Notas iniciais
Espero que gostem. Não se esqueçam de comentar! H.

Belle POV’s

Chata e normal. Era o que eu devia achar da escola nova. Mas surpreendentemente, não. Ela tinha uma espécie de magia, não sabia explicar bem. Ou talvez fosse eu que estivesse imaginando coisas. Ou meus poderes de conjuradora estavam ficando cada vez mais fortes e influenciavam minha cabeça cheia de imaginações férteis. Conjuradora? Ah, não, eu não sou doida. Apenas uma Conjuradora da Natureza, que pode se comunicar com plantas e animais, sabe preparar algumas ervas e guia seres sobrenaturais. Quase uma druidesa, quase uma bruxa, ou feiticeira, ou maga, não importa. Reconheço de longe um ser sobrenatural, posso até mesmo ter contato com sua aura, contanto que ele me toque. Nós (“Naturais”) somos mais raros que as outras espécies de conjuradores.

Eu recebi esse dom para guiar minha irmã, e, sinceramente? Acho que é um privilégio nosso, pois existem Conjuradores que morrem sem encontrar seus pares, como chamamos os guiados. Podemos ter dois pares, um humano e outro sobrenatural, mas para mim está ótimo, pois nunca cheguei a conhecer outro ser como eu. Ah, claro que não quer dizer que eu sou praticamente uma senhora de mentalidade e sei tudo, pois também sou metade humana e uma adolescente de 17 anos. Quando eu digo que ganhei o dom para guiar minha irmã, quero dizer que uma é companheira da outra e eu costumo dar conselhos para ela, mas isso não me priva de recebê-los também.

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Summer POV’s

9h10min – Intervalo

Depois do que pareceram dias, o sinal tocou e nós saímos para o refeitório. Apenas os alunos do último ano podiam sair para comer nas lanchonetes do bairro, enquanto os outros tinham de opção a comida da cantina e uma lanchonete do Starbucks. Peguei um cappuccino e fui procurar minha irmã, mas não a encontrei. Andei pelas mesas lotadas de alunos até a porta de vidro que levava ao corredor e consegui passar por ela. Encaminhei-me para o gramado da frente, que era imenso e possuía um pequeno parquinho. Havia algumas árvores num canto e os portões da frente ficavam abertos o tempo todo, fiscalizados pelo pessoal da portaria, que controlavam que entrava e quem saia.

Havia apenas algumas mesas ali na frente e Belle e Zayn se encontravam ali acompanhados de Harry e mais dois garotos, que foram me apresentados na hora: Jake e Noah. Jake possuía cabelo castanho meio espetado, como se quisesse tocar o céu e nunca tivesse ouvido falar de escova. Ele era guitarrista de uma banda de rock, War History ou WH, para os íntimos. Noah possuía cabelo loiro como o sol e também fazia parte da WH. Ele me disse que um dia seria muito famoso, mas como modelo, pois varias agencias já haviam fechado contrato com ele.

Estávamos todos rindo sobre uma piada tonta de Jake, quando notei Duke apoiado em uma árvore se atracando com uma garota. Eca! Definitivamente ele não faz meu tipo, pois assim que terminou de beijar a garota, deu uma piscadinha para outra ali perto. Bom, fora essa desagradável descoberta dele ser provavelmente um idiota, tudo estava correndo surpreendentemente bem. Até agora...

Harry POV’s

Uma semana depois...

Belle parecia ser a mais adorável das gêmeas, pois tinha se mostrado muito simpática comigo. Não fazia sequer uma semana que ela havia se mudado e já éramos melhores amigos. Zayn vivia me dizendo que era algo além, mas vivíamos discordando disso. Acho que tudo deve ter começado no dia da mudança, quando demos um “encontrão” ou talvez no intervalo, quando apresentamos as à Jake e Noah. Ela me contou que não se chamava Belle, e sim Sherry. Eu pessoalmente achei lindo, mas ela discordou e agora eu a chamo de Sherry o tempo todo, de brincadeira só para irritá-la. Acabou até me contando um dia sobre seus ex-namorados, mas confesso que nem sei como chegamos a esse assunto.

Bom, dizem que quando pensamos demais na pessoa, ela realmente aparece e acho que isso tem acontecido bastante hoje. Primeiro, estava pensando em que aula ela estaria, quando eis que surge Belle atrasada na porta da sala. Depois, no intervalo, comecei a pensar em onde ela estaria sentada e quando vi, ela havia aparecido e pago meu lanche. Eu, hein. Ela devia ser mágica ou algo do tipo, pois estava sempre aparecendo na hora certa...

Quando estávamos trocando de sala, deparei-me com um aluno novo na escola. Alto, loiro, de olhos azuis e parecia ser tímido. Eu tive uma leve impressão que o conhecia de algum lugar, mas não conseguia me lembrar de seu nome. Não sei o porquê, mas Sum ficou o intervalo inteiro olhando ele, como se também o conhecesse. Acho que somos dois.

–Ei, cara! Sabe o nome do novo garoto? – perguntei para Zayn, que parece sempre saber das coisas.

Ele riu gostoso e me respondeu:

– Por que, Stevens? Ficou interessado? — e quando fui dizer algo meio desrespeitoso, ele me cortou – Brincadeirinha! É Isaac Lahey, ele veio de Beacon Hills, que eu definitivamente não sei onde fica. Ouvi dizer que lá já apareceu tudo quanto é tipo de coisa estranha. Tem uma garota que chegou a ficar dois dias andando pela floresta, completamente nua e sozinha, tem o Stileski (N/A: erro do sobrenome do Stiles proposital) que foi possuído e outras maluquices. Se fosse você, nem chegava perto dele, pois o pai foi morto e achado com garras em todo corpo. E adivinhem quem ele estava procurando quando foi atacado? Isso mesmo! O próprio Isaac.

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Belle POV’s

Quando Zayn me contou sobre um garoto novo, fiquei curiosa para saber quem seria o individuo e andei pela escola inteira para ver se o encontrava. Como era intervalo, podia andar livremente por tudo. Saí para o gramado da frente e avistei uma sombra de baixo de uma árvore e quando cheguei mais perto para ver quem era, paralisei de medo. Várias coisas passaram por minha cabeça e senti algo muito forte, como se ele me chamasse. A tontura me atingiu e quando me recuperei, pude ver um garoto alto, com os olhos brilhantes, de uma cor âmbar. Quando nos entreolhamos, senti novamente a espécie de conexão entre nós dois. Não tive sequer tempo de ver seu rosto por inteiro, pois ele logo disparou para o meio das árvores e não o achei mais. O grande problema era: a escola possuía uns 1.500 alunos e mais uns 50 funcionários ou até mais. A estranha criatura da árvore poderia ser qualquer um.

Levei quase o intervalo inteiro e mais uma aula para me recuperar. Todos me perguntaram se eu estava passando mal. Primeiro, eu achei que estivesse mesmo, mas depois percebi o porquê dos olhos brilhantes e a certa “conexão”. Nós dois éramos sobrenaturais. Eu, uma conjuradora, ele eu não sabia bem. Quando eu praticava qualquer atividade que envolvesse meus poderes, a minha única transformação era que meus cabelos castanhos ficavam mais claros e meus olhos ficavam de um verde claro para um intenso verde escuro brilhante. Decidi que mais tarde, tentaria pesquisar na internet ou em algum livro sobre seres com essa característica dos olhos brilhantes meio amarelados.

Eu estava tão fissurada no que acontecera que sequer reparei que a aula de História havia acabado e eu precisava mudar de sala. Todos ficaram me olhando estranho e acabei chegando atrasada na aula de Matemática. Essa era uma das únicas aulas que eram feitas em duplas e a minha era Summer. Depois de mim, Sum era a pessoa que mais amava todo tipo de mitologia, seres místicos e qualquer coisa relacionada ao sobrenatural, pois obviamente ela sabia que eu era uma conjuradora. Resolvi perguntar:

– Sum, o que você sabe sobre algum ser de olhos brilhantes?

– Como assim, olhos brilhantes? Você tem olhos brilhantes! – perguntou Summer, confusa.

– É o seguinte: eu estava procurando o cara novo, para sei lá, tentar fazer amizade, mas acabei achando outra “coisa” interessante, pois sequer sei se aquilo é humano. – respondi.

– E o que você achou? – curiosidade exalando de Sum.

– Havia um vulto alto em uma árvore e adivinhe: ele possuía olhos cor... – mas fui cortada pelo sinal, que logo bateu. A única opção no momento seria contar sobre ele em casa, pois as outras duas últimas aulas nossas eram separadas. Desisti de conversar com Sum e prestei atenção nas aulas seguintes.

Summer POV’s

Tudo estava bem até eu ser atropelada. Não pelo um carro ou bicicleta, mas por um garoto. E não, não me apaixonei naquele momento, nem nos beijamos e ele me pegou no colo e nos casamos. Primeiro achei que tivesse sido um elefante, pois para me jogar dois metros para trás ele teria que ser forte e grande. Mas não, era apenas o aluno novo que provavelmente não é educado e não possui um relógio, pois estava correndo para a aula de educação física, claramente atrasado. Como eu sei disso? Obviamente que não por intuição, mas sim por eu estar indo na mesma direção e para a mesma aula. Que maravilha!

Por sorte, assim que cheguei à quadra o professor havia dispensado todos, pois sua filha havia acabado de nascer. Como apenas Noah não possuía aula naquele horário, me ofereceu uma carona até em casa. Ele foi muito gentil e até me ajudou a fazer pipoca, pois estávamos morrendo de fome. Depois de comer, resolvi perguntar-lhe se soubera de alguma notícia estranha na cidade nos últimos tempos.

– Tem, tem sim, Sum. Há cerca de uns dois dias, um cara apareceu num hospital, todo ensanguentado. Ele disse que havia sido atacado por um cara com licantropia. Ninguém entendeu bem o que era aquilo, até que resolveram procurar. Sabe o que é? – fiz que não com a cabeça e ele continuou – É a maldição recaída sobre um homem ou mulher que podem virar lobo. Dizem que podem alongar suas presas e garras quando bem entenderem (se conseguirem se controlar, obviamente) e na noite de lua cheia, alguns ficam completamente descontrolados e podem matar todos a sua volta, até sua família. Ah, e uma característica bem maneira deles é poder ter olhos brilhantes. Existem três cores de olhos e seus significados. O vermelho é um Alpha, o azul significa que ele matou um ou mais inocentes e o âmbar é um Beta.

– Uau – foi a única coisa que consegui dizer depois de tantas informações. Era óbvio! O “ser de olhos brilhantes” era um lobisomem! Precisava contar aquilo para Belle. Menti para Noah que iria estudar e ele logo foi embora, com a desculpa de ter que levar o gato de estimação para passear. Ok, então. Peguei meu notebook e pesquisei mais sobre lobisomens e licantropia. Havia várias formas de lobisomem, a mais comum quando eles ainda eram seres humanos, mas cresciam garras, presas e um pouco de pelo no rosto, outra, um pouco menos encontrada, era a forma completa de um lobo, mas este possuía presas ainda maiores e andava em duas ou em quatro pernas. O mais raro, era quando ele virava um lobo comum, apenas um pouco maior e com os olhos brilhantes, característica de todas as formas. Além de Alpha e Beta, ele podia ser Ômega, um lobo solitário, sem alcateia.

Quase tive um mini ataque cardíaco quando Harry abriu (na verdade, socou) a porta e gritou (berrou) se tinha comida, pois estava morrendo de fome. Eu joguei uma almofada em sua cabeça para ver se ele calava a boca, mas não adiantou muito. Como eu aguentava morar com ele eu ainda não sabia. Aproveitei enquanto Zayn e Harry discutiam se iriam almoçar na Pizza Hut ou no Burger King, para contar tudo para minha irmã. Belle me olhou meio assustada, mas parecia decidida:

– Vamos descobrir quem é e será amanhã. E adivinha quem vai ser o primeiro a interrogarmos? O cara do hospital!

– Como nós vamos entrar no hospital e visitarmos o cara que sequer conhecemos? E existem tantos hospitais em Londres que ficaríamos um dia inteiro até acharmos o certo. E outra, não sabemos nem o nome dele. – argumentei meio contrariada com essa ideia maluca.

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Zayn sentou no sofá da sala e ligou a TV. Imediatamente apareceu notícias sobre um animal selvagem que teria entrado em um hospital e matado um homem. O animal era um lobo, que por sinal não existem em todo Reino Unido.

Belle POV’s

Eu e Sum encaramos a TV, boquiabertas. Um lobo? Devia ser coincidência, é, devia ser. Ele provavelmente havia fugido de um zoológico. Summer gesticulou para as escadas e nós subimos para o quarto. Assim que entramos, ela fechou a porta atrás de si e murmurou:

– E agora? Nós vamos interrogar um MORTO?

– Calma Sum. Hoje vai ter uma festa, na casa dos gêmeos, sabe aqueles que são fraternos também? Um magrelo meio nerd e o outro um fortão, que é do time de futebol? Eles mesmos. Que tal nós irmos e relaxarmos um pouco, ok?

Ela sorriu e assentiu.

Meia hora depois...

– Ta pronta, Bellinda? – provocou Zayn enlaçando o braço em minha cintura.

– Nem vem, eu já disse que é Belle! – disse empurrando-o.

–Alguém pode me explicar que lance é esse de Bellinda? O Zayn vive me dizendo: Bellinda isso, Bellinda aquilo. – perguntou Harry, completamente confuso.

– Meu nome verdadeiro é Belle. Belle. – respondi prontamente.

Ele assentiu e foi buscar as chaves reserva da sala. Summer desceu as escadas e Harry voltou, entregando uma chave para mim e Sum e nos explicando:

– Para o caso de vocês voltarem mais cedo que nós, que temos as chaves também.

Assentimos e enquanto íamos para o carro, Summer me mandou uma mensagem:

“ColdSummer: Já obteve avanços com o Hazza? Kkkkkk “

“SweetBelle: Summer Hill você quer virar uma árvore? Pois eu posso acidentalmente te transformar em uma. Te amo J”

“ColdSummer: Depois não diga que se arrependeu por não ter mais uma ajudante para o caso do lobisomem. Também te amoJ”

Lancei lhe meu olhar mais sombrio e sentei no banco de trás, antes que ela fizesse qualquer gracinha. Nós logo chegamos a uma grande mansão, situada numa espécie de chácara, dentro de Londres. O lugar era imenso, havia três piscinas, todas interligadas por pontes, um estábulo ali perto, outra casa menor e muita, mas muita gente. Logo reparei em uma coisa: todos ali bebiam bebidas alcóolicas, mesmo a maioria sendo menor de idade.

– Só eu que achava que os britânicos bebiam apenas chá? – disse Sum, apontando para as pessoas ali perto.

– Ei, está sentindo isso? – perguntei, com uma leve impressão de estar sendo observada. Os pelinhos de minha nuca se arrepiaram e virei-me, mas a pessoa que me encarava rapidamente sumiu de vista.

– Certo calor? Estou sim, e olha que nem bebi ainda. – respondeu Summer, se abanando.

– É ele. — murmurei e sai correndo. Ele estava no estábulo! Eu podia quase tocar a tensão que emanava dele. Ele sabia que eu havia descoberto sobre seus poderes. Desviei-me das pessoas e quando ia sair daquele tumulto de gente dançando, alguém me agarrou pelo pulso e me puxou. Quando me virei, Harry sorriu.

– Ei ai, Belle? Nem começou a festa e já está saindo escondido. Para onde ia? — perguntou.

– Ahn... É... Ia ao banheiro, claro, ia ao banheiro. – respondi sorrindo. Acredite Harry, você não ia querer saber. Ele me lançou mais um sorriso e virou-se para buscar uma bebida. Assim que o fez, coloquei-me a correr novamente e quando vi, já estava na porta do estábulo.

Por sorte, lá dentro estava bem iluminado, mas era impossível ouvir algo, pois os cavalos relinchavam e escoiceavam as baias, apavorados. Comigo é que não era, pois eu tinha o poder de acalmar qualquer bicho. Devia ser aquele som infernal, que também me incomodava. Toquei um a um e eles foram se tranquilizando. Quando ia acariciar o último, um cavalo de pelos castanhos, alguém murmurou:

– Eu sabia. Sabia desde o começo, Sherry Hill.

Eu não sei se congelei porque a simples menção do meu verdadeiro nome me constrangia ou se era porque eu sabia de quem era essa voz. Sabia muito bem. Virei-me e avistei Duke. Resolvi arriscar:

–Sabia o que, Duke? – ao mencionar seu nome, ele sorriu. Parecia se divertir comigo, como se jogássemos algum joguinho. O que eu mais temia havia se realizado: meus poderes serem descobertos! Estremeci quando ele me encarou nos olhos e respondeu:

–Sobre seu nome, gata. Ou seria She...meu estômago se contraiu assim que ele começou a falar e o interrompi. Odiava meu nome de nascença e preferia não ouvi-lo novamente. Revirei meus olhos e sai andando. Como ele podia ser tão tonto? Voltei para festa e encontrei Harry e Zayn, os dois sem camisa e sobre uma mesa. Eles dançavam loucamente ao som de Levels, do Avicii. Pareciam estar bêbados e olha que a visão não era tão ruim assim... Mas aos poucos a mesa foi sendo empurrada pela multidão e eles caíram na água. Comecei a rir da cara de espanto deles, pois pareciam ter acabado de acordar de um transe. Fui até a borda e puxei os dois pelas mãos. Peguei a camisa de cada um, mandei os dois irem para o carro e fui procurar minha irmã, que eu não via fazia um bom tempo.

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Summer POV’s

Como eu estava cansada de ver meu primo e Harry fazendo gracinhas, a multidão me apertando, sai dali e caminhei para uma área mais afastada. Sem nada para fazer, resolvi dar uma olhada no estábulo, pois Belle havia ido para aquela direção. Entrei no local e me surpreendi: havia cavalos lindos ali. Eu amava todo tipo de bicho, mas meus preferidos eram os equinos e os caninos. Aproximei-me da última baia e fiquei maravilhada. Aquele com toda certeza era o mais belo. Com pelagem alazã, olhos castanhos profundos e frente aberta branca, ele era perfeito. Seu nome era Hunter, pois estava escrito na porta.

– Gostou do cavalo, Summer? – perguntou Cricket, entrando no local.

–Adorei! — respondi sorrindo.

– O que acha de dar uma volta nele? Eu posso te emprestar todo o equipamento. – eu não poderia recusar uma voltinha em Hunter. Assim que assenti com a cabeça, ele abriu uma salinha que eu não havia reparado e retirou de lá uma sela, uma manta e uma rédea. Ele abriu a baia de Hunter e o equipou.

– Olha, nós temos um campo aqui do lado, que serve para andar a cavalo mesmo. Acho melhor ir até lá, pois aqui está um barulho danado. Ele pode se assustar. – então saiu pela porta principal puxando o cavalo atrás de si e entrou por um caminho entre os arbustos. Segui os dois e logo chegamos ao campo. Montei em Hunter e saí trotando. Depois de alguns minutos, coloquei-o a galope e uma sensação de liberdade me tomou. Como eu amava aquilo! Acabei esquecendo-me de Cricket e quando me virei, ele não estava mais lá. Continuei cavalgando por um logo período e talvez tenham se passado horas e eu não percebi.

Tudo estava bem, até que Joe chegou pelo caminho entre os arbustos com todo mundo, trazendo cervejas e fogos de artifício. Não me importei, até que eles resolveram soltar os fogos... Em minha direção.

Tentei sair dali o mais rápido possível, mas eles não me viram e continuaram a acender. Quando um mundo de explosões coloridas estourou em minha direção, o máximo que pude fazer foi me segurar firmemente na sela, enquanto Hunter empinava e me jogava para longe. A última coisa que vi foi o imenso cavalo saltando na direção contrária e atropelando algumas pessoas. Depois, apaguei.

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Notas finais
Ficou bem grandinho, então estou esperando por comentários, ok? H.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.