Passados alguns minutos após eu ter despertado, uma mulher vestida de branco, cabelo preso e com um estetoscópio pendurado no pescoço entrou no quarto, aproximou-se a mim e disse com um sorriso que aos meus olhos parecia ser de felicidade por me ver bem:

- olha só, você acordou, como se sente?

E então pôs a mão em minha testa e em seguida examinou meus olhos.

-Eu... estou bem, mas o que estou fazendo aqui?- perguntei ainda um pouco tonta.

-Fique calma, você precisa descansar mais tarde o médico virá te examinar melhor e você poderá receber visitas, certo? Ela pegou uma agulha e injetou um remédio na seringa q estava ligada a minha veia através de outra agulha enfiada no meu braço. No momento senti uma gastura, como se algo estivesse rasgando meu braço, uma ardência nas veias e então, tudo foi ficando escuro até que cai em um sono profundo.

Não sei bem se estava consciente, mas estava escutando vozes, tentava falar, mas não conseguia, tentava me movimentar, mas não conseguia, não sabia o q estava acontecendo comigo era estranho. Escutei uma voz mais forte dizendo que eu estava num sono profundo. Naquele momento queria que mais uma vez aquele “anjo ‘’ viesse para me ajudar, mas acho que seria algo impossível algo da minha mente, só encontraria em sonhos.

Acordei e havia uma mulher sentada num sofá um pouco afastado de mim, ela parecia dormir. Continuei imóvel para não atrapalhar. Aquele rosto parecia familiar para mim. O observei com atenção e percebi que era a minha melhor amiga a Monique, ela dividia o apartamento comigo.

- Monique? – Disse eu com um tom de voz fraco.

Ela se levantou e dirigiu-se ao meu lado.

- Oi Ester, você esta bem? Nossa como fiquei preocupada com você, eu liguei para sua mãe e ela esta aqui no Rio só foi em casa trocar de roupa e já esta voltando para vê-la, fique calma.

Ela estava com um enorme sorriso no rosto, acariciava minha cabeça e me olhava de um jeito meigo como se eu estivesse partido há muito tempo e voltado há pouco tempo.

- Monique o que houve? O que eu estou fazendo aqui? Tira essa agulha de mim que ta me dando agonia.

Levei a minha mão direita ao meu pulso esquerdo na intenção de tirar a agulha, porém a Monique segurou minha mão.

- Não, você não pode tirar isso agora, não sei o que aconteceu, mas quando cheguei em casa você estava desmaiada no chão da sala, nossa eu fiquei muito apavorada. O médico fez alguns exames depois que soube que você acordou mais cedo mas ainda não entregou o resultado, descanse.

-Nique, por favor, tira isso do meu braço ta doendo muito

Meus olhos estavam cheios de lágrimas, aqueles tubos e agulhas presos a minha pele estavam me incomodado.

- Mas eu não posso, espera um minuto vou chamar a enfermeira.

Ela se dirigiu até a porta e chamou a mesma mulher que tivera no quarto mais cedo, pegou o mesmo remédio e mais uma vez injetou em minha veia, mais uma vez senti aquela ardência forte no braço como se estivesse arrancando tudo por dentro, mas dormi logo e não deu muito tempo para sentir a dor.

Notas finais

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