Nossa Academia de Heróis

7 Capítulo 7: Consequências


Notas iniciais
Espero que gostem ^^

Julia´s pov:

Acordei naquela noite com dores insuportáveis e claramente gemia pelas dores, logo assim minha mãe estava ao meu lado.

—Como você está minha pequena?- questionou ela preocupada

—Com dor- eu respondi com dificuldades e fiz uma pausa- nós vencemos?

—Sua prima ficou em primeiro e você em segundo-ela respondeu séria

—Me desculpa- eu disse — por tudo.

—Você precisa ter mais cuidado filha, o que seria de mim se algo tivesse acontecido? Quase que a Recovery Girl não consegue fazer nada- respondeu ainda séria mas num tom mais triste

—Eu vou, é que, eu fiquei com medo

—Você não precisa, você é forte Júlia, mas agora precisa descansar pra se recuperar. Amanhã de manhã deve fazer mais exames e se estiverem okay terá alta á tarde.

—Tudo bem, já estou com sono mesmo- respondi enquanto ela aplicava um remédio em minha veia

—E a propósito, você fez bons amigos- disse ela e eu não lembro de mais nada.

Acordei na manhã seguinte com pessoas ao meu redor, lá estavam minha prima, Uraraka, Midoryia, Todoroki e Bakugou.

—Pessoal!- exclamei e logo gemi de dor

—Não se esforça! — respondeu minha prima brigando e assenti, me ajeitando em uma posição mais confortável.

—Rosa-san, me desculpa por tudo- dizia Deku abaixando a cabeça

—Está tudo bem Deku-kun, eu que sou irresponsável!- respondi e o mesmo riu um pouco.

Conversamos um pouco, estava na hora do almoço de todos e daqui a duas horas seria o fim das aulas de hoje. Logo mais o intervalo acabou e todos foram saindo aos poucos, se despedindo. Apenas Bakugou ficou ali, parado como esteve o tempo todo, e em silêncio.

—Você vai chegar atrasado Bakugou-kun- eu disse em um tom calmo

—Isso é mais importante- ele disse me fitou, sentando próximo de mim

—Eu estou bem, eu juro- disse fitando-o também

—Você não me engana- respondeu ríspido -além de que é tudo culpa minha, se eu tivesse ao menos ouvido você

—Não é culpa sua, eu poderia muito bem ter me defendido. Eu provo isso semana que vem

—Você não vai participar- disse num tom mais alto

—Vou sim!- respondi

—Você é idiota? Olha o seu estado, um peteleco e você sangra de novo

Nesse momentos lágrimas escorriam pelo meu rosto

—Eu prometi que não ia te fazer perder – eu chorava mais

—Eu não me importo- suas palavras me acertavam como lâminas

—Mas eu me importo- disse limpando as lágrimas que teimavam em escorrer – Eu consigo.

—Você não tem jeito né garota, descansa então pra poder se recuperar logo- dizia ele com um leve sorriso

Eu sorri de volta e senti uma mão quente em cima da minha, ele fazia um carinho delicado em minha mão, mas único, aquele era seu toque. Encostei minha testa na sua por alguns segundos e ficamos parados até ouvirmos um barulho e uma voz familiar.

—Bakugou-kun você não deveria estar na aula?- era minha mãe

O mesmo deu um pulo e se afastou um pouco de mim no processo, assim soltando minha mão.

—Sim, eu deveria- disse ele

—Então vá, eu preciso cuidar dessa mocinha, já já vocês continuam-dizia ela rindo com um sorriso tão malicioso quanto seu olhar

Ambos coramos e negamos qualquer envolvimento, então ele se despediu e seguiu para a sala.

—Ele é um bom garoto- começou ela me encarando

—Não começa mãe- respondi rindo

Conversamos um pouco como seria minha reabilitação e ela explicou que Recovery Girl estava ocupada com a outra turma de primeiro ano, disse que meu resultados estavam razoáveis e que eu precisava de descanso. Disse que eu tomaria alguns remédio para a dor e que tinham um efeito sonífero, deixando-me fora do normal. Um pouco de tempo se passou e a porta da enfermaria se abriu, eram Uraraka e Rayssa.

Minha prima e Uraraka me auxiliaram a levantar e fui trocar de roupa com Ray, ela trouxera pra mim um vestidinho roxo com chinelos, a coisa mais fácil de se por, e assim ouvimos mais um leve discurso de minha mãe e seguimos então para os dormitórios. Finalmente chegamos nos mesmos e seguimos para meu quarto.

Ela me ofereceu ajuda, que recusei, e falou de medicamentos e curativos que deixou na minha mesinha. Então ela fez algo que não devia, disse que estaria com Todoroki, comecei então a provocá-la, afinal a conhecia e sabia que a mesma teria o mínimo interesse nele. Logo após um pouco de brincadeira ela partiu e fui tomar um banho quente. A parte boa de minha individualidade era que eu poderia criar uma barreira em volta de meu curativo e assim o mesmo não molhava. Terminei, me sequei e voltei para meu quarto com um pijama curto vermelho com detalhes de renda em branco, ele consistia em um shortinho e uma regatinha com decote em "V" com renda branca em suas extremidades, era muito confortável e assim segui meu caminho. Já no quarto deitei na cama e comecei a mexer no celular até perceber que estava quase dormindo. Já havia se passado quase duas horas desde que eu chegara nos dormitórios e então ouvi batidas em minha porta.

Levantei vagarosamente e abri a mesma, lá estava o loiro olhando o chão.

—Eu trouxe a matéria que você perdeu- disse ele

—Ah- fiz uma pausa- obrigada

Ele entrou no meu quarto, pos seu caderno na minha cama e sentou na mesma

—Não era só entregar a matéria? Se for isso já pode indo, não se sinta tão confortável aqui- disse ríspida mas ele apenas ignorou minhas palavras

—Vai deixar a porta aberta mesmo? Ou tem medo de eu ficar aqui com você? — disse ele provocativo

—Como se você fosse algum tipo de ameaça pra mim- respondi rindo e fechando a porta, sentando em seguida ao seu lado

—Vamos começar então?- perguntou

—O que? Agora? Nem fudendo, to cansada- respondi e o loiro riu

—Tá certa, mas é melhor não se atrasar na matéria- disse sério

—Tudo bem papai- debochei dele

Ficamos conversando um pouco mais até que recebi uma mensagem de minha prima.

"Júlia tive um imprevisto e estou ainda nos Todoroki, tem como você fazer seu curativo sozinha ou quer me esperar?"

Eu mal podia imaginar o que teria acontecido, espero que os dois se deem bem logo

"relaxa, eu faço, se divirta!" Respondi, mas fazia uma careta engraçada provavelmente pois bakugou me estudava meticulosamente

—O que houve?- Perguntou o mesmo

—Minha prima é uma inútil, vou ter que fazer meu curativo sozinha- respondi e me ajeitei pra levantar e buscar o meu kit da enfermaria.

—Deixa que eu faço- disse ele

—Não precisa, eu me viro

—Não mesmo, isso vai doer pra caralho, vai ser uma merda fazer sozinha

Ele levantou e pegou a caixinha azul com tampa branca, separando meus remédios e tudo necessário pro curativo. Ele limpou as mãos com álcool em gel e me deu os analgésicos e anti inflamatórios junto com a garrafinha de água que tinha em cima da mesa, lembrei de minha mãe falando de seus efeitos.

Me deitei de lado e levantei parte do pijama até onde não pegava o machucado, o loiro retirou o antigo e ai eu já reclamava de dor, no momento em que ele limpava com gase e soro eu chorava, aquilo doía muito.

—Merda, eu to fazendo o mais devagar que eu consigo- ele reclamava sozinho

Ele terminou de fazer a limpeza e se preocupou e por uma camada grossa de pomada, então ele fechava o curativo e por instinto abaixou minha blusa e me puxando para uma posição confortável na cama, corando ao perceber o ato. Eu já estava alterada por causa do remédio e puxei seu braço, mantendo-o perto de mim.

—É melhor eu ir, seu remédio está fazendo efeito e já já você dorme- disse ele mais calmamente tirando seu braço e me cobrindo.

—Fica comigo- pedi manhosa

—Que?- ele se assustou momentaneamente

—Eu não quero mais ficar sozinha- dizia segurando sua camisa ainda de forma manhosa

—Você não vai reclamar de eu ficar aqui com você enquanto dorme?

—Eu confio em você katsuki- disse e me mexi, deitando em seu colo

O mesmo após relutar se rendeu e me deixou ali, adormeci enquanto o loiro fazia cafuné em minha cabeça.