LEIAM AS NOTAS INICIAIS, SÃO MUITO, MUITO IMPORTANTES!!!

POV VIOLETTA

—Leon?

Eu olhava para ele ali, parado, alto e lindo.

—Oi, querida. –Ele me olhava carinhoso.

—O... O que você está fazendo aqui? –Perguntei meio nervosa.

—Estou voltando pra casa. –Ele deu um passo.

—Mas... –Não pude continuar, fui interrompida um choro bem alto de bebê.

—O que é isso? É um bebê? Quem está aí? –Ele perguntou olhando para dentro da casa.

—Leon, eu tenho que... –Parei um pouco para pesar. –Vem cá.

Deixei ele entrar. Levei-o até a porta do quarto que estava fechada.

—Eu tenho que te contar uma coisa. –Falei segurando a maçaneta.

—O quê?

Abri a porta e entrei no quarto com ele logo atrás de mim. Entramos e logo fui até o berço do Theo e peguei-o para ele parar de chorar.

O Leon os olhava e encarava.

—O que que é isso?

—São seus filhos Leon. –Falei.

Ele parou por um instante parecendo pensar.

—É daquela vez que nós tentamos?

—É. –Passei a mão pelo cabelinho macio do Theo.

—Então deu certo!! –Ele comemorou.

—Mais do que certo! –Ri baixo. –Mas você pediu divórcio.

—Eu nunca faria isso, Vilu. –Ele se aproximou. –Não fui em que te mandei.

—Então quem foi?

—Eu não faço a mínima ideia, mas não fui eu. –Ela falou.

Soltei um grande sorriso de felicidade.

Ele veio até bem perto de mim e me deu um selinho.

—Eu nunca te deixaria. –Ele me olhou nos olhos bem de perto.

—Quer segura-lo? –Perguntei já que o Theo tinha parado de chorar.

O Leon lentamente pegou-o de meu colo, fazendo o Theo dar leve gemido ao chegar no colo do Leon.

—Oi... –O Leon acariciou a mãozinha dele. –Qual os nomes? –Ele perguntou sem me olhar, ainda olhando o filho.

—Eles são Laís e Theo.

—Você é lindo. –O Leon pesou a mão no cabelinho loiro do bebê.

O Leon deixou o Theo no berço e foi olhar a Laís.

—Por que você não me contou? –Ele finalmente resolveu me olhar.

—Não queria que deixasse seus pais para se preocupar comigo.

—Eu sempre vou me preocupar com você, e vamos prometer que nunca mais vamos esconder coisas um do outro.

—Sem esconder. –Encarei-o.

Ele foi se aproximando de mim em passos lentos e cautelosos, seus olhos verdes pareciam um pouco mais claros e sedutores. Ao chegar bem perto de mim, suas mãos seguraram meu rosto por baixo sem machucar, se aproximou com o rosto e nossos lábios se uniram sem pressa. Começamos a nos beijar, um beijo calmo para matar a saudade.

Infelizmente isso não durou muito, ouvimos a porta e pessoas entrarem na casa, nos separamos calmamente sem querer parar. Acho que esse foi o momento em que eu não queria ver meus filhos só para continuar naquele momento.

—As crianças chegaram. –Falei baixo para não acordar a .

Se o acorda não tem problema, ele para de chorar rapidamente, já a é um problema.

—Mamma?! –Ouvi me chamarem.

—Vamos. –Ele pegou em minha mão e fomos até fora do quarto de mãos dadas, encontramos eles subindo a escada.

—Papá!! –A Dani correu e abraçou o Leon.

—Meu amor. –O Leon a abraçou.

—Oi pai. –O Daniel abraçou o pai logo depois da Dani.

—E aí campeão. Como estão os jogos?

—Bem.

—Oi papai. –O Pedro abraçou-o.

—Meu meninão. –O Leon o abraçou.

Depois de todos, O Leon olhou para frente, olhava a Jennifer e ela o olhava.

Ela correu e o abraçou.

—Você está linda. –Ele falou. –Igualzinha a Dani.

Ele riu acompanhado de todos.

...

A noite caiu, eu estava na cama com o Leon. Estava deitada com a cabeça em seu peito.

—Não acredito que funcionou. –Ele me abraçava.

—O quê? –Olhei-o.

—Nossa tentativa de ter outro filho. –Ele sorria.

—Funcionou, e em dobro. –Ri baixo.

—Melhor ainda. –Ele beijou minha testa.

—Vai se preparando. –Avisei-o.

—Por quê?

—Eu torci e rezei para eles serem calmos, mas a é o contrario do que pedi. É muito agitada, mas do que o Pedro quando era bebê. Pelo menos o é calmo.

—Bom, a vida não é um mar de rosas.

—Não mesm... –Não terminei a frase, ouvi o choro de bebê.

Ia levantar mas o Leon me segurou.

—Eu vou. –Ele levantou.

—Obrigada.

Fiquei lá deitada, o choro ia se aproximando e aproximando, logo entrou no quarto o Leon com a bebê no colo.

—Sh, sh, sh. –O Leon a ninava. –Pronto, o papai já te pegou.

E ela chorava sem parar.

—Me dê ela. –Pedi esticando os braços.

O Leon calmamente a passou para meus braços.

—A mamãe já pegou, pronto princesa. –Comecei a amamenta-la.

Ela foi parando de chorar lentamente até ficar um silêncio. Essa menina quando está com fome faz um escândalo, pelo menos não acordou o Theo.

—Era só fome Leon. –Falei depois de um tempo amamentando-a.

—Normal.

—Vai se acostumando em acordar de madrugada porque o Pedro acordava 3 vezes no máximo, mas eles acordam quatro vezes no mínimo cada um. –Já avisei-o.

—Vamos revezar, uma vez cada um. –Ele falou.

—Pode ser...

...

Um mês depois

O Leon ainda não voltou a trabalhou, vai começar só semana que vem. As crianças estão na escola, e os bebês acordados, me olhando, cada um em seu carrinho bem a minha frente enquanto eu tentava ler. Os bebês estavam me encarando o que não me deixava concentrar.

—Vocês são lindos mesmo, adoro olhar os olhinhos claros de vocês, de verdade, mas não consigo me concentrar. –Olhei-os abaixando o livro e o deixando em meu colo.

E eles continuavam me encarando.

—Já vi que vamos ter problemas. –Deixei o livro de lado.

Continuei encarando-os e eles a mim.

—Leon, pode vir aqui por favor! –Chamei-o.

Esperei que o Leon chegasse.

—O que foi? –Ele parou ao meu lado me olhando.

Reparei que logo que o Leon chegou os bebês desviaram o olhar para ele.

Peguei meu livro e voltei a ler.

—Você me chamou aqui por nada? –Ele me olhou.

—Não amor, claro que não, você está sendo bem útil. –Garanti.

—Não parece. –Ele se sentou.

Logo que ele se sentou, os bebês desviram os olhos do Leon e seus olhares vieram até mim novamente.

—Não querido. –Reclamei. –Fique em pé.

—Por quê? –Ele não levantou.

—Porque os bebês não param de me encarar, e assim não consigo ler.

—Vire os carrinhos, assim eles ficam de costas.

—Eu tentei. –Resmunguei. –Eles choram. –Deitei minha cabeça em seu ombro.

—Vocês estão atrapalhando a mãe de vocês é? –O Leon pegou a Laís no colo e eu o Theo.

—Menininho mais lindo da mamãe. –Beijei a bochecha do Theo.

Ele deu uma gargalhada.

—Não fica com ciúmes amor, o papai te ama. –O Leon beijou a bochecha da Laís.

Nós fomos andar com eles pela casa e assim acabaram dormindo.

Levamos eles até os berços e os deixamos lá dormindo.

Fomos tomar banho, depois de um dia inteiro cuidando dos gêmeos estávamos suados e cansadas, e um banho seria perfeito para relaxarmos.

—Eu. –Ele me deu um selinho. –Te. –Outro selinho. –Amo. –Agora foi um beijo de verdade.

Ficamos nos beijando por um tempão, mas já tínhamos ficado um belo tempo de baixo do chuveiro. Saímos do banho, enrolei-me na toalha e o Leon amarrou uma na cintura. Fomos ao nosso quarto nos trocar. Eu coloquei uma legue preta, camisa rosa e um moletom cinza com rosa pois hoje o dia só faltava nevar. O Leon colocou uma calça de moletom e uma camisa de frio.

Sentamos em nossa cama e começamos a assistir um filme qualquer que estava passando. Depois de meia hora assistindo o filme nós adormecemos profundamente.

Acordamos 4 horas depois, com o Pedro, o Daniel, a Jennifer e a Daniele em volta da cama nos chamando (gritando).

—Mamma! Acorda!!! –A Dani gritou.

—O que foi? –Perguntei abrindo os olhos com um bocejo em seguida.

—Os bebês sumiram!!! –A Jennifer falou.

Não pensei duas vezes. Levantei correndo da cama juntamente ao Leon, corremos igual a um raio e quando chegamos ao quarto dos bebês, a janela estava quebrada, e os berços vazios.

—Não... –Escondi meu rosto no peito do Leon. –Meus bebês...

Eu chorava no peito do Leon deixava lagrimas escaparem, sentia isso. Ele me envolveu com seus braços confortantes, mas não o bastante para ocupar o lugar onde meu coração estava vazio...

Notas finais
Espero que tenham gostado e adicionem lá!