Nossa História
22 Meu Filho, Minha Família!
Notas iniciais
Sasuke Pov’s On
– Sasuke, seu filho nasceu! – Naquele momento, foi a melhor notícia que ouvi em toda a minha vida. Me levantei e fui correndo em direção a minha mãe.
– E a Sakura? Como ela esta?
– Ainda não sabemos... Apenas nos avisaram que o menino nasceu e que será levado para uma incubadora... E que em poucos instantes, o pai poderá ir vê-lo...
– Preciso falar com a doutora... Vamos! – olhei para o meu pai e ele continuou sentado. Me virei e fui em direção ao local de espera. Quando cheguei lá, vi o Dobe um pouco mais alegre. E os seus pais já se faziam presente também. Apenas os cumprimentei. E fui falar com o Naruto:
– Alguma notícia da Sakura?
– Ainda estão tentando estabilizar a situação dela, mas o mini-teme já nasceu e sem problemas... Daqui a pouco, disseram que você poderá ir vê-lo... Isso é ótimo! Agora, a Sakura-chan vai ficar melhor logo e vocês vão poder cuidar do mini-teme! – depois disso, fiquei mais tranquilo.
Depois de um tempo, a Dr. Tsunade veio até nós. Ela estava bem mais tranquila. Todos que estavam sentados, ficaram de pé. Inclusive, esse tal de Sasori que ainda não havia saído por nenhum momento desse hospital.
– Como... Como a Sakura está? – logo perguntei.
– Conseguimos estabilizar o estado da Dr. Haruno, mas infelizmente, ela vai ficar inconsciente por um bom tempo. Ela tem algumas fraturas no corpo e sem falar que devido ao forte impacto sofrido na cabeça, não sabemos como ela pode reagir. Desde já, eu afirmo, que ela não terá sequelas. Então, o que podemos fazer agora, é apenas esperar e confiar na Sakura para que ela se recupere logo. A hemorragia foi contida bem a tempo, por isso acabou não se espalhando no corpo. E quanto ao seu filho, ela nasceu em ótimos estados. Dele eu posso afirmar, foi um milagre. Seu filho é bem forte! Se quiser, já pode ir vê-lo.
– Quero... Claro que sim! E quando poderei ver a Sakura?
– Logo... Eu prometo... Podemos ir?
– Sim.
Fiquei a seguindo até um corredor. Nele haviam várias salas. E pra cada sala tinha uma janela com vidro transparente. A Dr. Tsunade foi me explicando no caminho que eu ainda não poderia entrar na sala, somente poderia segurar o meu filho quando ele saísse da incubadora. E isso seria logo, ele apenas estava em observação devido o seu nascimento ter sido provocado e feito em urgência. Apesar de faltarem apenas duas semanas pra Sakura completar os nove meses de gestação, a Dr. Tsunade me afirmou que meu filho era muito saudável.
– É nesse quarto que o seu filho está! – ela disse. Me aproximei do espelho e pude ver um menino de cabelos negros e bochechas levemente coradas, estava com os olhinhos fechados e uma roupinha azul. As enfermeiras que estavam na sala, ficavam o admirando de tão lindo que o meu filho é.
Coloquei as mãos no espelho da janela, almejando tocar no meu filho, carregá-lo em meus braços, dizer que eu estou aqui. Que vou cuidar dele. A Dr. Tsunade olhou pra mim e tocou em meu ombro.
– Isso é fora das regras do hospital, mas como sou a dona e conhecia a Sakura, vou abrir uma exceção.
– Uma exceção?
– Vou deixá-lo segurar o seu filho... Acho justo com o garoto... Ele não pode ser carregado pela mãe, então, tem que sentir o calor dos braços do pai.
– Obrigado...
Ela fez sinal para as enfermeiras, e logo elas pegaram uma roupa bem estranha pra mim, um sobre-tudo de pacientes. Ela disse que era necessário se eu quisesse ver o meu filho. Coloquei sobre a minha roupa e entrei na sala. Elas tiraram o meu menino da incubadora e o colocaram em meus braços. A sensação que tive era maravilhosa. Meu filho, meu e da Sakura. Nosso anjo.
– Oi filho... Eu estou aqui... Aqui com você...
Ele pareceu me ouvir. Com uma de suas delicadas mãozinhas apertou bem forte o meu dedo. Isso me fez rir. Minha alegria parecia que não tinha fim.
– Logo nós vamos pra casa... Vou cuidar de você e da sua mãe... Ninguém vai separar vocês de mim... Eu prometo.
– Já escolheram o nome? – uma das enfermeiras me perguntou.
– Eh... Ainda não... – olhei pro meu filho e fiquei pensando. Será que a Sakura já escolheu algum? O Naruto não deve saber, se não ele não chamaria o meu filho de mini-teme. Tenho que pensar em um nome pra você.
– Infelizmente, você terá que sair... Avise sua família que o meninão logo poderá ir pra casa. Ele vai se alimentar e ficar em observação. Em algumas horas, seu filho irá pra sala de maternidade e todos poderão visitá-lo.
Uma das enfermeiras pegou o meu filho e o colocou de volta na incubadora. Eu tirei a roupa do hospital e me dirigi até onde a minha família estava reunida aguardando notícias.
– TEMEEEE... Me diz, meu sobrinho puxou a você? – ele era barulhento até no hospital.
– Loiro ele não seria, idiota!
– Então, filho, ele deve ser igualzinho a você quando bebê... Um príncipe! – minha mãe exagerando em relação a mim.
– Em breve, todos poderão ir vê-lo. Mas, Naruto, me diga... A Sakura já havia escolhido um nome?
– Eh... Bem... Ela não me disse nenhum...
– Não. – um ruivo se levantou e disse. – Ela não tinha escolhido ainda.
– Como você pode afirmar isso?
– Uchiha, você pode estar sendo o responsável pela Sakura aqui, nesse momento, porque ela está inconsciente e porque você é o pai do filho dela. Mas, isso não lhe dá o direito de achar que vai ficar com ela, como uma família.
– Quem você pensa que é? Já fui muito gentil deixando você ficar aqui! Eu devia expulsá-lo desse hospital, para bem longe da minha família!
– Desde quando a Sakura é sua família? Deixa eu pensar, faz algumas horas, não é? – o sarcasmo dele parou quando o acertei bem no rosto, fazendo-o ficar no chão. Eu ia avançar e bater muito mais, mas o Naruto e o seu pai interferiram. – Eu sou a família dela, EU!!!! Entendeu Uchiha? – ele se levantou. – Não era você que estava quando a Sakura chorava, ou quando ela desejava algo, ou quando ela sentia dores, náuseas. Não, não era você! Era eu. Eu cuidei dela. Cuidei do seu filho. Um filho que não era meu, mas que eu aprendi a amar. E quando ele nasce, apenas você tem o direito de ver. Isso é muito errado!
– Eu vou acabar com você! A família não é sua! Você se aproveitou da fragilidade da Sakura e se alojou na vida dela como um parasita.
– Quando a Sakura acordar, ela vai lhe dizer que quer ficar comigo! Sabe por que? Porque eu a pedi em casamento!
Fiquei paralisado ouvindo tudo isso. Casamento? Então a Sakura aceitou? Ela realmente desistiu de mim?
– Eu não quero você perto dela! O seu filho, você tem o direito de ver, mas ela não! A Sakura é minha!
– Já chega! – o Naruto disse. – Vocês estão agindo que nem duas crianças brigando por algo! Nenhum de vocês podem decidir se a Sakura recebe visita ou não. Quando ela acordar, e ficar bem melhor, todos poderão conversar. A situação não vai se revolver apenas com vocês dois discutindo. Quem decide sobre esse assunto de família é a Sakura! Então, fiquem calmos! Por que se não eu mesmo dou uma surra nos dois!
Sasuke Pov’s Off
Narradora Pov’s On
Após a briga, Sasori se retirou e foi até o banheiro limpar o machucado que o Sasuke havia feito. Ele se olhou no espelho e pegou seu celular pra realizar uma ligação.
– O estado dela já se estabilizou e o menino nasceu bem saudável.
– E como estão as coisas entre você e o Sasuke?
– Acabamos de brigar, eu falei algumas coisas que acredito que feriram o orgulho do Uchiha...
– É melhor não se tornar um incômodo pra ele!
– Isso é impossível... Ele me odeia pelo fato de ter ficado com a Sakura.
– Quando ela acordar, com toda a certeza, vai preferir ficar com ele. Ela vai te trocar. Não tenho dúvidas.
– Se isso acontecesse em tempos atrás, eu não daria a mínima. Mas, não quero perdê-la. Decidi realmente lutar pela Sakura.
– Você falhou no momento em que deixou que ela voltasse pra Konoha. E por pouco, ela quase morre.
– Você suspeita de alguém?
– Sim... Mas esse caso, deixe comigo! Se preocupe apenas com a Haruno. Você decide se vai querer ficar com ela. Apenas, esconda a verdade por trás do seu envolvimento...
– Não vou dizer nada... Então, descubra logo o responsável por isso. Até.
Flash back On
– Nossa... É lindo! – Sakura disse.
– Não mais lindo que você... – Sasori saiu do carro e pegou na mão da rosada, a levando até uma árvore que estava perto de uma ponte. – Essa aqui sempre foi minha árvore favorita. É a Sakura, flor de cerejeira.
– É perfeita! – Lágrimas começaram a escorrer sobre a face da Sakura.
– Quando era pequeno e algo de ruim acontecia, eu vinha correndo até a cerejeira, aqui eu me sentia em paz... Quando te conheci, senti a mesma sensação. Uma paz em meu coração... Por isso Sakura, não quero te perder!
– Sasori, o que você me disse é lindo!
– Por favor Sakura, não vá embora daqui... Podemos morar nessa casa! Não quero que você retorne à Konoha! Aceite o meu pedido... – ele se ajoelhou, ficando bem em frente a rosada e tomando uma de suas mãos. – Sakura, quer se casar comigo?
– Eh... Não posso Sasori... Eu gostaria muito de te dizer sim, mas eu não posso...
– Por que?
– Porque ainda não o amo... E um pedido de casamento só é especial quando as duas pessoas se amam de verdade... Gostaria de correspondê-lo, mas ainda não... – Sasori se levantou e segurou as duas mãos da Sakura.
– O que devo fazer pra você me amar?
– Não sei... Quando o meu filho nascer, eu prometo que vamos conversar sobre isso... Quem sabe, com o tempo, eu não mude de ideia. Apenas se você ainda quiser, é claro.
– Eu sempre vou estar ao seu lado... Não importa o que aconteça, eu nunca vou te deixar! – e os dois ficaram nesse momento em um abraço que apenas foi interrompido por que o bebe se mexeu.
– Sentiu isso?
– Sim... É maravilhoso. Já pensou no nome?
– Já que vou ver o Sasuke... Quero que ele decida!
– Tem certeza?
– É o mínimo que ele merece... Já que ficou longe do filho em toda a gestação, acho justo que ela escolha o nome...
– Se você quer assim... Tudo bem.
– Você é um amor de pessoa, sabia? Obrigada por esses momentos.
Flash Back Off
Narradora Pov's Off
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