Nosso Destino Começa
2 Deixando-o sozinho...
Notas iniciais
Notas inicias e finais, nunca esqueçam de ler!!!
POV DANIELE
—É... –Ri. -Nós nunca poderíamos ficar juntos, somos só amigos...
Ele demorou um pouco para responder, ficou apenas me olhando com um olhar diferente. Era um olhar meio triste, sério, chateado.
—Claro. –Ele riu. –Somos só amigos. –Ele fez uma pausa. –Acho que ouvi minha mãe me chamando, deixa eu ir ver. –Ele foi em bora.
—Mas eu... –Ia falar mas ele foi em bora.
Vi o Daniel vindo em minha direção.
—Por que está todo mundo aqui?
—Porque eu, a filha mais consciente do rola aqui em casa quis dar uma forcinha para a mamma.
—Eu sei sim do que rola aqui em casa. –Ele falou.
—Sei... –Ri.
—Eu sei sim! –Ele ficou bravo.
—É? Então prova!
—Tá bom. Hm... éh...
—Estou vendo, sabe de tudo.
—Mas não tem nada de demais acontecendo, a não ser a mudança e essas coisas.
—Nossa. –Olhei-o. –Você é um babaca!
Saí andando na direção contraria.
Com a ajuda de todos nós conseguimos terminar a casa, quando deu 20:00 todos foram em bora, ficamos eu, minha mãe e meus irmãos. Como a casa já estava pronta e a cozinha disponível para cozinhar nós fizemos a janta e de sobremesa um bolo de brigadeiro para comemorar a casa nova. Como de costume meu pai não estava em casa para o jantar. Quando nós terminamos ajudei minha mãe a lavar e guardar as coisas.
Todos nós fomos para a cama, eu adormeci logo que deitei, afinal, trabalhei o dia todo na casa, estava exausta. Acabei acordando as 00:41, estava com sede então desci até a cozinha para pegar água.
Peguei um como e a jarra de água dentro da geladeira. Coloquei a água no copo e antes que eu bebesse levei um pequeno susto ao ver meu pai entrando com seu terno na cozinha. Ele tinha acabado de chegar.
—Que susto, Dani. O que está fazendo acordada à está hora?
—Acabei de acordar, vim beber água. –Falei.
—A casa está linda. –Ele comentou.
—Está mesmo. –Olhei em volta. –Mas você não ajudou a deixa-la assim.
—Estou tendo muito trabalho. –Ele deu uma desculpa, uma bem esfarrapada para quem leu os e-mail dele.
—Não, não á trabalho papá.
—Claro que é, o que mais seria.
Queria falar tudo que li nos e-mails, mas, me controlei.
Ele me encarava.
—Não, não sei o que seria. –Falei.
Terminei de beber minha água e voltei ao meu quarto.
...
Acordei as 7:00 da manhã para ir no banheiro, e como a casa é nova me perdi um pouco. Acabei passando pelo quarto dos meus pais, a porta estava com uma frestinha aberta, e como sou curiosa por natureza dei uma espiada. Vi minha mãe chorando agarrada ao travesseiro. Fiquei com dó dela, mas ela nunca é tão emotiva assim, ela está estranha, eu tenho que descobrir porquê, mas tenho que descobrir o que meu pai tem feito também.
Fui ao banheiro e depois voltei ao quarto, tirei mais um cochilo, quase não consegui pensando nos meus pais.
Hoje é aniversário do Pedro, ele foi passar o dia com os amigos então minha mãe resolveu ir comigo e o Dani a um parque. O Daniel parou em uma quadra para jogar basquete e eu e minha mãe ficamos passeando. Aquele era o momento perfeito para falar com ela.
—Mãe. –Chamei-a.
—O que foi? –Ela me olhou.
—O que você tem? –Perguntei –a.
—Nada, por quê? –Ela me olhou.
—Eu te vi hoje de manhã chorando, você nunca fica emotiva assim.
—Só, estava chateada.
—Não, não estava. Eu te conheço mãe.
—O que mais poderia ser.
—Sei lá, mas você não é assim.
—E o que está supondo? Que estou assim estressada, triste, manhosa porque estou gravida! –Ela falou rápido.
Ela sabia que tinha feito bobagem então arregalou os olhos.
—Sério? –Encarei-a.
—Estou, mas não ouse contar a ninguém se não te deixo de castigo por um ano!
—Que mal humor, mamma. Eu não vou falar nada.
—Bom mesmo.
—Mas falando sério, você deveria falar para o papá. Talvez se ele soubesse voltaria a prestar atenção em nós.
—Não sei, as vezes penso que ele está me traindo.
—Mãe, não quero que você e o papá se divorciem nem nada, mas eu li os e-mail do papá e...
—Daniele do céu! Você não pode fuçar no que não é seu, é invasão de privacidade! Você tem essa mania desde que era pequena. Se seu pai vai te matar se ele descobrir.
—Eu sei, me desculpa, mas eu descobri que ele anda falando com uma mulher diariamente. Eles vão se encontrar daqui a dois dias.
—Uma mulher?
—É, pelo jeito eles nunca se encontraram antes. Pelo que entendi ela se chama Catarina e mora no México. Sabe quem é? –Perguntei.
—Não, nunca ouvi falar. –Ela parecia pensativa. –Bom, chame o Daniel para irmos para a casa. Vou estar aqui sentada neste banco, estou cansada.
Paramos em frente a um banco e ela se sentou.
—Tá, vou ir chama-lo.
POV VIOLETTA
Acabei de fazer a maior burrice de todas, acabei deixando escapar meu pequeno segredo, qualquer hora teria que falar mesmo, mas não queria que fosse agora.
Descobri sobre isso a cinco dias. Tinha começado a ficar um pouco enjoada no trabalho e vomitei algumas vezes, e percebi que estou mais sensível então fiz o teste, e como imaginei... Grávida. Era a pior coisa que poderia acontecer. O Leon queria outro filho, eu disse que não, mas ele insistiu tanto que resolvemos tentar uma vez, se não desse certo não tentaríamos de novo. Mas essa uma vez funcionou, o Leon só não sabe que funcionou. Ele ficou tão desligado da família que esqueceu o assunto
Fiquei sentada lá no banco, Olhei em volta a linda praça, pássaros voando e cantando, Borboletas nas flores, árvores de todos os tipos principalmente cerejeiras, tinha de tudo. Por um segundo olhei para minha barriga e passei a mão nela uma vez.
Voltei a olhar para o horizonte, mas logo depois alguém parou ao meu lado. Olhei e vi o Tomás. Ele estava exatamente igual desde a última vez que o vi.
—Tomás? –Sorri.
—Oi Vilu! –Ele sorriu.
Levantei e abracei-o.
—A quanto tempo. –Falei.
—É, mas eu voltei, voltei para continuarmos nossa vida. –Ele falou.
—Como assim? –Olhei-o confusa.
—Agora que eu voltei podemos ficar juntos novamente, sei que demorei para voltar e eu deixei você esperando por anos até ficarmos juntos novamente, mas agora, agora voltei e podemos ficar juntos novamente, agora podemos formar uma família. –Ele pegou em minhas mãos enquanto falava.
—Tomás, eu...
—Eu sei que ficou me esperando, mas agora estou aqui, podemos ficar juntos.
Ia falar algo, mas a Dani apareceu.
—Vamos, mãe? –Ela apareceu.
—Mãe? –O Tomás repetiu.
—Quem é esse, mãe? –A Dani perguntou.
—Esse é um antigo amigo meu, querida.
—Ah, prazer, sou Daniele Castillo... –Queria que ele não dissesse o próximo nome. –Vargas. –E ela completou.
-Vamos, Dani, porque está demorando? –Pronto, o Daniel apareceu.
—Calma apressado, estou sendo educada.
—Dani e Dani, vocês poderiam esperar no carro?
—Claro. –Eles assentiram.
Eles saíram andando.
—Você tem filhos? –Ele perguntou inconformado.
—Tomás, eu não poderia te esperar, já se passaram 17 anos. Eu cresci, me apaixonei, me casei, tive minha família.
—Mas eu te esperei...
—Sinto muito se te iludi, mas tenho minha família.
—Sim, com o Vargas!
—Sim, sou casada com ele e tenho quatro filhos com ele.
—Quantos anos tem esses que conheci.
—Eles têm 15 anos. –Respondi. –São gêmeos.
—Aquele canalha te engravidou com 18 anos? –Ele fez as contas.
—Não é bem assim. –Fiquei brava.
—Como não, aquele canalha te engravidou com 18 anos, não tem explicação.
—Eu não devo satisfações a você! –Comecei a ficar muito estressada.
—Eu vou matar aquele cafajeste. –Ele rangeu os dentes.
—Tomás, eu concordei com o que ele fez, eu aceitei mesmo tendo 18 anos, eu aceitei que ele tirou minha virgindade. –Falei já quase explodindo.
Nós começamos a discutir, e no meio da discussão acabei desmaiando.
Acordei em um quarto de hospital. Eu sempre me esqueço que não posso ficar estressada na gravidez se não desmaio. Aconteceu em todas as gravidezes que eu tive.
—Mamma! –Os gêmeos vieram na minha direção.
—Eu estou bem. -Falei calma.
—Você deu um baita susto na gente. -O Daniel disse.
—Me desculpem, não pude evitar, a gravidez faz isso comigo.
—Gravidez? –O Daniel perguntou.
—Dani, você vai ser irmão mais velho de novo. -Contei.
—É sério? –Ele ficou animado.
O Daniel sempre quis ter outro irmão, eu sempre disse não, e agora que é verdade ele ficou todo feliz.
—Sim. –Respondi. –Mas ninguém além de vocês deve saber.
—Espero que seja menino. –O Daniel disse.
—Ah, não! O último já foi menino, agora tem que ser menina! –A Daniele debateu.
—Mas se tiver uma menina, vai ter uma menina a mais na família! –O Daniel discutiu.
A Daniele ficou chateada.
—Prometemos não falar dela... –A Dani ficou com lagrimas nos olhos.
—Me desculpe. –O Daniel se desculpou.
Uma das regras na família foi nunca falar da Jennifer, não temos contato com ela a cinco anos, não sabemos como ela está então todos, principalmente a Dani ficam ressentidos quando falamos dela.
—Tá. –A Dani limpou os olhos. –Mesmo assim, se fosse menino também teria um a mais.
—Então, tem que ser... –O Daniel falou.
—Gêmeos! –Os dois disseram juntos.
Arregalei os olhos.
—Não, nem pensar. –Falei.
—Ah, mãe. Seria legal, mais um menino. –O Daniel falou.
—E uma menina. –A Dani completou.
—Há, há! –Ri sarcástica.
—Ah mãe, ia ser muito legal! –A Dani disse.
—É, e... –Interrompi o Daniel.
—Espera, que horas são? –Perguntei.
—São 16:00. –A Dani olhou no celular.
—Vocês esqueceram, ainda é aniversário do Pedro. Temos que ir para a casa.
—Eu vou chamar um médico para te liberar. –A Daniele saiu do quarto.
Ficamos eu e o Daniel.
Ele ficou me encarando com sua bola de basquete nas mãos.
—Gêmeos! –Ele disse.
—Fica quieto! –Falei.
—Dois, um menino E uma menina... –Ele falou rindo
—Mais uma vez eu nunca mais deixo você pegar em uma bola de basquete.
Eu ameacei e ele ficou quieto.
A Daniele entrou no quarto com um médico.
—A Sra. Está bem, foi só um desmaio por nervosismo, já está liberada. Só não se estresse de novo. –O Dr. Falou.
—Não vou me estressar. –Prometi.
O Médico saiu da sala, eu levantei da maca, peguei minha bolsa e fui até a porta do hospital com os gêmeos. Lá, lembrei que estava sem carro.
—Que ótimo, vamos para casa como? –Me perguntei.
—Já cuidei disse. –A Daniele disse. -Mandei uma mensagem para a tia Fran pedindo uma carona.
Ela olhou no celular.
—Ela disse que está chegando.
Ficamos lá plantados uns cinco minutos, até a Fran chegar. Ela nos deu carona até em casa. Até aproveitou e já ficou por lá mesmo. Faríamos um bolo lá em casa para comemorar o aniversário do Pedro, ele voltaria as seis. Seria nós, o Pedro e os amigos.
Chamamos a Cami também, ela veio com o Broduey, o Henry não veio com eles pois estava com o Pedro, eles são melhores amigos. Logo chegou o Diego com a Julia e a Lia.
Eu e a Daniele fizemos um bolo, a Cami e a Fran fizeram cupcakes.
O Pedro chegou com os amigos, todos comeram bolo e cupcakes. Os pais dos amigos do Pedro vieram busca-los e logo depois os meus amigos foram em bora, como sempre deixando eu, os gêmeos e o Pedro.
Nós arrumamos tudo e quando terminamos nos jogamos no sofá.
—Gostou do seu aniversário, filho? –Perguntei exausta no sofá.
—Uhum. –Ele assentiu feliz. –Só faltou o papai. –Ele ficou meio triste.
Eu iria matar o Leon! Eu falei que ia ter uma mini festa do Pedro em casa, mas ele nem ligou. Faltar a um jantar, tudo bem, mas, faltar no aniversário do filho dele, ah... Aí já fica complicado.
Logo todos foram para a cama, afinal, amanhã eles teriam escola.
Eu fui para meu quarto, exausta, entrei e tranquei a porta em seguida. Eu vou acabar com ele quando ele chegar.
Uma da madrugada, de novo. Ouvi a porta tentando ser aberta. Levantei da cama e fui até a porta. Não tinha ninguém quando abri, ele deve ter ido para a sala. Saí do quarto e fui andando até a sala. Encontrei-o colocando as coisas no sofá.
—Seu idiota! –Falei.
—O que eu fiz? –Ele perguntou.
—Que dia foi ontem Leon?!
—Domingo?
—Dia 07 de Julho.
Vi o rosto dele mudar, ele sabia que tinha feito uma besteira das grandes.
—Foi aniversário do seu filho e você nem compareceu!!! –Falei um pouco alto de mais.
Pequei um vaso que tinha na mesa do meu lado e atirei nele. Ele desviou.
—Você tem família se lembra?
Ataquei um quadro nele.
—Você se casou, teve filhos, se lembra disso?
Comecei a atacar tudo que tinha em volta.
POV DANIELE
Ouvi uns barulho de vidro quebrando e minha mãe gritando.
Levantei da minha cama e saí do quarto, o Daniel tinha saído também, assim como o Pedro.
—O que é isso? –O Daniel me perguntou.
—Leve o Pedro para o quarto, eu vou ver o que é.
Ele foi com o Pedro para o quarto e eu fui para a escada correndo.
Desci e vi minha mãe gritando e jogando coisas no meu pai!
—Mãe!!! –Corri até ela. –Para, mãe!!
Segurei-a.
—Você não pode se estressar! –Falei.
Ela ia tacar, mas eu falei e ela suspirou soltando a escultura no chão.
Minha mãe voltou para o quarto e eu fiquei na sala com o meu pai.
—Papá, não é por nada não, mas se eu fosse você não iria para o quarto.
Dei um sorriso fraco e subi as escadas indo para o meu quarto e deixando-o sozinho.
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