Nossa União
11 O Vigia
Notas iniciais

– C-como você? Como você chegou aqui? – Wendy estava assustada.
– Shiiii... Faça silêncio. Ninguém pode saber quem eu sou. – Respondeu ele pedindo silêncio para não ser visto.
Ela obedeceu, colocou a mão no rosto esperando não chorar, mas não deu muito certo. As lágrimas de Wendy escorriam na sua bochecha.
– Eu senti tanta saudade!! Por favor não vá embora!! – Wendy abraçou sua cintura forte e ele encostou a cabeça dela em seu corpo.
Ele se agachou e ficou cara a cara com ela. Os cabelos azuis dos dois se encontraram.
– Também senti, Wendy. Depois eu explico tudo o que aconteceu. Se acalme e vem cá. – Dessa vez ele deu um abraço apertado.
Ela ainda estava chorando e então deu uma afastada. Ele sorriu para ela e Wendy parou de chorar. O homem olhou para Romeo e percebeu que ele estava acordando. Decidiu que só Wendy poderia vê-lo.
– Wendy, ele está acordando. Preciso ir. – Disse se levantando.
– Não! Não vá! Por favor, fique mais um pouco! – Ela pediu.
– Se acalme. Eu sou “O Vigia”. Makarov me pediu para olhar vocês durante a prova. – Explicou ele. – Nos veremos em pouco tempo. Eu vou aparecer nas outras provas.
Ele deu um ultimo abraço e saiu andando.
– Ah! Eu esqueci. – Disse ele virando-se novamente para Wendy. – Não conte a ninguém que estou aqui! Nem toque no meu nome, ok? E principalmente para a Erza. Se ela souber que voltei, ela vai vir atrás de mim e não vai se divertir! Tchau, Wendy! Foi bom revê-la. – Falou por último e saiu andando já colocando a capa.
Ela olhou para baixo e sorriu.
***
Ele estava errado. Romeo demorou um tempo para acordar.
– Wendy? – Ele disse se sentando e desencostando do tronco da árvore.
– Romeo-Kun! Você está bem? – Ela chorou de novo.
Wendy foi ao encontro do amigo. Sentou-se perto dele e o abraçou com força.
– Wendy? O que você?
– Eu estava preocupada! Eu achava que você... – Fez uma pausa. – Se machucou muito?
Ela se afastou e viu que tinha um corte no braço esquerdo de Romeo.
– Meu Deus! Espere um pouquinho. Eu vou ajeitar isso para você. – Disse ela preparando as mãos.
– Não, Wendy. – Ele tirou as mãos dela de sua ferida. – Eu to bem! Não é necessário. Quero que guarde Magia para chegar na guilda. Tome aqui – Ele deu a caixinha para ela.
– Arigatô Romeo-Kun! Vamos! Você tem que vir comigo para a guilda e curar isso logo.
– Não. Eu vou ter que... – Gemeu – Ficar aqui e encontrar os outros adversários.
– Não vou deixar!
Wendy pegou a carta de Kana e ligou para a própria.
“Wendy?”
– Kana-San! Romeo era meu adversário e ele acabou se ferindo. Avise ao Mestre Makarov que vou trazê-lo comigo logo. Tudo bem?
“Ele está bem?”
– Sim! Mas não quer a minha ajuda. Preciso desligar e vou correr.
“Tomem cuidado! Estarei a sua espera no primeiro portão da guilda com Happy.”
– Arigatô, Kana-San! Sayonara!
Wendy colocou a cartinha no bolso e segurou Romeo o apoiando nos braços.
– Wendy não precisa. Eu posso andar certo?
– Tudo bem! Mas não vou largar de você!
– Você que sabe – Disse ele rindo.
***
Na guilda...
– E eles estão bem?! – Macao grita após ouvir Kana.
– Wendy me garantiu que sim. Mas Romeo se machucou um pouco. Ela disse que não se importa se perder. Só quer que seu amigo fique bem. Vou mandar Happy ajudá-lo. – Kana respondeu.
– He He... – Natsu deu uma risada fraca.
– Do que está rindo?! – Macao estava nervoso é claro.
– Acho que vai rolar alguma coisa durante a viagem para cá entre esses dois! Tá na cara que Romeo é doidinho por ela e Wendy fica toda envergonhada na frente dele! E agora ele tá carente...
– Quem é você para falar isso deles Natsu? Você e a Lucy são a mesma coisa! – Rebateu Macao.
O rosinha se calou e a loira ficou pálida de novo.
Em Clóvis...
– Tem certeza de que está bem?
– Estou ótimo Wendy! Você está aqui comigo, como eu não poderia me sentir bem? Não importa a minha situação, estou bem quando você está também.
– Ai Romeo-Kun...
Ouviram gritinhos agudos chamando pelos seus nomes.
– Happy? – Romeo pergunta.
– Happy-San! – Wendy afirma apontando para o neko azul que voava sobre eles.
– Romeo! Wendy! – Happy desceu de volta ao chão – Estão bem? Venha Romeo, vou deixar você na guilda. Wendy pode voltar para a competição.
– Arigatô Happy! – Agradeceu Romeo.
– Tchau Romeo-Kun! – Wendy deu um beijinho na testa do garoto.
Ele ficou vermelho e Happy o levou de volta a Magnólia.
– Hora de vencer! – Wendy cerrou o punho e puxou o vento.
– Duas cidades para chegar em Magnólia!
Gray gritou enquanto deslizava no gelo que ele jogava em cima dos telhados das casas.
– Gray?! Você já está aqui? – Alguém ia no mesmo ritmo dele.
– Lyon! Quem era o seu adversário? – Perguntou Gray ainda correndo no gelo.
– Há! Com certeza ela é mais forte que o seu! – Lyon provocou alcançando o moreno.
– A Mira? – Gray perguntou.
– Não! A Titânia! Hehehe! – Lyon riu e passou de Gray.
– Pois quer saber a minha? – Gray deu um sorriso. – Loxar.
Lyon parou de repente. Ele ficou a pensar. Se Gray lutou com Juvia e estava ali indo para a Fairy Tail, Juvia perdeu!
– Juvia não pode ter perdido para você! – Gritou Lyon para ninguém. Gray já havia sumido de vista. Deixou-o falando sozinho. Lyon voltou à corrida.
Enquanto isso, as meninas também se encontram um pouco atrás.
– Lissana-San!
– Wendy!
Uma quase voava sendo levada pelos ventos e outra criara asas com seu Take Over.
– Você lutou com quem? – Perguntou Lissana interessada ainda voando.
– Romeo! E você Lis-San?! – Wendy também queria saber por que Lissana estava toda arranhada.
– Mira-Nee! Não foi nada fácil! Pelo menos você lutou com alguém de 11 anos também...
– E você está bem? Eu soube que nós duas, Gray e Lyon-Kun temos chance de vencer! Phanterlily e Max não estão na corrida! Boa sorte Lissana-San!
– O mesmo para você Wendy-Chan!
Lissana correu entrando na floresta e sumindo da vista de Wendy.
– Vou vencer! Pelo Romeo-Kun! – Wendy cerrou o punho e voltou para o chão correndo.
***
Na guilda...
– Eles chegam daqui a pouco! Onde estão os adversários? – Perguntou Warren.
– Estão aqui.
Mira, Charl, Juvia, Laki, Erza e Romeo entraram pelo portão da guilda. Romeo estava com a mão sobre o braço e Mira o guiava até a enfermaria para um curativo.
– Como eles foram, Erza? – Makarov perguntou para a ruiva que vinha logo atrás da garota-água.
– Nada mal. Juvia me contou que revidou bem, mas Gray conseguiu vencê-la muito bem – Erza deu uma risada para a azulada. – Lyon não foi tão bem. Mas o meu real erro foi ter baixado a guarda, então ele me “atacou”.
– Tudo bem. Me relate Lissana e Lily. – o Mestre pediu.
– Claro. Lissana-Chan foi corajosa e acabou perdendo... Mas Mira viu que Lissana está ótima e poderia tê-la vencido se não tivesse tão preocupada com o que Natsu acharia dela se perdesse. – Dessa vez Erza sorriu e ficou a procurar o rosado.
– Ele saiu para fazer algo que não me interessei tanto... – Explicou Warren vendo que Erza estava confusa por Natsu não estava presente.
– Certo. Lily foi magnífico. Mas quem saiu com novidades e aprimorando a Magia foi a Charl.
– Tudo bem. E o Max e a Wendy?
– Laki me disse que nenhum dos dois deu um passo de ataque. Só ela que deu um. Max estava aparentemente nervoso com o Duelo. – Explicou a ruiva. – E Wendy... ela e Romeo lutaram bem. Mas eles saíram meio machucados. E... Mestre. Posso falar com você?
Mestre Makarov olhou meio assustado e então foi seguindo ela até um canto vazio e escuro.
– O que é?
– Romeo disse que estava desmaiado encostado em uma árvore. E não acordava, mas ouvia a Wendy falando com um homem. Ele conseguiu acordar uma hora. Mas o homem já havia saído. Fiquei preocupada. Um homem aparece do nada e os salva! A cidade estava vazia, Mestre Makarov! Isto não é normal. – Erza estava nervosa e suando frio.
– Nunca vi você desse jeito, Erza. Está bem? – Makarov parecia não ligar. Mas ele também queria saber.
– Bem... É que... Eu estou com uma coisa me incomodando desde hoje de manhã. Eu sinto que algo está para acontecer! Algo ou alguém está chegando. Eu sinto, Mestre.
Makarov sorriu e então fez uma espécie de “reverência” para a ruiva-escarlate.
– Você nem imagina! Pelo menos para você...
E então deu uma gargalhada e saiu andando até Laxus deixando Erza Scarlet falando sozinha num canto da guilda.
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