Nosso grupo louco
4 Missão de Natsu, Erza e Lucy, dia e noite com Gray
Notas iniciais
O sol mal tinha nascido quando ouvi Natsu jogando coisas por todo o quarto dele. Ele estava apressado e também ouvi a Lucy e o Gray conversando com a Erza. Tentei levantar mas algo me impedia, minha perna direita não se mexia e eu não conseguia sentir cada vez que eu a tocava.
– N-Natsu, a mi-minha perna...
– O que houve com ela?- Ele perguntou sem me olhar.
– eu não consigo me mexer.
Ele virou para mim com uma cara assustada, chamou Erza que quase desmaiou. Ele e encarava com uma cara de quem não estava entendendo. Ele veio até a cama e me ajudou a sentar na cama. Ele puxou aquela flor e queimou colocou na minha perna mas só aumentou a dor. Ele tentava de tudo mas nada fazia a dor passar, apenas aumentava a cada segundo. Gray olhava com atenção ao que Natsu fazia, e Erza estava levando alguns socos meus enquanto Lucy tentava me acalmar.
Natsu soltou a flor e se jogou no chão, senti a dor aumentar. Natsu e Erza pareciam não entender o que estava acontecendo. Tentei levantar as alguém segurou meu corpo, Gray. O encarei esperando ele falar alguma coisa, mas ele não falou. Passou uma meia hora quando finalmente alguém falou.
– Eu não entendo, nós fizemos tudo certo como pode ter aumentado e não diminuído?- Perguntou Natsu ao Gray.
– Natsu talvez seja porque ela é feita de cristal. Então, você não tinha uma missão? Vai! Eu cuido dela.
– Mas... Hum, ta bom eu vou. Gray?
– Hum. Que é?
– Cuida bem dela.
Gray sorriu concordando. Missão? Que missão? O Gray e eu? Hã?
Natsu veio na minha direção e fez uma cara tristonha como se eu estivesse morrendo. Pera... Eu tô morrendo!
– Yumi, eu... Vou ter que sair para uma missão, mas volto no fim da tarde. Gray vai cuidar de você.
– Que missão Natsu?
– Eu não posso falar. Promete que vai se cuidar?
– Prometo.- Suspirei.
Ele sorriu de lado e me deu um beijo na testa. Sorri meio envergonhada com a atitude do rosado. Ele sorriu e puxou Erza e Lucy porta a fora me deixando sozinha com o moreno. Ele veio na minha direção e sentou ao meu lado na cama. Ele me encarou por um momento até resolver deitar ao meu lado.
Ele deitou me apoiando em seu peito, como se fosse a primeira e última vez que nos veríamos. Senti uma tristeza me consumiu por inteira, como pode? Eu não tenho nem quatorze anos e já vou morrer. Me apertei ao corpo dele para ver se a tristeza passava, ele me abraçou num ato de confortamento. Ele sentou na cama e sorriu.
– Você acha que é seu último dia viva?- Ele perguntou mexendo no eu cabelo.
– Não. Eu tenho certeza.- Disse me jogando em cima dele.
– Então, vamos aproveitar! Troque de roupa e vamos dar uma volta.
– Não consigo mexer a minha perna, como vou trocar de roupa?
Ele sorriu envergonhado e pegou a minha roupa. Gray me sentou e tirou minha blusa para colocara a outra. Depois dele trocar toda a minha roupa ele enfaixou minha perna e pediu para mim transformar a faixa em cristal. Consegui mover ela então ele sorriu em aprovação.
Descemos até a rua e paramos no café. A mulher nos encarou sorrindo e perguntou o que queríamos, pedi um milk shake de morango e o Gray pediu um de chocolate. Ele tomou aquilo muito rápido, enquanto eu tomei de vagar e sem pressa.
Ele levantou, pagou a conta e me arrastou pelas ruas. Ele foi parado por uma velha que sorriu para nós.
– Então meu jovem, o que acha de dar uma flor rara para sua namorada?
– E-ela não é minha namorada.- Ele disse envergonhado.
– Hum... Por pouco tempo, mas vai querer a flor ou não?- Ela perguntou com raiva.
Ele sorriu e pegou uma flor azul com branco nas pontas de cada pétala. Ele colocou ela atrás da minha orelha direita e deu um beijo no canto da minha boca o que fez me arrepiar por inteira.
Gray continuou andando até a saída da cidade, ele me pegou no colo e subiu até o topo de uma montanha onde nevava. O lugar era lindo.
– Então você sabe patinar?
– E-eu, não.
Ele sorriu me puxando pela cintura, estávamos tão perto que eu podia sentir o calor dele. Tão estranho sentir isso. Gray me puxou para o lago congelado e foi andando na maior facilidade me levando junto. Ele me puxava cada vez mais para perto do seu corpo. Até que eu escorreguei caindo e o trazendo para cima de mim.
Ele foi se aproximando de mim eu sentia a respiração dele tão próxima que me coração acelerou ao extremo. Ele selou os lábios dele nos meus. O beijo foi calmo no começo, mas com o tempo ele aprofundou cada vez mais. Quando a falta de ar nos consumiu ele se separou de mim, mas continuou na mesma posição.
– Gomen, eu não devia ter feito isso.- Ele disse levantando.
– Cala boca e me beija.- O puxei pelo ombro para mais um beijo.
Ele não teve tempo de protestar, aquele beijo foi intenso de ais, quente de mais, eu não tinha a intenção de parar e acho que nem ele, mas como nós respiramos, tínhamos que nos separar para respirar. Ficamos um tempo deitados no gelo, grudados como se fosse a última vez que nos veríamos. O sol começou a se por quando ele me levou para sua casa.
Ficamos um tempo na sala, e depois fomos para o quarto dele. Gray não perdia tempo, quando eu me distraía ele partia para o ataque. Um ataque dos bons confesso. Ele sempre dava um jeito de me prender na parede ou e jogar na cama, ficamos assim a noite toda até eu ficar com sono.
– Gray? Vamos dormir?- Perguntei deitando ao lado dele.
– Sim, pequena. Mas me responde uma coisa?
– O que?
– Quantos anos você tem?- Ele perguntou me colocando em seu colo.
– Treze anos. Por quê?
Ele sorriu e me puxou para ais um beijo, mas dessa vez um beijo desesperado. Como se ele precisasse disso para viver. Ele mudou a posição e se colocou em cima de mim.
– Gray, va-vamos dormir?
– Hum... Claro, vamos.
Ele deitou do meu lado e eu me apoiei ao peito dele. Um tempo depois eu dormi...
– Aproveita em quanto é tempo.
– Do que você está falando Tuiki?
– Você sabe que não tem muito tempo de vida não é?
– Sim, Tuiki.
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