Noivos de mentira.
4 1X4 - This is New Orleans.
Notas iniciais
O mais novo casal de Nova Orleãs passeava tranquilamente pela Bourbon Street. Klaus mostrava a sua amada as belezas de sua cidade, realçando cada minimo detalhe de cada minima rua. Caroline mostrava-se muito interessada, era a primeira vez que saia de sua cidade, e era bom livrar-se por alguns minutos do teatro que teria que vivenciar por no minimo um ano. Klaus mostrou-lhe tudo, o calçadão onde tinha falsas bruxas, ciganas que por cinco dólares liam sua mão e falavam do seu futuro e tudo mais. Os cidadãos olhavam com respeito para o hibrido original, e com curiosidade para a loira que o acompanhava.
Eram 11 da manhã quando decidiram parar no Russeau's, um tipico barzinho da cidade para comer e beber algo.
– Um prato da casa, por favor — Caroline educadamente pediu assim que a garçonete chegou.
– Para mim o mesmo, e uma garrafa de Whisky — Klaus acrescentou, normalmente.
– Vai beber tão cedo? — Car riu assim que a garçonete saiu.
– Eu não tenho problema nenhum com bebidas Sweet — o hibrido disse sorrindo, e piscou para sua cônjuge, sendo que essa revirou os olhos e começou a notar que todos a sua volta a olhavam.
– Por que estão todos me olhando? — ela inclinou-se um pouquinho na mesa para sussurrar ao hibrido.
– Porque você é bela. E está em minha companhia. Não entenda mal, é só que as pessoas por aqui sabem quem eu sou, e quando tenho uma bela garota como você em minha companhia, elas acabam reparando bastante — Klaus disse, com seu melhor sorriso sacana.
A loira limitou-se a ficar quieta e esperar seu prato da casa chegar. Quando esse chegou, o casal comeu silenciosamente, tomaram suas respectivas bebidas, jogaram um pouco de conversa fora, pagaram a conta e foram dar mais uma andada.
Eram óbvios os olhares nada discretos de Klaus para Caroline, e para a loira, as coisas ficavam ainda piores quando essa corava, pois isso só incentivava mais ainda os flertes do hibrido.
– "Promoção: beba tres garrafas de Whisky e ganhe a quarta de graça" – a loira leu em um panfletinho pregado num poste — Eu quero participar! — ela sorria de orelha a orelha.
– Mas por que quer participar disso Caroline? você nem bebe! — Klaus se divertia com o empolgamento de Care.
– Porque, pela primeira vez eu estou em uma cidade que minha querida mãe não é a Xerife, e que eu posso fazer besteiras sem que ela saiba — essa tinha sido sua resposta rapida. Tudo que ela teve que fazer a seguir foi puxar Klaus para dentro do barzinho que tinha essa promoção, e convence-lo a participar daquilo com ela.
– Já aviso, se você ficar bêbada Caroline, não me responsabilizo por meus atos.
– Deixa de ser molenga — ela ria e já pedia sua primeira garrafa de Whisky.
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– Rebekah, o que faz aqui? — Elijah já se levantava, claramente confuso com a tão momentânea aparição da irmã.
– Elijah, isso são modos de saudar a família? Soube que meu irmãozinho Niklaus está namorando a Barbie Vampire e resolvi vim aqui ver com meus próprios olhos. Pode acreditar, todos em Mystic Falls estão comentando sobre a rapidez de Caroline Forbes em superar um relacionamento — Rebekah disse, sentando-se no sofá ao lado de Marcel, sendo que esse já foi logo passando seu braço ao redor do pescoço da Original.
– Pois é, parece que a loira é bem popular na cidadezinha dela — Marcel disse com um sorrisinho presunçoso nos lábios, enquanto olhava Rebekah descaradamente.
– Popular? Caroline Forbes não é popular, ela é só uma dessas menininhas qualquer que ganhou fama sendo a Miss Mystic Falls e organizando bailes na escola. Francamente, ela nem merece toda essa popularidade — a loira Original dizia, claramente irritada com a forma que Marcel referia-se a sua quase rival.
– Parece que tem problemas com a loira, Bekinha? — Marcel divertia-se mais e mais com o ciumes da Mikaelson.
– Já chega os dois, olha só, Rebekah, fico muito feliz em te ver, mas por favor, tente não criar conflitos com Niklaus, as coisas estão bem em paz por aqui — Elijah dizia, tentando apaziguar as coisas, antes mesmo delas acontecerem.
– Acha que perderei meu tempo com Niklaus, Elijah? Eu tenho mais o que fazer em New Orleans do que ficar criando intrigas com ele e sua namoradinha ou noiva, sei lá o que eles são — a loira disse como se tudo o que seu irmão estivesse dizendo fosse a maior bobagem do mundo.
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Enquanto isso, o mais novo "casal" de New Orleans, ainda passeava pelas ruas, Caroline com um sorriso de felicidade maior que sua cara, talvez por conta da bebida,e Niklaus com um imenso desejo de agarrar a loira ali mesmo.
– Então.. quer ir pra casa do Marcel? — Caroline andava saltitante pela rua, ela tinha bebido demais, e não fazia ideia de nenhuma de suas ações. Sua blusa estava um tanto quanto decotada, e sua calça tinha rasgado um pouco no caminho. Foram cinco garrafas de Whisky. Cinco.
– Já são 22:30, Caroline, a essa hora não tem nada para fazer na casa do Marcel — Klaus dizia, um pouco impaciente.
– Eu tô com fome — ela dizia manhosamente, Caroline Forbes bêbada era um porre.
– Vamos comer algo — Klaus a pegou pela mão e foi caçando o caminho até o Russeau's novamente. Assim que chegaram lá, o híbrido ajudou-a a sentar-se na cadeira, já que nem isso Care conseguia fazer.
– CAMILLE! VOCÊ NOVAMENTE! — Caroline gritava animada, lendo o nome no crachá da garçonete, a mesma que tinha atendido-os na hora do almoço.
– Perdoe minha noiva, ela bebeu mais do que deveria — Klaus dava seu melhor sorrisinho apologético.
– Tudo bem, ela é de fora? — Camille sorria simpatica, com seu bloco de anotações de pedidos já em mãos.
– Sou de Mystic Falls. Uma cidadezinha patética sem nada pra fazer além de ir ao Mystic Grill, beber e achar algum idiota que queira estuprar você — Caroline tinha uma voz enrolada, não fazia ideia do que estava falando e ria, ria divertidamente ao mesmo tempo.
– Oh, entendo — Camille se divertia com a sinceridade embriagada da Forbes.
– Um hambúrguer por favor, Camille — Klaus pedia, enquanto tentava controlar a amada.
– É pra já. — A garçonete deu meia volta depois de anotar o pedido e foi entregar na cozinha o mesmo.
Klaus percebeu que Caroline o olhava demais. Ela o encarava de uma forma que nunca tinha feito antes. Isso não o incomodava, mas ele não entendia o porquê da loira resolver encara-lo.
– O que foi? — Klaus perguntou divertido para a loira.
– Você está muito gostoso hoje — ela disse baixinho, mordendo o lábio e flertando. Flertando!
– Sweet, em outro momento eu teria adorado ouvir isso vindo de você, teria adorado mesmo, mas você está bêbada, e não sabe o que diz, prefiro ouvir isso de uma Caroline Forbes sóbria — ele ria, divertindo-se com o jeito bêbado dela. Ela deveria beber mais vezes, sem duvida.
Mas Caroline parecia não ter ouvido absolutamente nada que tinha saído da boca do Original, continuou encarando-o, até seu hambúrguer chegar.
Ela devorou o sanduíche, literalmente, não tinha se passado nem 10 minutos e ela já tinha conseguido acabar sua refeição.
– Você já está alimentada, já bebeu demais por falar nisso– ele sussurrou essa ultima parte para si mesmo — então, vamos para a casa do Marcel.
– Vamos — ela ainda estava bêbada. Não tanto quanto antes, mas ainda estava "alegrinha".
No caminho de volta para casa, a loira fazia questão de provocar Niklaus. Colocava seu cabelo de lado (ela sabia do seu fraco por pescoços e nucas), tirava sua jaqueta alegando estar com calor, salientava cada vez mais seu decote... e foi assim, até a hora que Klaus não aguentou e foi agarrando-a ali mesmo na porta de Marcel. Ele pouco se importava com o fato de que ela estava bêbada, ele só queria beija-la e sentir o sabor da sua boca gloss-de-cereja. Que estava mais para boca-sabor-cerveja.
Eles adentraram a casa ainda se beijando, Caroline caiu com tudo deitada no sofá, e Klaus foi indo por cima, explorando completamente sua boca, já passeando suas mãos pelos botões da camisa da garota, desabotoando botão por botão, sentindo os arrepios e suspiros de Caroline, sendo que essa não fora boba e já estava para descer a calça do híbrido, quando foram surpreendidos.
– Ora ora ora... — Um sorriso perverso já se formava nos lábios da pessoa.
– VOCÊ!?– o casal gritou em unisom.
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