Nosso Nome Na Lista.

21 Capítulo 21 - Convite.


Notas iniciais
Vou ser sincera com vocês: não gostei muito desse capítulo =/ Sinceramente, acho que o próximo vai estar melhor (mesmo que no próximo não apareça Quentin e seja BEM grande), mas não consegui melhorar esse capítulo então vai ficar assim mesmo, tá?? Pensei que no próximo eu vou compensar XD FIQUEI TÃO FELIZ COM O TANTÃO DE REVIEWS QUE EU ESTOU RECEBENDO ='D VOCÊS SÃO DEMAIS =3 Agradeço à: > Laladhu > Senhorita Foxface > Autumn > Delicate > Amanda Olimpius Chase > "Tio" AkumaKun > Cleozinha > Mine > Red Queen > Clove Flor > GiovannA > allinegmar > Fanta > Lizz > Katp > Kika Pichsterzy > Alala Chan > MaruShi > Lara Levesque Blue > RKéthully >Lanny Puckett OBRIGADA POR ME ANIMAREM TANTO!! *--* Bisou

Capítulo 21 – Convite.

Quentin me abraça e eu adoro o seu abraço.

Para começar, ele está cheirando a perfume forte e masculino com resquícios de cigarros. Depois, seus braços são fortes e longos os bastante para me envolverem e me fazerem sentir protegida de verdade. Apesar de eu não ter motivos para me sentir ameaçada, é como eu venho me sentindo desde quando meu pai foi embora.

Eu não gosto de me sentir assim. Como se estivesse ameaçada ou até mesmo fragilizada. Eu já cansei de me sentir assim, por isso decidi que responder às pessoas que zombavam de mim e me tornar mais forte, mudaria tudo. Mas Quentin tem razão... Sobre minha mãe ser uma ferida aberta e talvez sobre eu afastar as pessoas sempre que elas tentam se aproximar.

Talvez ele tenha razão quando disse que estou sempre esperando ser machucada.

Talvez ele tenha razão sobre muitas coisas que eu nunca parei para pensar...

– Como?

Dou um pulo e me afasto de Quentin.

– Hein?!

O garoto moreno ainda está com os seus braços ao meu redor e, como eu estou perto, sou capaz de ver seus olhos verdes azulados perfeitamente. Todavia, eles estão confusos e também divertidos. Um sorriso brinca em seus lábios quando ele os umedece com a língua.

– Você acabou de dizer: “Talvez ele tenha razão sobre muitas coisas que eu nunca parei para pensar...” então eu perguntei “Como?”...

Eu pisco aturdida para Quentin. Merda, eu havia dito em voz alta ou Quentin realmente era capaz de ler mentes? Se ele era, eu não quero pensar em todas as coisas que ele pode ter lido desde o dia em que nos conhecemos e eu pensei sobre seus olhos sexys. Os mesmo olhos que estão cada vez mais divertidos e provocantes.

– Eu falei em voz alta? – pergunto constrangida.

– Falou – ele responde, esperando. – Sobre que tipo de coisas eu tinha razão?

Eu cruzo os braços e o fito com sarcasmo.

– E por que “ele” tem que ser você? – critico.

Quentin me solta e cruza os braços também.

– Estávamos nos abraçando e você estava pensando em outro cara? – o moreno pergunta chateado. – Sério, garota... Você tem que parar de fazer isso!

Eu rio e relaxo, negando com a cabeça.

– Tudo bem, era sobre você... E só estava pensando em algumas coisas muito inteligentes que você disse há um tempinho – eu respondo, cruzando os braços. – Só não vou dizer o quê...

O garoto estreita os seus olhos azuis esverdeados e me fita com intensidade. Ele espera que eu volte atrás e lhe diga no que estava pensando, mas não o faço. Talvez eu tenha criado alguma resistência aos seus olhos sexys. Ao invés, olho para a porta esperando que Helena apareça de repente e espere estar interrompendo algo promíscuo.

Que decepção ela teria.

– Não me faça te obrigar a me dizer... – ele ameaça.

Eu ergo uma sobrancelha em desafio.

– Quer dizer que você possui altas técnicas de tortura? – brinco.

Quentin se inclina sobre mim de novo, dessa vez, seus braços me prendem ao sofá. Como minhas costas estão apoiadas no descanso para braço, ele espalma as mãos ao lado do meu corpo e isso meio que me deixa receosa. Talvez porque eu quisesse que suas mãos estivessem em mim ou talvez porque ele estivesse muito perto, roubando meu “espaço pessoal”.

– Eu não chamaria de “tortura” – ele diz, dando um sorriso maldoso.

Eu me encolho. Não sei se gosto ou se odeio os seus olhos.

Só sei que eles nunca me dizem o que eu quero saber.

De repente, ele ataca. Fazendo cócegas nas minhas costelas. Eu começo a rir e me debato contra ele e seu corpo. Acho que meu cotovelo e joelho o atingem num gesto involuntário (tudo bem, não tão involuntário) e isso o faz jogar ainda mais seu peso em cima de mim, para que eu não me debata e tente fugir. Droga, lá se vai meu plano A.

Estou gargalhando e não dá mais para respirar. Penso que vou desmaiar por um instante, quando ele para com as cócegas e me dá um beijo que rouba todo o ar que eu tenha adquirido em sua pausa de segundos.

– E aí? Vai me contar agora? – ele pergunta, afastando-se.

Ele não está nem ofegante, mas eu estou quase morrendo.

– Meu estômago dói – eu choramingo. – Minhas bochechas parecem que vão cair...

– Sou cruel, não sou? – ele brinca, mas vejo que está preocupado em ter ido longe demais.

Um pensamento maldoso toma conta dos meus pensamentos.

– Você é muito cruel, sim – eu digo, me encolhendo e escondendo minha barriga com os braços. – Sabe... Com esse lance de ser magra e bonita... Eu meio que não gosto que as pessoas fiquem me pegando do nada e me fazendo cócegas... E agora... Eu mal consigo respirar...

Quentin fica sério.

– Ei, Letty... – ele começa.

Mas, então, eu o ataco.

Antes que ele tenha tempo para pensar em algo além de como ele é miserável, eu pulo sobre ele, encostando suas costas contra o apoio para braço do outro lado do sofá e minhas mãos seguram os seus braços. Sei que estou em desvantagem porque ele é obviamente mais forte que eu, sendo assim, se eu fizer cócegas nele, é capaz de que ele me dê um chute que me faça sair voando; então, tenho que torturá-lo de modo que não gere nenhum gesto involuntário.

– Você realmente acreditou no meu “draminha”? – questiono divertida.

Quentin está me fitando atônito.

– Acho que você é uma boa atriz... Estava mentindo? – ele perguntou divertido.

Neguei com a cabeça.

– Eu realmente não gosto que as pessoas fiquem me pegando... Mas até parece que eu ia declarar isso em voz alta para você – eu respondo, dando um sorriso sem graça.

Quentin ponderou com a cabeça e confirmou logo depois. Olhou para os seus pulsos sob minhas mãos e deu um sorriso que deveria ser a “gestificação” – palavra inventada que significa transformar em gesto – da obscenidade. Um arrepio percorre a minha espinha.

– E agora, gênio? O que vai fazer? – ele questiona, divertido.

– Er... Sabe que eu não pensei muito nessa segunda parte do plano? – eu respondo.

Seu sorriso cresce.

– Posso pensar por você, então? – o garoto pergunta.

Não respondo, e ele encosta seus lábios nos meus.

Meu aperto em seu pulso se afrouxa e ele se senta me envolvendo em seus braços. Uma de suas mãos mexe em meu cabelo, outra, sem querer desliza para debaixo da minha blusa e me puxa contra ele. Enquanto isso, seus lábios parecem querer me devorar pelo modo como eles cobrem os meus e se movem e mordiscam a carne dos meus lábios... Um arrepio agradável percorre a minha espinha quando sua língua se encosta na minha.

Sua mão sobe um pouco mais por minhas costas e mais um arrepio percorre a minha espinha. Começo a me sentir incomodada e o afasto para respirar e para entender o que eu de fato estou sentindo. Não sei o que é, mas sei que tem algo queimando dentro de mim e isso me assusta.

– É legal quando pensamos juntos... Não é? – ele pergunta sem fôlego. — Letty?

Eu concordo com a cabeça e tiro a sua mão escondida debaixo da minha blusa.

– Quem é o safado agora? – brinco.

Quentin dá um sorriso sem graça, e me puxa para mais perto dele. Seu objetivo não é me dar outro beijo de tirar o fôlego, mas me dar um abraço tão forte que parece querer nos fundir. Não protesto. Acho que gosto de abraços. Encosto minha cabeça em seu ombro e fecho os olhos. Inesperadamente, o mundo parece oscilar e os abro de novo.

– Acho que estou cansada – comento assustada.

– Imaginei que estivesse, são quase três da manhã – ele responde.

Todavia, o garoto não me solta.

– Quentin, eu vou acabar dormindo em cima de você – aviso.

– Não, quero te soltar... Você é tão abraçável – ele explica com afetação. – Eu sempre quis te abraçar desde o dia em que... Sei lá. Você falou comigo, talvez? Não, acho que desde o dia em que você estava fazendo “Monólogos de uma suicida”.

Eu fico vermelha.

– Você... Queria me abraçar? – pergunto constrangida. – Isso é...

– Estranho? – ele sugeriu e eu concordo com a cabeça. – Bem... Quando eu vejo uma pessoa muito linda eu sinto vontade de abraçá-la... Mas achei que se eu te agarrasse do nada seria estranho, por mais que eu jogasse meu charme para cima de você.

– Ah-há! – eu o afastei para observar o seu rosto. – Então você estava mesmo flertando comigo nos primeiros dias!

Quentin piscou para mim, parecendo atônito.

– Nunca antes uma garota teve que me perguntar se eu estava flertando com ela ou não. – ele comenta atônito. – Você não percebeu o meu charminho para você? Ah, sem dúvida eu usei Marin Karin e só faltei fazer Sexy Dance.

Olhei para ele confusa.

– Hein?

– Desculpa, tenho jogando um vídeo game... Longa história – ele responde, fazendo um gesto engraçado com a mão. – Então você é tapada, é?

– Eu jurava que eu estava vendo coisas... – eu confesso. – Yvonne... – Eu faço uma pausa e então estreito meus olhos para ele. – Se você pretende realmente pôr o seu braço no meu ombro sempre que vir Duncan no corredor, você vai ter que me deixar te dar um beijão quando Yvonne aparecer do nada se oferecendo para você!

Quentin faz um falso som de decepção.

– Você não quer me marcar logo de uma vez? – ele critica.

Eu dou de ombros.

– Eu até faria... Mas não sei como – respondo. – Mas se você quiser eu posso te morder. Eu sempre achei que você é “mordível”.

Ele fez uma careta.

– Deixa para lá. Ninguém marca ninguém – ele responde.

Eu concordo com a cabeça, então ele me levanta – ainda estou em cima dele, para a minha completa vergonha – e ele se levanta do sofá. Ele tem que olhar para baixo para poder me encarar, mas isso não me incomoda tanto quanto já incomodou. Ele pelo menos só é uma cabeça mais alto, enquanto Duncan era uma cabeça e meia.

– Eu... tenho que ir... – ele diz com o que eu acho que é tristeza e receio. – Caso você não saiba, minha mãe é do tipo que é chata com horários... Sei que amanhã ela vai dizer que eu estou arrumando coisas para não ficar com os meus irmãos...

Ele dá um suspiro cansado.

– Você não se dá bem com os seus irmãos? – questiono.

Parece justo eu fazer perguntas sobre ele já que hoje ele ouviu tanto sobre mim.

Ele dá de ombros com irritação.

– Temos os nossos momentos... – ele responde fechando o rosto. – Nossos momentos de querer nos matar, nossos momentos de querer estrangular uns aos outros...

Eu rio e agarro o seu braço. Sem motivo aparente, só é muito difícil ficar sem tocar nele e provar que aquilo tudo é real. Não parece de verdade. Parece um sonho da minha mente doentia.

– Permita-me acompanhá-lo até a porta, uma vez que sua anfitriã não se encontre – eu digo polidamente, fazendo uma reverência ultrapassada.

Quentin dá um sorriso divertido.

– Seria uma honra ser escoltado até a porta por tão bela dama – ele responde.

Sua “escolta” dura cinco passos e eu abro a porta para ele.

Quentin me olha e consigo decifrar um brilho de relutância em seus olhos. Ele hesita e isso resulta em duas pessoas retardadas se olhado num silêncio constrangedor com a porta aberta. Ele dá um sorriso sem graça como se lesse meus pensamentos e se inclina para me beijar.

Começa com um selinho. Depois ele demora mais... E mais um pouco... E então respira e entreabre a boca para se encaixar com a minha. E quando percebemos: ele já está me empurrando contra a porta e me beijando do mesmo jeito de antes, no corredor, e eu estou o puxando mais para mim e passando os dedos entre seus cabelos negros.

Por que é tão difícil manter minhas mãos longe dele?

Quentin se afasta um pouco.

– Amanhã nós vamos sair num encontro – ele avisa ofegante.

Olho-o, aturdida, e ele encosta seus lábios nos meus novamente.

– Encontro? – pergunto confusa, quando o garoto se afasta.

Ele não estava me deixando pensar.

– É... Vamos ao cinema ver um filme... – ele sugere. – É o que casais fazem, certo?

Eu sinto um sorriso quase rasgar a minha face. Ele havia dito “casais”. Ótimo, eu e Quentin éramos oficialmente um “casal”. Contra tudo que Paloma e Olivia disseram, e talvez até mesmo Yvonne e mais da metade do colégio... Eu estava namorando Quentin McCullogh.

Vontade de postar no Facebook só para ver como vai ser a reação das recalcadas.

– Certo – eu respondo. – Vamos ver um filme.

Ele sorri de volta e me beija de novo. Dessa vez, juro que é rápido.

– Eu passo para te buscar às duas horas – ele avisa, se afastando.

Concordo com a cabeça, já que ele nem se vira de costas para mim enquanto anda em direção à escada. Penso o quão engraçado seria se ele simplesmente continuasse recuando – se esquecendo dos degraus – e saísse rolando escada a baixo. Mas claro que isso não acontece. Ele é Quentin McCullogh, não Brucena Letterman.

Ele se vira e então começa a descer as escadas.

Vou para dentro do apartamento de Helena, me sentindo cansada e me pergunto onde essa vadia se meteu que está demorando tanto. Será que ela estava indo contratar um caminhão de mudanças para pegar o resto das minhas coisas em casa também?

Seja como for, estou muito cansada para esperá-la acordada, então vou para o seu quarto e me jogo no colchão de solteiro que ela colocou para mim. Assim que fecho os olhos, tudo desaparece. A verdade sobre o meu pai, minha raiva da minha mãe, meu relacionamento com Quentin... Só existe eu e o mundo dos sonhos, que só não é melhor do que esse, porque não tem Quentin McCullogh.

.

Helena me acorda com um chute nas costelas.

Tudo bem que é um chute muito leve para ser digno desse nome, mas também é mais forte do que um cutucão, e ela ainda o faz com a ponta do pé; logo, é chute. Acordo desorientada e olho para ela com raiva. Eu havia acabado de dormir. Ela jogou minha roupa de dormir na minha cara e isso me deixou ainda mais chateada.

– Dormir de jeans faz mal – ela avisa indo para a sua cama.

Demoro um tempo para perceber que ela já está vestindo uma roupa de dormir. Dou um suspiro irritado, ainda chateada por ter sido acordada, e tiro a minha blusa, depois o sutiã e visto a blusa que Helena obviamente havia tirado da minha mochila. Não percebo o que estou fazendo até que a ouço se engasgar.

– Letty... O quê você está fazendo? – ela pergunta incomodada.

Sinceramente, nem eu sabia.

– Não é nada que você não tenha! – eu exclamo, envergonhada.

Helena pensa sobre isso por um momento e dá de ombros. Ela se vira de costas para mim na cama e aproveito sua deixa rápida para tirar os shorts debaixo do lençol que “misteriosamente” apareceu em cima de mim e trocar pelo conjunto do meu pijama.

– Sabia que Quentin acha que eu posso te roubar dele? – ela pergunta de repente.

Eu engulo em seco.

Por que Helena me roubaria de Quentin? Por que ele pesaria que logo ela seria capaz disso? Ou pior, que eu seria capaz de facilmente mudar todas as minhas convicções e me deixar ser seduzida por ela? Depois, nós nos conhecemos há mais ou menos dois meses... Por que ela não tentou algo antes? Por que ela ainda estava se recuperando da decepção com a sua namorada?

– Que ridículo – eu digo, me escondendo debaixo do lençol.

– Realmente... – ela responde, soltando um suspiro. – Mas ele é ridículo... Enfim, boa noite.

Eu lhe respondo e volto a dormir, dessa vez, com mais dificuldade.

Notas finais
Marin Karin e Sexy Dance são dois poderes do jogo Persona 3 e Persona 4 que fazem os inimigos "se apaixonarem" pelos jogadores e, sendo assim, os tornam temporariamente incapazes de atacar a sua equipe. Marin Karin só funciona em UM inimigo, enquanto Sexy Dance pode fazer com que TODOS os inimigos se apaixonem '-' ------- PREVIEW: - Boa saída, Ginie – a loira disse para a outra. - Ele estava encarando-a demais – ela responde dando de ombros. - Eu já estava me perguntando se havia algo de errado no meu rosto – comento passando a mão só para ter certeza que não estava com nenhuma espinha ou algo nojento e anormal. Helena e Ginie olharam para mim com incredulidade. - Não há nada de errado com o seu rosto. Esse é o problema... – Ginie disse. BISOU