Nosso Amor É Perfeito - ReNa
1 Destino ou coincidência?
Notas iniciais
02/07/2010
Renê narrando: Hoje, o Brasil joga contra a Holanda, pela copa do mundo da FIFA, aqui na África! Sou um torcedor fanático, e não pude deixar de comprar o meu ingresso para prestigiar minha seleção! Faltam pouco mais de duas horas para o jogo começar, e eu estou do lado de fora do estádio. Acompanhei todos os jogos até agora, e pretendo ver o Lúcio erguer a taça de campeões mundiais.
Helena narrando:Estou na África do Sul, para ver o Brasil jogar contra a Holanda. Eu e o meu amigo Eduardo, estamos ansiosos para a partida começar. O nosso hotel, fica a poucos quilômetros do estádio. Quero acompanhar os jogos da seleção até o final da copa. Se o Brasil for desclassificado, volto para minha casa.
Entramos no estádio, faltando 15 minutos para começar a partida. O Taxista tonto se perdeu no caminho. Percebi que o estádio estava quase cheio, e que nossos dois lugares, eram um dos poucos vagos.
– Está ansiosa, Leninha? -Eduardo me perguntou, enquanto nos sentávamos.
– Muito. Espero que o Brasil ganhe esse jogo, e seja hexa campeão! Na próxima copa, eu vou acompanhar tudinho novamente! É uma sensação única ver a nossa seleção em campo.
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O jogo está empatado, e eu não tenho mais unhas para roer. O coração quase não cabe dentro do peito. A vontade de invadir aquele campo e fazer com que a seleção brasileira faça um gol, só aumenta! Mas não vai fazer diferença nenhuma.
– Helena, agora que eu pensei numa coisa.
– No que? -Perguntei sem tirar os olhos do jogo.
– Ficar um mês aqui na África, não vai atrapalhar sua faculdade lá no Brasil?
– Pode ser, mas eu recupero.
O Brasil faz um gol, que garantiria sua classificação para a semifinal. Abracei o Edu, de tão feliz que estava. Quando olhei pro campo novamente, vi alguns jogadores falando com o juiz.
– O que? O gol estava impedido? -Falei triste.
– É o que parece.
– NÃÃOO! -Gritei indignada, e abri os meus braços com raiva. Sem querer, bati na mão de um torcedor que estava do meu lado, derramando refrigerante em sua camiseta!
– Olha o que você fez! -Ele disse bravo.
– Calma senhor! Me desculpe, foi sem querer. Quer que eu te ajude a limpar?
– Não! Só quero que você preste mais atenção! Essa camisa, é autografada pelo Kaká!
– Tudo bem!
O jogo acabou terminando com a vitória da Holanda, de 2 X 1. Fiquei triste. Assim que saímos do estádio, fomos direto para uma agência de turismo, comprar passagens de volta para o Brasil.
Renê narrando: Depois que a Holanda fez o segundo gol, saí do estádio. Não tive mais prazer em ver o resto do jogo. Acreditam que uma louca derramou o meu refrigerante de uva em mim? Quero só ver tirar esse mancha.
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12/06/2014
Estou eu aqui novamente, vendo um jogo do Brasil. Agora estou com 27 anos. Dessa vez é contra a Croácia. Muita coisa mudou nesses quatro anos. Agora estou formado em Música. Dava aulas particulares de violão, guitarra e piano. Desisti disso, e agora estou procurando uma vaga em alguma escola, para professor de Música. O bom é que esse jogo é em São Paulo mesmo, e não demorei muito para chegar de casa até aqui.
Helena narrando: Assim como prometido, estou vendo outra copa do mundo. Dessa vez é no Brasil. Hoje, eu tenho 26 anos de idade, e sou professora do terceiro ano da escola Mundial. Estou aqui, acompanhada de meu grande amigo Eduardo, novamente. Hoje o Brasil joga contra a Croácia. Espero que não perca já na primeira partida.
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O Marcelo vez um gol contra, e nessa hora, abri meus braços inconformadamente, e acertei a mão de um torcedor, fazendo cair refrigerante sobre ele. Por que isso sempre acontece?
– Ai não! Você de novo? -Ele me perguntou. Parei pra pensar, mas não o reconhecia de lugar nenhum.
– Ué, eu nunca te vi antes!
– Não lembra da copa de 2010? Você derramou refrigerante e mim, e hoje, isso se repetiu!
– Ai, verdade! Mas me desculpe! Por favor.
– Tudo bem. Por favor, não faça mais isso.
– Ok!
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O jogo terminou em 3 X 1 para o Brasil. Eduardo me levou pra casa, e passei a noite com meus pais e meu irmão, Pablo.
– E aí maninha, como foi lá? Se divertiu? -Pablo perguntou.
– Lembra de 2010, quando te falei que tinha derrubado refrigerante em um torcedor?
– Lembro, por que?
– Hoje isso se repetiu. Adivinha quem foi a vítima?
– O Eduardo?
– Não! O mesmo cara, que foi em 2010!
– Me lembra de nunca ir assistir um jogo com você.
– Chato. -Fui tomar banho. Eu adoro meu irmão, mesmo sendo chatinho de vez em quando.
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