Not Just A Girl.
5 Capítulo 5 - Finally, The Originals part 2
Notas iniciais
Logo de cara, Davina sentiu o ar sendo puxado para fora do cômodo ao olhar para Klaus, mas obviamente era a única que aparentava e que estava incomodada com a sua presença. Ela ouvira coisas sobre ele, e estava determinada a não topar de frente com o vampiro psicopata, pois tal ato seria tão prejudicial para ela quanto para ele.
– Niklaus Mikaelson – Marcel apresentou, e o homem inclinou-se um pouco com um sorriso suspeito e estendeu a mão para Davina. Ela o observou. Ele era bonito, era. Tinha o rosto delicado, mas ainda assim bem másculo e dava a impressão de ser áspero por tantas brigas e quase mortes nas quais ele deve ter se envolvido. Seus olhos eram azuis e sua pele bem branca, seu cabelo cacheado e loiro-escuro, assim como sua barba. Relutante, Davina apertou sua mão.
– Pode me chamar de Klaus – Começou ele, revelando um intrigante sotaque britânico. – Informações adicionais: Vampiro original e hibrido original. –
– Títulos amedrontadores. – Davina comentou com ironia enquanto trazia sua mão de volta, e Klaus deu uma leve risada, voltando a encostar-se a cadeira.
– Você é a jovem bruxa que quase foi morta pela mãe, não é? – Ele comentou girando um anel que portava em seu dedo, com um olhar desconfiado e sorriso travesso. – Tão novinha e já com problemas familiares, uma pena. –
– Morda sua língua, vampiro. – Davina retrucou, com calma. – Matou o pai e a mãe e tem o irmão mais velho o caçando. Não venha me dar lição de moral sobre comportamento com a família. – Klaus ergueu a sobrancelha, Elijah sorriu de forma fechada e Hayley levantou o polegar positivamente. Davina sorriu.
Antes que Klaus tivesse a chance de voltar a falar, Marcel continuou. A cadeira do lado de Klaus estava vazia, mas na que na seguia estava a mulher loira familiar.
– E essa é Camille O’Connell. – Marcel concluiu com um sorriso, indicando o fim da apresentação, pois ao lado dela estava Josh e o lugar ao seu lado estava vago, provavelmente para Davina.
Camille devia ter uns 24 anos. Tinha os cabelos loiros formando cachos grandes e modelados e era pouco mais alta que Davina. Era bem simples, tinha a pele clara e os olhos azuis-esverdeados, com cílios claros. Parecia ser a única que nunca passou por nada diferente, parecia que simplesmente vivia. Parecia viva demais para ser uma vampira, tinha a expressão desperta demais para ser lobisomem. Ela se levantou, despertando Davina de seus pensamentos.
– Davina, oi! – Ela falou, exibindo uma voz tranquila e bonita. – Não sei se você vai lembrar-se de mim, nos conhecemos quando... — A mente de Davina estalou e ela se lembrou de Camille de alguns verões atrás, sendo uma amiga de Freya.
– Cami! Lembro, claro! – As duas se abraçaram e o humor de Davina melhorou.
– Então, todos apresentados, podemos comer! – Marcel anunciou, e as conversas voltaram, Davina sentou-se ao lado de Josh, ainda sorrindo para Camille.
Depois de um tempo de comida e conversa, Josh anunciou que ia sair. Estava indo encontrar Aiden para um “encontro especial”, e depois de ser obrigado a ditar todas as informações sobre o encontro para Davina, Josh foi-se. Camille sentou no lugar dele e começou a falar mais com Davina, que conversava com Rebekah. Davina então notou que o lugar ao lado de Rebekah, de frente para ela, encontrava-se vazio, porém havia um prato ali, com talheres e um copo, ao contrário do outro lugar vazio ao lado de Klaus, que não havia nada para uso.
– Estão esperando por mais alguém? –Davina perguntou a Rebekah.
– Estávamos. Nosso irmão Kol. – Ah legal, pensou Davina, mais um Mikaelson.
E depois disso tudo que vieram foram mais papos sem importância.
Após o almoço, Davina foi rodar pela casa, achando uma biblioteca. Rodara seus olhos pelos títulos dos livros, se interessando por livros antigos que possuíam tipos de magia ancestrais. Com dificuldade pela altura, Davina pegou um deles e o abriu no final do cômodo, numa mesa próxima a janela.
– Você parece ser inteligente. – Davina saltou e virou-se, se assustando com a presença que não notara antes. – Desculpe, não tive a intenção de assustá-la. –
– Elijah! – Davina colocou a mão no coração, recuperando-se do susto e Elijah riu. – Tudo bem... Eu estava desatenta. –
Elijah se aproximou de Davina e voltou-se para o livro.
– Tipo de magia complicada, essa aqui. Acha que consegue fazer? – Ele perguntou, sem deboche.
– Não vou saber se não tentar. Acho que Marcel não vai se incomodar se eu levar esse livro emprestado. – Davina respondeu, sem conseguir encarar Elijah, mas percebeu que um sorriso se formava no canto de seus lábios.
– Davina, você já falou com alguma cartomante? Já usufruiu dos poderes da adivinhação? – Elijah encostou-se de costas na mesa, ficando de frente para Davina.
– Não. – Ela levantou a cabeça do livro e sustentou o olhar de Elijah. – Por quê? –
– Vê – Ele começou, saindo do apoio da mesa e andando pela biblioteca, levanto a atenção de Davina consigo. – cartomantes e bruxas são ambas bem poderosas. Sabe me dizer a diferença? –
– Além da óbvia? – Davina questionou rindo. – O poder de uma bruxa faz a cartomante parecer um gatinho assustado. –
– Gosto da sua maneira de pensar. – Elijah sorriu de forma simples. – Estive numa cartomante na semana passada. –
– É? – Davina abriu um sorriso divertido para Elijah. – E ela falou daqui a quanto tempo você e a hibrida vão namorar? – Elijah se mostrou estupefato por um instante e Davina gargalhou.
– Você observa demais Davina. Mas acho que está vendo muito onde não há. – Ele comentou, mas Davina percebeu que ficara sem graça.
– Aham. – Ela balançou a cabeça sorrindo. – Sei. –
– De qualquer forma, — Elijah mudou rapidamente de assunto. – ela me disse algo a seu respeito. – Antes que Davina pudesse se mostrar interessada, Elijah prosseguiu. – Disse que apareceria uma jovem bruxa que faria algo a meu irmão. –
Davina franziu as sobrancelhas em aparência de duvida, e Elijah continuou.
– Mas ela não especificou qual, ou o que, mas não parecia ser algo fisicamente ruim. – Ele concluiu. Depois de um tempo, Davina retornou a falar.
– Está insinuando que sou perigosa para sua família? – Ela perguntou, encarando Elijah.
– Estou insinuando que você vai mudar algo. E que isso não seja uma má escolha, confiarei em você. – Por algum motivo não conhecido, Davina sorriu. – E então, o que achou da família? Os que você não conhecia, é claro. –
– Bom – Davina pensou um pouco. – Hayley parece forte, independente, divertida. Rebekah daria uma boa mãe, mas não sei o que me fez pensar nisso. –
– E Klaus? – Elijah perguntou curioso.
– O ditador da vilania mundial? – Davina comentou e Elijah riu. – Agradável. Muito agradável. – Ao ver Elijah sorrindo Davina riu.
– Davina! – Marcel chamou, entrando na biblioteca. – Não sabia que estava aqui Elijah. – Marcel se surpreendeu ao ver Elijah ali.
– Já estava de saída. – Elijah falou, voltando a sua postura habitual. – Novamente, foi um prazer Davina. – Ele acenou com a cabeça e Davina sorriu.
– O que vocês... – Marcel começou quando Elijah saiu, mas Davina o cortou.
– Nada. Há algo errado? –
– Freya ligou, quer que eu te leve para casa. – Marcel disse com a voz para baixo.
– Mas já? – Davina protestou.
– Infelizmente. –
Davina se despediu de todos, trocando telefones com Hayley e Rebekah. Prometeu a Cami que se encontraria com todos no Bourbon e agradeceu pelo almoço.
Quando faltavam apenas duas ruas para chegar à casa de Davina, ela pediu para que Marcel parasse, pois iria seguir a pé, queria andar um pouco na praia. Ele não protestou, e Davina pôs-se a caminhar.
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