Norma/n Bates Motel
3 Distração
Notas iniciais
“Seus lábios...
são labirintos, que atraem meus instintos mais sacanas.”
Norma acordou, com os olhos cansados por ter abusado tanto deles na noite anterior, chorando.
NORMA- Nossa, como estou detonada. Acho que estou assim a dias...
Dizia a si mesma, no espelho do banheiro, após se despir para tomar banho, daqueles revigorantes, para começar um novo dia.
Vestiu-se, elegantemente, mas não pretendia ir a lugar nenhum, apenas para o hospital, para ver o Norman. Mas sua intenção como todos podem ver, era estar “gata” pois, havia visitas... e não qualquer visita.
Quando desceu, veio a surpresa. Romero estava de avental, arrumadinho, nem parecia que tinha acabado de acordar, preparando café da manhã, como uma verdadeira “mãe de família, dona de casa”.
NORMA- Oh meu Deus, o que é isso? – Dizia enquanto ria da cara de Romero.
ROMERO- Um homem não pode mais preparar café para a família?
NORMA- Um homem pode preparar o quiser... espera, você disse... família?
ROMERO- Sim, considerar uma pessoa ao ponto de chamá-la de “família” é um elogio mais que sincero. – Dizia enquanto fazia um olhar sincero para Norma, estava claro, ele estava dizendo mais verdadeiramente do que nunca.
NORMA- Okay, não sabia que você flertava com sua “família”. – Sorria.
ROMERO- Os maridos flertam com suas esposas e ainda sim são um a família do outro. – Dizia sério, mas a reação de Norma foi inesperada, ela soltou uma risada que parecia que deu um treco. Pensava Romero “Será que soou tão engraçado assim?”
NORMA- Okay Romero, você está ficando bom nisso – Dizia rindo, enquanto se aproximava dele – Vamos deixe-me de ajudar com essas panelas. Até que você leva jeito em...
ROMERO- Morar sozinho faz um homem voltar as lembranças de sua mãe cozinhando e tentar refazer, para um Xerife que refaz a cena de um crime isso é tão fácil! – Riam os dois.
Sentaram a mesa, e riam um do outro, enquanto tomavam um café, como verdadeiros amigos... ou outra coisa. Isso fez Norma esquecer um instante todos os problemas que estava passando e fez Romero o mesmo. Era como se um fosse refúgio do outro. Estranho? Acho tão normal quanto dois imãs opostos se atraindo.
O Sorriso de Norma cada vez ficando mais nítido ao olhar Romero, e ele sabia disso.
ROMERO- Norma, já percebeu que quando olha fixamente pra mim você não consegue ficar sem rir? – Dizia tentando provocar alguma situação.
NORMA- Deixe de ser hipócrita, sabemos que não é verdade! – olhando para Romero e se segurando pra não rir.
ROMERO- É por que você não está se vendo agora, está nitidamente segurando a risada, Norma, pode rir minha filha, antes que você dê um treco com essa cara de “segurar riso”. – Dizia também tentando segurar o riso!
NORMA- Olha pra você também! Não sabe se ri, se paga de moralista, se me canta – Dizia rindo agora, sim, ela não aguentou segurar.
ROMERO- Olha você, rindo, eu te disse! – Dizia enquanto levantava e pegava os pratos e copos para lavar, enquanto Norman se debruçava de rir.
NORMA- Agora a senhorita dona de casa vai lavar os pratos? Meu Deus Romero uma noite na minha casa e já virou a Miss Norma Bates?
ROMERO- Pare de rir, boba. – dizia olhando para ela, com um sorriso no rosto.
NORMA- Okay, dá um espaço que eu vou te ajudar a arrumar a bagunça.
ROMERO- Nada disso! Pode sentar ai, eu dou um jeito em tudo sozinho – Dizia a Norma, que estava do seu lado, enfiando a mão na pia e pegando as louças para ajudar a lavar. Ambos já estavam com as mãos cheias de espuma. Uma péssima/Otima situação. Parabéns Romero.
NORMA- Olha aqui, você está na minha casa, fez o café mas a única senhorita Bates daqui ainda sou eu, dá licença senhor xerife.
ROMERO- Tudo bem, teimosia! Mas não me responsabilizo se ... Ops ! – Romero jogou espuma no rosto de Norma.
NORMA- ALEX! Eu acabei de tomar banho, não começa! – Jogou espuma de volta.
ROMERO- Se você quisesse que eu parasse não teria continuado! – Jogou mais espuma, agora na roupa de Norma, que por algum acaso, estava com um vestido, cuja a saia era colorida mas a parte de cima era branca, e vocês sabem que, roupa branca molhada... bem, agradou os olhos do xerife.
NORMA- Alex, está brincando demais comigo! Isso não vai ficar assim!
E assim começaram uma guerra de espuma e água, o que era pra limpar a bagunça acabou sujando a cozinha inteira e todos os integrantes nela presentes. O chão estava empanturrado de espuma e água, até que Norma, numa tentativa de correr de Romero, escorregou e caiu no chão, e Ele ao tropeçar nos pés dela, caiu junto, porém em cima da mulher.
Norma estava rindo, e Romero também do tombo que tomara que nem perceberam que estavam em posição indecente, e molhados, mas quando perceberam, ficaram ali, olhando um para o outro, Romero tentou enxugar o rosto de Norma e conseguiu apenas tirar um pouco de espuma de seu rosto, ela fez o mesmo com ele. Olho no olho, as vezes descia o olhar para os lábios, ambos faziam a mesma coisa. Romero estava com as duas mãos no chão e Norma com a cabeça entre as mãos de Romero, nem tinha como ela fugir ou desviar. Cabia a ela enfrentar de frente e ele iria atacar com tudo. Romero aproximou-se do rosto de Norma, que fechou os olhos, ela estava esperando o fim da luta. Estava rendida, pelo Xerife, que se aproximava, seus lábios estavam quase se tocando, podiam sentir a respiração do outro no próprio rosto. Faltando apenas poucos, muito poucos milímetros para então acontecer a união dos imãs opostos, o telefone toca, Norma abre os olhos, olha para a direção do telefone, em cima da mesa, olha para Romero, ri delicadamente, e sussurra para ele, já que estavam tão próximos.
NORMA- Parece que o flerte não foi marcado para hoje também...
Romero ri, sai de cima de Norma, lamenta um pouco pela cozinha.
Norma o chinga e diz que continua o odiando ainda mais agora por ter a encharcado de espuma e inundado sua cozinha, caído em cima dela e ainda achar que hoje seria o dia do flerte, Ele ri apenas, enquanto tenta se ajeitar. Norma atende o telefone, era Dylan.
NORMA- Dylan? Está tudo bem? Eu já estava indo, aconteceu alguma coisa? O Norman acordou?
DYLAN- Mãe, a senhora precisa vim o mais rápido possível, precisa ver uma coisa! Por favor venha rápido, mãe!
NORMA- Me diga o que acontece... – Dylan desligou. – Droga! – Gritou Norma, enquanto Romero perguntava o que houve.
NORMA- Eu vou me trocar, eu preciso ir ao hospital o mais rápido possível, Dylan me disse pra ir...
ROMERO- Okay, vá se arrumar, deixe a chave daqui comigo. Vou dar um jeito nessa bagunça, tranco a casa e levo pra você no Hospital... Tudo bem?
NORMA- Alex, não precisa, eu arrumo quando chegar...
ROMERO- Norma me deixa limpar a cozinha!
NORMA- Tudo bem senhorita Bates. Eu preciso ir logo, estou lá em cima, ta bom?
ROMERO- Entendi Norma, eu sei que estará trocando de roupa e não, não irei te espiar por mais que seja tentador.
NORMA- Idiota. – Disse subindo as escadas correndo.
ROMERO- Eu te odeio também! – Disse no pé da escada, alto o suficiente para Norma ouvir do quarto, que respondeu com um “Eu sei, eu também, idiota”. Ele riu meio preocupado e foi arrumar sua bagunça na cozinha.
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