Not Alone
2 Capítulo 2
Notas iniciais
espero que gostem.
-Levanta Anaelizabeth...Seu voo sai daqui a uma hora.-disse minha mãe rispica e me chacoalhando.
-Ta.Ta..... Ja vou.-disse colocando a coberta em minha cabeça.
-LEVANTA AGORA !-gritou puxando com força minha coberta.
-Nossa sua grossa....já to levantando.-disse me levantando e indo para o banheiro.Ela veio e me seguiu.-O que é agora? Vai me vigiar no banho?-disse colocando as mãos na cintura.
-Não sua imbessil....Só estou aqui para te dizer que você irá com sua tia Debby, em La push.Ela irá colocar disiplina na sua cabeça.Suas malas já estão prontas, com todas as suas coisas e roupas.Seu pai vai leva-la.-disse saindo do meu quarto.
Entrei no banheiro, me despi fiquei vendo meus pulsos, antes, quando tinha uns 15,16 anos... tentei me matar cortando eles.Eles ainda tinham cicatrizes, finas, mas tinham.Fui para dentro do box e deixei a água norma cair sobre meu corpo.Fiquei um belo tempo lá, relaxando.Quando sai, vi que minhas malas estavam do lado da minha mesa de estudos.Olhei para o teto, e não havia minhas fotos, não havia nada.Abri a mala e peguei algumas roupas e me arrumei.
roupa>http://www.polyvore.com/cgi/set?id=36022651&.locale=pt-br
Peguei algumas das minhas malas, pois havia 7 malas muito grandes, e levei elas para baixo, subi de novo peguei mais 3, desci de novo.. subi para pegar a ultima q era menorzinha, quando vi que a porta do quarto do Derek estava aberta.
Entrei em seu quarto, e lá ainda estava como ele deixou antes de morrer, ainda tinha o cheiro dele,fui em seu criado mudo e vi uma foto nossa, eu tinha 13,12 anos.Estavamos abraçados, sorrindo para a camera, ele tinha um sorriso lindo,ele era perfeito em tudo.Abri a porta do seu guarda-roupas e ali ainda tinha o cheiro do seu perfume favorito, estava meio bagunçado, como ele sempre deixava, sem ninguem ver, peguei sua camisa predileta, dobrei e coloquei em minha pequena mala.Voltei a olhar seu quarto, parecia que a qualquer hora ele entraria sorrindo por aquela porta, vindo me dar um abraço.Uma lágrima rolou pelo meu rosto.Fui até sua mesa de estudos e lá estava seu caderno de textos, que ele sempre fazia para si próprio ou para alguém que conhecesse.Senti alguma coisa me falar para pega-lo para mim, como lembrança.O peguei e coloquei ele na minha mala também.Decidi que já que estou indo embora e provavelmente nunca mais iria pisar nessa casa, peguei a foto que estava nós dois abraçados juntos, a tirei do porta retratos, e a guardei no meio do seu caderno.Saindo do quarto, parei na porta puxei o ar mais uma ultima vez, para me lembrar do cheiro dele, o olhei, vazio, sem ninguém, outra lágrima rolou pelo meu rosto, mas limpei-a.
Sai do quarto, e desci as escadas, minha mãe estava colocando minhas malas no carro, e meu pai estava esperando dentro do carro.Decidi que iria comer alguma coisa no aeroporto, não aqui.
-Me de essa mala, só falta ela para colocar aqui.-disse minha mãe fria.
-Não.. essa é de mão.-disse levantando ela um pouco.
-Hmm...Boa viagem.-disse me olhando a distancia.Acenti, com um pouco de aberto no coração.
Entrei no carro, e meu pai nem olhou para minha cara.Coloquei o cinto e ele acelerou o carro.A viagem inteira até o aeroporto foi silenciosa, ele só olhava para a estrada, nunca para minha cara.Isso machucava, e muito.Meu pai sempre era o paizão para mime para Derek, ele era brincalhão, divertido e tudo mais, mas depois da morte do Derek, ele virou tipo um robo...só conversava com minha mãe e com os amigos.Para ele, eu tinha me matado.
Chegando no aeroporto, ele parou o carro e esperou, sempre olhando para frente.Desci do carro, peguei um carrinho e coloquei minhas malas lá,fechei o porta malas, e fui fechar a porta do passageiro, vi ele me ignorando, me apoiei na janela e disse.
-Obrigado pela carona...-E ele não disse nada.-E pai.. antes que eu me esqueça....por mais que o senhor me ignore....eu te amo...e sinto sua falta.-disse isso com lágrimas nos olhos, vi que ele estava com lágrimas também, mas tentando segurar.Ele não disse uma palavra, acelerou o carro e foi embora.Senti as lágrimas teimosas cairem por meu rosto.limpei-as antes que borassem minha maquiagem.
Fiz meu check-in, e entrei no avião, sentei em minha poltrona, era 2ª classe, então era um pouco confortável, eu ficava sozinha nessa poltrona.
Abri minha mala de mão e peguei o caderno de Derek: abri as primeiras páginas e lá estava escrito.
"Este caderno serve para eu me expressar, qualquer sentimento, amor, raiva. ódio, ternura, tristeza, solidão... tudo.Não só eu poderei usar esse caderno como minha irmãzinha também, sempre que precisar."
Sorri, pois amava quando ele me chamava de "irmãzinha", ou até "monstrinha".continuei lendo.
“Impressionante como as pessoas são engraçadas. Passam a vida toda procurando parceiros perfeitos, livre de erros e deslizes, sem perceber que é perfeição é pura ilusão. Príncipes e princesas somente em contos de fadas. As pessoas são completamente imperfeitas. Elas erram, tem seus próprios e particulares defeitos e único remédio capaz de curar é o amor. A verdadeira verdade é que o parceiro ideal não existe. A própria expressão já diz: ideal. Ou seja, só existe nas nossas mentes. É uma idéia criada pelo subconsciente para nos mostrar o tipo de amor que devemos procurar. Só precisamos botar na nossa cabeça que o amor não é algo que se procura, mas sim um sentimento que nos encontra.Ele pode demorar o tempo que for, mas um dia há de aparecer. E quando isso acontecer, a perfeição finamente passará a existe. Pelo menos em nossos olhos.”
Como sempre, ele era muito poético, sempre fazia textos lindos.
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Fiquei praticamente a viagem toda olhando seu caderno, e cada texto ou frases mais lindas que as outras.Desci do avião, peguei minhas malas e coloquei elas no carrinho.Tinha pousado em Seattle, fui tentar procurar minha tia, mas havia um pouco de gente, então estava meio dificil, ainda mais que não faço a minima ideia de como ela estava, pois vi ela da ultima vez quando tinha maus 6 anos.Vi uma folha escrito "Anaelizabeth Smith Jones", e vi um garoto alto, muito alto, moreno e musculoso.Fui em sua direção ele me viu e levantou a sombracelha, meio que tipo " quem seria essa menina estranha?"
-Hmm.. você é a Anaelizabeth?-disse uma mulher de meia idade, morena, um pouco parecida com minha mãe.
-Sou sim...-disse acentindo sem nenhum humor.
-Então vamos, temos uma viagem ainda para seguir.-disse ela se virando e indo em direção a saida.
-Posso leva-las?-disse o garoto me olhando.-Alias... você deve não se lembrar de mim.Mas sou o Brian... seu primo.-disse com um largo sorriso.
-Se você quiser pode...E caramba...Brian.. como você cresceu !-disse forçando um sorriso.
-Brian pare de conversar com essa dai.Você sabe o que ela apronta, ela vai querer te levar para o mesmo caminho.E ela mesma pode levar as bagagens dela.-disse minha tia se virando e me fulminando com o olhar.A encarei e começei a tremer.Quem ela pensa que é para falar isso de mim? Eu vou levar o Brian para o mesmo caminho?Fechei meus olhos e me concentrei, e parei de tremer.
-Ana... você ta bem? Estava tremendo.-disse me olhando estranho.
-To bem sim..Só to vendo o quanto vai ser dificil minha vida aqui.-disse balançando a cabeça.
-BRIAN ! Já disse para não falar com ela !Vamos , tenho que limpar a casa ainda.-disse entrando no carro e esperando nós.
-Ta bem mãe...-disse abrindo o porta malas, e colocando minhas malas lá.Entrei no carro e ele depois também entrou, acelerou o carro, e fomos em direção a La push.
Depois de um tempo tudo quieto minha tia vai lá e começa.
-Sua mãe me contou que você sai todas as noites... é verdade?
-Em parte sim...essa noite não sai...só saiu quando não estou de ressaca.-disse indiferente.
-Menina.. você tem 18 anos, e não cria juizo? Não estuda?
-Juizo eu tenho.. só tenho preguiça de usa-lo.E estudar...bem, vou para a escola, o que já é um grande começo.
-Sua mãe me disse que você sai com vários homens é verdade?
-Siiiimm, clarroo.Igual ela, que sempre pula a cerca.-disse com sarcasmo.
-Menina tenha respeito.. ela é sua mãe !-disse um pouco mais alto.
-Ela perdeu meu respeito desde o dia que me chamou de puta lavada, na frente da minha escola, e quando ela apontou o dedo na minha cara também!Como tenho que mostrar respeito a uma mãe que humilha a própria filha?-disse meio alterada e começando a tremer.
-Não levante a voz para mim moçinha, não sou sua mãe e voc....
A ignorei colocando meus foninhos e olhando para a janela.
Durante a viagem inteira escutei musica, nem a ouvi gritando e me xingando , mas sabia que estava fazendo isso.Vi uma placa que estava escrito
"Bem vindo a La push"
É... pelo jeito minha nova vida não vai ser tão facil.
Notas finais
comentem ^^
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