Nosso Destino Começa
14 Acharam eles?
Notas iniciais
Fazem três dias que os bebês foram roubados. A polícia está aqui em casa desde o dia que eles sumiram, estão procurando pistas de onde e quem os levou. Estava no sofá olhando o carrinho dos bebês, que a três dias me olhavam felizes ali dentro enquanto eu tentava ler.
Do nada meu celular começou a tocar dando me um susto pelo silêncio que a sala estava.
—Alô? –Atendi com tom de angústia.
—Violetta... –Ouvi uma voz assombrosa do outro lado da linha. –Seus novos filhinhos são lindos. –Ele deu uma risada.
—O que você fez com eles? –Perguntei levantando do sofá com o coração acelerado no 1000.
—Ainda nada, mas se essa menina chata não parar de chorar não garanto que poderei vende-la. –Ele ameaçou.
—Deixe minha filha em paz. –Implorei nervosa.
—Isso vai depender dela. –Ele falou.
—Quem é você? O que você quer?
—Seus filhos, sua família, um por um, e é isso que eu vou ter.
Ele desligou sem eu poder falar nada.
—Ele os pegou. –Fui até o Leon. –Vai vende-los. Vai matar a .
—Quem? –O Leon levantou e segurou em meus braços. –Meu amor, quem?
—Eu não sei. –As lagrimas escapavam de meus olhos. –Ele me ligou, disse que vai vende-los.
—Calma meu amor. –Ele me abraçava.
POV LEON
Sabia como ela se sentia com tudo isso, e aquela era a pior sensação do mundo.
...
—Meu amor vai dormir um pouco. –Peguei nos ombros da Vilu.
—Não estou com sono. –Ela esfregou os braços. –Pode ir dormir, não precisa me esperar.
—Não estou com sono também. –Beijei sua bochecha.
—Começou de novo, não é? –Ela me perguntou deixando uma lagrima escapar de seus olhos.
—Infelizmente acho que sim, amor. –Abracei-a
—Vamos tentar dormir. –Ela deitou na cama.
Deitamos e tentamos dormir um pouco, dormimos só um pouco, mas foi o bastante.
...
POV DANIELE
Estava na escola conversando com a Clara e com a Sarah quando fomos interrompidas pelo Scott.
—Te vemos na sala Dani. –Elas se despediram e saíram andando.
Esperamos elas se afastarem um pouco para conversar.
—Oi. –Abracei meus livros.
Aquele ponto eu devia estar vermelha que nem um morango por estar falando com o Scott.
—Como vai Vargas? –Ele sorriu.
Meu Deus!!! E aquele sorriso...
—Estou bem, então, o que foi? –Sorri.
—Queria saber da sua irmã, ela está namorando alguém? –Ele perguntou ficando meio corado.
Meu coração se despedaçou.
—A Jennifer? –Perguntei.
—É, a gente tem conversado durante os treinos.
—Não, ela não tem namorado. –Falei tentando disfarçar a tristeza.
—Legal! –Ele comemorou. –Valeu Vargas. –Ele saiu correndo todo feliz.
O sinal bateu e todos correram para as salas, eu fiquei lá no corredor parada, pensando que o menino que eu amo gosta da minha irmã. Lagrimas começaram a escorrer de meus olhos. Corri para o banheiro e me tranquei em um deles e fiquei lá sentada no vaso chorando sem ver as horas passarem.
...
—Dani?! Amiga sabemos que você está aqui. –Ouvi a Sarah me chamar.
Funguei uma vez e falei.
—Quero ficar sozinha. –Falei baixo.
—A aula já acabou, Dani,, temos que ir para casa. –Ouvi a Valentina falar.
Levantei, coloquei a alça da mochila no ombro esquerdo e abri a porta o banheiro saindo em seguida, dei de cara com a Clara, a Sarah, a Laura, a Valentina e a Fernada. Estavam me olhando preocupadas.
—O que aconteceu amiga? –A Fernanda perguntou.
—Nada. –Suspirei.
—Ninguém chora por nada, Dani. –A Laura me olhava preocupada.
—Não é por nada é por uma coisa que não vale a pena.
...
A caminho de casa cruzei por uma praça onde vi nela um banco, lá estavam sentados a Jennifer e o Scott, eles estavam conversando e rindo. Passei lá quase correndo, só não queria ver aquilo mais.
Corri até em casa, ao chegar corri até meu quarto ignorando qualquer um que falasse comigo. Bati a porta do meu quarto, joguei a mochila no chão e corri para baixo das cobertas chorar.
—Querida... –Ouvi a suave voz da minha mãe. –Você está bem?
Ela se aproximava de mim em passos lentos.
—O que aconteceu, amor? –Ela se sentou na cama.
—Nada. –Funguei e olhei-a.
—Nem vem com essa, você pode dizer isso aos seus amigos, mas pra mim não, eu sei que não é nada. –Ela riu. –Vem cá.
Fui até ela e deitei minha cabeça em seu colo.
—O que foi? –Ela passou a mão pelo meu cabelo.
—Lembra o Scott? –Perguntei tentando conter as lágrimas.
—O menina que você gosta, sim. –Ela alisava meu cabelo com a mão.
—Ele não gosta de mim. –Deixei mais lágrimas caírem.
—Por que você está falando isso? Como você sabe? –Ela perguntou carinhosa.
—Porque ele falou que gosta da Jennifer... –Voltei a chorar.
POV VIOLETTA
Eu temia que esse momento chegasse, e não gostei de ele ter chego.
—Olha, queria. Nem sempre você pode escolher como sua vida será, muito menos com quem. –Olhei-a naqueles olhos verdes.
—Você gostava do papai e você ficou com ele.
—Mas eu sofri até chegar a ele, não foi fácil, acredite. –Dei uma risadinha. –Namorei outros pelo caminho, inclusive o tio Diego. –Odiei lembrar daquilo.
Ela levantou e me encarou.
—O tio Diego? Casado com a tia Fran? –Ela perguntou.
—Ele mesmo. –Ri. –Não me lembre disso. –Pedi. -Odeio lembrar.
—Porquê?
—Não importa. –Suspirei. –Querida, só me faça um favor em relação ao Scott e sua irmã.
Ela me olhou com os olhinhos caídos.
—O quê? –Seu tom triste retornou.
—Não deixe-a triste também, ok? –Pedi.
—Tá. –Ela assentiu.
—Obrigada, filha. –Beijei sua testa. –Descansa um pouco.
Deixei-a no quarto descansando, ela estava agitada, nervosa, precisava tirar um cochilo.
Voltei a sala onde eu estava anteriormente com o Leon antes da Dani entrar chorando em casa. Quando voltei o Leon estava dormindo no sofá com os braços cruzados, ele estava cansado, não dormia a dias assim como eu. Vagarosamente sentei ao seu lado sem querer acorda-lo.
Apoiei minha cabeça em seu ombro e fechei os olhos dando um suspiro profundo e pesado.
Não o acordei, mas o telefone sim, logo depois ele começou a tocar despertando o Leon.
—Eu atendo. –Afaguei seu braço.
—Violetta Vargas falado. –Atendi.
—Sra. Vargas, somos da polícia de Buenos Aires, ligamos para a senhora para dizer que encontramos seus filhos. –Disse um policial.
Meus olhos molharam com as lagrimas que brotaram.
—Você pode vir busca-los.
—Obrigada policial. –Agradeci.
—É meu trabalho Sra.
Desliguei o telefone e corri na direção do Leon.
—Acharam eles...
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