Not Just A Girl.

6 Capítulo 6- Who Are You?


Notas iniciais
Em homenagem ao primeiro comentário da Fic (Izzy Herondale você é um anjo) é com muita felicidade que posto esse cap. novo. Espero que gostem!!

Caminhando na calçada antes da praia, Davina parou para pensar em NY pela primeira vez desde que chegou. Pensou em mandar uma mensagem para Blair, mas ao pegar no celular, desistiu. O vento batia e seus cabelos entravam em uma dança bagunçada por seu rosto, mas Davina apenas apreciava a brisa do sol se pondo a sua direita. Continuou caminhando ao notar um homem que a encarava.

Ele estava encostado num barzinho coberto por palha que estava a alguns metros de Davina, usava um colete cinza e uma calça preta. Seu cabelo ia até o ombro e era bem escuro, e seu queixo era largo como o de um brutamonte pré-histórico. Ele tinha as mãos dentro dos bolsos, e seus braços eram enormes. Ao notar que Davina o olhava de volta, o homem sorriu, mas não um sorriso bonito, um sorriso desesperado, combinando com seu olhar maldoso. Davina logo empalideceu e continuou andando, procurando se afastar dali.

Um pouco mais a frente, estava prestes a atravessar a rua quando viu o mesmo homem do outro lado. Piscou algumas vezes o encarando, achando que estava vendo coisas, mas o homem voltou a sorrir e Davina apertou o paço.

Começou a se sentir muito mal, como se tivesse algo atrás dela, e ao virar-se, lá estava o homem, mas agora ele a seguia. O pânico tomou conta de Davina e ela decidiu ligar para alguém. Josh estava num encontro, e Marcel não a atendia, assim como Freya. Davina estava ficando sem opções, e ligou para o primeiro numero que lhe ocorreu. Alguém atendeu.

– Rebekah! É a Davina. – Davina falou apressadamente.

– Ok. Oi Davina. Aqui não é a Rebekah. – Uma voz masculina respondeu Davina do outro lado da linha.

– Não é o telefone da Rebekah? – Davina desencostou o telefone para olhar a tela, mas o nome Rebekah Mikaelson era exibido.

– É. Quem gostaria de falar? – Ao perceber que demoraria um pouco, Davina olhou para trás e percebeu que o homem havia sumido. Parou por um instante, e estava prestes a responder quando sentiu uma mão agarrando seu braço.

– Você vem comigo lindinha. – O homem falou no ouvido de Davina, que se paralisou. Ela começou a se balançar, mas o homem a pressionava mais.

– Me larga. – Davina falou rispidamente sem o encarar.

– Acho que não princesa. – Com a outra mão ele tirava o cabelo de seu ombro.

– ME LARGA! – Davina gritou, percebendo que alguns nativos ou turistas que estavam perto a olharam assustadas, mas ignoraram. O homem agarrou-a pelo pescoço.

– Você vai andar, e se gritar de novo eu mato você. – Ele começou a empurra-la, guiando-a pelo pescoço, sem afrouxar.

Socorro. Davina sussurrou, esperando que seja lá quem fosse do outro lado da linha não tivesse desligado e a ajudasse.

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Davina já tinha desistido da vida ao chegarem num beco em sua rua, de frente para praia, mas muito profundo. Davina tentou usar a magia, mas tinha algo a bloqueando e ela não conseguia de jeito nenhum. Chegando ao final da viela, bem atrás, o homem a soltou.

– O que você quer comigo? – Davina cuspiu as palavras transparecendo sua raiva.

O homem não falou nada, apenas avançou para Davina.

Davina o chutava e batia, sem muito sucesso pela tamanha força dele. Ele beijava Davina enquanto ela usava toda sua força para mantê-lo o mais longe o possível. Ele rasgou a jaqueta de Davina e ela começou a ficar com medo de verdade. Num âmbito de adrenalina, Davina o socou. Ao retorno do rosto do homem, sua expressão era irada e seu nariz sagrava.

– Sua desgraçada! – Ele empurrou Davina, que acertou em cheio no chão. Tentou levantar-se, mas viu que seu tornozelo estava torcido e sua cabeça sangrava. Ele voltou a ir para cima dela, rasgando um pedaço de seu vestido.

– SAÍ! – Davina gritava, sua voz começava a se embriagar pela vontade de chorar.

Ele se ajoelhava em cima dela enquanto abria o cinto de sua calça com uma cara psicopata que traumatizou Davina. Ela estava congelada, temendo que nunca mais tivesse a coragem que parecia necessária para falar ou andar. Quando considerou desistir de resistir, o corpo do homem foi violentamente jogado para a parede, fazendo com que ele caísse, porém não perdesse a consciência. Agora era sua cabeça que sangrava, e sua raiva se expandira em um milhão. Ele levantou-se e fuzilou alguém que se encontrava atrás de Davina, mas ela estava fraca demais para se virar.

– A dama mandou você sair. – A mesma voz masculina que a respondeu pelo telefone reprimiu o homem rispidamente. Aquela voz entrou nos ouvidos de Davina como um tranquilizante, mas ela ainda não o olhara, pois seu choque era muito grande para fazer qualquer movimento.

– Me de um bom motivo para não matar você agora mesmo. – O homem retrucou, cerrando os punhos e exibindo um olhar doentio, que fez Davina encolher-se.

– Fácil, dou três. Primeiro: — O homem que agora defendia Davina se adiantou para seu agressor com uma velocidade sobrenatural e quebrou seu braço sem nenhum esforço. – Você não conseguiria me matar nem se tivesse o dobro da própria força. Segundo: — O agressor preparou-se para socar em cheio o salvador de Davina, mas esse desviou com a mesma rapidez que quebrou seu braço e fez o mesmo com sua perna. O homem tombou no chão com a expressão mudada de ódio para pânico, e gemia de dor pela falta de seus membros. – Não se faz tal atrocidade com uma jovem mulher como ela. – Mesmo pela situação absurda as seguintes palavras a trouxeram calafrios no estômago. Ela tentou olhar o rosto do homem que a ajudava, mas ele encontrava-se virado para seu agressor, mostrando apenas o cabelo curto e bonito, castanho-claro, e sua altura, era até bastante alto, exibindo costas largas e fortes. – Terceiro: O único que vai morrer aqui é você. – Ele concluiu, mas o agressor os alarmou erguendo a mão que ainda possuía.

– ESPERA! – Ele gritou, e virou-se para Davina. – Você vai morrer bruxinha. Você vai morrer pelo próprio... – Crack.

Antes mesmo de concluir sua frase, teve seu pescoço torcido e quebrado. Seu corpo caiu ao chão com um baque surdo e seus olhos estavam apontados para Davina, totalmente fora de orbita. Ela olhou assustada para aquele que o quebrou, e logo seu susto se modificou para surpresa: O homem que a salvara era lindo. Seu rosto era inaceitavelmente esbelto. Seus olhos eram azuis, suas feições másculas e marcadas. Seu cabelo era como de uma estrela de cinema, exibindo um leve topete no final, aparentemente natural. Seus lábios eram finos e bem desenhados, e ao olhá-los Davina sentiu uma espetada em seu coração. Ele parecia atlético, e era realmente muito belo.

– Vou levar você para casa – Ele agora se aproximara de Davina e erguia seu tronco, ainda mantendo-a sentada. – Davina. – Ele comentou seu nome lentamente, e Davina se puniu por se deliciar tanto ao som de seu nome por aquela voz. – Onde você mora? –

– Eu... – E antes que pudesse concluir a resposta, Davina apagou.

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Sem saber o que fazer, ele a colocou dentro de seu carro e decidiu leva-la para casa. Cuidaria do ferimento no pé e na cabeça, e a levaria para casa.

Parado no sinal, ele virou-se para trás e a observou deitada. Parecia um anjo.

Cabelos escuros e pele clara. Ele começou a fazer observações em sua cabeça. Um pequeno e delicado nariz que faz contraste com sua bela boca cheia e marcada. Pedaços de seu cabelo, que era liso com ondulações na ponta, caem sobre seu rosto e corpo. E que belo corpo. Vestido preto com flores de um tom de rosa próximo do vermelho, aberto atrás e sem mangas. Em baixo, um pedaço falta. Nesse momento, um acesso de raiva o evadiu. Ele se lembrou do horror que vira quando entrara no beco, no ódio que tinha do homem e na vontade de protegê-la. E na única chance de olhar seus olhos, duas janelas para uma tempestade azul, tudo que vi era medo. Ele concluiu com pesar. O sinal abriu, mas antes de acelerar ele a cobriu com seu casaco.

– É um prazer Davina. – Ele disse, ainda sabendo que ela ainda não o escutava. – Sou Kol.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar, significa muito!! Até a proxima!