Renê narrando: Helena e eu estamos nos divertindo na nossa festa de casamento. Dançamos bastante com nossos convidados e nossa família, depois nos sentamos em uma mesa um pouco afastada pra descansarmos um pouco.

— Ei Renê eu posso morar com você e com a Helena? Não quero ter que voltar a morar com o papai. Diz Ricardo se sentando junto com Fábio

— Claro que não. Você não vai querer morar com um casal recém casados não é?

— É acho que não maninho

— Ei Ricardo por quê você e o Fábio não moram juntos no antigo apartamento do Renê? Pergunta Helena

— É uma ótima ideia meu amor. Assim eles dividem a despesa e não fica pesado pra nenhum dos dois. Digo concordando com Helena

— Vocês tem razão, o que acha Fábio? Pergunta Ricardo

— Ah pode ser. Também não aguento mais meus pais brigando. Vai ser bom sair desse meio. Diz Fábio

— Eles ainda tem brigado muito Fábio? Pergunto

— Ah um pouco Renê. Diz triste

— Ei cara não liga pra isso não. E normal casal brigar, significa que eles se amam. Vejam o exemplo meu e da sua irmã, nós brigamos por vinte anos e agora estamos aqui casados na nossa festa de casamento. Ponho a mão em seu ombro que força um sorriso

— É Fábio liga pra isso não, você vai se distrair muito com as altas festas que vamos dar naquele apartamento. Diz Ricardo

— Nada disso Ricardo! Aquela vizinhança e totalmente calma e tranquila. Nada de festas e som alto. O repreendo

— Você consegue ser mais chato que o papai Renê. Com você eu nunca consigo o que quero

— Você só quer bagunça Ricardo. A vida não é só festa sabia? Você que que ter responsabilidade. Por que assim como o Fábio você não pensa no seu futuro e foca na sua faculdade ao invés de ficar em festas e na gandaia

— Já entendi Renê. Nada de festas no apartamento. Bem Fábio vem vamos dar uma volta. Diz saindo com o Fábio

— Esse Ricardo não tem jeito mesmo. Vou conversar mais sério com ele depois. Digo a Helena

— Deixa ele amor, acho que ele já entendeu. E também o Fábio não vai deixar ele fazer nada disso

— Ele deveria ser mais responsável como o Fábio

— Amor tem uma coisa que eu quero te perguntar e sempre esqueço. Bom na verdade são duas

— Pergunte o que quiser meu amor. Faço carinho em seu rosto e dou um selinho nela que sorri

— Bem sabe aquela vez que a gente foi pra chácara com nossa família? Você ficou sem camisa lá. Sua família já sabe da sua cicatriz?

— Bom eu acho que eu não tinha te falado ainda, mas teve um dia que minha mãe apareceu de surpresa lá em casa e viu. Foi uma confusão danada, ela reuniu toda a família e eu tive que escutar por horas como isso foi errado da minha mãe e dos meus irmãos, mais depois ficou tudo bem. Revirei os olhos

— Melhor assim. Agora você não precisa mais ficar escondendo de ninguém e pode ficar sem camisa mais vezes como aquele dia. Ela morde o lábio inferior me provocando

— Qual a outra coisa que você queria saber?

— Outro dia quando seus irmãos foram te visitar e eu estava lá eu escutei vocês conversando de longe e pareciam bem misterioso. Sobre o que falavam?

— Desculpa Helena eu não posso te dizer

— Por que não Renê?

— Bem esse é um segredo de família que vem a muito tempo mesmo antes de eu nascer e foi passado para mim e meus irmãos

— E qual e o problema de eu saber?

— Só membros da família Magalhães podem saber

— E eu não sou uma Magalhães agora que nos casamos?

— Teoricamente sim, mas eu sinto muito isso eu não posso te dizer. E um segredo muito importante, nem o Roger sabe. Só quem é um legítimo Magalhães pode saber no caso eu, meus irmãos e meus pais.

— Nossa é tão importante assim?

— Importante não, mas poderia causar muitos problemas e talvez uma rebelião

— Tudo bem então eu não quero causar confusão

— Me desculpa meu amor. Se eu pudesse eu prometo que te contaria

— Eu sei que sim meu amor. Ela sorri e me dá um beijo

— Que bom que você entende. Eu te amo muito sabia

— Eu também te amo. Muito. Será que já está quase no fim da festa?

— Eu não sei,por quê?

— É que eu estou com uma vontade louca de adiantar nossa lua de mel sabe. Diz sensualmente surrando em minha orelha, depois da uma mordidinha

— Acho que eu entendi o que você quis dizer, mas vai ter que esperar um pouquinho. Sorrio maliciosamente pra ela

— Não podemos dar uma fugidinha e ir no banheiro?

— Você ficou louca é? Pergunta rindo

— Louca de desejo em você e pra te sentir dentro de mim sim

— Você é muito safada sabia

— Eu sei que você gosta

— Gosto mesmo. Vem cá. Acho que podemos sair mais cedo da festa sem ninguém perceber. Eu e Helena tomamos cuidado para sair da festa sem ninguém nos ver e fomos até o carro

— Será que alguém viu a gente? Pergunto olhando pros lados dentro do carro

— Eu acho que não meu amor. Para onde vamos? Pergunta colocando o cinto

— Pro aeroporto não podemos ir ainda por que está cedo e não está na hora do nosso vôo. Para onde você quer ir? Também coloco o cinto e viro a chave do carro

— Vôo é? Vamos pro seu antigo apartamento ou a minha antiga casa

— Você está com a chave da casa aí?

— Não. Está com o Aurélio. Acho que o que nos resta e o apartamento

— Então vamos. Vou até o apartamento e claro que começamos a nós despir antes mesmo de entrar no apartamento,no elevador mesmo. No momento não estamos nos importando que alguém pudesse ver, só nos importamos em demonstrar todo amor que sentimos um pelo outro. Tiro seu vestido de noiva delicadamente e a deito na cama

— Eu te amo Helena. Olho profundamente em seus olhos ardendo de prazer

— Eu te amo Renê. Sorri maliciosamente e me beija. Meu celular não parava de vibrar. Com certeza era alguém da nossa família querendo saber onde estávamos. Rimos da situação e continuamos fazendo amor

Algumas horas depois:

Helena narrando: Estava deitada no peito do Renê, cobertos pelo lençol da cama. Ele fazia carinho no meu cabelo e eu no seu peitoral

— Amor quem que você acha que estava ligando pra você? Pergunto olhando em seus olhos

— Com certeza deve ser minha mãe. Peraí que eu vou olhar. Ele se senta na cama e eu me sento ao seu lado

— Era ela mesmo meu amor. Diz pegando o celular na cômoda e olhando. Nossa!

— O que foi? Pergunto deitando a cabeça em seu ombro

— Tem mais de cinquenta ligações perdidas aqui. Ele começa a rir e eu o acompanho

— Renê. Falo séria

— O que foi?

— Tem alguém mechendo na porta

— Como assim?

— Escuta. Ficamos em silêncio e escutamos algum mexendo na porta como se tivesse tentando abrir

— Fica aqui que eu vou lá olhar. Renê põe uma calça moletom qualquer que estava ali e vai pra sala. Eu visto qualquer roupa e vou atrás dele

— E aí Renê? Sussurro pra ele que se assusta

— Aí Helena que susto. Quer me matar do coração? Pergunta pondo a mão no peito

— Claro que não meu amor, desculpa. Mais e aí?

— Olha só tem alguém na porta e está tentando entrar. Ele sussurra e aponta pra maçaneta

— E o que é que a gente vai fazer?

— Eu vou abrir a porta e ver quem é que está ali né. Ele pega o abajur que estava na estante e se aproxima da porta sem fazer barulho. Vou atrás dele segurando no seu ombro. Ele faz sinal pra mim fazer silêncio e abre a porta de uma vez só

— Que susto mãe! O que vocês estão fazendo aqui? Era a mãe do Renê, a minha mãe e o meu pai, meu irmão, os irmãos do Renê e o cunhado dele

— Como assim o que estamos fazendo aqui? Vocês dois sumiram. Ficamos preocupados. Diz a mãe do Renê

— É precisavam assustar a gente desse jeito? Pergunta colocando o abajur no lugar e cruzando os braços

— Maninho a gente ligou pra vocês um monte de vezes. Diz Ricardo

— Ah é que o meu telefone está no silencioso. Diz pondo a mão no cabelo sem graça

— A gente já procurou vocês por toda parte. Por que vocês saíram da festa sem falar com ninguém? Pergunta Renan

— E quê, e que, a Helena não se sentiu muito bem, não é meu amor? Renê gagueja um pouco

— É? Ah claro eu estava um pouco mal

— O que você tem? Pergunta Fábio

— Nada demais. Só estava um pouco tonta e com dor de cabeça. Digo pondo a mão na cabeça pra disfarçar

— Por que vocês não falaram com a gente filha? Podíamos ter acompanhado vocês. Diz meu pai

— Por que não era nada demais. A Helena já tomou um remédio e está melhor. Diz Renê me abraçando por trás e me dando um beijo no rosto

— Mesmo assim ficamos preocupados. Vocês saíram sem falar com ninguém e não atendia o celular. Diz minha mãe

— Como o Renê já disse mãe o telefone dele estava no silencioso,o meu está descarregado. Não me senti bem e viemos embora. Tomei um remédio e acabamos tirando um cochilo. Estávamos cansados. Não tem nada para se preocupar. Estamos bem

— Estão bem? Vocês já sabem tudo que fizemos enquanto vocês "dormiam"? Pergunta Rebecca

— Vocês estão fazendo tempestade em copo d'água. Diz Renê se sentando no sofá

— Tempestade em copo d'água Renê? A gente já foi na delegacia, fomos na pracinha,na casa da Helena, no hospital e mais um monte de lugar. Diz Roger

— No hospital seria o próximo lugar que vocês iam me visitar com o susto que me deram. Ah propósito por que vocês não entraram de uma vez ao invés de ficar aí mexendo na porta? Pergunta Renê

— A porta estava trancada né. O Ricardo abriu com a chave dele, mas a porta estava emperrada. Aí vocês abriram a porta. Diz Renato

— Mais de qualquer forma eu acho que foram bom vocês aparecerem. Está na hora de eu e a Helena irmos. Íamos acabar perdendo a hora. Vamos meu amor. Diz Renê se levantando do sofá

— Vocês vão sair como se nada tivesse acontecido? Pergunta a mãe do Renê

— Nada aconteceu mãe. Largam de ser exagerados. Não podemos perder nosso vôo

— Vocês estão nos achando com cara de trouxas? Pergunta Rebecca

— Como assim? Pergunto sem entender e o Renê também faz expressão de dúvida

— Vocês acham que convencem a gente com essa história de mal estar e cochilos? Pergunta Renan

— Olho só gente eu realmente não sei a onde vocês querem chegar com esse papo, mas realmente eu e a Helena temos que ir. Diz Renê se fazendo de desentendido. Eu solto uma risada e o Renê me olha como se tivesse me repreendendo e eu dou de ombros

— Você sabe muito bem do que estamos falando Renê. Para de se fazer de bobo. Diz Ricardo piscando pra ele

— Se vocês estavam tão cansados assim por que a Helena não esta com o vestido de noiva e você com o terno Renê? Pergunta Fábio. Renê olha pro seu corpo e eu faço o mesmo olhando o meu, depois olhamos um pro outro

— Por que não íamos dormir com aquelas roupas pesadas oras. E também pra não amassar não é. Renê diz como se fosse óbvio

— Ah claro. Então por que as roupas estão espalhadas pelo apartamento? Pergunta Roger cruzando os braços. Renê e eu passamos o olho no apartamento

— Por que, por que. Renê pensa um pouco, mais certamente não há uma desculpa para isso

— Se vocês realmente sabem o que aconteceu por que ficam fazendo perguntas? Eu e o Renê saímos escondidos da festa por que queríamos ficar um pouco sozinhos. Alguém problema? Pergunto nervosa já cruzando os braços

— Calma meu amor. Diz Renê pondo as mãos nos meus ombros. Já deu desse assunto né gente. Diz tentando me acalmar

— Tudo bem filha. Só ficamos preocupados. Vocês podiam pelo menos ter avisado ou atendido o celular. Diz minha mãe

— Estavamos um pouco ocupados mãe

— Agora realmente precisamos ir se não vamos perder nosso vôo. Vem Helena, vamos trocar de roupa. Com licença. Diz Renê me levando pro quarto

— Aí Renê que vergonha. Me sento na cama e coloco o rosto entre as mãos

— Deixa disso meu amor. Foi bem gostosa essa nossa fugidinha. Diz sentando do meu lado e beijando minhas mãos

— Foi mesmo, mas eu fiquei com um pouco de vergonha do meu pai, da minha mãe e da sua mãe. Olho pra ele

— Pelos seus cunhados e seu irmão não? Pergunta rindo

— Por eles não. Só por nossos pais mesmo

— Eles já fizeram isso um dia Helena. Bom e lógico que só na lua de mel, mais mesmo assim agora eu sou seu marido e você minha mulher. Só adiantamos um pouquinho nossa lua de mal. Diz fazendo gestos com a mão que me fazem rir e dou um beijo nele. Nós arrumamos e pagamos nossas malas

— O que vocês ainda estão fazendo aqui? Pergunta Renê ao ver todos sentados ali na sala

— Estamos esperando por vocês meu amor. Diz a mãe do Renê

— Pra quê? Estamos indo pro aeroporto

— Pra ter certeza que vão realmente embargar

— Isso é sério?

— Claro meu amor. Renê bufa e passa a mão no rosto

— Você também precisa de alguém pra trazer seu carro de volta maninho. Diz Renan

— Vocês são inacreditáveis sabia. Vamos logo então. Vem meu amor. Renê pega minha mão e depois as malas no chão

— Nós ajudamos com as malas. Diz Fábio e Ricardo pegando as malas e a chave do carro. Saímos todos e vamos ao aeroporto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.