North Wind

24 Capítulo 24- I think we are similar


O bosque sagrado era muito mais bonito a noite. As folhas pareciam lindas joias enfeitadas com gelo e flocos de neve e um tapete branco feito de neve se estendia até onde a vista alcançasse.

O cheiro das rosas de inverno era presente, como se estivessem debaixo de seu nariz.

E realmente estavam.

Jon olhou para seus pés e viu várias pétalas de azuis sob seus pés, como um tapete.

Sua roupa era bonita, bordadas e feitas de um material que jamais usaria em seus dias rotineiros. Passou a mão por seu peito, usava a capa que Sansa fizera, constatou após sentir o lobo bordado com a pontas dos dedos. Garra longa se encontrava bem presa em sua cintura, mas não usava armadura alguma.

Por que estava ali?

Ouviu burburinhos. Logo constatou que haviam pessoas ali.

Olhava para os lados, mas não via ninguém. Apenas escutava vozes e comentários.

"Como ela está bonita"

"Realmente linda"

"Ela parece brilhar"

Os olhos de Jon buscavam desesperados por pessoas. Quem estava falando? De quem estavam falando? E então ele a viu.

Sentiu o coração falhar uma batida. Ali estava sua Sansa, mais bela do que pensava ser possível.

Os longos cabelos ruivos estavam soltos, o que seria uma afronta para alguns mais velhos, devido a ocasião, mas Jon não se importava, amava vê-la com o cabelo solto. O longo vestido branco dançava com seus passos, assim como as longas e largas mangas, havia lindas rosas bordadas ao longo da pequena cauda e mais rosas azuis em suas mãos.

Sansa estava tão linda. A coroa sobre sua cabeça brilhava junto do colar com o brasão de sua família.

E lá estava ela, na sua frente, o encarando. Ela parecia a imagem miraculosa da própria donzela.

Sansa sorriu para Jon, esticando uma de suas mão para pegar na dele enquanto a outra segurava seu buquê:

—Eu roubei suas palavras? _Brincou ela sorrindo. _Meu rei... Eu sou sua e você é meu. Seremos nós para...

As palavras pararam. Os olhos de Sansa tornaram-se estáticos.

Cheiro de rosas e sangue.

Uma enorme garra atravessava o estômago de Sansa. Sangue começava a sair de sua boca, o lindo vestido branco se manchava de vermelho, assim como a neve a as rosas em seus pés.

Com as mãos trêmulas Jon segurou sua amada para que não caísse quando a garra saiu de dentro de sua barriga. Caiu no chão a abraçando. Usava um de seus braços para apoia-la e a outra tentava inutilmente estancar o sangramento, mas não podia fazer nada. Ela morreria em seus braços e não iria conseguir fazer nada.

Sansa passou a mão suja de sangue no rosto de Jon, o sujando também:

—Por que você a trouxe para Winterfell? _Disse Sansa com dificuldade

Então o braço caiu mole ao lado do corpo.

Jon apertou sua rainha em seus braços. Chorava como nunca havia chorado, passava a mão por seu rosto, beijava os lábios rosados que começavam a empalidecer e implorava. Implorava para que não o deixasse, implorava para que o perdoasse:

—O vermelho é a sua cor, Jon Snow.

Os olhos de Jon se ergueram para a figura a sua frente. A rainha Targaryen estava ali, em pé, o encarando enquanto seu enorme dragão negro estava ao seu lado. Com uma das garras sujas de sangue... O sangue de Sansa:

—Sabe o que acontece se colocar um dragão em meio aos lobos? Ele os mata.

Como um pulo Jon acordou.

O coração batia acelerado dentro do peito. Suava como se estivesse no mais quente verão ao invés da Muralha fria. As lágrimas de seus sonhos haviam vindo para a realidade, havia chorado enquanto dormia.

Já havia se passado uma semana desde que a Rainha Targaryen havia chegado na Muralha e todo noite tinha um pesadelo diferente sobre ela e seus dragões destruindo Winterfell ou matando Sansa e roubando sua coroa

Colocou os pés para fora da cama e o chão frio o trouxe para a realidade. Estava na Muralha, Sansa em Winterfell, segura. Será? Theon Greyjoy estava lá... Estaria Sansa realmente segura? Afinal, ouvira que os Greyjoy agora apoiavam Daenerys. Um calafrio percorreu a espinha de Jon.

Havia trocado poucos, ou melhor dizendo, quase nenhuma palavra com Daenerys Targaryen. O primeiro encontro que tiveram não havia deixado uma boa impressão para trás.

Olhou para o lado, Arya dormia em uma pequena cama, parecia cansada. Com um pequeno sorriso, Jon calçou suas botas, colocou sua capa, saiu do quarto com Garra longa em mãos. Uma carta que havia recebido de Sansa estava em seu bolso.

O Sol não havia nascido ainda, mas o céu dava pequenos indícios de que o dia estava para clarear. A neve havia cessado um pouco, estava acumulada pelo pátio.

Jon se dirigia para o alto da Muralha, queria ter um pequeno momento de contemplação. Queria assistir o sol nascer em meio a neve, esquecer de seu pesadelo, esquecer que estava com medo. Dessa vez tinha um medo genuíno de morrer ou pior ainda, de perder Sansa.

O pequeno elevador era mais lento que o velho Meistre Aemon, que os deuses o tenham.

"Meistre Aemon", sorriu Jon ao lembrar-se do velho senhor. "Há muito que não pensava no senhor. Será que viveu sua vida sem arrependimentos? Ou simplesmente viveu o que pôde como um Targaryen escondido? Targaryen... É, tem outra aqui na Muralha, Meistre Aemon, o que você deveria ser dela? O que eu deveria ser seu? São tantas perguntas e eu continuo sem saber nada.", Jon deu uma risada sem humor lembrando das palavras de Ygritte. "Eu matei o menino e deixei o homem renascer, Mestre... Mas por que o homem sente mais medo?".

Quando o elevador parou no alto da Muralha e Jon colocou um pé para fora viu como se fosse um pedaço de neve que ganhou vida andando por lá. Daenerys usava um pesado casaco de pele branco, esse conjunto acompanhado de seus cabelos brancos se misturavam ao gelo e a neve ali.

Daenerys olhou para trás, vendo o bastardo de seu irmão a encarando:

—Bom dia, lord Snow. Não conseguiu dormir também? _Questionou ela

—Bom dia, senhora. Não, eu tive um... sonho ruim.

Jon começou a se aproximar, andando na direção dela, que olhava para além da Muralha, na direção de quem chegava lá:

—Eu também tenho constantes pesadelos. _Comentou a rainha.

Jon a olhou de canto de olho. Ela falava sem o olhar:

—O que tanto olha naquela direção? _Questionou Jon

—Meus filhos voaram pra lá. Talvez buscando uma refeição. _Disse Daenerys sorrindo para Jon, finalmente havia o encarado. _Eles são o mais próximo de uma família que eu tenho. Já que não existem outros Targaryens, já que você... Você... Você pode ter meu sangue, mas nunca vai se ver como um Targaryen, não é? Você é um Stark, criado no Norte.

—Você está certa. _Disse Jon dando um pequeno sorriso. _Temos o mesmo sangue, mas eu sou muito mais Stark do que Targaryen.

—Eu tenho minhas dúvidas. _Riu sem humor Daenerys vendo Viserion retornar e fazer graça no céu para que ela o olhasse. _Mas acredito que seu lugar realmente seja no Norte.

—Acredito que sim. _Respondeu Jon de forma vaga, seus olhos estavam presos no dragão marfim que voava dando piruetas no ar. _Ele está feliz?

Daenerys riu e encarou seu filho que voava. Viserion a amava, era o mais carinhoso dos três, sempre quer sua atenção:

—Ele quer que eu o olhe. Viserion é meu filho mais amoroso e o mais velho também, as vezes penso que ele acredita ser meu bebê que saiu do ovo e ficava no meu ombro. Como pode ver, ele não tem mais tamanho para fazer isso.

—Viserion... _Repetiu Jon ainda divagando enquanto o olhava o dragão voar. Ele tinha uma cor muito bonita, não era branco como seu fantasma, mas tinha um bonito tom de dourado junto do creme

—Por causa de Viserys, meu irmão... Seu tio. _Ela sorriu quando Jon a olhou. _Éramos 3, Rhaegar era o mais velho, depois dele vinha Viserys e por fim eu. Nunca conheci Rhaegar, quando nasci ele já estava morto. Sabe, o título de "nascida da tormenta" vem porque eu nasci em meio a uma tempestade enquanto fugíamos de King's Landing.

—Temos a mesma idade então. _Comentou Jon

—Pelo visto sim. _Riu Daenerys olhando para o céu vendo seus outros filhos se juntarem a Viserion. _Olhe lá! O verde se chama Rhaegal e o preto é Drogon.

Jon reparou no jeito que ela pronunciava o nome do último, havia muito carinho em suas palavras:

—Drogon não me parece um nome muito valiriano.

—E não é. É em homenagem ao meu falecido marido, Khal Drogo, um guerreiro e rei Dothraki.

—Não sabia que havia sido casada. _Respondeu Jon com genuína surpresa

—Eu fui. _Daenerys sorriu triste. _Fui mãe e um menino também. Perdi ambos... Drogo... Rhaego... Perdi ambos, mas ganhei meus três filhos. É interessante o que podemos perder perseguindo um sonho, Jon Snow.

Jon a encarou, ela parecia triste olhando para os dragões que voavam sobre si:

—Nunca sonhei com o trono de ferro. _Prosseguiu Daenerys. _Era um sonho do meu irmão, Viserys. Eu sempre sonhei com uma casa de porta vermelha e um limoeiro. Um lar, eu acho.

O Snow conseguia compreender. Por anos de sua vida sonhara com um lugar que pudesse voltar, acreditou que esse lugar seria Ygritte, mas a vida nômade não combinava consigo. Acreditou que esse lugar era ao lado de Ned Stark, mas sempre seria o bastardo Snow. E agora seu lugar para voltar era a Winterfell de Sansa, aquela Winterfell aconchegante, aquela Winterfell que agora não era apenas o lugar onde morava, era seu lar.

—O jeito que fala de Sansa têm muito amor. _Disse Daenerys sem tirar os olhos do céu

Os olhos castanhos do Snow encontraram a rainha Targaryen que novamente não o encarava. Sentiu um pequeno arrepio em sua espinha:

—Ela é minha prima, é natural.

—Eu não sou um homem, Jon Snow. _Falou a Targaryen finalmente o olhando com um meio sorriso. _Para eles, isso pode passar despercebido, mas para mim não. Mas entendo seus motivos, não irei questioná-los.

—Agradeceria se mantivesse isso apenas com você.

—Não faz meu feitio espalhar segredos, Jon Snow. _Daenerys olhou para seus dragões e retornou a olhar para o Snow. _Eles não quiseram atravessar a Muralha... Se o que existe além daqui intimida três dragões, creio que essa guerra não seja apenas nossa.

—O que quer dizer? _Questionou Jon

—Talvez nossos inimigos precisem se tornar aliados. O Sul se renderia, eles não podem contra os três. _Daenerys agora olhava no fundo dos olhos de Jon, "nem um traço Targaryen" pensava ela sozinha.

—A rainha que comanda King's Landing não liga para isso. Creio que já ouviu falar sobre a fama de seu pai. _Jon viu o rosto de Daenerys se fechar. _Ela já se perdeu da realidade, está com os dois pés na loucura. Eu ouvi falar que ela explodiu o Septo da capital com fogo vivo. É a rainha louca, se assim posso dizer. _Jon suspirou pensando que não queria ofender a mulher a sua frente. _Ela não se renderia, faria de tudo para que usasse seus dragões na capital, que destruísse tudo, que massacrasse civis. Então você seria a rainha louca, a filha do rei louco seguindo os passos do pai.

—Acredita que sou ou que seria como meu pai? _Questionou a rainha controlando-se para não elevar seu tom de voz

—Não, não acredito! Pois se fosse assim estaríamos todos mortos agora, não é? Destruiria a Muralha, partiria para o Norte, atearia fogo em meu lar, mataria Sansa e tomaria sua coroa. Partiria para o Sul deixando um rastro de morte por onde passasse. _Despejou Jon em um único fôlego. _Mas, você não o fez! Está aqui, lutando uma luta que não é sua.

Daenerys o olhava surpresa. Não esperava tal resposta, acreditava fielmente que ele pensava que ela era igual seu pai... Avô dele. Que estaria disposta a matar e destruir tudo em prol do seu lugar no trono de ferro:

—Não a conheço, Daenerys. Você e sua família eram uma lenda, o mais próximo de um Targaryen que conheci era um velho Meistre que vestia negro na Muralha. Ele me contou histórias sobre sua família, como eram antes da queda, mas apenas isso. _Jon a encarou de volta, os olhos violetas ainda eram tão estranhos, eram mais gélidos que os azuis claro de Sansa. _Mas olhando você, eu não consigo pensar nessas histórias, porque você não as viveu. Era um bebê dentro da barriga da mãe quando a guerra estourou, nasceu longe de casa e sem uma família, acho que não somos tão diferentes. _Riu Jon sem humor._ E eu a agradeço, por estar aqui, nos ajudando a proteger o Norte. Pode ser que a Muralha caia, que muitos morram, mas ter uma ajuda como a sua é algo que nem em meus sonhos eu poderia imaginar.

A Targaryen o olhava fixamente. Por que ele falava daquele jeito com ela? Ele era realmente assim ou era algum trambiqueiro que quer se aproveitar dela? A rainha dos 7 reinos soava mais interessante do que a rainha do Norte? Jon Snow parecia apenas estar sendo apenas simpático, mas algo que Daenerys havia aprendido ao longo de sua vida é que toda simpatia vinha com um preço:

—O que quer, Jon Snow? _Questionou Daenerys se aproximando, uma aproximação que Jon Snow havia considerado perigosa e desnecessária. _Gratidão sempre vem com um preço... O que quer? Um lugar ao lado do trono de ferro? Um lugar como rei dos 7 reinos? Ou meu cadáver no chão enquanto coloca uma coroa sobre sua cabeça?

Os olhos castanhos de Jon se arregalaram e logo o rosto começou a se retorcer em uma gargalhada reprimida que veio mesmo que sem querer:

—Eu não quero nada disso! _Disse Jon em meio a gargalhadas. _Eu só quero estar no Norte, de volta no castelo onde eu cresci. Sequer quero ser rei do Norte! Eu quero apenas estar com a mulher que está por baixo desse título e dessa coroa tão pesada, quero ter filhos e os ver crescerem. _Jon limpou uma lágrima no canto do olho enquanto retomava o fôlego. _Somos parecidos nisso, tudo que eu sempre quis é que Winterfell fosse meu lar e você sonha com seu lar, a casa de porta vermelha e limoeiro.

—Então você realmente a ama. _Riu Daenerys. _Por um momento pensei que era um interesseiro.

Jon nada disse, apenas ficou ali, estático. Havia deixado tão óbvio seu amor por Sansa!

Outro arrepio.

Precisava ser cuidadoso, não se sabia quem poderia tentar fazer algo a Winterfell. À Sansa...

Daenerys olhou o bastardo Snow e viu os olhos perdidos. Era óbvio que ele não queria falar sobre seu relacionamentos de forma aberta:

—Como eu disse, isso fica entre nós. _Disse Daenerys buscando tranquiliza-lo. _Eu gostaria de pedi-lo desculpas pela forma como falei no dia que nos conhecemos. Eu sei o que é ter meu lar tomado de mim e jamais faria isso com outra pessoa. E ouvi-lo falar sobre Sansa com tanto amor e devoção me faz pensar no quanto ela significa para você, me faz ver o quanto o Norte é o lar de vocês. _Daenerys sorriu tristemente. Em seu coração havia uma pontada de inveja de Sansa, a invejava por ter alguém que faria de tudo, até encarar a própria morte apenas para voltar para ela. _Eu vou me retirar por agora, Lord Snow. Gostaria de ver o que mais Lord Tyrion pode me aconselhar sobre esse tal rei da Noite que se aproxima.

Jon a olhou caminhar para o pequeno elevador enquanto os dragões voavam juntos para longe. Sentia-se mal por ter falado sobre ele e Sansa, mas ao mesmo tempo sentia que se ela planejasse algo, teria atacado eles há muito tempo, afinal, que chance teriam contra três dragões?

Massageando as têmporas Jon puxou a carta de Sansa de seu bolso, talvez as palavras dela acalmassem sua ansiedade.

"Meu amado Jon,

Sua carta levou alguns dias para chegar até mim, tive medo que a chegada de outra rainha o tivesse feito esquecer de mim. Estou sendo boba? Imagino que sim.

Sim, Theon me contou sobre a rainha Targaryen e seus dragões. Espero que tudo esteja bem por ai, reprimi a muito custo minha vontade de cavalgar até a Muralha apenas para dizer que o Norte, Winterfell e Jon Snow pertenciam a mim. Eu ando me sentindo ume menininha ciumenta, Jon.

Por favor, não tenha tanto receio de Theon, sei de tudo que ele fez a nossa família. Mas ele me salvou, é meu amigo. É engraçado a força que duas pessoas quebradas conseguem ter juntas.

Meu amor... Sobre Daenerys vir a Winterfell, creio que não temos como fugir disso. Que ela venha e seja feita a vontade do meu povo. Se a escolherem ao invés de mim, que assim seja. Me alivia saber que ela nos ajudará perante essa batalha, mas me causa insônia imaginar o que ela pode pedir em troca. No entanto, jamais me peça perdão! Por favor, não fez nada de errado, Jon, eu confio em você e sei que tomou a decisão que acreditava ser certa.

Meu rei, como eu quero jurar perante aos deuses que sou sua e você é meu. Não consigo conter meu coração pensando no nosso futuro. Estar com você é tudo que desejo.

Eu sinto tanto a sua falta. Parece que estamos a meses separados. Sinto falta do seu abraço, do seu toque, dos seus beijos, de você...

Pensa em mim da mesma forma que eu? Tem noites que chego a sonhar com seu corpo sobre o meu novamente.

Você tem e sempre terá a mulher e a rainha, meu amor. Não vejo a hora de tê-lo juntamente a mim novamente.

Eu o amo com todo meu coração, Jon.

Com amor,
sua Sansa Stark."

O coração de Jon palpitava, pulava batidas, esmurrava seu peito. Quando seu coração iria se acostumar ao ler ela dizendo que o amava? Como se sentiria ao ouvi-la dizendo pessoalmente enquanto o olhava nos olhos?

O colar de lobo dentro de sua roupa o lembravam constantemente de sua promessa. Mas voltaria para ela, não apenas pela promessa, mas porque não iria morrer. Não agora... Não agora que estava a um passo de ter tudo que sempre que quis. Um lar, uma família, amor.

O vento norte soprava mais forte agora.

Algo grande se aproxima cada vez mais.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.