Nosso Nome Na Lista.

5 Capítulo 5 - Le Parkour.


Notas iniciais
Oláa, gente. Perdoem por eu não ter postado tanto essa semana, mas é que ela foi corrida para mim... Tive que frequentar as aulas, resolver minha matricula na faculdade (*--*), e me arrumar para a minha festa de formatura no ensino médio - Deus, eu estou tão velha!- Bem, agradeço aos reviews de: > Laladhu!! > Garota Sonhadora! > Fita de Cetim! > Marcela Uehara! > Senhorita Foxface! > allinegmar!! > Tincampy! Muito obrigada pelos reviews de vocês, suas fofas *--* Bisou, EUQOPÉ-ELLE3 ---- Caso tenham algumas dúvidas, leiam as notas finais.

Capítulo Cinco – Le Parkour.

.

.

.

“Mas confesse que no fundo... No fundo você quer que as pessoas te amem!”

Essa frase ficou, contra a minha vontade, ecoando em minha cabeça. Até mesmo quando as aulas acabaram e eu dirigi até a minha nova casa com uma Ellen falante no banco carona. Como minhas sessões com Rebecca era somente uma vez na semana, eu tinha que levar minha meia-irmã para casa, pois seu carro estava no conserto. Em geral, nossas voltas para casa eram risonhas e uma conversa agradável, agora, era um monólogo de minha meia-irmã.

Eu não queria falar.

Apesar de parecer normal e indiferente, as palavras de Yvonne tocaram no fundo.

Eu sabia que ela tinha razão. Eu queria que as pessoas gostassem de mim (acho que a palavra “amar” é muito forte para ser usada em uma situação tão banal assim), não foi por isso que eu fui internada? Por que eu queria ficar “bonita” para a minha mãe? Eu não queria que ela gostasse de mim?

Eu me pergunto como é que algumas pessoas não se tocam do porque eu abomino totalmente aquela maldita lista. Não é só porque ela falou mal de mim uma, duas, ou cinco vezes... Mas era porque eu queria ser querida pelas pessoas, não por meio daquela maldita lista, mas porque eu queria que elas viessem conversar comigo com espontaneidade. Não porque queriam se tornar amigas de uma pessoa “quente”.

Sem contar que eu acho ridículo fazer uma “competição” para isso.

– O aluno novo pareceu gostar muito de você – Ellen comentou com diversão e um suave toque de malícia. – O conheci na aula de física hoje... Ele falou que te achava uma "peça rara".

Eu corei levemente, mas não deixei transparecer. Peça rara? Mas o que diabos ele quis dizer com isso? E em que contexto ele disse isso? E por que diabos eu me interesso?!

– Ele é legal e, aparentemente, gosta de ler – respondi com indiferença.

– Vocês almoçaram juntos... Sozinhos! – ela quase gritou em excitação. – Todo mundo estava comentando no refeitório. Achando estranho, especulando...

Meu coração deu um pulo olímpico em meu peito.

– Ah, por favor, Ellen... Eu conheço o cara somente há dois dias! – exclamei, sem graça. – Lemos alguns livros em comum, conversamos... E só almoçamos sozinhos hoje porque Paloma tinha que devolver uns livros na biblioteca e Olivia tinha que conversar com Ashley Thompson...

Pelo menos foi isso o que elas me disseram, mas eu sabia que era mentira.

Minha meia-irmã perfeita e sorridente não pareceu acreditar.

– Ah, Letty... Sério mesmo que você não percebeu o jeito com que ele te olha? Sei lá, parece que ele tem uma atenção... Um carinho, todo especial com você – ela insistiu.

– Ele olha assim para todo mundo – respondi, apesar de saber que não era verdade.

Ele era meio grosseiro com Olivia e Paloma.

Ellen bufou e cruzou os braços.

– Você errou a rua. Dá a volta no quarteirão – avisou-me. Eu revirei os olhos, merda. Ainda não me acostumei com o caminho da minha nova casa. – E saiba que eu ainda não acredito em você. Tenho quase certeza que ele está caidinho por você...

E agora foi a minha vez de bufar.

Será que ela achava que eu não tinha espelho? (tudo bem que eu já o quebrara uma vez, num acesso de raiva...) Mas como era que ele poderia estar caidinho por mim quando tinha coisas melhor esperando pela sua atenção. Coisas como Yvonne Tybolt, com seus belos cabelos negros e cacheados, olhos verdes penetrantes e pele perfeitamente bronzeada em todas as estações do ano.

O que ele veria numa branca sem graça como eu. Meu metabolismo era uma porcaria que, de acordo com a minha mãe, comia um grama de pão e engordava um quilo de massa gorda. Podia alegar que meus olhos eram muito caídos, meus lábios eram muitos cheios, minhas sobrancelhas eram muito retas... E vários outros defeitos que só podia culpar a genética do meu pai.

Claro, porque a genética da minha mãe era impecável, né?

Para ela, era.

– Ele não gosta de mim... – Então eu suspirei. Não queria falar sobre isso, mas acho que não tem problema contar para a minha meia-irmã. Afinal, somos uma família agora, certo? – Vou te contar uma coisa que ele me disse... Ele veio para o nosso colégio para encontrar uma garota.

Ellen me fitou com surpresa e curiosidade.

– Uma garota? – perguntou curiosa.

Eu concordei com a cabeça.

– Ele disse que nunca a viu na vida... Mas que ele queria encontrá-la – eu lhe contei. – Não sei como ele pretende encontrar uma garota que ele nem sabe como é... mas acho que isso significa que o príncipe ali tem uma Cinderela.

Eu ri comigo mesma, Ellen ficou em silêncio e riu também logo depois.

– Que fofo! Meio esquisito... mas romântico – ela disse em tom sonhador.

– Ah, eu diria que “esquisito”... – eu comecei, fazendo uma pausa para me concentrar na hora de estacionar o carro em frente à garagem da nossa nova casa. – É a palavra que o descreve muito bem.

Apesar de ser um "esquisito" muito atraente...

Ela pulou para fora do meu carro e então eu saí também.

Quando entramos em casa, novamente Riot veio nos recepcionar e fazer uma pequena festa porque sua dona e sua “babá” haviam chegado. Ele pulou em cima de Ellen, que lhe fez um carinho por todo o corpo e depois foi para o seu quarto. Riot a observou subir a escada e depois se virou para mim, esperando que eu lhe acariciasse e lhe fizesse companhia. Ele não era permitido entrar nos quartos dos donos. O lugar onde ele dormia era ali, no hall de entrada. Tinha até uma caminha abaixo de uma mesa, onde ficava um vaso de flores.

– Estou a fim de ver um filme na sala de estar... Quer ver “Como Cães e Gatos 2”? – perguntei divertida, indo para a sala de estar, deixando minha mochila sobre uma cadeira ao lado da porta.

Ele começou a pular ao redor de minhas pernas enquanto eu estalava os dedos para ele.

Sinceramente, como meu padrasto passava o tempo todo fora (trabalhando) e Ellen passava a tarde toda trancada em seu quarto ou saindo com seus amigos, Riot se tornara mais minha família do que até mesmo a minha mãe. Preferia estar com um cachorro do a estar com ela. A que ponto chegamos hein?

Falando nela... Ela aparentemente não estava em casa.

–Trisha... – chamei à garota que estava limpando a sala de estar quando eu entrei com Riot. – Cadê a mamãe? Ela não está em casa?

A jovem, tinha vinte e poucos anos, olhou para mim e deu um sorriso doce.

– Acho que ela saiu para o pilates, Srta. Letterman – ela respondeu.

– Letty, por favor – eu pedi delicada. – Tudo bem se Riot e eu assistirmos um filme aqui?

Ela olhou para o cachorro e riu. Provavelmente achava engraçado que eu quisesse assistir a um filme com ele, mas não comentou nada porque já era um hábito isso. Não que Riot realmente assistisse ao filme (apesar de eu achar que ele deveria se divertir ao ver as imagens irem passando), mas ele ficava deitado no meu colo grande parte do tempo.

– Claro. Eu já estou acabando por aqui mesmo... Daqui a pouco vou ajudar Tarah com o jantar – ela respondeu.

Sorri e me joguei no espaçoso sofá de três lugares, de frente para a enorme TV de tela plana do meu padrasto. Era muito bom o fato de ele ser rico e de vivermos cercados por tanto luxo, mas pela primeira vez na vida eu entendo a expressão de “dinheiro não traz felicidade”. Ainda penso que preferiria trocar tudo aquilo, por uma palavra de incentivo vindo de minha mãe. Ou por uma carta do meu pai.

Ele nunca mais me escreveu desde que se separou de Victoria...

Liguei a televisão e coloquei o filme bobo.

Riot pulou sobre mim e se deitou sobre as minhas pernas, liguei a televisão e dei play no filme enquanto lhe acariciava a cabeça. Parecia até que eu estava vislumbrando o meu futuro: eu, sozinha, assistindo a um filme infantil e bobo com um cachorro.

.

Quando deram cinco horas da tarde, faltando uma hora para o jantar, fui tomar um banho e trocar de roupa para passear com Riot. Íamos à uma praça que ficava um pouco longe da minha nova casa, porque eu não gostava da Praça Maior (como era chamada). Tinha poucas flores e era mais voltada para esportes, como corridas, futebol e basquete.

Eu sempre preferi ir à Praça de Melbourne. Era uma praça cheia de flores e muito mais tranquila do que as outras. Fora feita em homenagem à falecida mulher de um dos primeiros prefeitos da cidade, durante o século XIX. Havia um lago ao redor dela, perto dos muros, balanços onde as crianças adoravam brincar, mesas de xadrez e um ótimo lugar para piqueniques.

Soltei Riot de sua coleira, sabendo que ele não iria muito longe, pois era muito bem adestrado, ao menos para isso, pois sua educação com as visitas era questionável. Ele saiu correndo para um lugar onde havia borboletas voando. Ele era como um gato: as coisas que se mexiam o fascinavam.

Sentei-me num banco e o deixei correr atrás delas livremente.

Coloquei meus fones de ouvido e comecei a ouvir uma música. Cantarolei com um suspiro:

Aimez-moi comme je suis ;

Aimez-moi comme si...

Je ne fait autre chose

Que vivre un overdose

Não. Eu não sei falar francês, mas, quando se trata de música, eu consigo até falar alemão se eu ler a letra num site qualquer. Assobiei para Riot quando o vi ameaçando pular em cima de uma senhora. Não com maldade, mas porque seu vestido estava estampado de borboletas.

Ele veio correndo até mim.

E de repente alguém se inclinou sobre o banco onde eu estava, parando com seu rosto à centímetros do meu. Meu coração eu um pulo sobressaltado em meu peito.

– Ei! Você por aqui?! – Quentin exclamou verdadeiramente surpreso.

– Quentin! Você por aqui? – perguntei mais surpresa ainda.

Ele cruzou os braços sobre o encosto do banco onde eu estava sentada. Nossa... Não teve como não perceber que ele estava muito bonito com os cabelos negros um pouco molhados, a pele brilhando de suor... E era engraçado que eu o achasse bonito suado, afinal, geralmente, eu achava nojento.

Também não tinha como deixar de notar seus braços de bíceps perfeitos, à mostra por conta da regata larga, ou a tatuagem de falcão que ele tinha no ombro (e que continuava por debaixo da camiseta). Por algum motivo que nunca terei resposta... Deu-me uma enorme vontade de passar a mão por aquele braço suado e reluzente. “Olá carência”.

– Cara... Você sempre morou por essa cidade? Por que eu nunca havia te visto nessa praça antes – eu comentei, e certamente Quentin era o tipo que você nota uma ou duas vezes. — Ou você está me seguindo mesmo?

Ele revirou os olhos para mim.

– Eu juro que isso foi coincidência. Já ouviu falar de Parkour? Bem, eu faço parte do grupo de parkour da cidade – ele explicou. – Antes nós fazíamos na Praça Maior, mas tivemos que nos mudar... Por questões de forças maiores.

Ah, eu me lembrava disso. Eu estava internada, então provavelmente por isso nunca nos vimos antes. Eles só passaram a frequentar a Praça Melbourne antes de eu sair. Ellen me falou que o pessoal que jogava basquete na praça perto de casa reclamou porque os caras que faziam parkour ficavam arrumando confusão.

– Hm... Interessante. Realmente, como você é da “Audácia” é um esporte que é a sua cara – eu disse, pondo a coleira em Riot quando ele pulou ao meu lado no banco.

– É seu? – ele perguntou apontando para o cachorro.

– Não, eu estou roubando – respondi com um sorriso sarcástico.

Ele me deu língua como uma criança de cinco anos. E então começou a mexer sua mão em frente ao cachorro, deixando-o atraído. Com um sorriso bobo brincando em seus lábios, ele começou a lhe acariciar dizendo com uma voz extremamente fina:

– Que coisa fofa! Quem é a coisa mais fofa do mundo?! Quem é a coisa mais fofa do mundo?! Você é a coisa mais fofa do mundo! Você é a coisa mais fofa do mundo!

Eu quis rir, mas cerrei os lábios, soltando somente um suspiro entrecortado. Quase me imaginei dizendo: “você com esse cachorro é a coisa mais fofa do mundo”.

– Tome cuidado. Esse cachorro se apega muito fácil – eu avisei.

Ele me olhou divertido.

– Então somos iguais! – exclamou, brincando com Riot. – Já ouviu falar de sexto-sentido? Quando eu vou com a cara de alguém... Não solto essa pessoa tão fácil.

Eu desviei o olhar porque, por algum motivo idiota, eu acreditei que aquela foi uma indireta para mim. Mas não podia ser... Ele gostava de outra pessoa. Uma pessoa que sem dúvida seria melhor do que eu. Soltei um suspiro pesado e me levantei do banco.

– Bem, nós temos que voltar para casa – eu avisei.

– Ah, eu acompanho vocês – ele se ofereceu.

– Não, não precisa se-...

Ele se afastou de mim e andou até um grupo de seis pessoas. Tinham duas garotas mais ou menos da minha idade (ou talvez até mais jovens) e quatro rapazes. Ele se despediu deles como se fossem grandes amigos e depois voltou para perto de mim.

–... Incomodar – eu completei quando ele voltou.

O garoto deu de ombros.

– Está escurecendo – ele justificou. – Acho que devo acompanhar a dama até sua residência.

Eu ri e então dei de ombros.

– Tudo bem então...

Caminhamos tranquilamente até a casa do meu padrasto, no meio do caminho Riot ficou cansado e tive que carregá-lo. Quentin conversou durante todo o caminho sobre um pouco de si mesmo, o que achei legal porque eu sinceramente não estava com vontade de falar de mim. Contou-me que além de parkour, ele fazia teatro também e por isso gostava muito de literatura, tanto estrangeira, clássica ou contemporânea.

– Sabe... Você faz alguma coisa à tarde? – ele perguntou. – Algo interessante?

Eu pensei sobre isso e me senti muito triste ao perceber que... não, eu não fazia nada. Além do trabalho do qual eu estava tirando folga nesse mês. Só voltaria a trabalhar dentro de uma semana.

– Agora não... Estou de folga no trabalho, então, eu geralmente passo minha tarde estudando ou assistindo filmes com Riot – confessei não sabendo de onde vinha tanta solidão na minha voz. – Uma vez eu fiz ballet... Quando eu era pequena, mas mamãe disse que eu não tinha corpo para isso e, quando eu torci o tornozelo, ela me tirou da dança.

– E precisa ter corpo para fazer dança? – ele perguntou surpreso.

– Bem... Você nunca reparou? – perguntei divertida. – Bailarinas são magras e quase sem peito. Eu me recuso a fazer uma cirurgia de redução de seios para ser uma bailarina profissional.

– Gosto do tamanho dos seus seios – ele soltou.

Eu corei, fitando-o pelo canto do olho, e ele fez uma careta.

– Muito estranho e íntimo para alguém que você conhece há dois dias? – ele perguntou.

– Muito, muito estranho – concordei.

– Ok. Apague o que eu disse.

– Considere apagado – respondi parando em frente de casa. – É aqui. Obrigada por me acompanhar, Sr. McCullogh.

Ele olhou para a minha casa depois para mim como se quisesse ter certeza de que aquela garota pequena, insignificante e simples morava numa quase-mansão. A casa do meu padrasto era realmente muito bonita. Com a parte de fora com colunas Corintianas, uma garagem ampla e janelas que remontavam ao século XVIII.

– Sério que você mora aqui? – ele perguntou surpreso.

– Sério – eu respondi com um suspiro. – Acredite, nem é tão bom quanto parece por fora.

Ele suspirou e então disse:

– Bem... Se você quiser fazer parte do grupo de pakour, é só me dizer. Estamos precisando de mais garotas bonitas no nosso grupo – Ele deu uma piscadela.

Eu olhei ao redor, perguntando-me onde estava a garota bonita que ele estava chamando para fazer parte de seu grupo. Sim, esse gesto foi sarcástico, e ele bufou.

– É com você que eu estou falando, senhorita que adora se rebaixar — Quentin disse. — Cadê seu amor próprio, hã?

– Eu tenho amor próprio, tá?! — eu respondi teimosa. — Não se achar bonita e não ter amor próprio não tem nada a ver! Só para a sua informação.

Ele deu um sorriso de canto e arqueou uma sobrancelha.

– Então... Promete que vai "pensar com carinho"? — ele pediu.

– Vou pensar nisso – eu prometi à contragosto.

Quentin fez um carinho de despedida em Riot, depois se afastou. Ele acenou para mim e então voltou pelo caminho que fizemos. Eu não gostaria de tê-lo incomodado, mas parte de mim alegou que ele praticamente se intimara a me acompanhar, então merecia o trabalho. Entrei em casa com Riot, sentindo, pelo modo com que ele se debatia no meu colo, que ele já estava sentindo falta de Quentin.

Notas finais
Música: Ame-me como eu sou / Ame-me como se / Eu não tivesse feito outra coisa / que viver uma overdose .... ( La vie en rose / não é para mim / eu faço não importa o que seja / Aqui, Nesta noite / eu sou a mesma / para todos os que me amam / eu sou aquela da qual eles se lembram / suas garota má de boa família) ~*~ Parkour ou l'art du déplacement (arte do deslocamento): é uma atividade cujo princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano. Criado para ajudar a superar obstáculos de qualquer natureza no ambiente circundante — desde galhos e pedras até grades e paredes de concreto — e pode ser praticado em áreas rurais e urbanas. Homens que praticam parkour são reconhecidos como traceur e mulheres como traceuses. ~*~ Divergente: Numa versão futurista da cidade estadunidense de Chicago, a sociedade se divide em cinco facções dedicadas ao cultivo de uma virtude - a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição. Ao dezesseis anos, em uma grande cerimônia de iniciação, os jovens são submetidos a um teste de aptidão e devem escolher a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas. Abnegação: altruísmo e renuncia do indivíduo a própria vontade para o bem de terceiros Amizade: paz, bondade, perdão e neutralidade Audácia: braveza e destemor Erudição: sabedoria, inteligência e curiosidade Franqueza: sinceridade e imparcialidade