Normero
2 Capítulo 2 - A noite de amor
Uma semana após a chegada de Maggie, Norma ainda não conseguia esquecer a cena que viu no restaurante. Como não apareceu no Motel, Norma acreditava que Maggie estava hospedada na casa de Romero.
No sábado, quando Norma e Emma organizavam as coisas no Motel, Norma resolveu perguntar à garota:
– Emma, você tem visto a Maggie na cidade?
– Vi algumas vezes. Por quê?
– Nada demais, só queria saber aonde ela está hospedada, já que não apareceu aqui no Motel.
– Eu acho que ela está na casa que era do pai dela.
– Ahh sim, não tinha pensado nisso, eu achei que ela estivesse na casa do Romero.
– Bom, é uma possibilidade, nas poucas vezes que a vi, ele estava com ela.
O sangue de Norma ferveu nessa hora, não acreditava que Romero pudesse estar andando com Maggie pra cima e pra baixo. Depois do que ouviu, Norma estava decidida, iria descobrir de uma vez por todas onde Maggie estava dormindo e o que estava rolando entre ela e Romero.
...
Na noite daquele sábado, Romero chegou um pouco mais cedo em casa, a semana tinha sido tranquila na delegacia, mas um pouco movimenta ao lado de Maggie. Só queria tomar uma bebida e relaxar, mas seus planos foram por água abaixo quando ouviu o barulho de um carro chegando a residência. Ao olhar pela janela, Romero avistou Norma saindo do carro e antes que ela pudesse tocar a campainha, ele abriu a porta e perguntou:
– Norma?! o que você está fazendo aqui?
– Boa noite pra você também.
– Boa boite, aconteceu alguma coisa? Perguntou curioso.
Norma não contaria o real motivo de ter ido a casa dele, por isso já tinha arranjado uma desculpa, iria perguntar sobre Bob Paris.
– Posso entrar ou terei que ficar aqui fora?
– Desculpe, entre.
– Bom, como você não me procurou mais, eu vim para saber sobre Bob Paris, você tem alguma notícia dele? Fiquei sabendo que ele fugiu, mas quem garante que ele não está escondido em algum canto da cidade.
– Eu estou tentando resolver essa situação, mas estive muito ocupado essa semana.
Nesse momento, Norma viu a oportunidade de falar sobre Maggie, tentou não parecer irônica ou com ciúmes, mas não conseguiu.
– Ah é? Com a sua amiga? Soube que vocês andam pra cima e pra baixo. Acho que você deveria prestar mais atenção no seu trabalho, ao invés de ficar por ai namorando.
– O quê?
– Você ouviu.
– Norma, primeiro, eu não preciso que me mandem fazer o meu trabalho; segundo, mesmo que eu estivesse com alguém, saberia separar as coisas. Se era isso que você tinha pra falar, pode ir embora. Disse ele, irritado.
– Pensei que nós fossemos amigos, mas já vi que não, você disse que iria me ajudar e agora não dá mais a mínima, só quer saber dela. O assunto que ela tem é mais importante?
– A questão não é essa, eu só estou querendo ajudar uma pessoa com quem eu estive em falta. Maggie esteve ao meu lado em muitos momentos importantes da minha vida e eu vou ajudá-la no que eu puder. Ela é uma pessoa que me faz bem.
– Ah sim, então é isso, ela te faz bem e eu te faço mal. Quer saber? Não se preocupe, não vou mais te chatear com meus problemas, depois que eu passar por aquela porta você não terá mais notícias minhas. Espero que vocês sejam muito felizes. Disse Norma enquanto pegava sua bolsa e ia em direção a porta, porém antes que pudesse abrí-la, Romero a puxou pelo braço e a prensou contra a parede.
– Eu não estou pedindo que você suma da minha vida.
– Mas me pediu para ir embora, não pediu? E praticamente jogou na minha cara que eu te faço mal. Disse Norma com a feição triste.
– É que você me tira do sério, Norma. Eu não sei como agir com você. Eu até gostaria de não me importar, mas não consigo, você mexe muito comigo. Disse ele enquanto a acariciava no rosto.
Os dois estavam muito próximos, quando Norma tomou coragem e perguntou:
– Vocês estão juntos? Ela está dormindo aqui?
– Não, ela não está dormindo aqui. Mas não vou negar que nós já tivemos algo, ficamos juntos quando eramos jovens, mas agora nós somos apenas amigos. E se você quer saber, não é por ela que eu estou apaixonado, é por voc...
Antes que Romero pudesse terminar de falar, Norma o puxou para si e lhe tascou um beijo, beijo este que ele acabou retribuindo, um beijo intenso, que com o tempo foi deixando eles sem fôlego.
As coisas foram ficando mais apimentadas entre Norma e Romero, ele, excitado, começou a passar a mão por de baixo do vestido dela, acariciando suas nádegas. Norma, por sua vez, prendeu as pernas por volta da cintura dele e sugeriu que fossem para o quarto.
No quarto, Romero começou a tirar o vestido de Norma, enquanto ela, ao mesmo tempo, tirava a camisa que ele vestia. Os dois não conseguiam para de se tocar. Queriam isso há muito tempo e não acreditavam que estava finalmente acontecendo. Aquele era um momento diferente para Norma, era a primeira vez que ia para cama com um homem por quem sentia algo e em quem confiava.
Romero passava a mão pelo corpo de Norma, que retribuía a cada toque. Ele tirou o sutiã que ela vestia e sugou um dos mamilos, acariciando o outro com a mão. O que a fez soltar alguns gemidos. Foi descendo pelo corpo dela, primeiro beijando sua barriga e depois as coxas, em seguida, lentamente, ele tirou sua calcinha.
– Ahhh, Norma, você é tão linda. Disse Romero enquanto a admirava deitada em sua cama.
Norma, então, resolveu agir, começou a tirar a calça que ele ainda vestia, o deixando completamente nu. Passou a mão pelo seu corpo, principalmente no peitoral, e foi descendo até chegar em seu membro rígido. O que o fez gemer.
Com as coisas ficando mais intensas, Romero decidiu colocar a camisinha, e deitado sobre Norma, ele a penetrou. Ela adorava tudo que estava rolando, ele sabia exatamente como lhe agradar. Os dois se perderam um no corpo do outro. Enquanto ele a penetrava, ela o acariciava no peitoral, beijava seu pescoço, e quando podia, mordia seus lábios. Ele, por sua vez, a chupava nos mamilos, apertava suas nádegas, a puxava para si. Mas o que ele mais adorava era ouvir ela gemendo seu nome.
Já era bem tarde quando os dois caíram cansados sobre a cama, a noite tinha sido maravilhosa, fizeram de tudo um pouco. Foi romântico em alguns momentos e selvagem em outros. Norma adorou tudo o que aconteceu.
– Deita aqui. Disse Romero puxando Norma para deitar sobre seu peito.
– Já está com saudade? Não faz nem 10 minutos que te larguei. Disse Norma sorrindo e deitando sobre ele.
– Deixa de ser convencida. Ele retrucou e a abraçou.
Os dois ficaram ali conversando e trocando carícias por um bom tempo, até que, vencidos pelo cansaço, eles caíram no sono.
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