Nosso Amor É Perfeito - ReNa

5 Diversão em dose dupla... tripla...


Notas iniciais
Boa leitura *-*

... percebi que ela olhava sucessivamente para meus olhos e meus lábios. Talvez já imaginando o que eu queria fazer. Sei que a conheço a uma semana, mas já foi tempo suficiente para saber que ela é a mulher da minha vida. Eu tenho total certeza, que ela sente o mesmo por mim. Minha insegurança e eu meu medo, sempre falaram mais alto, e eu nunca tive coragem para ter uma conversa eloquente com a Helena. Sei muito pouco de sua vida. Talvez não fosse a hora ideal para esse beijo acontecer. Ela me olhava seriamente, acho que se perguntando: ‘‘O que esse louco vai fazer?’’

Um grande silêncio tomava conta de nós dois. Sei que se eu beijá-la, ela não irá desviar, nem resistir. Será? Nossa, eu estou fazendo o maior papel de bobo, de idiota. Me afastei um pouco e disse:

– Está com fome?

– Não... não sei... eu... acho que não... -Ela falou confusa, e eu ri da situação.

– Ok, então vamos ficar fazendo o que até a senhorita ter fome, hein?

– Brincar com o Doug! -Ela falou e eu ri... ri muito.

– Sério?

– Não sei!

– Olha... talvez não precisa ser somente com o Doug! -Me aproximava dela aos poucos.

– Hã?

– É! Que tal nós dois brincarmos?

– Dependendo do que você está planejando... tudo bem!

– Como assim?

– Nada Renê!

– Então... tá com você! -Encostei nela, e comecei a correr pela casa. Ela ficou imóvel, tentando raciocinar o que estava acontecendo. Depois ela sorriu, tirou seu salto e correu atrás de mim.

___

Eu estava fugindo dela, mas a Helena estava praticamente colada em mim. Fui para o quintal, e o Doug começou a correr atrás de mim também. Não para morder, mas quando ele vê alguém correndo, quer correr junto.
Percebi que ela não estava mais perto de mim. Ela tinha sumido. Caminhei até a cozinha, e nada da Helena Procurei na sala, e nada... fui para o segundo andar, e quando eu estava subindo as escadas, gritei meio que rindo:

– MUDOU A BRINCADEIRA, É?

Procurei ela em todos os cômodos da casa, mas não a encontrei. Um pingo de desespero tomou conta de mim. Fui até meu quarto. Lá tem uma bela vista para o jardim da minha casa. Fiquei admirando essa paisagem, até que o Doug passa correndo, balançando o rabinho. Logo atrás, estava a Helena caminhando sorrindo. De vez em quando ele deitava nós pés dela. Helena sentou-se no banco que tem ali. E o safado, sentou no colo dela. É legal saber que ele gostou da Helena. Quando a Suzana vinha aqui, ele latia nela, e queria até morde-la... por que eu não deixei...

___

– Cansada? -Falei sentando do seu lado.

– E como... você corre muito!

– É... é um dom! -Nós dois fizemos carinho no Doug! -Não tá com fome?

– Você tá? -Ela me olhou desconfiada!

– É... mais ou menos! -Imitei o Poderoso Castiga (do Pânico), e ela riu. -Ei, você já morou no Rio de Janeiro?

– Sim! Eu nasci lá. Vim para São Paulo quando eu tinha 19 anos! Por que?

– É que você tem um sotaque carioquinha ‘‘messssssmo’’! (Ai gente, eu acho tão fofo esse sotaque! *-* Sou do RS, mas quando eu fui pro RJ, fiquei com esse sotaque, e não há macumba que me faça parar) -Puxei o som do ‘S’, para caçoar dela.

– E você tem alguma coisa contra?

– Não! Esse sotaque fica muito perfeitinho em você!

– E você tem um jeitinho de gaúcho...

– Que jeito, tchê? -Falei de propósito essa última palavra. -Um carioca não combina com um gaúcho? -Ela me olhou sorrindo, percebendo o que eu queria falar.

– Ué, combina...

– Ai, é tão bom saber que você não ficou com raiva de mim ontem...

– E quem disse que eu não fiquei?

– Mas eu já pedi desculpas...

– E eu já aceitei! Eu não estou mais com raiva. Ontem, sim. Agora, não!

– Ainda bem! É horrível saber que a pessoa que amamos, se enraivece com nós!

Quando falei isso, ela me olhou. Deixou escapar um sorrisinho, mas logo o desfez. Repetiu o seu olhar sucessivo entre meus olhos e meus lábios... ah, como eu conheço esse olhar.

Pus minha mão direita, e cima de sua mão esquerda, que estava sobre o banco. Doug saiu de cima dela, e correu pra longe. Nós dois nos aproximávamos aos poucos. Quando estávamos muito próximos, ela fechou os olhos, e após disso eu também. Faltavam milímetros para meu sonho se realizar.

Demos início a um caloroso selinho... mas não ficou assim não... eu aprofundava esse beijo cada vez mais. Ela se entregava ao beijo aos poucos. Senti suas mãos se entrelaçarem em volta do meu pescoço, e ainda sentia os sorrisos que ela dava entre o beijo. Assim que paramos de nos beijar, ela se levantou, e eu me levantei junto. Ela queria ir para algum lugar, mas segurei levemente seu braço, e a virei para mim. Comecei um novo beijo. Esse, foi com mais vontade de ambos os lados. Ela pôs uma de suas mãos em meu ombro, e a outra em minha nuca. O jeito que ela retribuía esse beijo, demonstrou exatamente o que ela sentia por mim! Como será a nossa convivência a partir de agora? Eu quero seguir em frente com isso... mas e ela? Sim, ela me ama, mas será que é isso que ela quer também?

Notas finais
O Brasil vai perder de novo? 2 X 0 até agora... :´{
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.