Nosso Bebê!
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Então, um choro alto, nos tirou dessa discussão sem pé, nem cabeça. Nós nos alteramos tanto que nem vimos que o bebê estava sentado no sofá olhando nossa briga e nós em pé na frente dele. Sentamos no sofá e a Sam pegou ele no colo e começou a ninar ele, até cantar, mesmo que baixinho, ela cantou. Mas não deu em nada. Então eu o peguei, a contra gosto, e fiquei em pé e ninei-o, que começou a se acalmar. Parou de chorar, me virei pra Sam que ainda estava com raiva, mas percebi que estava aliviada ao mesmo tempo.
- Está vendo você precisa de mim também... eh... Às vezes, pelo menos.
- Ok, nerd! Você venceu. O que VAMOS fazer?
- Você vem morar aqui até o fim das férias.
- Como? Por que?
- Simples. Você não pode cuidar dele sozinha, certo?
- Ainda não concordo plenamente, mas, prossiga.
- Ok. Ele precisa de nós dois. E eu não posso ficar indo na sua casa sempre que ele precisar de mim. E nem sua mãe ia gostar muito e acho que ela não ia apoiar essa ideia de ficar com o bebê. Por isso, é melhor você pegar suas coisas lá e passar esse tempo aqui até termos alguma noticia da policia e minha mãe, a Carly e o Spencer voltarem para nos ajudar também.
- É... Acho que você tem razão.
Percebi que ela ficou decepcionada e preocupada, mas é melhor assim, vocês não acham?
- Pense Sam. Você vai poder ficar com ele esse tempo sem ninguém se meter e te obrigar a entregar ele. E de quebra eu vou te ajudar a cuidar do Freddie Junior.
- Freddie Junior? Você nem sonhe que vai chamar ele assim.
- Eu acho que ele gostou. Não é Junior?
O bebê nem reagiu acho que ele não gostou. Nossa! Fiquei triste agora!
Sam:
Esse moleque só poder ter um parafuso a menos. Uma coisa é vim morar no mesmo lugar que ele, algo que dá pra suportar pelo bebê, e outra bem diferente é querer insultar a criança colocando esse nome ridículo nela. Ainda bem que o bebê não gostou, seria horrível se ele gostasse. O tonto ficaria impossível.
- Pois bem, acho que seu nome ridículo não foi aceito. Agora é minha vez.
Peguei o bebê do Freddie e me preparei pra dizer o nome que eu queria.
- Então lindinho. Que tal se chamar... Raphael?
O bebê olhou pra mim e começou a sorrir. É isso ai! Venci dessa vez. Uruur
- É Fredward acho que você perdeu. Meu bebê vai se chamar Raphael agora. É bom se acostumar!
- Tudo bem. Tenho que admitir que é um lindo nome. Agora me dá o Raphael aqui – disse pegando ele do meu colo – que eu vou colocar outra roupinha nele pra gente sair.
- Sair? Como assim, sair?
- Primeiro, vamos buscar suas coisas na sua casa, antes que sua mãe apareça e comprar umas fraldas pra ele. Depois vamos almoçar, então prepara uma mamadeira pro Raphael para a viagem.
- Mas... eh... Okay. Tudo bem!
Que abuso desse nerd estúpido, ficar controlando tudo e ainda fica mandando eu fazer as coisas. Se não fosse pelo Raphael, eu ia embora sem dizer adeus.
Como ele me irrita!
Descemos até a garagem do prédio e o nerd me levou ao carro dele. Eu sabia que ele tinha ganhado um carro quando tirou a habilitação, mas não sabia que era tão lindo!
Onde estamos agora? Bem, já fomos à minha casa e por sorte minha mãe não estava, peguei algumas roupas, algumas coisas importantes e, ainda, um ursinho meu e da Melanie, quando nós éramos pirralhas. E o Rapha adorou, nem quer largar.
Agora, vamos almoçar. Estou faminta! Entramos em uma lanchonete, já perto do Bushwell, e pedimos. Mas tem algo me incomodando, e não é a demora da comida. São as pessoas aqui nos olhando com caras de bobas. Isso já está me irritando! O que? Nós não somos um casal feliz que tivemos um filho. Mesmo que seja isso que pareça. Arghhhh
- Nerd, essas pessoas já estão me irritando!
- Por que Sam?
- Elas ficam olhando pra gente. Como se nós fossemos uma “Linda Família Americana”.
- Mas é o que parece!
- Eu sei, mas...
Fui interrompida pela garçonete, entregando nossos pedidos.
- Está tudo aqui, como pediram!
- Valeu!
- Obrigado!
- Se me permitem dizer... Vocês formam uma família linda. E o filhinho de vocês é tão fofo, as crianças que vem aqui sempre começam a chorar, mas ele está tão quietinho.
- Ele não é... – Comecei a falar, mas esse nerd idiota tinha que me interromper!
- Obrigado pela gentileza. Mas, é difícil saber quando ele vai chorar, ele só chora quando quer.
- Ele é muito lindinho. E se parece bastante com você!
Ela disse apontando para o Freddie. Mas que sem noção essa garota!
- Obrigado, você é...
- Com licença, mas temos que almoçar logo, se não se importa!
- ah... Desculpe-me. Bom apetite!
E ela saiu, até que fim!
- Tinha que ser tão mal educada com ela?
- Eu não fui mal educada. Você está assim, por que ela estava dando em cima de você.
- Isso é... Verdade! Mas, não significa que eu estava correspondendo.
- Não me importa nerd! Só quero comer agora.
- Tudo bem!
Comemos, o nerd pagou tudo e fomos embora. Já no apartamento, o nerd foi tomar banho e eu fiquei no quarto tirando a roupinha do Rapha, já que está fazendo calor e tenho que trocar a fralda que coloquei ainda na minha casa.
Mas, parei tudo que eu estava fazendo, quando um Nerd Sarado saiu do banheiro só com uma toalha enrolada na cintura e ainda todo molhado. Que visão é essa?! Nossa! Acho que estou babando!
- O que foi Puckett?
- Ehh... Nada! Só estava pensando, enquanto troco o Raphael. Só isso!
- ahh é? Parecia que você estava babando e olhando para mim!
- Deixa de ser convencido, Benson! Eu nunca faria isso!
- Ok, Loira! Mas mudando de assunto. Amanhã é segunda e eu começo a trabalhar...
- Trabalhar? Como? Por que? Onde?
Notas finais
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