Nome

1 Único - Nome


Notas iniciais
Oh, well, apesar do meu OTP supremo ser Ronan x Lass, eu nunca consegui fazer algo dois dois, então divirtam-se com Ronan e seu albino reserva.

Noite do palácio dos Erudon. O som ritmado de passos ecoavam bem baixo pelos corredores em parcial escuridão que abrigavam os quartos da nobreza residente, e bem ao fundo estavam os quartos pertencentes à criadagem.

Uma porta fora aberta, deixando entrar uma linha de luz fraca proveniente da iluminação noturna do corredor juntamente com a sombra alargada do herdeiro contra as costas discretamente trêmulas do albino recolhido em sua cama.

– Harpe, estou sem sono, pode ler algo para mim? — Perguntou inocente o azulado de 10 anos de idade em plena madrugada. Visitava seu amigo, porém servo, qual o pensamento infantil julgava que o atendesse há qualquer hora.

De olhos fortemente fechados, o albino não se dera conta da luz quando a porta foi aberta, o que o fez se assustar quando ouviu a voz do jovem mestre à quem servia.

Ele tremeu, automaticamente sentou-se e segurou a coberta por cima das pernas; aparentava esconder algo ali. Mostrava-se corado, suado, nervoso.

– J-jovem mestre!? — Sussurrara um grito assustado — O que o senhor faz acordado a esta hora!?

Um tanto confuso e surpreso com a reação do albino, Ronan limitou-se a repetir o pedido enquanto avançava alguns passos para dentro do quarto, fechando a porta em seguida. O quarto então passou a ser iluminado apenas pela pouca luz natural vinda de fora da janela escondida pelas cortinas.

– Estou sem sono, queria que você lesse alguma coisa para mim. Você reagiu muito rápido, Harpe, está sem sono também?

– É-é quase isso, jovem mestre, m-mas agora realmente não é um bom momento... — respondeu nervoso, evitando que seu olhar encontrasse o azul dos olhos do menor. Pela movimentação de seu cobertor notava-se que apertava as pernas uma contra a outra.

Ronan avançou mais, até a cama — não que tenha sido um longo caminho, aquele quarto não era um terço do que o do jovem Erudon era -e ficou parado de pé ao lado dela.

Encarava Harpe, curioso com suas reações anormais.

– Parece doente, Harpe, você não estava assim hoje mais cedo. O que houve?

– Não é n-nada, meu senhor, apenas volte a dormir, está bem? — Disfarçou, muito mal. Não sabia mentir, principalmente para seu amo.

Ainda mais curioso, Ronan o observou por inteiro, buscando uma origem para o evidente desconforto do amigo albino. Notou então uma certa elevação sobre seu cobertor numa área inconveniente do corpo do maior. Inocentemente, apontou para ela e disse:

– Harpe, o que é isso na sua virilha?

O albino corou ainda mais, e tratou logo de se esconder jogando um travesseiro sobre as partes.

– Jovem mestre, não olhe! — exclamou envergonhado.

– Tem alguma coisa aí? Alguma coisa que eu não posso ver?

Harpe não focava seu olhar no menor, apenas o fugia e gesticulava sem som, pensando numa possível desculpa para dar.

– B-bem, meu senhor, e que eu e-estou nu, então não seria agradável me mostrar ao senhor...

– "Senhor" isso, "jovem mestre" aquilo. Sabe que eu prefiro que me chame pelo nome. — Reclamou infantil, com seu rosto um tanto emburrado. — E você sempre me ajudou em meus banhos, não tem porquê ficar se escondendo de mim assim. — E jogou-se sentado aos pés do albino.

Harpe engoliu seco, não era de seu feitio negar os pedidos de Ronan, mas naquele caso não poderia simplesmente aceitar. Indagava consigo "eu deveria mesmo? Talvez quando ele for mais velho venha me fazer perguntas sobre as mudanças em seu corpo. Então, quanto antes eu ensiná-lo sobre isso, melhor? Mas ele é tão novo..."

Ele suspirou. Retirou o travesseiro e o cobertor, revelando-se sem dizer nada à princípio. Expunha o pulsante membro semi-rijo por fora da boca da calça pijama

A expressão inocente e curiosa de Ronan não mudava mesmo ao encarar a intimidade nua de seu tutor. Lhe parecia maior e mais firme que o seu próprio membro.

– Oh, Harpe, como o seu ficou assim tão grande? — Não mostrava vergonha ao perguntar; era apenas um garoto curioso. Revezava o olhar entre Harpe e a própria virilha como se isso o ajudasse a entender.

Porém o albino constrangeu-se mais ainda com a pergunta; puxou a gola da camisa imaginando o que diria a seguir.

– Então, jovem mestre... Conforme você envelhece, seu corpo cresce e muda em muitos sentidos e... Bem, pode acabar ficando assim... — Evitava a todo custo olhar o menor.

– Então eu ficarei assim também quando for mais velho?

– O jovem mestre... — Pensava alto, com o olhar erguido imaginando o corpo de seu senhor amadurecido. Corou novamente e balançou a cabeça para espantar tal pensamento. Respondeu: — Não exatamente, é meio diferente quando relaxado... Ele só fica assim quando é muito tocado.

– Você estava se tocando, Harpe? Por que?

Outra vez o albino quis afundar seu rosto na terra tamanho constrangimento. Mas era seu trabalho ensinar de tudo ao jovem mestre, teria que contá-lo de alguma forma.

– E-eu estava... Me masturbando. — resmungou com o rosto virado para a janela — Quando o seu corpo começa a crescer, ele precisa desses estímulos pra se sentir bem. E quando se masturba, ele cresce assim...

– Hum... Entendi.

Harpe suspirou, não estava confortável o bastante para falar muito sobre o assunto então só esclareceu o que dizia respeito à cena que o menor flagrou. Sentia-se um tolo por não ter trancado sua porta justo aquela noite.

Passou alguns segundos sem que Ronan perguntasse outra coisa ou mesmo dissesse algo. Mesmo constrangido, Harpe resolveu mirá-lo discretamente com o canto do olho.

Ele então viu que Ronan o repetiu, com o próprio e infantil membro entre as mãos, e seu rosto mesclava curiosidade e confusão, desentendimento.

– Não entendo, não era pra eu me sentir bem me tocando?

– J-Jovem mestre! — Por impulso, avançou até o menor e segurou-lhe as mãos. — N-não faça isso, o senhor é muito jovem!

– Você não é tão velho assim, Harpe, me diz como eu faço para me sentir bem como você.

"Mas o que há com o senhor, jovem mestre!? Nunca o vi tão inocentemente atrevido!" desesperava-se internamente o albino, chegando até a esconder o rosto tão vermelho quanto seus olhos entre as duas mãos. "Não há possibilidade alguma de eu ensinar o jovem mestre a se masturbar, não agora!" e inconscientemente seu membro pulsou como se tivesse gostado da ideia.

Ronan o encarava ansioso.

– Harpe? Você não vai me ensinar? — Pediu com uma manha involuntária, cujo tom de decepção fez com que Harpe abaixasse as mãos o suficiente para ver o azulado; não podia ver muito bem o rosto dele no escuro mas certamente tinha uma expressão que o faria aceitar qualquer pedido — Você nunca negou me ensinar sobre nada, Harpe...

Simplesmente detestava ver seu jovem mestre decepcionado consigo.

Harpe respirou fundo, deixou que suas mãos cedessem e mesmo constrangido, encarou Ronan.

– Já que quer tanto, jovem mestre, eu irei ensiná-lo. — Dizia como se houvesse sido derrotado — Mas tenha em mente que isso é uma atividade íntima, não se deve fazê-la diante de ninguém ou mesmo falar sobre ela.

– Certo. — Concordou animado, mas logo fechou a cara de novo — Mas não me chame de "jovem mestre", já disse que prefiro que use meu nome.

O albino ignorou o último pedido. Era irônico como era capaz de cumprir um pedido tão constrangedor como ensinar o menor a se masturbar mas incapaz de algo simplório como chamá-lo pelo nome.

Harpe suspirou mais uma vez, e sem dizer mais nada, começou.

De olhos fechados apertava-se em movimentos sobe e desce em velocidade moderada. Arfava discretamente, fazer aquilo diante de seu senhor era ao mesmo tempo que constrangedor, excitante.

Sem que o albino visse, o menor o imitava. De tão pequeno que era, sua palma não tocava o corpo íntimo, usava apenas a ponta dos dedos indicador e polegar. Resmungava. Harpe parecia estar gostando, então por que ele mesmo não conseguia?

– Não dá certo, Harpe, eu não consigo fazer como você. — Reclamou emburrado.

– És muito jovem, jovem mestre, seu corpo ainda não está preparado para isso. — Respondeu num suspiro sem chegar a mirá-lo.

Ronan não acreditava naquela explicação, parecia que Harpe estava apenas tentando despistá-lo de novo. Mas Ronan não iria ceder.

– Talvez eu que não leve jeito pra isso. — retrucou — Harpe, me empreste seu mão esquerda.

– Eh!?

Antes que o albino pudesse negar ou reagir, Ronan já tinha pego-lhe a mão livre e posto em sua intimidade. Harpe realmente tentou recuá-la, mas o menor era firme e o segurava os pulsos sem deixá-lo se mover. E puxou aquela mão até sentir a palma quente em sua pele.

–Uh... — gemeu sem querer ao toque, chamando a atenção do mentor — Por favor, Harpe... — Pediu por fim.

"A voz do jovem mestre está... diferente..." pensou por um momento em tocá-lo de verdade, mas fechou o punho logo em seguida "Não posso! Que tipo de servo seria eu se atentasse desta forma contra meu jovem mestre? Não devo..."

Embora relutasse, seu corpo respondia o contrário; mesmo a mão em punho roçava os nós de seus dedos contra a pele quente e enrugada do menor, lhe fazendo grunhir baixinho. Harpe acabou cedendo.

Voltava a se masturbar ao mesmo tempo que masturbava o menor, só que com a mão esquerda bem mais apertada devido à falta de volume nela. O sexo do azulado era praticamente da altura da palma do albino deitada e tinha a espessura de um dedo.

– Hm... Jovem mestre...

– I-incrível, Harpe... — arfava o menor — Você consegue fazer isso tão bem...

– Não diga uma coisa dessas, jovem mestre, é vergonhoso...

– Me chame pelo nome! — reclamou.

Ronan então arrastou-se sentado um pouco mais para perto de Harpe, até que seus braços o alcançassem sem que ele precisasse curvar as costas.

– Eu tenho que aprender ta... também. Deixe-me tocá-lo, Harpe.

"Harpe, Harpe, Harpe". Ouvir seu nome tantas vezes naquele tom infantil e involuntariamente sedutor o excitava demais. Ele acabou por aumentar o ritmo de ambas as mãos, até sentir as de Ronan postas sobre as suas. Àquela altura Harpe já não raciocinava bem, estava extasiado, apenas deixou que Ronan o tocasse com as pequenas mão sobre a sua para assim guiá-lo ao ritmo certo.

A devoção que tinha pelo jovem mestre desviara-se para um desejo incontrolável de ter ainda mais dele. Aos poucos ia soltando a mão direita para deixá-la totalmente livre, e o fez assim que o menor aprendeu a manter o ritmo sozinho.

– R-Ronan... — Chamou sem pensar, tocando o jovem rosto corado.

– Har... pe? — arfava, tinha apenas um dos olhos aberto.

– Sei como fazer ficar melhor, gostaria de tentar?

Ronan gemeu como se concordasse, dando a deixa para o albino ir em frente. Harpe o beijou, à princípio de leve, mas aprofundou-se quase que instantaneamente. Mas o menor apenas buscava o ar que lhe fora roubado, não preocupava-se em estar correspondendo bem ou não.

Segundos depois, gozou, grunhido consideravelmente alto, convidando Harpe ao mesmo. Assim que terminou suas costas cederam para trás, o afastando do rosto do albino. Realmente, seu corpo não era maturo o bastante para a prática, já estava cansado e sem fôlego só com aquilo. Ronan esfregou suas mãos no lençol para limpá-las.

Aos poucos Harpe voltava a si, sorrindo enquanto mirava seu senhor tão vulnerável...

~~x~~x~~x~~x~~

– E pensar que aquela foi a primeira e única vez que você me chamou pelo nome...

Recordava-se, agora o chefe da guarda real de Canaban, sentado em sua mesa no escritório que tinha no centro da cidade. Seu subordinado albino estava a arrumar as estantes de livros, e ao ouvir seu senhor, escondera o rosto dentro de um livro.

– Por favor, senhor, não me lembre daquilo. Me envergonho até hoje.

Ronan riu.

– É a única lembrança que tenho de você dizendo meu nome se algum sufixo. "Jovem mestre, senhor Ronan, lorde Erudon", é só assim que você chama. Se ao menos me desse outra ocasião para recordar, eu poderia não citar mais aquela.

Harpe suspirou e pôs o livro no lugar. Evitaria o olhar azulado então focava-se na arrumação dos livros por ordem alfabética.

– Impossível, meu senhor, na minha posição eu não tenho o direito de tratá-lo tão casualmente. — Distraído, não notara que seu senhor havia se movido até encontrar-se entre os braços do mesmo.

– Já lhe disse mil vezes que você não é meu empregado, Harpe, é meu melhor amigo.

Nervoso, o albino não se moveu, mas Ronan podia ver claramente como suas orelhas estavam vermelhas. Após um riso anasalado, Ronan tocou a nuca exposta com a ponta de seu nariz, provocando um forte arrepio no albino.

– J-Jovem mestre, por favor, não me faça essas coisas.

– Paro quando ouvir meu nome — Disse, e o mordeu de leve.

– Senhor R-ronan...

– Não, sem essa de "senhor".

Uma das mãos caiu, indo ao quadril do albino, discretamente invadindo a blusa e seguindo para sua barriga.

– Não está nem tentando, Harpe.

Ele o segurou firme, apalpando-lhe a barriga, sem que Harpe exibisse qualquer reação, e então começou a beijar-lhe a nuca, mordiscá-la, até ouvir algum gemido vindo do albino. Harpe ainda resistiu bastante, então Ronan o virou e ergueu seu rosto pelo queixo.

"Eu não tinha percebido isso antes, mas o jovem mestre ficou mais alto do que eu. Ele... Realmente cresceu..." pensava o albino "Por mais que eu tentasse, ele nunca quis cortar o cabelo. Ele realmente se tornou um belo homem..."

–Ro... Ronan, senhor.

O azulado riu.

– Quase.

Num riso, o tomou os lábios. Tivera então o pescoço envolvido pelos braços do albino, receptivo ao beijo. Por instinto o prensou contra a estante, e o choque a fez tremer e derrubar alguns livros e adornos, até que ambos cedessem as penas e fossem ao chão. Harpe sentado com Ronan ajoelhado entre as pernas abertas.

O que viria a seguir certamente lhe faria ouvir seu nome muitas outras vezes.

Notas finais
Escrevi no computador dos outros então não tive tempo de revisar. Qualquer erro por favor me comuniquem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!