Notas iniciais
Mais um Eba..

Uma garota de cabelos pretos, um pouco a cima da cintura, pele clara, olhos azuis, de uma altura mediana, andava em passos lentos pela rua asfalto, poucos metros dela tinha seis zumbis andando na mesmo direção que ela, eles pareciam concentrado em seguir o cheiro de alguém que tinha passado por ali. A garota bocejou, estava cansada, mal tinha dormido a noite passada, seus pés numero 35 estavam levemente dormentes.

Ela olhou para trás para checar os zumbis que tinha atrás de si, os cadáveres que andavam lentamente atrás dela e ainda estavam metros de distancia, quando voltou a olhar para frente, ela parou de andar e seus olhos pareciam que iriam saltar da sua cabeça.

Tinha um zumbi que corria de um modo desengonçado e todo atrapalhado na direção de outro zumbi que estava mais a frente, mas não foi isso que deixou a garota assustada, foi o fato que o zumbi mais a frente na verdade não era um zumbis, era um humano.

O humano mais a frente dela que há poucos minutos ela achava ser um zumbi, era um homem de pele clara, cabelos pretos compridos, o suficiente para fazer um pequenino rabo de cavalo, usava uma calça jeans preta com as pernas dobradas ate os joelhos, uma camiseta cinza suja de barro, tinha uma mochila azul escuro nos ombros e uma arma na lateral da cintura.

O homem também já havia notado a presença do zumbi que corria na direção dele, assim como também tinha percebido a presença da garota que usava uma bermuda verde escura, ate os joelhos, uma camiseta de mangas compridas e com furos para o dedão e que nos pés usava um par de botas de cano curto, nos ombros tinha uma mochila vermelha e na cintura tinha uma arma que por incrível que pareça era rosa.

O homem de olhos azuis não teve problemas para acabar com o zumbi com a sua faca de caça, lodo depois o mesmo permaneceu parado olhando para a garota que também estava parada a uns 6 metros de distancia, era olho na olho e azul no azul, nem um movimento foi feito, estavam se calculando, se observando, vendo cada arma que cada um tinha, vendo os riscos que corriam se os dois continuassem a seguir enfrente na mesmo direção.

O homem deu à costa, ele tinha chegado à conclusão que aquela garota ali atrás não traria riscos, a menos que ela fosse uma covarde e a tira-se pelas costas, ele olhou para trás, ela continuava para como uma estatua.

Liza- EI você ESPERA...

No exato momento que ela gritou começou a correr na direção do homem, mas não apenas ela, os zumbis também.

Ela corria segurando as alças da mochila e com um sorriso nos lábios.

Liza- ESPERA

Ela estava dois metros de distancia e quando chegou a um parou de correr.

Liza- você é humano.

Ela ainda segurava as alça da mochila, tinha a respiração acelerada e os cabelos soltos bagunçados para todos os lados.

Liza- meu Deus você é um humano.

O homem não tinha tempo para responder, ela não ficava quieta.

Liza- eu não sou a única.

Ela cobria a boca, passava as mãos no cabelo, se agachava no chão.

Liza- a raça humana não esta extinta.

Agora ela literalmente dançava na frente daquele homem que revirava os olhos de tanta irritação que aquela garota já estava lhe dando, mas não erra so isso que o estava o deixando irritado, era o fato dela esta gritando e chamando atenção de todos os zumbis ali envolta.

Carl — cala boca.

Ele pegava sua faca de caça na cintura e dava alguns passos para se aproximar dos zumbis que estavam poucos passos de saltar no pescoço da garota.

Ele matou os dois primeiros sem esforço, mas tinha um total de 12 zumbis, que se aproximavam cada vez mais deles.

Liza percebendo aproximação dos mordedores logo se colocou em pé, pegou sua faca que tinha na cintura na parte de atrás e logo partiu para ajudar aquele cara que ela queria saber o nome.

Sete já tinham sidos mortos eliminados, mas ainda faltavam cinco, a garota não estava muito concentrada, pois nos poucos segundos que ela tinha entre matar um zumbis e logo depois estar com as mãos nos ombros do próximo para que pudesse o manter longe para enfiar a ponta da faca para atravessar o crânio e perfurar o cérebro podre e cheio de verme, ela aproveitava para olhar para o lado e ver o homem matar os cadáveres sem tirar um fio de cabelo do lugar.

Dentro de 2 minutos so estavam os dois em pé no meio da rua, com as facas em suas mãos pingando sangue.

Liza- qual é seu nome.

Carl- o que isso importa.

Liza- tenho que saber o nome do meu companheiro de viajem.

Carl- rsrsrsrs

Ele colocava a mão sobre a barriga e se curva.

Carl- acho que não.

Ele limpou sua faca na roupa suja do zumbi que estava bem na sua frente, logo depois saiu andando.

Liza- ei qual é.

Ela andava atrás dele.

Carl- para de me seguir.

Liza- não to seguindo você, so to andando pela rua.

Andando.

Carl foi para o outro lado da rua.

Carl- que seja.

Ela também foi para o outro lado.

Carl- não ta me seguindo.

Liza- a rua é livre.

Ela tinha um sorrisinho metido nos lábios.

*******

Depois de algumas horas andando na mesmo direção, Carl finalmente tinha permitido que a garota andasse ao seu lado.

Liza- e então como se escreve Carl

Carl revirou os olhos.

Carl- eu não sei.

Liza- como uma pessoa não sabe escrever o próprio nome?.

Carl- ta ai uma pergunta que alguém que não sabe ler e nem escrever pode me perguntar.

Liza- eu sei escrever meu nome sim seu idiota.

Ela colocava a mão no queijo tentando se lembrar.

Liza- lembrei era assim começava com o L, depois era um pauzinho com uma bolinha em cima, U de uva, depois o Z de zebra, aquele animal branco e preto sabe e por fim era o A de abelha e de avião.

Carl- hum então seu nome é Luiza.

Liza- é, mas maus pais me chamavam de Liza.

Logo após dizer isso eles ficaram em silencio, ela ficou em silencio pensando nas memórias que tinha de seus pais e ele em silencio porque estava bem claro que os pais dela não estavam ali e também por ele não queria tocar no assunto.

Liza- sabe Carl você é a primeira pessoa que conheço.

Ela puxava com mais força as alças.

Liza- depois que meus pais... Eu fiquei sozinha e nunca mais encontrei ninguém.

Ela sorria.

Carl também sorria, ele tava começando a gostar da companhia dela.

Liza- agente pode ser os únicos...

Carl- não

Liza- ha

Carl- tem mais gente viva.

Ele acelerou os passos.

Liza- como assim?

Carl – eu sei que o meu antigo grupo ta por ai.

Liza- você já teve com outras pessoas.

Carl- sim, mas já muito tempo.

Eles continuaram andando ate escurecer, e então agora eles estavam sentados na beira da estrada com uma pequena fogueira acesa entre eles, eles sentaram um na frente do outro.

Carl – pra onde você ta indo.

Carl se deitou no chão e usava a mochila como travesseiro, os fios pretos de seus cabelos que eram curtos e que não ficavam presos atrás, na borracha junto com o restante caiam sobre seus olhos azuis.

E isso não passou despercebido por Liza que estava sentada agarrando os dois joelhos e com a mochila ainda na costa.

Liza- minha mãe me disse antes de morrer que era pra mim seguir enfrente.

Ela sorria de uma forma que mostrava seus dentes amarelados.

Carl – e você achou que ela tava dizendo pra você ir sempre reto.

Carl disse isso de um modo meio debochado, Isso fez Liza se irritar e Carl se divertia com isso, pois tinha achado engraçada a cara de irritada dela, os olhos semifechados, um leve biquinhos nos lábios e o mais estranho uma covinha de cada lado da boca, que não apareciam quando ela iria.

Liza- eu so tinha uns dez anos.

Ela abaixou a cabeça, encostando a testa nos joelhos e seus cabelos pretos caíram pela lateral fazendo uma cortina preta.

Carl- eu so tava brincando.

Ele se sentou.

Carl- é que já faz muito tempo que não converso com outra pessoa.

Ela o espiou entre os fios pretos.

Carl- eu to acostumado a ficar sozinho.

Ele pegou um punhado de terra e jogou sobre o fogo, mas não o apagou por completo.

Liza- Agora você tem a mim.

Eles sorriram um para o outro.

Carl se deitou novamente.

Carl- e eu não sei se eu quero andar com uma garota chata como você.

Ele disse em meio de um bocejo.

Liza- e eu não sei que quero ser vista com um idiota como você.

Os últimos pontos de luz da fogueira se apagaram deixando eles na escuridão total.

Notas finais
e então mereço comentarios ???