Noiva por engano
1 Pedido
Notas iniciais
Então, toda sexta ou quinta terá um capítulo novo! Em volta das 18:00, provavelmente!
Toda vez que aparecer um link de música, escutem! Afinal, a fanfic é uma songfic u-u
Ah, entrem nesse grupo aqui >> https://www.facebook.com/groups/178366319041101/?fref=ts
É isso, se divirtam!

Noiva por engano
Capítulo 1 — Pedido
Por Teylla
O amor é o nosso estado natural quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa.
— Willis Harman e Howard Rheingold.
I was the match and you were the rock (Eu era o fósforo e você era a rocha)
Maybe we started this fire? (Talvez nós começamos este incêndio?)
We sat apart and watched (Ficamos separados e vigiados)
All we had burned on the pyre (Tudo o que tínhamos queimado na pira)
(You said) we were born with nothing ((Você disse) que nascemos sem nada)
And we sure as hell have nothing now (E nós com certeza não temos nada agora)
Thing's we lost in the fire — Bastille
Muitas vezes procurava sentido na sua vida meia-boca, não fazia nada que uma mulher da idade dela fazia.
Não ia a festas fazia um bom tempo, um longo tempo. Nunca pôde se dar o luxo de experimentar beijar alguém, de sentir os lábios de outra pessoa nos seus. Ela queria poder dar o seu coração puro ao “homem” certo.
Graças a Deus tinha uma irmã e não precisava ser convocada para bailes nobres e não precisaria se dar ao ridículo de ser flertada pelos vários homens que habitavam o salão. Certas vezes agradecia pela vida que levava.
Não tinha que se preocupar com casamento.
Não tinha que se preocupar com um marido.
Não tinha que se deitar com um homem.
E por último e não menos importante;
Não tinha que se preocupar em dar um herdeiro a seu marido.
Talvez fosse estranho uma mulher não pensar em ter um filho, mas Hermione achava que ela tinha que ter quando fosse a hora que ela quisesse e não por pressão do marido e da família dele.
Hermione não era uma pessoa cheia de amigos, nem teria como tê-los, vivia trancada dentro de sua mansão, não ousava por nenhum pé fora de casa. Parou de frequentar os bailes cedo, com isso, cortou a maioria dos laços que tinha.
Colocou seu caderninho rosa claro de lado e foi até sua casa, seu corpo não queria levantar, afinal o dia estava lindo e perfeito para ficar tomando um pouco de ar fresco, resmungou um pouco e ficou olhando para os arbustos verdinhos enquanto andava.
Ajeitou sua mecha de cabelo que estava rebelde. Seu vestido verde prendeu em um pequeno graveto o que a fez levá-lo arrastado. Ao senti-lo, agachou-se e o retirou com dificuldade.
— Droga... — pensou.
Respirou fundo e continuou a andar, ao chegar à porta de sua mansão logo foi recebida pelos seus empregados.
— Milady — disse o mordomo se curvando com os outros.
— Oh, como está minha irmã, Sr. Austin? — perguntou preocupada ao retirar suas luvas.
— Está lá em cima... Não temos uma boa noticia, Lady Hermione. — Austin ficou sério.
— O que houve? Sua condição piorou? — perguntou apreensiva.
— Sim... Sua... — tentou falar.
— Minha o que, Austin? — perguntou novamente.
— Sua irmã está morrendo, Lady Hermione — respondeu temeroso.
— O quê? — Subiu as escadas correndo, tropeçando em degrau e degrau.
— Pobre Lady Hermione... Tão jovem... E já perdendo sua irmã... — disse para os outros empregados.
— Em comparação da Milady com sua irmã, com certeza ela é bem melhor. Sua irmã é muito...
— Chega Amy, não podemos falar assim dos nossos patrões, não importa quão ruim eles sejam — cortou Austin.
— Sim... — Amy concordou com um bico.
— Acho bom. Agora todos ao trabalho! — gritou.
— Sim... — todos concordaram e saíram do hall.
Hermione corria desesperadamente pelo corredor até achar o quarto de sua irmã, ouvia alguns murmúrios vindos de lá, e ao chegar ficou ofegante. Se apoiou na porta e olhou para sua mãe que estava com os olhos marejando.
— Mãe? — perguntou apreensiva.
— Hermione... — Sua mãe a abraçou com força.
— O que aconteceu? — Afastou-se um pouco.
— A sua irmã... — ia responder direito, mas parou.
— O que tem ela? — perguntou.
— Está quase morrendo... só um milagre para salvá-la minha filha — Eleanor respondeu chorando.
— Eu... não posso acreditar nisso... — disse desesperada e foi até o leito de sua irmã.
O cabelo castanho claro da garota deitada era a única coisa que parecia ser viva, seu corpo estava todo pálido e a boca um pouco rosada, suas pálpebras aparentavam estar bem pesadas. Hermione passou lentamente sua mão pelo rosto da irmã, acariciando-o.
— Irmã... por favor... acorde — implorou Hermione. — Sempre juntas, lembra-se? — perguntou em vão.
Sua irmã soltou apenas um suspiro. Um suspiro. As coisas ainda tinham esperança, sua irmã poderia viver!
Permitiu que as lágrimas descessem, estava feliz. Levantou e foi até sua mãe e seu pai, contou o que aconteceu e todos ficaram apreensivos.
Algumas horas depois.
James Granger entrou na sala com uma carta na mão, não parecia muito bem.
— Querida, temos que conversar — disse se aproximando.
Eleanor virou-se de forma inquieta e fechou suas mãos.
— Tudo bem, podemos conversar aqui — retrucou a mãe de Hermione.
— Na frente de Hermione? — Buscou alguma cumplicidade no olha de sua esposa ao esperar a resposta, Hermione não deveria saber dessa conversa.
— Sim... está tudo bem — respondeu com um sorriso meigo.
— Então tudo bem... o Draco Malfoy mandou uma carta... — disse de forma rápida e parou.
— Oh! Tínhamos esquecido totalmente... mas o que podemos fazer? — perguntou colocando a mão no cabelo.
— Eu não sei meu bem... mas a essa altura não podemos cancelar o casamento — respondeu cabisbaixo.
— Que casamento? — Hermione procurava uma orientação em meio a sua surpresa.
Foi até os pais e se manteve no meio. Olhava para os dois procurando alguma resposta.
— Sua irmã ia se casar com Draco Malfoy... E do jeito que ela está... Acho que não dá... E ele acabará com a família Granger se isso acontecer — respondeu James choroso.
— Por que ele iria acabar com a nossa família? Isso por acaso faz algum sentido? — indagou Hermione ao aproximar-se do pai.
— Sua irmã é muito importante para ele... ele realmente a almeja e faria de tudo para tê-la, não importa o quê — respondeu exausto, sentou-se em uma poltrona de veludo e cruzou uma das pernas de forma máscula.
— Louco pela minha irmã? Isso é... — começou a dizer.
— Loucura, certo? — perguntou William. — Mas Draco Malfoy é assim, ele tem tudo o que deseja e não se importa com nada, não existe a frase “não posso ter” em seu vocabulário. Ele iria acabar conosco.
Hermione roeu as unhas, estava apreensiva, o que poderia fazer para ajudar seu pai? Rolou seus olhos pelo espaço e logo parou seu olhar em um ponto importante; sua irmã.
— Ele já viu minha irmã? — perguntou Hermione.
— Sim... — respondeu seu pai cabisbaixo.
— Percebeu todos os aspectos físicos sobre ela? — perguntou novamente, agora pensativa.
— Não, não o suficiente para conseguir diferenciá-la — retorquiu levantando a cabeça e olhando fixamente para a filha.
— Ótimo... para quando é esse casamento? — Se aproximou.
— Depois de amanhã — respondeu.
— Não se preocupe papai, irei fazer de tudo para que ele não descubra sobre mim, ele não irá destruir nossa família, e quando minha irmã melhorar, nós trocaremos de lugar — disse com um sorriso acolhedor. — Tudo bem?
— Mas é claro Hermione, vamos terminar o seu vestido, por favor vá com sua mãe em Londres — pediu James.
— Certo, papai — disse e o abraçou.
— Está vendo, meu bem, não disse que tudo daria certo? — perguntou Eleanor em relação a Hermione.
— Você sempre tem razão, querida — respondeu James. Hermione se aproximou de sua irmã e agarrou sua mão.
— Irmã... enquanto você está ai lutando para sobreviver, eu estarei aqui, lutando por você. Então dê o melhor de si para ficar bem! — disse encorajando-a.
— Vamos, Hermione? — perguntou sua mãe.
— Sim, mamãe — respondeu e saíram da sala, rumo a carruagem.
Nem todos viram, mas quando a irmã de Hermione ouviu o nome “Draco”, tentou de tudo para abrir os olhos, o que não conseguiu fazer.
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