North Wind

12 Capítulo 12- Letters


Notas iniciais
JanainaPereira, obrigada por ter comentado em cada capítulo, obrigada por sua recomendação ♥ E me desculpa por não ter agradecido antes, essa ultima semana foi tão corrida que mal vi o que aconteceu kkkk. Mas, eu amei do fundo do meu coraçãozinho nortenho tudo que disse sobre minha fanfic até hoje ♥

Após a declaração de Jon, ele e Sansa deixaram o escritório para irem até Bran. Por mais que quisessem aproveitar seus momentos juntos, queriam passar mais tempo com Bran, ouvir cada história que o garoto tinha para lhes contar. Sabiam que ele tinha visões que apenas havia mencionado e agora, com a partida de Meera, ele precisava de alguém.

Sansa andava com o braço enganchado ao de Jon e vez que outra desviava os olhos para ele, pensando em todas as vezes que ele havia dito que não era um Stark, crendo que era um bastardo. Contudo, o sangue Stark era gritante em si, mesmo que seu rosto as vezes mostrasse a melancolia que era descrita em Rhaegar. Jon não tinha muito dos Targaryens e por um segundo Sansa o imaginou com cabelos platinados e olhos violetas, não havia se encantado com essa visão. Preferia Jon com seus cachos escuros e olhos castanhos.

Jon viu Sansa sacudir a cabeça de leve e imaginava o que ela estaria pensando, havia descoberto que ela as vezes abandonava seu jeito de lady quando se perdia em pensamentos e fazia algo levemente estranho. E claro que esses breves momentos encantavam Jon, assim como ouvi-la cantarolando alguma canção distraída. Como um lampejo, Jon lembrou-se da música que ouvira Sansa cantar quando voltaram para Winterfell:

—Como mesmo conhecia a canção "estações do meu amor"? _Questionou Jon de repente

—Eu lhe disse, a ex-esposa de lord Tyrion cantava para ele. É uma canção de Myr.

—Não sabia que ele havia sido casado.

—É uma história triste, ele me contou uma vez, mas estava bêbado demais para lembrar-se do que dissera no outro dia.

Sansa lhe contou a história de Tyrion e sua ex-esposa, Tysha. Como ele a encontrara na estrada e se apaixonara por ela, em como Tywin Lannister o havia feito assistir a guarda estupra-la por uma moeda de prata cada homem e por fim forçar o próprio Tyrion estrupa-la por uma moeda de ouro, pois "um Lannister vale mais". Jon sentia na voz de Sansa a pena que ela sentia de Tyrion e ele próprio sentia-se mal pelo Lannister. Sentia-se agradecido também, pois sabia que o anão fora, talvez o único, a ser bom para Sansa durante sua prisão na Fortaleza Vermelha.

Podrick já havia corrido por Winterfell de cima a baixo a procura de Sansa. Uma carta havia chegado da Muralha e devia ser entregue urgentemente para a Rainha, contudo ela parecia ter a incrível habilidade de desaparecer por entre os corredores do castelo. Sua única saída seria procurar por lady Brienne, visto que provavelmente Sansa se encontraria com ela ou ir até o quarto de Bran.

Os passos apressados de Podrick pareciam ecoar pelo corredor vazio a caminho do quarto de Bran, quando ele viu os ruivos cabelos de Sansa dobrando o corredor ao lado de Jon Snow:

—Milady... Rainha! _Corrigiu-se Podrick

Sansa virou-se e viu o escudeiro de Brienne correndo em sua direção, completamente esbaforido:

—Podrick, algo errado? _Questionou Sansa

—Uma carta, senhora. _Disse Podrick lhe entregando a carta. _Da Muralha.

A rainha do Norte agradeceu a Podrick, pegando a carta de suas mãos. O selo que ali se encontrava não era aquele usado pelo lorde comandante, se realmente fosse algo vindo de Edd, por que ele não enviara com o próprio sela da Patrulha? Hesitou em abrir por alguns instantes, mas respirou fundo e rasgou o envelope.

Sansa abriu a carta no meio do corredor, ela começava com uma respeitosa saudação. Contudo, não era "cara Sansa Stark", mas sim "caro Jon Snow":

—É para você. _Disse Sansa entregando a carta para Jon

Jon pegando a carta das mãos de Sansa sem entender muito bem o que se passava, mas a medida que lia a carta começava a entender o que se passava. Podrick já havia se retirado, deixando apenas Jon e Sansa em meio ao corredor e o Snow, sem tirar os olhos da carta, puxou Sansa para dentro de uma das portas próximas à eles.

Sansa deixou-se levar por Jon até um quarto que, se ela não se enganara, era de Arya. Jon terminou de ler a carta e olhou para Sansa:

—Era uma carta de Edd. Ele agradece pelos homens enviados, mas crê que...

Quando Jon parou de falar, Sansa sentiu que ele não conseguia falar ou simplesmente não queria preocupa-la:

—Em breve teremos que marchar. _Disse Sansa pegando a mão de Jon

—Teremos. _Disse Jon apertando a mão de Sansa. _Eu já imaginava que seria assim, mas...

Jon baixou o olhar e Sansa segurou seu rosto:

—Olhe para mim, Jon. Eu e você sabíamos o que poderia acontecer, agora precisamos proteger nossa casa.

Jon analisou atentamente os olhos de Sansa, via determinação naquela imensidão azul, mas também via medo. Ela prezava pela segurança de Winterfell e das pessoas que ali viviam e em seus arredores, Sansa prezava pelo Norte. Por sua casa, que lutara tanto para voltar. E Jon sentia que admirava a mulher que Sansa se tornara:

—Vamos ver Bran, está bem? _Perguntou Sansa e Jon assentiu

Sansa segurou a mão de Jon e saíram juntos do quarto, com as mãos entrelaçadas sem ligar que poderiam ser vistos.

Brienne estava sentada em um canto do quarto de Bran, sua espada estava ao seu lado, assim como Tormund que surgira os deuses sabem como no quarto do menino Stark.

Bran sentia-se levemente desconfortável com Brienne o olhando, enquanto Tormund a olhava e ele não encontrara um ponto fixo ainda para encarar. Não sabia se sua irmã ou Jon iriam aparecer para que aquele silêncio estranho desaparecesse:

—Bran?

O garoto olhou para a porta e viu Sansa e Jon, agradeceu aos deuses pela visão que eram os dois:

—Sansa! Jon!

Sansa olhou na direção de Brienne e viu Tormund ao seu lado, reprimiu o riso indo em direção à seu irmão:

—Disse que voltaria. _Falou Sansa sentando-se na beirada da cama de Bran passando a mão por seus cabelos. _Tem histórias para me contar, não tem?

Bran balançou a cabeça positivamente e sorriu para Jon, que havia dado a volta na cama para sentar-se do seu outro lado:

—Eu vou me retirar, minha rainha. _Disse Brienne se levantando e sendo seguida por Tormund

Jon olhou para Sansa, enquanto reprimia o riso. Contudo logo virou-se para Bran e uma expressão séria tomou conta de seu rosto. Ele precisava saber o que Bran havia visto sobre os vagantes brancos e o Rei da Noite, por mais que já os tivesse visto:

—Bran, sei que tem muito à nos dizer e prometo ouvir cada história que tem para contar. Mas, agora, preciso que conte o que viu sobre os vagantes brancos. _Jon olhou no fundo dos olhos de Bran, vendo que o garoto não gostava de lembrar do que ocorrera. _Sei que sente-se culpado, mas tem que me contar, Bran.

Bran olhou para Jon, não gostava de lembrar do Rei da Noite e de seus vagantes. Tudo o fazia lembrar de Hodor e de como ele fora leal até o fim:

—É um exercito de mortos, são liderados pelo Rei da Noite e... E não sei como ele conseguiu me ver na minha visão, ele tocou em mim, ele me marcou. Os filhos da floresta criaram os vagantes, para que os ajudassem contra os homens. Mas, no fim, tiveram que se juntar aos homens para acabar com os vagantes. Jon, eles... _Bran hesitou por um momento, mas ao olhar nos olhos de Jon, viu seu pai quando o levara para vê-lo executar um traidor e conseguiu prosseguir. _Eles morrem com fogo, tio Benjen os afastou com fogo quando eles perseguiram eu e Meera...

—Tio Benjen? _Questionou Jon interrompendo Bran. _Tio Benjen está vivo?

A tristeza tomou conta de Bran ao ouvir tanta esperança na voz do Jon, sabia o carinho que o primo tinha por ele e que sofrera achando que o tio havia morrido:

—Não, Jon. Ele morreu, eu não sei exatamente o que tio Benjen virou. Ele está morto, mas ele tem consciência ao contrário dos outros mortos. Foi ele quem me levou até a Muralha, também me disse que ela é protegida por antigas escritas em sua construção que não permite a passagem dos mortos.

Jon parara por um instante apenas para pensar em seu tio Benjen, já havia aceitado a ideia de sua morte, mas agora tinha plena certeza que o tio e ele já não pertenciam ao mesmo mundo. Sentiu a mão de Sansa tocar seu ombro, a ruiva que estivera quieta até em tão lhe lançara um sorriso triste. Jon apenas suspirou e disse:

—Os mortos não podem atravessar, mas podem derrubá-la. _Disse Jon

—Como poderiam? _Questionou Sansa. _Eu vi o tamanho daquela coisa com meus próprios olhos, se nem homens vivos podem derrubá-la, como poderiam os mortos?

—Eu já vi o exercito que eles têm, Sansa e acredite, eles podem ser capazes de derrubar a Muralha.

Jon levantou-se, preparando-se para deixar a sala e ir falar com sor Davos:

—Bran, obrigado por ter me contado o que sabia. _Jon olhou na direção de Sansa. _Eu vou até sor Davos, precisamos nos preparar para a verdadeira guerra que chega.

Quando Jon fechou a porta atrás de si, Sansa avisou a Bran que não demoraria a retornar e saiu logo após lhe dar um beijo na testa. O Snow andava com passos rápidos e largos pelo corredor, mas foi parado por Sansa segurando seu braço:

—Jon, o que...

Jon colocou ambas as mãos sobre os ombros de Sansa e olhou-a nos olhos. Para Sansa, os olhos castanhos de Jon pareciam sérios demais, talvez frios demais:

—Sansa, eu já vi aquelas coisas e até onde sei apenas aço valiriano e fogo podem matá-los. Tirando Garralonga, não me lembro de outra espada feita de aço valiriano que possa nos ajudar. E precisamos fazer o possível para proteger todos.

—Duas espadas foram forjadas a partir da de meu pai, após seu execução. Talvez não o ajude tanto, mas uma está sobre posse de Brienne, "cumpridora de promessas". _Sansa suspirou. _Eu conheço outras, mas todas praticamente todas em King's Landing.

—Pelo menos duas são melhores do que apenas uma. _Jon olhou para Sansa e viu que ela havia baixado os olhos. _Algo a deixa triste, minha rainha. O que se passa?

—Você vai partir, sei que deve proteger o Norte, mas não consigo evitar de não me preocupar com você. _Disse Sansa passando uma das mãos pelo rosto de Jon. _Sendo que você sequer partiu ainda, o que dirá quando se for.

Aquele olhar triste batia no fundo da alma de Jon e, por alguma razão, a vontade de beijar Sansa apenas aumentava. Segurando o rosto da rainha do Norte, Jon a beijou-a, passando os braços ao redor de sua cintura para logo erguê-la. Sentia todo sentimento que ambos ali colocavam, sabiam que não era o último de seus beijos, mas desde que sentiam o perigo do Rei da Noite e seu exercito se aproximando, haviam transformado todos seus beijos em últimos. Apenas para que sentissem a necessidade de pôr tudo que sentiam um pelo outro.

Sansa conseguia sentir o coração de Jon batendo próximo ao seu corpo, assim como conseguia sentir partes de seu quebrado coração unindo-se mais uma vez. A incerteza de saber se Jon partiria no dia seguinte ou apenas no mês seguinte, fazia com que Sansa não ligasse que se beijassem no meio do corredor, não era um pecado de qualquer jeito. Suas mãos pararam nos cabelos de Jon, enrolando seus dedos nos cachos escuros.

Jon havia levado uma das mãos à nuca de Sansa, agarrando os cabelos ruivos e macios, puxando-a cada vez mais para si. O fôlego começava a faltar, mas não queria abandonar os lábios de Sansa, contudo a falta de ar tornava-se grande e foram obrigados a separarem-se com certo pesar e lentamente. Jon colocou Sansa no chão, beijando demoradamente sua testa:

—Eu sempre vou voltar para você. _Murmurou Jon contra a testa de Sansa. _E eu não vou agora, está bem? Preciso falar com sor Davos e os outros homens antes de partir, devo guiá-los para a vitória, não para a morte.

—Escreverei cartas aos nossos vassalos mais tarde. _Comentou Sansa

—Você me orgulha, minha rainha. _Disse Jon abraçando Sansa

—Você também me orgulha, meu rei.

Jon sorriu com o modo como Sansa o chamara e logo a soltou de seu abraço, deixando-a voltar para Bran enquanto ele seguia atrás de sor Davos.

Fora do castelo o Snow olhou para o céu cinzento de Winterfell no inverno por alguns instantes e seguiu pelo pátio atrás de Davos. Encontrou-o junto de Tormund e de outros selvagens, eles riam, sem saber o que provavelmente seguia em direção à eles. Por mais que Jon não quisesse estragar aquele breve momento de paz que havia entre eles, viu-se obrigado a fazê-lo:

—Senhores.

—Grande lord Snow! _Cumprimentou Tormund. _A que devemos a honra da visita do "lobo branco" de Winterfell?

—Guerra, Tormund. Até que esse tempo de desgraça passe, é o que ouvirão de minha boca.

—Não me impressiona. _Disse Tormund oferecendo um banco para Jon. _Para onde marcharemos?

—O povo livre me seguirá em uma batalha? _Questionou Jon com um meio sorriso nos lábios

—Você nos salvou, Jon Snow. E Sansa Stark nos abrigou em Winterfell e nos recebeu em sua mesa, como nenhum outro nobre jamais faria. O seguiremos até os sete infernos! _Exclamou Tormund erguendo sua caneca

—Mais uma batalha para sua coleção, lord Snow? _Questionou sor Davos enquanto bebia um gole de sua cerveja

—Não, sor Davos. As batalhas se encerraram por hora, agora a guerra vem em nossa direção.

Notas finais
Gente, me perguntaram até onde eu planejo escrever a fic (quantos capítulos vão ter) e eu respondo que não sei. Vou escrever até onde der, porque pode ser difícil para vocês verem o fim dela, mas será 10 vezes mais para mim. Portanto, eu não penso no fim dela, apenas espero que não enjoem do meu bebê kkkk. Beijos e obrigada por lerem!