Notas iniciais
- A história baseiada em lenda urbana, mas o texto é de minha autoria.
- Título provisório. Conteúdo sujeito a modificações.

Era uma vez...

Não... isso não é um conto de fadas da disney.

Em uma noite comum, estava em casa, sozinha, uma garota, pois seus pais haviam saído para jantar. Ela já era grande o suficiente para se cuidar, então seus pais não se preocuparam, também por que ficaria na companhia de seu cachorro, um pastor alemão gigante e super protetor, que cresceram juntos. Realmente não havia motivo para se preocuparem.

Algumas horas após seus pais terem saído, ela resolveu ir dormir, então foi para o seu quarto e chamou seu cão. Ele chegou quase que imediatamente e deitou-se debaixo da cama como de costume. Depois que havia deitado, ela colocou a mão debaixo da cama para ele lambê-la. Isso era um tipo de ritual que ela fazia para se sentir mais segura e a companhia dele lhe era reconfortante, ela se sentia protegida.

No meio da noite, ela foi acordada por um barulho que logo identificou como uma torneira pigando. O som parecia vir do banheiro, que ficava no mesmo corredor do seu quarto. Ela ficou um com um pouco de medo, não se lembrava de algo pingando quando foi dormir. Esticou vagarosamente a mão para debaixo da cama e sentiu a lambida do cão em sua mão, isso a tranquilizou e sentindo-se protegida voltou a dormir.

Algum tempo depois a garota voltou a acordar assustada com o mesmo som irritante de água pingando. Colocou a mão novamente debaixo da cama, mas não sentiu nada.

Susurrou o nome de seu cão, mas também não houve resposta, ele não lhe lambeu como de costume. Preocupada e já apavorada, deu uma olhadela debaixo da cama, pensou que ele poderia estar dormindo, mas não o encontrou. Ele não estava lá.

Estremecendo de medo continuou a ouvir a água gotejar, por um momento pensou em continuar ali escondida embaixo dos lençóis, mas resolveu ir procurar seu cachorro.

Decidiu ir primeiro ao banheiro, de onde o som vinha. Andou lentamente com pequenos passos em direção ao banheiro. Se sentia cada vez menos preocupada, "não tem por que ficar nervosa, ele deve estar dormindo em algum lugar" pensou.

Porém quando chegou lá, não pode conter o grito de terror. Estava horrorizada com o que via. O banheiro estava todo ensanguentado, o cão estava pendurado, no chuveiro, pelo pescoço com a mangueira, seu corpo desfigurado cortado de uma extremidade à outra com suas tripas saindo.

Dali que vinha o som, seu sangue pingava no chão, repetidamente, mesmo com tanto sangue já escorrido no chão,o som era contínuo. O sangue continuava gotejando, o som ecoava em sua mente, ela se mantinha paralisada de medo.

Quando finalmente saiu de seu transe, ela gritou outra vez. Mas desta vez saiu um grito baixo, abafado pela sua mão levada a boca pelo pavor que lhe tomou ao olhar o espelho. Algo que não havia notado antes. Lá se via escrito: "Pessoas também lambem ".

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!