Notas iniciais
Me desculpem por ter demorado tanto para postar, é que eu vou viajar de novo e estou tendo que arrumar tudo. Depois, por que eu tive um serio - SERÍSSIMO - bloqueio criativo...
Quanto à essa parte, eu queria agradecer à Leh-chanx3 pela sugestão!! :D Espero que vocês gostem, guys.

Era jantar de sexta-feira, a data semanal em que ninguém dos Anderson costumava ter assunto. Era silêncio total enquanto comiam a gororoba nojenta que o pai cozinhava.

— Então, filho. Como vão os vizinhos? – perguntou a mãe quebrando o silêncio.

— Bem.

— Sabe, filho. Você nunca os traz aqui em casa. Crianças normais fazem isso, não é, amor?

— Sim – respondeu o pai, ainda brincando com a própria comida.

— É só que... Nós já fomos lá, e eles foram tão amáveis com a gente. Acho que deveíamos retribuir.

— Grande ideia, meu bem – concordava o pai, distraído.

— Não acho, mãe – disse Joey, rapidamente tentando cortar a ideia maluca da mãe. Lembrava-se do que Wandinha e Feioso haviam dito na vez em que entraram na casa.

Tudo aqui é tão... Normal

E Joey conhecia a própria mãe. Ela ia dar um jeito de deixar a casa ainda mais alegre e colorida. E talvez fizesse Mortícia desmaiar.

— Como assim? Porquê? – perguntou o pai

— Porque... Hã... Eles não estão... Habituados a sair de casa.

— Melhor! Acabei de ter uma ideia – disse a mãe, com um sorriso de orelha a orelha.

— Ah, não... – resmungou Joey, enterrando o rosto nas mãos.

— Fica quieto, menino. Deixa sua mãe falar! E se... Nós os levássemos amanhã para um piquenique?!

— Quê?! – gritou Joey

Se eu levar eles para um piquenique, a Wandinha me esgana até me matar sem ar, o Feioso me explode, a Vovó me pica em pedacinhos, tio Fester me enterra no jardim e no fim eles todos dançam em cima do meu túmulo!”, ele pensou, apavorado

— Não, mãe... Eu não acho que seja uma boa ide...

- Cala a boca e senta aí, que eu não terminei! E o melhor: a tia Franie e os garotos estão na cidade. Podíamos convidá-los também! – disse senhora Anderson, se levantando e correndo para o telefone

- Não! Não! Não! – gritou Joey, se jogando nos pés da mãe, agarrando-se em sua perna – Mãe do céu, eles não! Levamos os Addams, mas, por favor, tia Franie e os primos, não! – ele gritava em vão, porque a mãe tinha alcançado o telefone e já estava com ele no ouvido.

- Maravilha! Amanhã a uma da tarde, no parque da rua principal. Isso. Beijo. Agora é só convidar os Addams! Vamos, Joseph, venha comigo.

Joey decidiu que era melhor acompanha-la, e tentar convencê-la no caminho.



- Um pique-nique? – dizia Wandinha, com a sobrancelha levantada, e os braços cruzados. – Isso é serio mesmo, Joseph?

- Sim, querida – dizia a mãe – Seria uma tarde agradável. Grama, pássaros, ar fresco, sanduíches.

- Argh.

Wandinha encarava senhora Anderson. Joey pôde perceber pelos olhos dela, que ela estava prestes a cometer um homicídio.

- Mãe, aposto que eles estão ocupados. Venha vamos embora – ele disse, puxando-a pelo braço, mas a mulher não dava nem um passo.

- Wandinha, minha filha, porque toda essa demora? – gritou Mortícia de dentro da casa – Seu irmão está ficando com câimbras.

- Já vou, mãe. É que a mãe do Joseph tá aqui na porta com ele.

Mortícia saiu de casa e se postou atrás da filha, em frente à porta de entrada.

- Ora, mas que agradável surpresa, senhora Anderson. Que deseja?

- Nós viemos convidá-los para um agradável piquenique amanhã à tarde.

- É um gentil convite. Mas nós não saímos de casa há décadas. Não acho que seja...

- Senhora Addams, eu insisto. Um pouco de sol e ar fresco não fazem mal a ninguém.

A ninguém exceto os Addams.”, pensou Joey.

Eles devem ter ficado ali umas duas horas. A mãe de Joey insistindo, e Mortícia e Wandinha negando. Mas senhora Anderson tinha uma argumentação de ouro, e os Mortícia e Wandinha acabaram cedendo. Ódia transbordava nos olhos da garota.

- Será um prazer passar a tarde com vocês. Venha, Joseph. Vamos embora.

- Não, senhora Anderson. Deixe que ele fique, assim podemos brincar.

- Tudo bem, então. Joseph, não volte para casa muito tarde. – disse senhora Anderson e foi embora.

- Divirtam-se, crianças. – disse Mortícia, entrando em casa.

O olhar de ódio que antes era lançado a senhora Anderosn agora passou para Joey.

- Diz que a ideia não foi sua. Senão eu sou capaz de te matar aqui e agora.

- Não, eu fiz de tudo para evitar, juro. Mas minha mãe é doida. Quando ela quer alguma coisa, e melhor dar sem discutir.

- Luz do sol? Piquenique? E quem é tia Franie?

Aquele nome trouxe a tona lembranças terríveis do passado de Joey. Todo ano, quando tia Franie os visitava, a mãe fazia um piquenique. Joey chamava esse almoço anual de Tortura da Tia Franie. A velha apertava tanto suas bochechas que um dia ainda as arrancaria. Mas o pior não era isso. Eram eles: Rex e Toby, os filhs de tia Franie, que tinham nome de cachorro.

Eles eram altos, fortes, musculosos, cheios de tatuagens, cheios de cicatrizes e muito – muito – assustadores.

Sempre jogavam Joey no lago, ou o penduravam na árvore mais alta do parque. Claro que o que eles faziam não era pior do que brincar com Wandinha, mas era um trauma de infância.

- Rex e... Toby? Jura que esses são os nomes?

- É... Não são t-tenebrosos?

- Não acredito! Você é mesmo injusto, Joseph! – dizia Wandinha, indignada – Eu gasto o meu precioso tempo e esforço te torturando, te causando hemorragias internas e hematomas, e você tem mais medo deles, que te penduraram em uma árvore?! É isso o que você está dizendo?

- Bom... É? – ele respondeu, incerto.

Wandinha cruzou os braços e olhou em outra direção. Estava maquinando um plano.

Joey já podia ver que isso tudo ia dar errado.


Notas finais
Que tal?? Se quiserem ver algo acontecendo, deixem sugestões! Bom, guys, e comentem! :D