North Wind

15 Capítulo 15- Winter's tale


Notas iniciais
Gente! Me empenhei e consegui postar dois capítulos no mesmo dia! To tão feliz :') Espero que gostem ♥ PS: Como eu disse, estou de férias essa semana (AEEEEE). Só espero ter criatividade o suficiente para encher vocês de capítulos e de amor do Jon e da Sansa!

Após o almoço ter sido servido naquele dia, Sansa havia rumado mais uma vez para seu escritório, cada vez mais percebia quanto tempo passava enfurnada naquele lugar. Vez que outra tinha Fantasma ao seu lado, mas desta vez o lobo não estava lá e Sansa aprendera a não suportar mais estar sozinha desde que voltara para Winterfell, visto que cada vez mais pareciam ter pessoas à sua volta.

Sansa havia jogado os pergaminhos para o lado para que tivesse espaço para escrever uma carta para Edd. Desde que soubera que ainda havia selvagens além da Muralha, por parte de Tormund, Sansa sentia a necessidade de trazê-los para Winterfell.

Tormund havia contado para a rainha do Norte que tinha duas filhas e ambas se encontravam com os outros selvagens além da Muralha, tudo que Sansa conseguiu pensar enquanto Tormund falava era que ainda haviam mulheres, crianças e idosos que não teriam como lutar e a guerra apenas se aproximava cada vez mais. Sansa havia parado de escrever ao perceber que não sabia exatamente como trazê-los para Winterfell, Edd não poderia abandonar seu posto agora que era lorde comandante, mas deveria ter algum homem lá que pudesse trazer todos.

Jon acabara de reunir-se com sor Davos e lady Lyanna, aparentemente a casa Mormont forneceria mais do que 62 homens desta vez, se bem que o Snow acreditava que era apenas levar a pequena Mormont. Enquanto divagava em seus pensamentos, Jon viu Sansa passar indo para fora do castelo, ela falava sozinha enquanto andava e sequer o notara ali. E sem pensar duas vezes, Jon a seguiu.

Sansa ia em direção a antiga torre do meistre Luwin para enviar um corvo em direção a Muralha, precisava que aquela carta chegasse antes do anoitecer para que Edd a lesse o mais rápido possível. Seus olhos então pousaram na escada coberta de neve e suspirou pesadamente enquanto levantava a barra de seu vestido e subia o mais devagar possível, não fazia parte de seus planos rolar aquela escada. Abriu a porta devagar e pegou um corvo, amarrando a mensagem em sua perna, a Stark foi até a janela e o soltou.

Os olhos azuis de Sansa acompanhavam o corvo negro voando na imensidão cinzenta do céu. A rainha do Norte encontrava-se tão distraída que sequer notara quando Jon havia entrado e se aproximado de si e, foi aproveitando essa distração, que Jon passou os braços ao redor da cintura de Sansa assustando-a:

—Jon! Pelos sete infernos! Eu acho que meu coração deve ter caído no chão! _Exclamou Sansa

Jon ria da cara de Sansa, apertando ainda mais os braços ao redor dela e apoiando o queixo sobre seu ombro:

—O que faz aqui, completamente avoada? _Questionou o Snow encostando o nariz no pescoço de Sansa

—Mandando uma carta para Edd. Tormund me contou que as duas filhas dele estão além da Muralha, com outros selvagens. Então, achei melhor que viessem para cá. _Disse Sansa dando uma breve risada ao sentir os lábios de Jon em seu pescoço. _E você?

—Vi minha rainha andando e falando sozinha e resolvi segui-la, já que ela aparentemente passou reto por mim.

Sansa sorriu e virou a cabeça na direção de Jon:

—Tormund sabe sobre nós. _Disse Sansa simplesmente

—Deve ser por isso que ele estava me encarando hoje cedo. Bem, ainda é melhor que minha primeira hipótese. _Jon olhou para Sansa e sorriu antes de prosseguir. _De Tormund ter se apaixonado por mim.

—Pelos deuses, Jon. _Riu Sansa

—Já viu o jeito que ele olha para Brienne? É claro que posso ter me confundido. _Riu Jon

Sansa então segurou o queixo de Jon, puxando o rosto dele de encontro ao seu.

Jon virara Sansa para que ficasse de frente para si, havia erguido a Stark pelas pernas, como no primeiro beijo que trocaram, e a colocara sentada em uma mesa que havia ali perto. Sansa ainda mantinha as pernas ao redor de sua cintura, prendendo Jon contra si enquanto as mãos do ex-lorde comandante passeavam pelas curvas da rainha do Norte.

Sansa vez que outra passava suas unhas de leve pela nuca de Jon apenas para vê-lo estremecer, ela havia descoberto como adorava provocar aquelas sensações em Jon Snow. Assim como ela, Jon também tinha grande apreço em provocar qualquer sensação que fosse desconhecida para ela, descendo os beijo lentamente para o pescoço alvo de Sansa, apenas para vê-la suspirar baixo apenas para que ele ouvisse e senti-la segurar seu cabelos, enroscando os finos dedos nos cachos escuros.

Jon e Sansa perdiam-se em momentos como aquele, como se nada existisse além daquela torre. Foi em um momento de total inconsciência que Jon colocara ambas as mãos por dentro do vestido de Sansa, apertando levemente suas coxas e deixando-se sentir a maciez da pele da Stark, deleitando-se com o modo como ela arfara:

—Jon. _Gemeu Sansa

Se não tivesse tanto auto-controle, talvez Jon já teria arrancado aquele vestido do corpo de Sansa e teriam se amado até que os sete reinos ouvisse ela gemer seu nome. O Snow sentia que seu membro começava a querer despertar, mas foi apenas para de beijar Sansa por alguns segundos que ela o puxou para si novamente. No entanto, dessa vez foram os lábios de Sansa que desceram com leves beijos até seu pescoço, no qual a mesma deu um chupão que Jon tinha certeza que ficaria marcado.

Sansa havia apertado ainda mais as pernas ao redor da cintura de Jon e tirara sua própria capa, jogando-a em algum lugar. Havia tornado a beijar Jon, enquanto colocava as mãos por dentro da camisa do mesmo, sentindo o abdômen definido e quente sobre suas mãos geladas e sentindo Jon estremecer a apertar suas pernas:

—Só os deuses sabem o quanto eu quero arrancar esse vestido de você. _Murmurou Jon contra os lábios de Sansa

A Stark dera uma breve risada, deslizara para a beirada da mesa, colando ainda mais seu corpo ao de Jon. O Snow acreditava que ela estava testando seus limites e o dele já estava à um passo de passar da linha:

—Tenho certeza que isso que acabei de sentir não é sua espada. _Riu Sansa antes de dar uma leve mordida no pescoço de Jon

—Você é uma provocadora, Sansa Stark.

Jon abriu os olhos deparando-se com o rosto corado e os lábios vermelhos de Sansa. Ela parecia tão inocente com aqueles lábios semi abertos e a respiração ofegante que fazia seu peito subir e descer depressa:

—Como queria que Ramsay não tivesse acontecido em sua vida. _Disse Jon beijando a bochecha de Sansa

—Foda-se Ramsay, ele deve estar no inferno agora. E nós estamos aqui, juntos. _Disse Sansa segurando o rosto de Jon. _E a guerra vai acabar e vamos continuar juntos. E sabe do que mais...

Sansa deslizou a mão pelo pescoço de Jon, arranhando mais uma vez a nuca de Jon:

—Você me provocou dizendo que queria tirar meu vestido.

—Essa é minha vontade, eu quero muito tirar toda sua roupa e beijar cada centímetro do seu corpo, amar você até todo mundo ouvi-la gemer meu nome. _Sansa riu e Jon beijou-a brevemente nos lábios. _Mas, não nesse lugar, não nesse bloco de gelo que é essa torre. Quero fazê-la esquecer de todas suas experiências e ensinar pra você o que é sentir prazer.

—Jon Snow. _Começou Sansa segurando o rosto de Jon e olhando-o séria. _Agora eu quero arrancar sua roupa.

Jon riu e passou os braços ao redor da cintura de Sansa, apoiando a cabeça no ombro da mesma roçando o nariz em seu pescoço, sentindo o cheiro doce que vinha de Sansa. A rainha do Norte mexia em seus cabelos escuros, apoiando a bochecha em sua cabeça:

—Cada segundo que eu passo com você, me da mais força pra vencer essa guerra e voltar para os seus braços. _Disse Jon fechando os olhos e aproveitando o toque de Sansa em seu cabelo

—E eu sei que vai voltar para mim, Jon. Sabe, as vezes eu penso se meu pai ficaria feliz por nós. _Jon levantou a cabeça e olhou para Sansa. _Você é tudo que ele desejou um dia para mim.

—Acho que se ele não estivesse, uma alcateia já teria me desmembrado.

—Que horrível, Jon! _Riu Sansa dando um leve tapa no braço de Jon

—Mas, é exatamente isso que eu penso que acontece quando um Stark morre. Ele fica controlando os lobos do Mundo.

Sansa sorriu passando os braços ao redor do pescoço de Jon, dando-lhe um breve beijo nos lábios:

—Será que um cardume de trutas virá atrás de você? _Sansa viu Jon rir e mordeu o lábio inferior. _Jon Snow! Pare agora mesmo de usar seus encantos sedutores para cima de mim.

—Eu apenas sorri, Sansa. _Riu Jon

—Eu sei, mas depois desse nosso momento tudo que você faz é incrivelmente sedutor.

—Falou a mulher que me deixou tão exitado que nem mesmo se eu me enterrar pelado na neve vai ajudar.

Jon demorou alguns minutos para perceber o que havia dito, até ver Sansa lhe lançar um meio sorriso enquanto mordia o lábio inferior. As bochechas do Snow esquentaram e ele só desejava um lugar para se esconder:

—Oh, Jon! Você é uma graça quando fica corado! _Riu Sansa segurando o rosto de Jon com ambas as mãos.

—Sansa Stark, você me provoca demais. _Comentou Jon tirando as mãos de Sansa de seu rosto e colocando as suas na cintura dela. _Eu poderia muito bem pegar você nos meus braços e levá-la de volta para aquele castelo, apenas para jogá-la na sua cama e arrancar esse vestido.

—Sabe o que eu estou achando, Jon Snow? _Disse Sansa colocando as mãos por dentro da camisa de Jon mais uma vez e passando as unhas por suas costas. _Você apenas ameaça, mas jamais faria isso.

Jon sentiu-se desafiado por Sansa, talvez não fosse leva-la para o castelo, mas nada o impedia de dar à ela uma amostra do que estava por vir. O ex-lorde comandante capturou os lábios de Sansa, enquanto suas mãos subiam até a base dos seios firmes dela. Sentiu-a arfar contra seus lábios e as pernas dela apertarem sua cintura, fazendo com que Jon a segurasse pelas coxas e a levantasse:

—Lady Sansa?

Sansa empurrara Jon ao ouvir a voz de Podrick a chamar:

—Sim, Podrick. _Disse Sansa ainda ofegante

—Senhora, lady Mormont deseja lhe falar.

—Claro, eu já vou.

Sansa desceu dos braços de Jon, passava a mão pelos cabelos, ajeitando-os. Olhou para Jon e o viu com o rosto corado e o lábios semi-abertos, queria jogar-se mais uma vez nos braços dele:

—Eu devia matar o Podrick. _Disse Jon passando um dos braços ao redor da cintura de Sansa puxando-a para si e a beijando brevemente. _Me lembre de que na próxima vez nós vamos trancá-lo na cripta.

Sansa riu e passou a mão pelo rosto de Jon:

—Seria cruel. _Falou Sansa. _Poderíamos trancá-lo no armário das vassouras, é menos assustador. E é bom dar um jeito de esconder as marcas no seu pescoço.

Jon sorriu e deu uma leve mordida no pescoço de Sansa:

—Espero ansiosamente nosso próximo encontro, minha rainha.

—Prometo que será em breve, meu rei.

Sansa saiu dos braços de Jon, pegou sua capa que havia sido jogada em um canto qualquer e desceu devagar as escadas da torre. Enquanto Jon apenas caminhara para a janela para vê-la indo em direção ao castelo, para ver o movimento que os cabelos ruivos faziam quando o vento batia.

Quanto mais Jon a observava, mais se apaixonava por Sansa Stark. A rainha do Norte era extraordinária, ela era sua amante, sua rainha e sua mulher. Já não tinha mais como negar, mesmo não estando ligados por matrimônio, pertenciam um ao outro. E não havia guerra, exercito de mortos, reis da noite ou Petyr Baelish que pudessem separá-los.

Sansa olhou para trás e viu Jon olhando-a pela janela da torre, a rainha do Norte sorriu na direção do Snow. Nunca imaginara que um dia estaria assim, sorrindo completamente boba e apaixonada por Jon Snow. E essa era mais uma coisa que Sansa aprendera a amar em Jon, ele lhe mostrava como as melhores coisas da vida não eram planejadas, apenas aconteciam.

A Stark então pensou em como Tormund a havia chamado de "rainha loba", se ela receberia essa alcunha, queria que o "lobo branco" estivesse ao seu lado. Como o "rei lobo".

Notas finais
Obrigada por terem lido esse capítulo que fiz com todo amor e carinho (e com um leve momento mais "caliente" de Jon e Sansa). E se puderem comentar, eu agradeço! Seus dedinhos não caem e me deixam muito feliz ♥