Nossa Química - Segunda temporada.
8 Alex e May
Notas iniciais
P.O.V Alex
Após terminar o meu longo e demorado banho, troquei de roupa. Por mais que seja homem, era impossível não ficar que nem uma "mulherzinha" no momento, ficava indeciso sem saber oque vestir. Hoje eu a reencontrarei, é meio que surreal para mim. Um ano se passou e é como se fosse uma eternidade. É como se já fossemos adultos na tentativa de reencontrar aquele romance que teve quando jovem, mas foi apenas um ano que passou.
Ainda tinha a imagem dela em mente, todos os dias olho aquela foto nossa juntos. Por esse motivo fui até o criado-mudo e peguei a sua foto. Pra mim essa seria a imagem que permaneceria até agora em minha mente. Pra mim ela continua a menina dos cabelos e olhos indefinidos. O cabelo castanho claro puxado pro ruivo leve e os olhos castanhos esverdeados. Pra mim ela continua com aquele tamanho que bate em meu ombro, ou seja, a minha baixinha. Pra mim ela continua com o seu tom de pele branco e rosado. Mas enfim essa é a imagem que eu tenho dela a um ano atrás, agora ela deve estar diferente.
Guardei a foto e olhei em volta. Outra coisa que não caiu a ficha foi que eu estava em solo americano e atrás da May.
O apartamento que Enzo deixou pra mim, era ótimo. Tinha tudo que eu precisava e tem um bom espaço para que eu coloque o novo piano que vou comprar.
Olhei no relógio de pulso e vi que já era a hora de ir á festa. Estava inseguro e com medo de que May estivesse com outro ou que me rejeita-se por não ter a respondido.
Respirei fundo e me levantei, acho que deveria aguentar a realidade, sendo boa ou ruim.
Desci na rua e vi o táxi que eu havia chamado se aproximar.
– Pra onde você quer ir? — Perguntou o taxista, e eu consegui assimilar facilmente as suas palavras.
– Quero que me leve a escola que fica a três quarteirões daqui de Seattle, é uma bem conhecida, só que não sei o nome por quê cheguei ontem mesmo aqui e só tenho essas informações.
– Sem problemas, acho que sei qual é — Respondeu — Passei por lá agora e parece que está tendo uma festa com os barulhos que ouvi do lado de fora.
– Isso mesmo, é essa a escola — Falei sorrindo, por não ter dado nada errado até o momento.
Ele dirigiu até a escola e eu percebi que além de um piano precisaria de um carro.
Cheguei a festa e fiz o de tudo para me esconder em meio as pessoas. Se May me reconhecesse poderia estragar tudo que pretendo fazer. O local estava lotado e estavam fazendo apresentações em um palco. Percebi que era uma peça de teatro, então deduzi que teria varias apresentações, incluindo musica.
Acho que a May deveria estar se preparando ou não chegou. Ela pode estar chegando apenas na hora que o grupo de musica irá cantar. Enquanto isso terei que aguentar angustiado e ancioso.
**
P.O.V May
Coloquei o meu vestido beje em que eu iria para a festa. Ele era tomara que caia e justo em cima, em baixo era de babado. Acho que Lucy amaria ele.
Já havia ensaiado a musica que compus varias vezes. Mas continuo insegura. Não é a primeira vez que canto na frente de varias pessoas, pelo contrario, mas sempre fico assim.
Sempre antes de cantar eu lembrava dele por mais que eu não quisesse. Era quase impossível não lembrar dele. As vezes me pego pensando se continua o mesmo fisicamente ou mudou. Queria saber se continua com os seu cabelo castanho escuro. Queria saber se continua com os seus olhos parecendo órbitas azuis profundas que sempre deixam uma marca. Se continua com músculos longos e esguios nos braços, ombros largos, mas relaxados, e um sorriso que era meio debochado, meio sedutor.
Olhei a letra da musica e pensei um pouco. Logo caiu a ficha do que houve ontem, não dava pra acreditar que eu havia aceitado, que eu havia rompido com uma promessa de um ano, mas não foi apenas eu que rompi com a promessa, ele também rompeu.
–-FlashBack on --
– Preciso falar com você — Eric falou.
– Eu sei que precisa — Respondi — Se não precisasse não me chamaria aqui na sua casa.
Ele suspirou impaciente e me conduziu até a piscina, aonde havia uma churrasqueira no canto e uma mesa enorme para convidados. Ou seja, o tipo de casa dos "Riquinhos".
Sentamos na beira da piscina e colocamos os nossos pés. Tínhamos mania de fazer isso sempre que iriamos conversar, acho que relaxa um pouco a conversa assim como os nosso pés.
Olhei o meu reflexo embaçado na água da piscina e olhei Eric esperando que dissesse algo.
– Oque quer me dizer? — Perguntei sabendo que falaria sobre oque houve na aula de musica de Will.
– Pensei que já soubesse — Respondeu me olhando e depois virando a cabeça para frente.
– Eric se é sobre a musica que você cantou na aula é melhor nem falarmos... — Falei mais fui interrompida.
– É sobre isso mesmo, mas não apenas isso — Respondeu — E não importa se você não quer saber, eu só vou deixar você sair se você me ouvir — Falou eu sabia mais do que ninguém que Eric não me deixaria sair se não o deixasse falar, tipico dele.
Não respondi, apenas esperei que ele falasse.
– Sobre a musica na aula — Começou — Você já sabe que eu fiz ela pra você e que eu vou cantar ela na festa de amanhã. Não sei se você reparou na letra da musica, mas ela quis dizer tudo que sinto. Quando eu a compus eu deixei claro no inicio oque eu queria falar em todo o resto dela, " Já tentei me declarar, mas você foge, assim não dá". May em todo o momento eu quis me declarar mas eu não conseguia e quando eu consegui falar pra você naquele dia na sua casa você começou a fugir. E quando você fugia eu ficava louco, por isso coloquei na musica oque eu sentia quando você fugia, " Ah, você foge e me deixa aqui ,admirando você fugir, a cada passo que você dá, só consigo te imaginar". Ficar imaginando você é e sempre vai ser o meu hobbie preferido, vai ser oque ocupa o meu tempo. Na terceira estrofe da musica deixei claro o jeito que você me imagina e me deixa angustiado, " Ah, assim não dá, não dá mais não, se você só vê em mim um irmão". May, por mais que fomos amigos em todo esse tempo, não quer dizer que somos irmãos. Não posso ser seu irmão com que eu sinto, não tem como. Por isso revelei o que eu queria no final da musica: Você. Acho que nunca conseguiria ser seu amigo por muito tempo, não com que eu sinto. Tenta me dar uma chance, eu posso fazer você esquecer esse idiota que te fez sofrer. Você me conhece mais do que ninguém, sabe que eu nunca faria algo do tipo com uma menina, muito menos com você.
– Eric isso é um decisão muito importante pra mim — Falei tentando deixar a ficha cair sobre tudo que ouvi ele falar.
– Eu sei que é, por isso vou respeitar a sua escolha, mas por favor não me peça para esperar a resposta, isso me deixa agoniado.
– Não posso decidir de uma hora pra outra — Respondi — Eu já disse que Alex foi muito importante pra mim, mesmo com tudo que fez.
– May você tem que entender que Alex te fez promessas, para te iludir enquanto ele fica com outra, e quando você voltar ele vai correr para você para ver se você continua caindo na lábia dele e ficar com todas que ele está agora e com você, colocando chifres em cada uma sem que percebam. Alex é um canalha que se aproveita de todas as meninas que acreditam nas sua palavras inofensivas e que no fundo são podres — Falou meio que gritando, como se quisesse me chacolhar e abrir meus olhos.
Eu sempre pensei o mesmo que Eric sobre Alex, mas ouvi outra pessoa dizendo isso pra mim, doeu no fundo.
Talvez seja verdade tudo que ele disse. Alex pode estar com varias e quando eu voltar irá tentar me iludir novamente. Cansei de ser ingênua como as pessoas me imaginam. Cansei de ser a fraca. A unica coisa que eu queria no momento era estar com Lucy e Pâmela, comendo brigadeiro de panela como nos velhos tempos. Preciso de um pouco das loucuras de Lucy e um pouco dos conselhos de Pâmela. Preciso de um abraço de Mari e João Pedro e do carinho de Malu. Quero poder voltar no tempo, mas se eu conseguisse voltar, teria que rever Alex e isso seria o fim do mundo pra mim. Alex é um canalha e eu...
– Eu sou uma trouxa — Sussurrei colocando meus pensamentos pra fora.
Eric me olhou admirado, mas em vez de falar algo me abraçou.
Algumas lagrimas tortas começaram a cair sem parar. Não posso chorar, sempre que acontece algo eu choro, isso só mostra o tanto que sou uma fraca. Tentei impedir as lagrimas mas era impossível. Não posso chorar mais uma vez por causa desse canalha, não posso chorar novamente por causa da minha incompetência, não posso chorar pelo que esta acontecendo.
Limpei as lagrimas com força, e me soltei do abraço de Eric. Ele limpou uma ultima lagrima que caia no meu rosto que agora era uma simples lagrima que caia em uma linha tênue.
– Desculpa eu falar tudo isso pra você — Falou — Sei que foi muito forte, que foi algo que você não aguentaria, por causa que tudo que falei foi sobre ele.
– Você não tem que se desculpar — Respondi o olhando — Eu que tenho que te agradecer.
– Agradecer? — Perguntou erguendo uma sobrancelha e afastando uma mecha do meu cabelo.
– Você falou tudo oque eu não queria ouvir, tudo que eu queria que não fosse verdade. Alex é um canalha e eu não conseguia admitir isso, não deixava ninguém falar assim dele, mas agora eu sai do conto de fadas que eu estava. Acho que tenho que largar de ser a menininha de sempre, e viver uma realidade como o de qualquer outra menina.
Eric sorriu com minhas palavras.
– Então você quer que eu te ajude a seguir em frente? A viver uma nova realidade? — Perguntou — Você me dá uma chance?
Abaixei a cabeça e assimilei um pouco do presente que eu estou vivendo no momento. Tenho um amigo que muitas meninas querem, estudo em uma das melhores escola dos EUA, tenho aulas de musica profissionais e vivo em uma casa que qualquer desejaria morar. Eu não preciso do Alex, eu preciso de Eric que sempre esteve comigo. Mas tem um problema.
– Enzo se comunicou comigo esses dias e disse que assim que eu terminar o terceiro ano, eu vou fazer um período no internato de Stanford como faculdade. Lá eu vou ter diversas aprendizagens, não só musica, mas todos os tipos de coisas artísticas. Assim vou ficar sem te ver.
– Então eu faço faculdade nesse internato de Stanford.
– Pensei que seu pai quisesse que você fizesse faculdade de medicina.
– Eu o convenço, sem problemas.
– Tem certeza? — Perguntei — E se não der certo?
–Confie em mim — Falou — Então você aceitou me dar uma chance?
O fitei por poucos segundos e me aproximei, e o dei um beijo rápido e inseguro como resposta.
–- Flash Back Off--
Ouvi Eric buzinar em frente de casa. Caminhei devagar até o carro por causa do salto agulha que estava usando.
– Você está linda — Eric falou tentando me dar um beijo mais fiz questão de ser apenas um selinho — Algum problema?
– Não só estou nervosa por causa da apresentação — Inventei.
–Vai dar tudo certo — Falou abrindo a porta do carro para que eu entrasse.
Eric posicionou a mão ao volante e ligou o carro. Com o tempo ele ligou o som e seus dedos tamborilavam devagar no ritmo da musica. Se não fosse pela minha falta de atenção eu saberia perfeitamente qual musica tocara.
O silêncio estava muito constrangedor e Eric fez questão de deixar mais ainda quando desligou o som. Logo após ele começou a cantar sua própria musica.
– Ah, você foge e me deixa aqui ,admirando você fugir, a cada passo que você dá, só consigo te imaginar.
–Tá na hora de esquecer, pois você já me esqueceu, tá na hora de dizer, odeio você — Cantei um trecho da musica que iria cantar e pude perceber Eric me olhar de lado.
– Compôs essa musica pro Alex?
Assenti. Eric estacionou o carro próximo a escola. Agora eu precisaria me preparar.
**
P.O.V Alex
Estou posicionado próxima a entrada mas bem escondido para que ela não me veja. A cada pessoa que entra sinto meus batimentos cardíacos acelerar em um ritmo ansioso.
– Eric somos nós agora! Aonde você estava?- Ouvi uma menina loira reclamar.
– Não é pra tanto Anne — O mesmo reclamou de volta.
Os dois subiram ao palco e ajustaram os instrumentos apressados. Não pude deixar de soltar um riso com a situação.
– Mayane, você precisa se preparar junto com os outros alunos — Uma mulher baixinha falou fazendo que meu coração quase saisse pela boca ao ouvir aquele nome.
Corri meus olhos com pressa de onde vinha aquela voz. Foi ai que eu a vi. Continuava como sempre, como nos meus pensamentos, só havia crescido alguns centímetros. Não consegui deixar escapar um sorriso. Ela estava linda. Ela apressou seus passos para se ajuntar com os outros alunos atrás de uma imensa cortina. Queria ir atrás dela, mas isso faria com que meu plano desse errado.
O menino e a menina loira que eu havia esquecido os nomes terminaram a musica e todos aplaudiram. Depois foi mais um grupo de aluno. E por fim, finalmente chegou a vez dela. Ela se sentou em um piano, e eu fiquei orgulhoso por ela ter se dedicado além do violão, o piano também.
Logo sua voz calmamente ecoou por todo o salão da escola. Ela havia melhorado muito a sua voz, estava quase irreconhecível. Apenas estranhei a letra da musica, dizia de ódio, mas também amor. Seria pra mim?
Afastei esse pensamento e foquei nela. Após terminar a musica ela entregou o palco a outra menina. Assim que saiu me despertei completamente do que estava vivendo. Era como se acabasse de despertar de um choque com pouca consciência.
**
P.O.V May
Era quase inacreditável que eu havia acabado de sair de um palco com varias pessoas me olhando e aplaudindo. Tive a leve impressão de ver um rosto conhecido entre a multidão enquanto cantava, mas conclui que era apenas uma imaginação. Não havia como essa pessoa se encontrar ali.
Minhas mãos ainda estavam tremulas, como se conseguisse sentir o meu toque da minha pele tocar suavemente as teclas do piano. Ele se tornara um dos meus instrumentos prediletos.
Direcionei minha atenção a Eric que só sabia dizer eu havia cantado bem, mas não estava disposta a ouvir os seus elogios, apesar de saber que toda menina gostaria de ouvir elogios dos seus namorados.
– Você também foi incrível — Falei para retribuir os elogios.
– Você está estranha hoje.
– Estou com um pressentimento.
– Bom ou ruim?
– Não sei — Respondi fazendo Eric levantar uma sobrancelha.
– Deve ser o nervosismo, você acabou de sair de um palco, vai ter que se acostumar — Falou.
Assenti mesmo achando que as palavras de Eric não me convencia de nenhuma forma, e o pior é que eu não sabia o porquê.
– Oque acha de se ajuntar com o pessoal da festa? Pra ouvir os visitantes cantarem? Quero ver quem vai ser o desafinado que vai arriscar.
– Prefiro ficar aqui.
– Fala serio, você não quer comemorar comigo? É a nossa festa de formatura, acabamos de cantar.
Olhei para Eric sem ânimo algum, mas ele tem se demonstrado impaciente quando está ao meu lado. Ele deve estar tentando ao máximo aturar a minha frieza.
– Tudo bem — Falei — Acho que não devo perder um dia como esse.
Fomos para o salão de festa e vimos varias pessoas animadas. Alguns rodavam o palco enquanto uns visitantes cantavam. Eric me puxou para dançar e eu tentei ao máximo mexer os meus ossos para dançar mas eu só conseguia olhar para os lados como se fosse observada, com um pressentimento constante.
– Você parece pálida — Eric praticamente gritou por causa da musica alta que cantavam — Eu vou buscar uma bebida.
– Não estou com sede — Falei e ele riu.
– E quem disse que precisa estar com sede?
Sorri pra ele sem saber o motivo. Acho que um sorriso tentando ao máximo ser simpática.
Eric foi atrás da bebida sumindo da multidão. Prometi a mim mesma que tomaria cuidado para não beber tanto dessa vez ainda mais com esse pressentimento que estou sentindo sem saber se é bom ou ruim.
Prestei atenção na musica em que um dupla de meninos cantavam para tentar me distrair. Varias pessoas amontoadas dançavam ao redor do palco e eu sentia uma imensa sensação de ser vigiada. Mas mantinha uma sensação de ser totalmente segura, que nada me faria mal.
Eric começou a demorar com as bebidas então resolvi ir atrás dele nos balcões. Assim que me virei de costas pronta para ir atrás de Eric, algo me chamou a atenção. Uma voz roquinha ecoava por todo salão. O pior é que não era qualquer voz roquinha, era uma voz que eu conhecia muito bem.
Era a voz dele.
Não podia ser ele. Não havia como. Virei- me novamente dirigindo minha atenção ao palco. Não consegui ver o rosto de quem estava cantando. O palco havia ficado totalmente escuro, com apenas algumas flechas de luz do outro lado do salão. Porquê haviam desligado as luzes do palco? Todos estavam quietos prestando atenção na letra da musica.
Fui até a frente do palco disposta a ver o rosto da pessoa que cantava. Sem sucesso. Percebi que além de cantar a pessoa também tocava violão.
Resolvi que a melhor maneira era prestar atenção na letra da musica. Ele cantara a musica em inglês mas fui traduzindo mentalmente cada palavra.
– Um ano se passou
Mas nada aqui mudou
Só quero poder
te ouvir e dize
Que não te esqueci
voce está aqui
No meu coração
um amor não morre em vão
Gosto do seu cabelo
amo o seu cheiro
sonho com você
e vim aqui te ver
só quero seu perdão
só quero o seu coração
só quero te amar
e te admirar...
só quero seu perdão
só quero o seu coração
só quero te amar
e te admirar...
No final da musica sem perceber, eu já derramava rios de lagrimas. O pior é que sem motivo. Talvez, por quê a musica me lembrasse dele. Se encaixava com tudo. Não conseguia entender nada e não considerava o fato de ser uma simples coincidência a voz dele aparecer no palco, as luzes apagarem e a musica se encaixar em tudo.
Percebi um movimento no palco e calmamente deduzi que a pessoa que havia acabado de cantar estava descendo. Corri em direção a escada do palco. Esbarrei em uma pessoa no meio do escuro.
– Desculpa... — Falei e as luzes ascenderam.
Senti um frio tirar qualquer vestigio de deixar o meu sangue quente naquele momento. Olhei para o chão para tentar entender se estava em meio a um precipicio. Pensei estar em um tipo de galaxia ao ver órbitas azuis me encararem com um sorriso que eu conhecia muito bem.
Meu pressentimentos de poucos minutos atras haviam desaparecido no instante em que eu o vi. Como se ele fosse o pressentimento revelado. Comecei a ficar zonza com a situação. Estou sonhando? Ele fazia tanto sentido na minha vida assim que seria capaz de fazer eu ficar louca e o imagina-lo?
– Alex... — Falei com a voz vacilando, havia soado mais como uma pergunta.
– Invocadinha — Falou com o sorriso mais perfeito que eu já havia conhecido. Por um momento senti vontade se rir com que eu o ouvi, mas não sabia se aquilo era real o suficiente, então poderia rir do nada e me acharem mais louca do que já estou me sentindo.
– Eu trouxe as nossas bebidas amor — Ouvi a voz de Eric atrás de mim fazendo com que todo aquele sonho acabasse.
Olhei pra trás e vi Eric encarar Alex de cima em baixo fazendo com que eu percebesse que não estava sonhando. Isso me fez tremer por dentro e não sei o porquê. Acho que por ver os dois diante um do outro.
–Senti sua falta enquanto fui buscar as bebidas — Falou me entregando o copo que trouxera, e acho que por excesso de ciumes a primeira vista agarrou a minha cintura — Oque acha de matar a saudade?
Em seguida me depositou um beijo. Tentei me soltar de Eric em meio ao beijo mas ele me segurava firme. Abri o olho em meio ao beijo e vi Alex virar de costas e ir embora...
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