Notas iniciais
GEEENTE, EU IA POSTAR MAIS CEDO, MAS EU ACHEI QUE O CAP ESTAVA RUIM ENTÃO ESCREVI MAIS UM POUCO.
ESPERO QUE GOSTEM !

ZAYN’S POV

Era nosso terceiro dia em Paris e já tínhamos feito algumas entrevistas. Era como se quase nada tivesse mudado, se você parasse pra pensar, a não ser que as francesas não estavam tão loucas dessa vez. Mas eu não conseguia sentir como antes. Faltava alguma coisa. Uma pessoa.

Eu sentia muita falta da Bru e ficar longe me fez perceber o quanto eu gostava dela. Nós nos falávamos todos os dias, mas não era a mesma coisa. Ontem, no segundo dia aqui na França, nós ligamos o skype e conversamos por um tempo, mas quando tivemos que desligar eu me senti do mesmo jeito que na terça.

Não conseguia achar uma saída pra esse problema. Nunca tinha passado por isso: um “namoro” – é, entre aspas, porque nós não namoramos oficialmente – a distancia. Eu não queria pensar que nunca mais íamos nos ver. E eu sei que não sou só eu que me sinto assim. Eu e o Niall temos conversado e ele pensa a mesma coisa. O Harry não fala tanto sobre isso, mas eu sei que ele também sente a falta da Isa.

Eu estava no meu quarto e já passavam das sete horas da noite. A Bru disse que ia ligar umas nove horas, então eu a esperava. Fiquei jogado na cama olhando pro teto desde que subi do jantar, sem vontade de fazer nada. Decidi tomar um banho pra ver se tirava essa preguiça toda.

Tomei um banho rápido e desliguei o chuveiro. Fui até o quarto e coloquei uma calça de moletom, não fazia muito frio em Paris, mas também não estava calor. Respirei fundo e dei uma olhada pelo quarto. Era grande até. Uma cama de solteiro no meio do quarto, um criado-mudo do lado com um relógio em cima, uma escrivaninha no canto com o meu notebook, um guarda roupa pequeno encostado na parede e uma porta de vidro que abria pra sacada.

Fui até a janela e olhei a cidade. Dava pra ver a Torre Eiffel dali. Era uma vista realmente bonita. Suspirei. Eu queria que a Bru estivesse ali.

Meu telefone começou a tocar e eu tentei não ligar quando meu coração acelerou. E tentei não ligar quando percebi que era o Niall.

- Fala Niall. – Atendi.

- Qual é Zayn? Tá de mau humor? – Ele perguntou em um tom divertido.

- Não. – Respondi rápido demais. – Quero dizer... estou só esperando a Bru ligar.

- Ah, entendi o motivo da sua impaciência. – Niall riu. – Só queria saber se você vai descer pra comer.

- Niall, não faz nem duas horas que nós comemos! – Eu ri. — Mas eu posso descer com você se for rápido.

- Ah, obrigado cara. – Imaginei ele levantando as mãos para o céu. – Estou passando ai.

Desliguei o telefone e coloquei uma camiseta. Niall bateu na porta em um minuto e eu sai.

- Valeu mesmo Zayn. – Ele sorriu.

- De nada. – Dei uma risada baixa.

Nós descemos até o restaurante em silêncio. Niall foi logo pegando sua comida e eu sentei em uma mesa. Ele voltou com um prato cheio de pãezinhos e esse tipo de coisa e com um copo de yogurte.

- Então... – Ele começou a falar com a boca cheia. – O que você tá achando de estar aqui de novo?

- É bom. – Respondi. – Mas é estranho.

- É, eu sei. – Niall fez uma pausa pra engolir. – Me acostumei com as garotas.

Assenti, sem saber o que falar.

- Seria perfeito se elas estivessem aqui.

- É. – Era estranho que sempre que nós estávamos juntos, nós só conseguíamos falar sobre elas.

- Não vai pegar nada pra você? – Ele apontou para o seu prato.

Eu ri.

- Não Niall, não sou tão esfomeado quanto você.

Ele terminou de comer em silêncio e levantou-se.

- Pronto Sr. Não Sou Esfomeado. Nós já podemos ir.

Levantei também e o segui até o elevador. Subimos até o nosso andar e andamos pelo corredor.

- Valeu cara. – Niall me deu um tapinha nas costar.

- De nada Nialler. – Falei.

Entrei no quarto e chequei as horas. Oito e quarenta. Peguei o notebook na escrivaninha e sentei na cama. Entrei no twitter.

“Obrigada a todas as fãs francesas!”

“Paris é incrível, mas não parece a mesma.”

Em seguida chequei minhas menções e respondi algumas fãs. E logo ouvi meu telefone tocar.

- Alô? – Atendi.

- Oi Zayn. – Bru respondeu com aquele sotaque inconfundível.

- Oi Bru. Tudo bem?

- Tudo sim. E com você? – Ela perguntou.

- Estou bem. – Respondi.

- O que tá achando de Paris?

- Aqui é ótimo. Mas está diferente. – Falei sem pensar.

- Como assim? — Pude ouvir a confusão em sua voz.

- Falta você.

Ouvi-a prendendo a respiração.

- Eu queria estar ai com você. – Bru disse docemente.

Não pude evitar um sorriso.

- Queria que estivesse.

- Vamos parar de falar sobre coisas que podem nos deixar tristes. – Ela falou, um pouco mais alegre.

- Sobre o que você quer falar? – Perguntei.

- Me deixa ver. – Ela fez uma pausa. – Em que hotel você está?

- Les Jardins de Paris. – Respondi.

- Hum. É legal ai?

- Ahan. É bom.

-E vocês estão na cobertura de novo?

- Não. Dessa vez nós estamos em quartos separados. – Eu ri quando me lembrei de uma coisa. – E é só por acaso que o Harry está no 669.

Bru riu também.

- E o seu é o 667? – Ela tentou adivinhar.

- Quase isso. O 667 é o do Niall, o meu é o 665. – Decidi entrar na brincadeira.

- Vocês não têm números pares?

- O Liam está com o 668 e o Louis com o 664. Ninguém quis o 666.

- Nem imagino por que. – Bru riu.

Era bom falar com ela. Fazia parecer que nós ainda íamos nos encontrar. Ficamos conversando por um bom tempo. A Bru não deixava o assunto morrer. Não que eu queria que morresse, mas ela sempre tinha alguma coisa pra contar.

- Você quer ir dormir? — Bru perguntou.

- Não, quero conversar mais um pouco. – Reprimi um bocejo.

- Tudo bem então. O que você vai fazer amanhã? – Ela começou a falar de novo.

- Provavelmente vou ficar no hotel, já que hoje tivemos uma entrevista.

- Entendi. Eu...

Ouvi alguém batendo na porta. Estranho, eu não tinha pedido serviço de quarto.

- Espera só um pouquinho que tem alguém batendo na porta. – Eu disse.

Ouvi ela respirar fundo.

- Vai lá.

Sem tirar o celular do ouvido, levantei da cama e fui abrir a porta.

- Espero que eu não tenha demorado demais. – Bru falou no telefone.

Fiquei parado na porta sem reação nenhuma. Bru estava ali, na minha frente. Pisquei e balancei a cabeça. Então, em um segundo eu estava abraçado com ela.

- Ah meu Deus. – Falei com a voz abafada no cabelo dela. – O que você está fazendo aqui?

Bru riu.

- Não gostou disso? – Ela nos separou para olhar nos meus olhos.

Não aguentei e a beijei, puxando-a para dentro do quarto. Coloquei minha mão na sua cintura e suas mãos estavam no meu pescoço. Aquele beijo estava carregado de saudade e eu pensei que podíamos ficar assim para sempre. Mas tivemos que nos separar por causa da falta de ar.

- Foi a melhor surpresa que você pôde me dar. – Dei mais um selinho nela. – Mas, sério, como você veio pra cá?

- É o aniversário da Isa no domingo. – Bru fez uma pausa. – Depois de amanhã. E o pai dela deu essa viagem de presente.

Franzi a testa.

- E desde quando você tá sabendo disso? – Fiz um biquinho.

- Eu não podia contar pra vocês. – Quando a Bru disse isso ela parecia o gato de botas do Shrek. – Desculpe.

Agora eu estava um pouquinho irritado.

- Você sabia que ia me ver e me deixou pensar que ia passar muito tempo sem você?

- Zayn. – Bru pediu. – Eu não podia contar, você não sabe como foi ruim.

Suspirei.

- Tudo bem, não tem como ficar bravo quando você faz essa carinha. – Dei um beijo no seu nariz.

Bru sorriu.

- Vou pro quarto que a Isa pegou pra gente. – Ela começou a dar as costas.

- Não vai não. – Segurei em seu pulso. – O mínimo que você pode fazer depois de me esconder que vinha é dormir aqui comigo.

Ela riu.

- Deixa só eu pegar meu pijama?

Soltei seu pulso.

- Volta logo.

Ela saiu do quarto e demorou uns quinze minutos pra voltar.

- Não sabia que ia estar frio em Paris. – Bru disse enquanto fechava a porta.

Ela estava enrolada em um casaco comprido.

- Huuum. Deita aqui comigo. – Abri meus braços pra ela.

Bru sorriu e tirou o casaco, pendurando-o na porta. Ela estava com um pijama bem fofo, um short e uma camiseta. Então ela deitou, apoiando a cabeça no meu peito. Peguei o cobertor e enrolei em nós dois. Em seguida ajustei o ar condicionado.

- Vai esquentar agora. – Beijei sua cabeça.

- Obrigada Zayn. – Bru chegou mais perto de mim.

- De nada.

Bru bocejou.

- Cansada da viagem? – Perguntei.

- Ahan. – Ela assentiu.

- Dorme então. – Comecei a passar a mão no seu cabelo. – Boa noite sua doida. Nunca mais faça isso comigo.

Ela riu.

- Desculpa. Boa noite Zayn. – Bru fechou os olhos.

- Eu te adoro. – Falei baixinho.

- Eu te adoro mais.

Notas finais
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