Not A Bit Easy
3 03 – Cachecol de Vizinho (?!)
Notas iniciais
Demorei um pouco para atualizar não é? Me desculpem, muita coisa para fazer e ler.
Essa semana eu comprei A Casa de Hades, só falta esse livro para eu completar minha coleção de Percy Jackson já lançado em português e não vejo a hora de ler o livro principalmente com as últimas coisas que eu tenho "ouvido" sobre ele.
Você sabem sobre o Nico? Por um momento eu até acreditei, mas depois de pesquisar um pouco eu vi que não era bem assim.
Enfim, espero que gostem do capitulo... Enjoy ^-^
Era sábado, já fazia uma semana que eu tinha voltado para Nova York – voltei na segunda cedo, fiz as compras de moveis novos na parte da tarde com a ajuda de Apolo, que eu não vi mais depois disso, e na terça vi Sally e Paul e conheci Robert Stan, o cara para quem no momento eu estava me arrumando para sairmos.
Robert é um cara legal e sem nem uma ficha criminal, eu chequei com a permissão dele é claro. Professor de historia em uma escola que não seria a minha, ele morou no exterior por 13 anos – foi para Inglaterra aos 10 anos, fazia quatro anos que tinha voltado para o EUA e lecionava em sua atual escola –, ele pratica fotografia como um hobby, tem um cachorro de estimação chamado Black da raça labrador, seus pais ainda são vivos e moram em Nova Jersey, ele tem um irmão que mora aqui em Nova York com a esposa e seus três filhos, sua cor favorita é vermelha, gosta de ler, de assistir filmes e series, seu talento na cozinha é relativamente bom, seu prato favorito é lasanha com molho branco e mais um monte de outras coisas.
Ficaria cansativo eu dizer tudo que aprendi sobre ele nesses últimos dias, o que vale saber é que muitas pessoas gostariam de estar no meu lugar.
A gente só estava saindo no momento, nos conhecendo melhor, fazendo tudo com calma afinal, a pressa é inimiga da perfeição, não que estejamos buscando a perfeição, mas... Vamos torcer para que o futuro seja tão promissor quanto ele esta parecendo ser.
Por falar em futuro promissor. Fiz uma nova amizade essa semana que é bem promissora e acredite ou não, foi com a ajuda da Deusa do Amor.
Flashback on, Quarta-feira
Cheguei em meu apartamento cansada da corrida de hoje de manhã. Robert conseguiu me acompanhar em minha longa corrida, ele tinha vinte sete anos, mas claro que eu não estava correndo o máximo que eu podia, ele não estava acostumado a correr tanto assim.
Infelizmente hoje esse era o único tempo que teríamos juntos. Ele teria que ir na escola que ele leciona a tarde para falar com o diretor para acertar alguns detalhes para a volta as aulas, senti pena dele.
O pior foi que Robert foi só foi avisado ontem sobre isso, ele disse que geralmente isso acontece na semana que antecede a semana de volta as aulas, mas parece que o diretor vai fazer uma viagem na próxima semana, folgado, e como todos os professores que lecionam na escola estão na cidade ele resolveu antecipar essa reunião.
Hoje para ele seria a nossa corrida cedo, voltar para seu apartamento preparar o que precisa para ir a escola, ir na escola para a reunião a tarde e se ele não demorar muito por lá e não estiver cansado ai talvez, só talvez, a gente marque alguma coisa para a noite.
Eu ia ficar em casa lendo um livro mesmo, fiquei fascinada pelo primeiro livro de A Trilogia do Mago Negro, o Clã dos Magos e não vejo a hora de ter um tempo para começar a ler o segundo, A Aprendiz.
Tomei um banho relaxante e depois de colocar um short e uma regata fui até o meu escritório biblioteca. Sim, minha mãe me deu um apartamento de dois andares, com dois quartos, uma cozinha, sala de estar, dois banheiros e um escritório grande o suficiente para ter minha própria biblioteca.
Claro que não é aquela coisa enorme, uma biblioteca pessoal com, só, 289 livros.
Eu ia até a estante pegar o livro, mas vi o laptop que ganhei de Dédalo há dois anos em cima da escrivaninha que me lembrou de algo. Deixando a leitura para outra hora resolvi verificar alguns pedidos dos Deuses, acertar alguns projetos. Trabalho, coisa que eu não faria se ainda estivesse em Athenas. Lá eu estaria fazendo turismo o dia inteiro, aqui eu já conheço Nova York e se eu fosse fazer turismo na cidade não faria sozinha, arrastaria o belo fotografo nas horas livre para ir junto comigo como estávamos fazendo ontem.
Ontem Robert e eu fomos visitar alguns museus. É legal ir em um lugar com uma pessoa que sabe sobre o que esta falando e parar para apreciar sobre o que esta falando.
Robert era atencioso e têm um sorriso genuíno enquanto contava sobre a historia de algo em questão no museu. Aprendi muitas coisas com ele ontem e por um momento desejei que ele fosse meu professor na minha futura escola, era fácil de aprender algo com ele ensinando – quando você se acostumava com a beleza dele é claro.
Balancei a cabeça sorrindo, puxei a cadeira me sentando e abri o laptop, era melhor eu começar logo com isso porque quando mais cedo eu terminar eles melhor para o meu humor, Deuses tendem a deixar as pessoas loucas, contudo, isso foi o máximo que fiz.
A campainha do apartamento tocou e um resmungo frustrado saiu por entre meus lábios. Mas quando baixei meus olhos para fechar o laptop algo me correu. Quem poderia ser? O porteiro tinha a obrigação de me avisar sobre qualquer pessoa que viesse ao meu apartamento.
Um Deus, ou Deusa, não poderia ser – eles não tocariam a campainha.
Talvez alguém tenha errado o numero do apartamento? Duvido, essa pessoa teria que falar com o porteiro e ele indicaria o caminho certo e no meu andar, que era o ultimo, só tinha mais um apartamento – vizinho esse que eu não conheci ainda – não teria como errar.
Podia ser um monstro se fingindo de humano que veio me comer? Ou podia ser um mercenário a mando de algum monstro? – infelizmente tem alguns monstros que são inteligentes até esse ponto – Ambos poderiam ter enganado o porteiro dizendo que iria para outro apartamento, mas veio para o meu.
A campainha tocou de novo e eu olhei descrente para frente. Que pensamentos foram esses que eu tive? Acabei de me mudar para cá, era impossível algo assim acontecer e eu estava perto do Olimpo alguns monstros são burros, mas nem tanto.
Desse ser algum inquilino do prédio querendo dar boas vindas, recebi varias nesses três dias.
– Já vou. – gritei saindo do escritório/biblioteca e fui até a porta, não sem antes pegar meu mp4, por precaução.
Você leu certo, meu mp4 e precaução na mesma frase, mas não é qualquer mp4.
Ele era um dos projetos de Dédalo que estava no laptop. Esse mp4 tem todas as funções de um mp4 comum além dele liberar uma alta carga de eletricidade forte o bastante para atordoar monstros, assim fica fácil manda-los para o Tártaro, e deixar mortais inconscientes.
Cheguei à porta e olhei pelo olho magico. O que eu vi me fez prender a respiração e me afastar da porta um pouco para abri-la mantendo o mp4 virado para o lado de fora do apartamento ainda mantendo a precaução.
Em frente a minha porta estava um cara lindo de cabelos castanhos escuros curtos e olhos castanhos com um brilho divertido, barba rala, usando uma calça social, chinelos, uma camisa branca de botões aberta mostrando o seu nada modesto abdômen sarado e um cachecol liso azul escuro estava pendurado envolta de seu pescoço.
Ele deveria ter uns 25 anos, eu acho, e louco por estar usando um cachecol nesse calor.
Ele segurava em uma das mãos um monte de papéis que pareciam ser suas correspondências do correio e um óculos de grau fino preso entre seus dedos que seguravam os papeis.
– Oi. – disse ele sorrindo. – Você não me conhece, mas prazer, sou seu vizinho – ele estendeu a mão livre para mim com um sorriso torto no rosto e com a outra que estava cheia de cartas ele apontou para a porta do outro lado do corredor, um metro longe de nós. – Jake Weisz.
– Ah. – abri um sorriso guardando o mp4 no bolso.
O porteiro havia me falado dele. Só tinha me dito que era um cara moreno de olhos castanhos claros que era legal, mas que vivia trabalhando e caindo na farra. Um solteirão que vive sozinho. Mas que não deve acordar sozinho por tamanho charme e beleza que ele estava me apresentando e pelo modo como o porteiro falou dele, não mesmo.
– Annabeth Chase. – apertei sua mão e vi seu olhar percorrer meu corpo inteiro que me fez ter vontade de fazer um comentário brincalhão, não sei porque, mas guardei somente para mim.
– Desculpa não ter vindo me apresentar antes, mas é que eu estava com o trabalho um pouco atolado. – falou ele sorrindo timidamente soltando minha mão. – Se eu soubesse que minha nova vizinha era bonita tinha vindo antes, mas... – ele estreitou os olhos em minha direção. – Você não é nova para morar sozinha? O porteiro me falou que você mora sozinha aqui.
– Tenho autorização do meu pai para poder morar sozinha. – dei de ombros fingindo indiferença. – E aproposito obrigada pelo elogio. Você também é bonitinho.
– Bonitinho? – ele gargalhou. – Uau, você é bem sincera.
– Às vezes. – falei sorrindo.
– Ou sabe mentir bem? – chutou parando de sorrir olhando serio para mim.
– Você nunca vai saber. – disse eu sorrindo de canto encostando no batente da porta.
– Hum, uma garota de fibra. – ele endireitou o corpo cruzando os braços em frente ao corpo tomando cuidado com os objetos em sua mão. – Tsc. Pena que não faz meu tipo. – Jake balançou a cabeça em negativa e a abaixou, olhando para o chão.
Eu me segurei para não rir percebendo sua atuação e me forcei a me manter em silencio.
Depois que ficamos alguns segundos em silencio ele levantou a cabeça me olhando com os olhos semicerrados e abriu os braços descrentes.
– Geralmente elas discordam de você e falam um monte de coisas tentando fazer você mudar de opinião sobre elas serem o seu tipo sim? – arrisquei sorrindo arqueando uma sobrancelha. – Acertei, vizinho?
– Uau, Annabeth. – ele gargalhou mais uma vez e ficou de joelhos abrindo os braços. – Sou todo seu, mulher. Já ganhou meu coração.
Agora fui eu que gargalhei não acreditando em tamanha encenação e ele logo se juntou a mim. Ri tanto que tive que me sentar no chão apoiando as costas contra o batente da porta e tentei parar de rir respirando fundo.
Jake sentou no chão encostando as costas contra a parede do corredor do outro lado.
– Eu... – respirei fundo novamente. – Eu vou devolver seu coração e deixar outra mulher tê-lo.
– Dois foras em menos de cinco minutos? Au. – ele levou a mão ao peito de forma dramática teatral. – O amor realmente dói.
– Devo me sentir culpada? – perguntei fingindo que estava triste por ele.
– Deve. – disse de forma acusadora olhando serio para mim, contudo não durou muito e ele voltou a rir. – Desculpa, pela brincadeira. Apesar de você ter me dado dois foras você é legal, divertida e linda de verdade.
– Obrigada, você também é legal, divertida e linda. – falei sorrindo.
– Oh, me sinto lisonjeada. – Jake afinou um pouco a voz e levou a mão ao peito “quebrando” a munheca dramaticamente. – Você sabe como fazer uma garota como eu se sentir especial.
Nós dois caímos na gargalhada de novo. Já estava sentindo minha barriga e maxilar doerem de tanto rir, mas eu não conseguia parar de rir. Precisei de alguns minutos para me recompor e Jake também.
– Vai ser legal ter você como vizinha. – disse ele mexendo no maxilar de um lado para o outro, eu também estava sentindo essa região um pouco incomoda depois de rir tanto.
Porém ele parou arregalando um pouco os olhos como se tivesse se lembrado de alguma coisa e olhou em suas correspondências, passando um por uma rapidamente.
– Acabei de me lembrar. – Jake tirou um envelope rosa claro do meio de sua correspondência e entregou a mim. – É pra você. Isso veio na minha correspondência por engano.
– Uma correspondência para mim? – perguntei descrente pegando o envelope.
– Sim. – ele deu de ombros voltando a se recostar na parede. Passeis os olhos pelos dois lados do envelope. – Somente tem o seu endereço na parte do destinatário. No remetente só tem um nome. É estranho ter vindo junto com as minhas correspondências.
– Tia Dite. – li não acreditando no que lia confirmando o que ele havia dito.
Mordi o lábio inferior com medo de abrir a carta. Se tia Dite queria dizer quem eu pensava que era, essa carta podia ser mais poderosa que uma bomba nuclear.
– Não conhece ela? – perguntou Jake olhando para mim somente com um olho aberto.
– Conheço e por isso estou com receio de abrir.
– Ah não, não me vem com essa. Resistiu as minhas cantadas e agora esta indecisa em abrir uma carta? Qual é, garota? – falou ele parecendo chateado. Se ele não tivesse com um mínimo sorriso no rosto eu teria acreditado que ele estava mesmo.
– Se aquelas eram suas cantadas, você tem um serio problema. – apontei.
– Minha mãe vive me dizendo isso. – disse ele sorrindo, mas seu sorriso não chegava aos olhos. – Mas deixa pra lá, quer comer uma salada de fruta com sorvete de chocolate e chantilly? – perguntou se levantando. – Minha tia mandou para mim um pote enorme com frutas picadas para o meu trabalho mandando eu comer mais frutas.
“É um pote bem grande, eu não vou conseguir comer tudo aquilo sozinho e frutas já picadas estregam mais rápido, então, aceita? Como eu disse vai ter sorvete de chocolate e chantilly. E também será como um presente de bem vinda à vizinhança que todo o bom vizinho antigo faz ao novo. Não se arrependera, senhorita Chase.”
Sorri assentindo. Jake era realmente parecia um cara legal e tinha algum problema com sua família, ou somente com sua mãe.
– Legal. Eu vou lá pegar e você fica aqui lendo a carta. – ele começou a se afastar, mas voltou provavelmente se lembrando de algo. – Você tomou café há muito tempo? Esta com fome? Porque quando eu digo que minha tia mandou um grande pote é um grande pote mesmo.
– Não até você me lembrar disso. – falei olhando para o meu relógio, um presente de Jake Mason filho de Hefesto por eu o ter ajudado com a ideia de um projeto, já era quase dez horas da manhã, fazia mais de duas horas que eu tinha comido algo.
– Você já fez um piquenique no corredor? –continuou ele depois de assentir a minha resposta.
– Piquenique no corredor? – perguntei confusa.
– Ótimo. Volto já.
E assim ele me deu as costas novamente e foi para seu apartamento sumindo dentro dele.
Olhei abismada para a porta aberta de seu apartamento por um tempo, confusa com sua atitude. Contudo, algo estranho aconteceu que me fez voltar ao mundo real.
Senti o envelope pesar em minha mão. Olhei para ele e vi as letras do nome da tia Dite brilharem. Engolindo em seco abri a carta com receio e um pouco de curiosidade também.
Um suspiro de alivio escapou por entre meus lábios ao começar a ler a carta e um sorriso se formou em meu rosto. Pena que ele iria desaparecer assim que eu chegasse ao final da carta.
“Existem vários tipos de amor e hoje estou lhe apresentando um dos mais bonitos, amor de amigo. Eu sei que Jake é um pedaço de mal caminho, hétero, que poderia haver coisas prazerosas amais entre vocês dois, mas eu não vou ser má com você, ele não vai ser um dos que vai confundir seu coração, talvez ele cause um probleminhazinho futuro, mas nada que a outra pessoa não possa superar.
Jake vai ser aquele a quem pode se confidenciar sobre tudo, um amigo verdadeiro se você deixar. Ele vê através da nevoa e isso foi um problema para ele quando era pequeno e isso reflete em como ele é hoje, você vai ajuda-lo tanto quanto ele vai lhe ajudar.
Se passar pela sua cabeça, com certeza vai, que eu estou fazendo isso para me redimir por problemas futuros que eu causarei que confundirão seu coraçãozinho? Você esta certa, mas também é porque eu também sei acertar uma divida que não vale apena comentar agora.
Então minha querida arquiteta, filha de Atena, Annabeth Chase, eu estou só te avisando por meio dessa carta que reservo muitas surpresas para você e você sendo quem é vai dar conta e mesmo que as coisas não estejam do seu agrado, que se sinta mal, triste, em algum momento lembre-se: O tempo cura tudo e o amor fortalece.
Beijos de sua querida tia/avô Afrodite.”
Mais direta impossível, não é Afrodite? Pensei olhando para cima brava.
Ele não vai ser um dos que vai confundir meu coração? Muitas surpresas para mim? Coisas que não vão estar no meu agrado? Que eu me sinta mal? Me sinta triste?
Você realmente não quer ser má comigo não é, Afrodite?
– Argh, que vontade de amassar essa carta. – falei comigo mesmo me segurando para não amassar a carta e taca-la no fogo.
Afrodite não gosta que façamos isso com suas cartas, lembro de um Deus menor que ficou furioso com uma carta que recebeu de Afrodite. Ele picou a carta em pedacinhos e no instante seguinte se apaixonou por Hera e ficou correndo atrás dela até a Deusa do Amor se sentir satisfeita com sua vingança.
Hera não conseguia se livrar dele e nem um outro Deus parecia inclinado a ajudar a rainha dos céus, Zeus havia “desaparecido” naquele dia. Acho que isso foi uma punição para os dois, o Deus menor e Hera.
Foi um dia bem divertido.
– Você é bipolar? – perguntou Jake me assustando.
Olhei para ele e o vi carregando uma cesta de piquenique com uma toalha xadrez cobrindo-a.
– Não. – respondi sorrindo e apontei para a cesta em sua mão. – Piquenique no corredor?
– Ao pé da letra. – disse ele se sentando a onde ele se sentou antes colocando a cesta ao seu lado. – Mas como você não é bipolar? Uma hora estava brava com a carta e no outro estava sorrindo para ela? O que tem nessa carta para lhe causar esses sentimentos?
– É só a minha tia sendo sincera e isso me lembrou um momento engraçado em que ela também foi sincera. – falei e ele arqueou uma sobrancelha confuso antes de começar a estender a toalha a nossa frente. – Digamos que nesse momento a pessoa com quem ela foi sincera não recebeu bem e acabou se dando mal. Coisas na minha família.
– Pelo seu sorriso, eu tenho certeza que queria estar presente nesse dia. – comentou sorrindo.
Ajudei ele a estender a toalha e depois ele começou a tirar guloseimas da cesta. Um grande pote de sorvete de chocolate no qual ele logo abriu colocando uma colher de tirar sorvete dentro. Tirou um grande pote, tapoer, cheio de frutas picadas colocando ao lado do sorvete no qual ele destampou também e colocou um pegador de frutas grande dentro.
Retirou duas taças de sobremesa colocando uma na minha frente e outra na sua com uma colher em cada uma. E por fim puxou duas latas de Pepsi geladas.
– Voalá. – disse Jake sorrindo apontando para seu feito.
– Pra ficar melhor. – eu me inclinei indo em direção a ele que arqueou uma sobrancelha para mim abrindo um sorriso torto. Rolei os olhos e envolvi minha mão em seu cachecol, e que cachecol macio. – Já esta quente aqui, vendo você com esse cachecol esta me dando mais calor ainda. – puxei o cachecol tirando ele. – Não sei por que esta usando esse negocio.
E assim começamos uma conversa agradável e divertida. Silenciosamente agradeci Afrodite por ter feito isso. Só a parte do Jake, saber dos outros planos dela estava é me dando medo.
Flashback off
Escutei a campainha tocando me tirando dos meus devaneios. Jake realmente é um cara muito divertido que eu posso chamar de amigo, ainda não confidenciamos nem um segredo particular, intimo, nossos, mas estávamos indo para um bom caminho, o caminho da confiança um no outro, da amizade verdadeira.
Me olhei no espelho para ver se não estava com nem uma roupa ao avesso, até que eu não estava mal. Eu estava usando uma maquiagem leve, fiz uma escova em meus cabelos deixando eles ondulados, usando jeans skinny, uma bota preta de couro boa para dirigir moto, uma blusa rente ao corpo na cor grafite de gola boba e uma jaqueta preta com mangas de couro por cima, parecia que eu estava usando um colete.
Uns amigos de Robert o haviam convidado para uma festa e ele me convidou para ir junto com ele. Como o local da festa era fora da cidade e pegávamos uma estrada de terra Robert perguntou se poderíamos ir com a minha moto.
Não neguei, nem um de nós dois tínhamos carro para estrada de terra e minha moto era perfeita para isso, sem falar que eu amo andar de moto e assim chegaríamos mais rápido.
Mas logo no começo da noite eu iria descobrir um outro motivo para Robert ter sugerido a moto que vai fazer surgir brincadeiras entre seus amigos que o deixaram com o rosto vermelho de vergonha.
Sorrindo rapidamente desci as escadas indo para a porta pronta para a noite que me reservava boas surpresas e más também, só que não para mim no final.
Notas finais
Reviews são sempre bem vindos se quiserem mandar é claro ^-^ E me desculpem para aqueles que leem O Sacrifício do Herói, essa semana eu não tive tempo de atualizar a fic, fica para a próximo.
Muito obrigada a todos que leram o capitulo. Bjs ^.^
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