Nossa história

1 Capítulo único


Ele andava bastante ocupado ultimamente, ser o novo Führer não era algo fácil, mas ele fazia com maestria. Com pouco tempo no comando ele já era querido por todos, tanto a população civil, quanto os militares a seu comando. E eu nunca sai de seu lado, desde quando me postei ali, desde que prometi proteger sua retaguarda eu estive ali. Mas já era de se esperar que quando Grumman se aposentasse, passaria o comando a Roy, ainda mais depois de tudo que ele fez no leste, só Roy não acreditava nisso desde o início.

Esta semana ela estava feliz, tinha ouvido falar que os irmão Elric estavam de volta ao país, ele esperava uma visita deles em breve. Ele, eu tinha certeza, ia oferecer o título de Alquimista Federal ao Alphonse, mas não acredito que ele aceitaria, ainda mais que Edward o diria para não o fazer.

Entrei na sala do Führer Mustang levando os papeis que ele tinha me pedido. Eram quase dez da noite e nada de ele parar para descansar.

- Acho melhor o senhor ir dormir, Führer – eu falei.

Não havia mais ninguém na parte administrativa do prédio, todos já estavam em casa, pois amanhã ainda era dia de trabalho e eles tinham de trabalhar de novo.

- Está querendo me dizer o que fazer, Capitã?

Mencionei que virei capitã? Bom, foi um promoção que ele me deu assim que ele pode condecorar todos que estiveram com ele nos tempos mais difíceis, e nos momentos em que ele se esforçou ao máximo para resolver os problemas com Ishval. E nem preciso dizer que ele conseguiu, não é?

- Não, senhor. Só acho que o senhor anda precisando descansar. Não precisa se sacrificar tanto.

Ele além de todo trabalho como Führer, ele andava treinando. Depois de ficar cego e recuperar só a visão de um olho, por que a pedra que sobrou para ele era insuficiente para os dois, ficou difícil continuar com a tipo de alquimia dele, pois era bem destrutiva e podia fazer bastante mal se fizesse algo errado e fazer as coisas da maneira que ele estava fazendo agora tinha muitas chances de dar errado. Ele tinha levado uma bronca imensa de Ed por ter usado a pedra, mas era por uma causa nobre, e no fim até Ed entendeu isso.

- Amanhã eu descanso. Agora me entregue o documento, Capitã.

- Sim, senhor.

Peguei o documento e entreguei em suas mãos. Me sentei ali e fiquei observando ele ler. Eu estava cansada, era cansativo ficar aqui tanto tempo. Era incomodo e agora também achava estranho chamar Roy de senhor e Führer o tempo todo. Já fazia 2 anos que nós estávamos casados. Como foi que tudo aconteceu?

Bom, foi em meio a reorganização de Amestris, coisa que Grumman já tinha começado há anos, mas era um processo demorado e complicado, ainda mais depois de tanta bagunça.

Já fazia muito tempo que eu percebi que não consegui tirar Roy da minha cabeça, que eu queria estar com ele o tempo todo, as vezes eu me pegava olhando para ele e disfarçava com medo dos outros notarem. Mas todos já tinham notado isso. Em uma noite fria eu fiquei até mais tarde com ele. Roy estava preocupado, o país estava com muitas baixas e Roy queria um novo Alquimista Federal famoso, mas desde que Edward Elric perderá sua capacidade de fazer alquimia não houve mais nenhum novo membro para o quadro de alquimistas. Grumman tinha deixado Ed ficar com o relógio de alquimista, Roy achava mais que justo e eu concordava. Naquela noite ele só estava pensativo em sua mesa, eu estava sentada ali ao lado da mesa dele.

- Pode ir para casa, Capitã.

- Não, senhor. Vou ficar até que o senhor vá também.

Ele nada respondeu e pensou por um tempo.

- Riza, sente-se aqui.

- Sim, senhor

Roy fez um careta para minha resposta e afastou um pouco a cadeira para que eu me sentasse ao lado dele. Peguei a cadeira onde eu estava e coloquei ao lado dele e me sentei. Ele me olhou bem nos olhos que seu olho bom, e eu não desviei meu olhar.

- Faz muito tempo que você está comigo, Riza. Me seguindo, me ajudando, me protegendo, me consolando... Sendo para mim muito mais que uma capitã. Agora acredito que até mais que uma amiga, na verdade sempre foi mais que uma amiga para mim, eu, tolo, que não via.

Eu que estava toda torta na cadeira me endireitei. Ele estava mesmo dizendo isso ou era minha imaginação me pregando um peça?

- O que quer dizer com isso, senhor?

- Pare de me chamar assim. Não tem ninguém aqui, Riza. E mesmo que tivesse, ninguém se importa.

Eu olhei para o outro lado, eu estava sem jeito e nem sabia por que.

- É só que é estranho te chamar de outra maneira.

Foi então que senti uma mão e meu queixo, sem as luvas, Roy virou meu rosto para que eu o olhasse.

- Não quero que me chame de senhor, quando estivermos sozinhos, por que não quero ser mais só seu Führer. Não consigo mais só te ver como uma capitã aqui, como minha amiga lá fora. Você é muito mais que isso para mim...

Meu coração estava descompassado e eu sabia que estava corada. Não gostava de estar assim, mas ao mesmo tempo nunca foi tão bom ouvir tudo aquilo. Eu sabia que estava apaixonada por ele há um bom tempo e ser retribuída era a melhor sensação do mundo. O frio na barriga que eu sentia chegava a me irritar, mas eu sorri. Sem conseguir me conter eu sorri. Nisso ele se aproximou de mim e me beijou. Levei a mão a nuca dele e retribui, feliz, não podia estar mais.

Não sei bem como tudo aconteceu, só sei que na manhã seguinte acordamos no meu apartamento, na minha cama. E olha que a casa dele era bem mais perto. Só sei que daí para frente veio um namoro não muito longo e casamento. Nós nos damos bem.

Percebi que Roy cochilava sobre os documentos que tentava ler.

- Roy? – chamei ficando de pé.

Ele me olhou assustado.

- Sim?

- Vamos para casa agora. Amanhã você termina isso aí – praticamente mandei.

Ele suspirou contrariado.

- Ok. Você venceu, eu preciso mesmo dormir.

Ele se levantou e se espreguiçou, então veio até mim, me deu um beijo e pegou minha mão.

- Vamos...

Nós dois seguimos para a saída e apagamos a luz. Amanhã estaríamos aqui de novo, mas por agora éramos só Roy e Riza.

Notas finais
Espero que a leitura tenha sido de seu agrado!
Obrigada!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!