever e a beta betar *-* Assim que a autora disponibilizar o capítulo pra mim e eu tiver uma folguinha do trabalho, eu beto e mando logo pra ela, ok?

Enquanto isso, sejam felizes e comentem!

Beijos

Ray Lima