Noiva por engano
15 Capítulo 1
Notas iniciais
1808, Inglaterra.
Sakura trajava um vestido simples e bem chamativo de cor amarelada, junto a sua irmã que tinha um sorriso sapeca no rosto, gêmeas, era isso que ambas eram.
Tão idênticas, mas ao mesmo tempo tão diferentes.
Corriam pelo jardim de mãos dadas, e a cada corrida dada pelo espaço um riso alegre ecoava. Aquela época era a qual a Haruno mais gostava de lembrar, seus momentos felizes com sua irmã, o tempo mudou, e com o mesmo, sua relação com ela não era mais a mesma.
Sakura havia tropeçado em uma pequena pedra, machucando sua perna, seus olhos instantaneamente encheram de lágrimas, fitou o chão e logo após os olhos igualmente intensos de sua irmã.
— Levanta, Sakura! — ordenou com um sorriso nos lábios. — Uma quedinha não vai te abater, né, irmã?
Sakura deu uma risada e mordeu os lábios para segurar as lágrimas.
— Claro que não, maninha — respondeu e segurou a mão estendida pela outra.
— Ótimo, porque somos as irmãs Haruno e nada pode nos abater! Certo? — questionou, segurando a mão da sua irmã.
— Certo! — confirmou.
— Sempre juntas — avisou Sena ao estender o dedo mindinho.
— Sempre juntas — retrucou e entrelaçou seu dedo mindinho com o da irmã, ambas sorrindo.
Após o ocorrido, alguns anos depois Sena havia mudado drasticamente ao ponto de Sakura não a conhecer mais como conhecia antes. Ela amava sua irmã, isso era verdade, mas…
Eram companheiras inseparáveis e hoje… hoje não eram mais assim, o que poderia ter mudado? O que Sena poderia saber?
Muitas vezes procurava sentido na sua vida meia-boca, não fazia nada que uma mulher da idade dela fazia.
Não ia a festas fazia um bom tempo, na verdade, um longo tempo. Nunca pôde se dar o luxo de experimentar beijar alguém, de sentir os lábios de outra pessoa nos seus. Ela queria poder dar o seu coração puro ao “homem” certo, como nos livros que lia direto.
Era baboseira, ela sabia disso.
Graças a Deus tinha uma irmã e não precisava ser convocada para bailes nobres e não precisaria se dar ao ridículo de ser flertada por vários homens que habitavam o salão. Certas vezes agradecia pela vida que levava.
Não tinha que se preocupar com casamento.
Não tinha que se preocupar com um marido.
Não tinha que se deitar com um homem.
E por último e não menos importante;
Não tinha que se preocupar em dar um herdeiro a seu marido.
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