Nosso Nome Na Lista.

15 Capítulo 15 - Nosso Amigo Gay.


Notas iniciais
Oláaa gente!!! Caramba!!!! 19 REVIEWS???? Sério que é tudo isso para essa história maravilhosa??? Mesmo que eu saiba que tenho MUITOS leitores (bem acima de 19) estou muito feliz com todos esses reviews *--* Obrigada! Vocês são maravilhosas (os)!! Agradeço aos reviews de: > Delicate > MaruShi > Cleozinha > Autumn > Pri Faustino > Senhorita Foxface > GiovannA > Prin > Sara Gabriely > Kika Pichsterzy > Laladhu > garota rock > gib1234 > Luana Lulio > Nixe > allinegmar > Lara Levesque Blue > Alala Chan > Mine Responderei a cada uma de vocês assim, que der, certo? Nunca recebi tanto reviews assim num capítulo Ç.Ç (lágrimas de emoção) então vou demorar um pouquinho para responder, mas prometo que não ficarão sem respostas!! JAMAIS!!! Outra coisa, acabei de voltar do cinema - FUI VER DIVERGENTE E QUE PORRA DE FILME FODA!!! CLARO QUE O LIVRO É MELHOR... MAS ESTOU SEM PALAVRAS!! É MUITO BOM MESMO! CHUPA RECALCADOS DA "VEJA"!! Curtam um pouco de Quentin X Letty aí *--* Bisou

Capítulo 15 – Nosso Amigo Gay.

Não havia muito que dizer da casa de Quentin, fora que tinha uma diferença berrante daquela casa para todas as casas em que eu já morei na minha vida. Aquela casa era uma típica pré-fabricada do subúrbio, com as paredes brancas, venezianas verdes e um belo jardim que obviamente nunca fora planejado por um paisagista.

Em outras palavras, era o tipo de casa que eu usava para brincar de boneca.

– Você mora aqui? – perguntei para ter certeza, mas fiz Quentin rir com o meu tom de incredulidade. – Aqui. Nessa casa?

Ele se virou para mim e riu novamente, dessa vez, da minha cara.

– É, Letty. Bem aí. Onde você achava que eu morava? Num esgoto? Com as três tartarugas ninjas e seu mestre rato? – ele zombou.

– Hm... Não sei. Você não é fácil de sacar – respondi, dando de ombros.

Quentin ergueu uma sobrancelha. Alguém tinha que alertá-lo sobre o perigo daquele gesto antes que alguma mulher descontrolada acabasse atirando-se em cima dele. Fiquei surpresa que eu não tivesse me jogado em cima dele.

– Sabe que você não é a primeira a me dizer isso? – ele perguntou, relaxando sua testa logo em seguida. – Sabe, eu até te convidaria para entrar, por educação, mas Dona Christine não deixa que eu leve garotas para casa quando ela não está.

– Seu carro manda na sua casa? – zombei.

– Minha mãe, Letty – ele respondeu, abrindo a porta do meu carro. – Ah, e só para deixar claro... – Ele espalmou a mão no painel do meu carro. – Foi uma grande honra conhecer o Beija-Flor. Você é mais legal que o apelido que sua dona maluca colocou em você, viu?

– Ei! – protestei.

Quentin me lançou um olhar “seduzente” e uma piscadela, antes de descer do meu carro e fechar a porta com delicadeza. Ah, novamente a visão de trás... E pensamentos inoportunos. Quase dei um tapa em mim mesma por estar sendo tão pervertida e quase atirei meu sapato nas costas dele por ele andar tão devagar. Parecia até que ele me provocava de propósito!

“Por favor, diga-me que nunca mais vai me lavar” – fiz o meu carro pedir em tom de falsete. — Argh, mas como você é uma criatura nojenta, Beija! – bufei, dando um tapa no seu painel. – Vamos para casa, sim?!

...

Na sexta-feira, Yvonne não me incomodou mais.

Tudo o que eu tive dela foram os seus habituais olhos afiados, como se ela quisesse que eu fosse a sua cobaia durante um truque de “atirar facas”, mas nem me importei com isso, uma vez que isso fosse uma rotina entre nós duas. Algo que, como eu disse para Gabriel, nem sei quando começou. Pode ter sido quando ela perguntou sobre eu ter dormido com Duncan ou bem antes disso, quando ela zombou do cachecol que eu usava no quinto ano.

– Então... Você não pretende ir à festa do Josh esse sábado? – Quentin havia me perguntado, durante a aula de biologia.

Como eu era a sua parceira, ele estava cumprindo bem a missão de me ajudar a acompanhar a matéria. Exceto quando ele decidia puxar assunto e me perturbar enquanto fazíamos uma bateria de exercícios... Como agora.

Eu quase bufei. Dessa vez, por causa de Josh. Esse garoto não entendia um “não”? Já havia apelado para Gabriel, para as minhas amigas e agora estava apelando para a artilharia pesada: Quentin McCullogh.

– Eu realmente preciso estudar para as provas da semana que vem – respondi. – Você vai?

Ele deu de ombros.

– Não sei se terei um motivo para ir – ele respondeu, sorrindo para mim.

Eu desviei o olhar para a folha de exercícios.

Ele havia realmente dito aquilo? Como se aquilo houvesse sido algo do tipo “se você não vai, eu não vou”. Fitei-o pelo canto do olho rapidamente, e comecei a sentir raiva dentro de mim. Que tipo de pessoa Quentin McCullogh era? Será que era aquela pessoa simpática e só sorrisos comigo ou era um daqueles psicopatas que enganam todo mundo pelo charminho?

Vai ver, no fundo, ele era uma daquelas pessoas sádicas que adoravam ficar brincando com as garotas que ficam babando e correndo atrás deles. E isso até poderia ser verdade, se não fosse pelo fato de que era ele quem me perseguia na maioria das vezes.

Argh! Qual é a dele afinal?!

Mas, espere, se Yvonne ficou meio “queimada” pela sua provocação e pela minha resposta, é provável que ela não vá para a festa também... Então ele está querendo dizer que eu sou tipo um “estepe” para Yvonne Tybolt?!

Quentin não parece ser esse tipo de pessoa... Mas o que eu sei de concreto sobre ele afinal?

Sei que ele tem problemas com o pai, tem quatro irmãos, faz teatro e parkour, não gosta de lugares onde as pessoas precisam gritar para conversar, que ele usa óculos, é inteligente, tem alergia à mariscos, não se lembra de datas importantes e neurótico com coisas de origem duvidosa... Caramba, é mais do que eu sei de Duncan ou Yvonne.

Arrisquei olhar para ele de novo, dessa vez, curiosa.

O que será que ele sabia sobre mim? O que será que eu havia deixado escapar e que ele havia percebido? Aliás, é claro, além do fato dele achar que eu sempre estou tentando afastar as pessoas de mim. Afastar qualquer um que não seja Olivia ou Paloma.

Seu olhar inesperadamente encontrou o meu e ele estreitou os olhos.

– O que você está me encarando? – questionou, meio divertido e meio nervoso.

– Nada. Estou só admirando a sua beleza. Posso? – respondi com deboche.

Ele estendeu a mão sobre a curta distância entre nossos lugares.

– Tem que pagar o cachê. Ninguém vê a Monalisa de graça, vê?

– Na verdade, vê sim. O Louvre não cobra para estudantes ou jovens. Só para adultos – respondi dando língua, e voltando a fazer o meu exercício.

Pela visão periférica, vejo que Quentin está sorrindo. Mas não arrisco virar o rosto para ele e conferir isso, ainda mais quando eu sei a potência de seu sorriso brilhante e sedutor.

– Ainda não decidimos o tema do nosso trabalho de biologia – ele comentou em tom pensativo. – Você prefere adiantar ou deixar para as últimas semanas?

Eu dei de ombros.

– Acho melhor ficar para depois. Não quero ter que fazer as provas preocupadas com isso – respondi, e resmunguei: – Já está difícil com essa questão de taxonomia, imagine como vai estar na prova... Ei! Ontem você me disse que sabia a matéria...

Quentin deu um sorriso convencido e aproximou sua cadeira da minha.

– Qual é a sua dúvida, minha filha? – ele falou como um professor velho.

Apesar de seu tom de voz, e de seu humor brincalhão, nada disso foi capaz de desviar a minha atenção do modo como o seu tronco estava quase debruçado sobre o meu, ou como sua respiração batia no meu pescoço, quase me fazendo rir por conta das cócegas. “Concentre-se, Letty!”, ordenei a mim mesma, quase me dando um tapa para recobrar a atenção.

– Aqui ele deu o nome da espécie, Hyacinthus orientalis, e está perguntando o Gênero... Como ele espera que eu saiba disso? Quer que eu memorize cada espécie que tem no livro?! – questionei, empurrando a folha para o seu lado da mesa (torcendo para que isso o fizesse recuar um pouco).

Quentin me olhou de um jeito estranho.

– Sério que você não sabe fazer essa questão? – perguntou preocupado.

Eu corei contra a minha vontade. Ele estava me olhando como se eu fosse... burra.

– Eu... Não sei muita coisa sobre... Taxonomia – admiti, odiando a ardência na minha face. – É difícil, detalhista e... Argh, complicado!

O moreno sorriu e bagunçou o meu cabelo. Um gesto totalmente inocente de colegas, mas que foi o causador de ainda mais sangue no meu rosto. Se continuasse assim, eu não sei o que vai acontecer comigo: hemorragia nasal ou derrame. Os dois seriam vergonhosos.

– Bem, para essa questão... É só você saber que, esse primeiro nome, sempre em letra maiúscula, está sempre informado o gênero – ele respondeu. – Então, a resposta para essa pergunta é “Hyachintus”.

Fitei-o pelo canto do olho.

– Só isso?

Quentin deu um sorriso paciente e confirmou com a cabeça.

– Ah... – Eu disse constrangida. Era simples mesmo. – Ok... Desculpa.

– Se você quiser, podemos tentar estudar na biblioteca depois da aula – ele se ofereceu. — Às quatro tenho parkour, mas acho que a galera não vai se importar se eu chegar um pouco mais atrasado que o comum...

Eu neguei com a cabeça.

Já estava difícil me concentrar em muitas coisas com Quentin perto de mim, imagine ele tentando me dar aula? Além disso, suas tentativas de tarde passada foram desastrosas.

– Está tudo bem. Prefiro estudar sozinha – respondi. – Obrigada.

Ele sorriu novamente. E seu sorriso me dá vontade de bater com a cabeça no tampo de granito da mesa porque os pensamentos que a invadiram eram impróprios para uma garota como eu. Merda. Eu tinha medo de toque, lembra-se? Como era que eu podia ter pensamentos tão... Tão... Íntimos e... Vergonhosos.

E não ajuda, em nada, o fato de Quentin ainda não ter se afastado.

Eu ainda sou capaz de sentir sua respiração batendo em mim – e até mesmo, meio que me envolvendo – e de sentir que seus olhos estão buscando os meus.

E quando eu cedo (quando eu ergo o olhar para fitá-lo)... Percebo que isso é um erro. O lampejo de reconhecimento em seus olhos claros faz com que eu me ruborize, tal como a consciência de que ele está mais perto que o “aceitável”. Alô, estávamos na sala de aula. Os olhares das pessoas me espetavam como flechas envenenadas.

– Hyacinthus orientalis... – ele sussurrou... para mim?

Franzi o cenho e ele sorriu.

– Jacintos! Essa é a cor dos seus olhos – ele declarou, por fim e afastando. – São azuis... Azuis meio escuros... Mas à luz, tem a cor de jacintos azuis!

Engoli em seco. Ele estava brincando comigo? Eu sentia isso no seu tom...

– Você é doido – resmunguei, virando o rosto para outro lado.

Precisava urgentemente de espaço e um ar que ele não roubasse.

– Um doido que você adora – ele respondeu com ar presunçoso.

Eu não respondi para não me denunciar. Para a minha sorte, o sinal tocou, livrando-me da tortura de dividir o mesmo espaço com o garoto que – provavelmente – está brincando comigo. Arrumei o meu material, guardei as apostilas com cuidado, e quando eu ia fugir... Quentin me segurou levemente pelo braço.

Merda. Arrepios. ARREPIOS!

Uma espécie de corrente elétrica percorreu aquele lugar e se alastrou pelo meu corpo, tal como meu sangue pareceu se concentrar naquele toque.

– Ei, vai rolar carona hoje também? – ele perguntou. – Estou sem carro até amanhã.

Quase grito de frustração.

A coisa estava ficando séria, e esse maldito puto gostoso ainda fazia isso comigo?! Será que ele tinha consciência que eu era uma garota e ele era um cara atraente?! Se sim, bem que ele poderia começar a se manter um pouco mais afastado, ou parar de falar as coisas para me fazer corar, não é? Ele deve estar fazendo isso de propósito. Totalmente de propósito.

Ao meu redor, eu sinto que as pessoas estão enrolando para ver como vai terminar essa minha conversa bizarra com Quentin.

Soltei um suspiro pesado e me forcei sorrir.

– Claro. Nos vemos no meu carro daqui a pouco – respondi.

Ele fez uma careta para mim, pergunto-me se é porque o meu sorriso está muito falso, e eu puxo o meu braço de sua mão. Foi difícil, mas consegui fazê-lo com dignidade. Antes que ele pudesse inventar mais alguma coisa, saí quase correndo da sala de aula.

– Meu DEUS! Me explica que merda foi aquela! – Olivia exigiu quando eu parei no meu armário. Paloma estava empolgada também, mas todas concordávamos que para essas coisas Olivia era mais eloquente. – Por um instante pareceu que... Eu achei que... Ah! Quentin é gay!

O modo como ela disse “gay” e jogou suas mãos para o alto, chamou a atenção de quase todo mundo no corredor (como se eu, por mim só, já não chamasse) e eu quase corei com a atenção... E porque a ideia de Quentin ser gay parecia absurda.

Gay, Olivia? Sério que você acha isso? – zombei.

Ela se virou para mim e jogou seus cabelo castanhos para trás de um jeito digno de comercial de perfume. Ela colou as duas mãos de frente para a outra, sem se tocar, mas muito próximas.

– Muito bem, era assim que vocês estavam – ela explicou vagarosamente, como se eu fosse retardada. – Garotos normais; garotos héteros... Beijam – Ela juntou as suas mãos. – Mas... Quentin... – Ela voltou a afastá-las e o dublou com uma voz patética: — Ah-há! Jacintos! É a cor dos seus olhos!

Senti um arrepio incômodo percorrer minha espinha e abaixei suas mãos.

– Isso foi e está ridículo – respondi, abrindo o meu armário. – Estávamos no meio da aula! O que você esperava que ele fizesse! Me agarrasse?

Olivia cruzou os braços, bufando, e se virou para Paloma.

– E você? Não tem nada a declarar? – questionou.

Paloma deu de ombros.

– Eu já falei tudo o que tinha para falar com a Letty sobre esse assunto – ela respondeu, dando-me um olhar significativo. – E não se preocupe com a nossa garota, ela aparentemente sabe com o que está lidando.

Olivia ergueu uma sobrancelha, mas tudo o que Paloma fez de volta foi dar um sorriso.

– Então... Você não vai mesmo para a festa do Josh? – a espanhola perguntou.

– Preciso estudar – respondi dando de ombros. – Desculpem.

– Tudo bem – Olivia respondeu, fazendo um gesto com a mão. – Ele disse que Paloma e eu podemos ir mesmo assim. Legal, né?

Um bolo se formou na minha garganta quando uma ideia assustadora se formou na minha cabeça, todavia, não me deixei levar por ela. Somente assenti com a cabeça e concordei.

– Bem, vou indo. Tenho que dar carona para o nosso “amigo gay” – zombei.

Paloma e Olivia franziram o cenho, sem entender.

– Quentin! – exclamei.

– Ah... – elas disseram em uníssono, antes de Paloma dizer: — Lembre-se do que eu te disse. Você, sinceramente, não deve esperar muito daquele cara lá.

Eu revirei os olhos e concordei com a cabeça.

Notas finais
Quentin amigo gay hein ¬ ¬