Noiva Indomável

27 Planos Para o Futuros


Notas iniciais
Olá meninas como vão? Espero que estejam bem. Aqui vai mais um capítulo. O que vcs farão na Pascoa? Espero que ganham bastante ovos e que se divirtam bastante, bjs

Castelo de Arundel

O marquês de Maguire estava eufórico. Enquanto atravessava os longos corredores na companhia do filho de Bartholomew Wickham, mal conseguia conter a satisfação. As coisas não podiam ter transcorrido de maneira melhor. O rei ouvira suas acusações contra George, estudara as provas apresentadas e tirara as próprias conclusões.

Henrique V considerava Bartholomew Wickham inocente da tentativa de assassinato de seu pai, Henrique IV, durante a revolta de 1401. E mais, as provas de queClarence e George tinham conspirado contra a vida do rei e que haviam mandado matar Bartholomew e os filhos eram irrefutáveis.

O rei julgava a sobrevivência de Darcy um milagre e graciosamente o perdoou por esconder a verdadeira identidade. Compreendia a necessidade do cavaleiro de usar o nome alemão até que pudesse provar a inocência do pai.

Imediatamente Henrique despachou um pequeno exército, sob o comando de sir John DuBois, para prender George, também os instruindo a encontrar lady Caroline. Ambos deveriam ser levados para Londres, onde Caroline seria interrogada oficialmente e George julgado pelas mortes de Bartholomew e John Wickham.

Darcy tomou a liberdade de mandar Hugh Dryden para Pemberley, com o objetivo de acompanhar o desenrolar dos acontecimentos.

— O que o está preocupando agora, rapaz? — lorde Maguire indagou ao chegarem ao pátio. — Suas terras lhe foram restituídas, assim como seu título. Para completar, você agora é duque de Longthon. Possui não apenas Pemberley, mas muitas outras propriedades.

— Tudo foi muito fácil — Darcy murmurou, ainda tentando absorver o que acontecera durante a audiência com o rei. — Durante todos esses anos, pensei que seria obrigado a lutar com unhas e dentes para reaver Pemberley. Nunca me ocorreu... Bem, não importa agora. Pemberley me pertence.

— É verdade, Alteza — o marquês retrucou, usando o novo título do amigo. — Você agora é um duque do reino, tão importante quanto qualquer um dos irmãos de Henrique.

Sim, e sentia-se gratificado por haver sido amplamente recompensado. Voltaria para Pemberley e as terras que haviam pertencido ao seu pai recuperariam a grandeza anterior.

Henrique sabia o quanto Darcy ansiava regressar a Pemberley, contudo pediu-lhe que permanecesse mais alguns dias em Arundel para ajudá-lo na finalização de certos planos.

— Gostaria de lhe falar sobre um assunto de grande importância para mim — o rei começou ao darem por encerrado os trabalhos daquela tarde. — Fui recentemente informado de que possuo uma irmã. Não me recordo de haver conhecido a mãe dela, porém encontrei um documento entre os papéis de meu pai que atestam o nascimento dessa criança, uns vinte anos atrás, logo depois de meu pai tomar-se rei.

Darcy sabia que a primeira esposa de Henrique IY morrera há mais de vinte anos e que ele só voltara a se casar com Joanna de Navarro, ao subir ao trono, em 1399. A menina deveria ter nascido no período entre essas duas esposas.

— A existência de minha meia-irmã tornou-se relativamente conhecida e ela se tornará presa fácil de escoceses hostis se eu não puder zelar pela sua segurança. Até mesmo os malditos Lollards ameaçaram invadir o palácio e sequestra-la. Não tenho condições de pagar um resgate altíssimo.

— Lollards, Sua Majestade? — Darcy não fazia idéia de que aquele grupo herético de Londres fosse militante.

— Você espera violência? Existe sempre essa possibilidade. Basta alguns religiosos fanáticos... Armei um forte esquema de segurança para proteger minha irmã, porém receio de que não será o bastante.

— O que você pretende fazer?

— Casá-la. Ela precisa de um marido com poder e autoridade para protegê-la. Alguém com terras e posição. Um duque.

*********

Westminster

Na tarde em que o rei deveria chegar a Westminster, William foi à procura de Lizzy, que já não podia tolerar mais nem um dia sequer trancafiada entre quatro paredes na companhia daquelas mulheres fúteis e desinteressantes.

William havia organizado um torneio de arco e flecha nas proximidades dos portões do castelo e todos os soldados deveriam participar. Seria divertido ver as expressões deles diante do traquejo de Lizzy no manejo do arco.

Mas como as notícias sobre o convite feito a Lizzy se espalharam rápido pelo castelo, logo outras damas insistiram em comparecer também. Catherine Beauvais, Katherine Courtnay, Alice Trevelyan e Margaret Troyes se vestiram em suas roupas mais coloridas, ordenaram que fosse preparado um cesto de piquenique e mandaram que arriassem seus cavalos.

— Gostaria de ter meu próprio arco comigo — Lizzy comentou, enquanto cavalgava ao lado de William até o local onde aconteceria o torneio.

— Não se preocupe. Um de nossos arcos lhe servirá bem.

Mesmo a distância, já era possível enxergar as roupas coloridas das damas se misturando aos soldados. Lizzy quase caiu na risada ao perceber a preocupação das mulheres ao vê-la, só, com William.

— Ah, bom — ele murmurou satisfeito, estudando a pequena multidão à frente. — O plano funcionou.

— Posso saber sobre o quê você está falando?

— Jackie Meaux. A pobrezinha foi informada de que sua querida tia, do lado materno, está doente.

Rapidamente, Lizzy fez um inventário das damas reunidas. Katherine Courtnay, Catherine Beauvais, Margaret e... Alice!

— Seu aproveitador! — ela exclamou, finalmente começando a compreender o que se passava. — Você deu um jeito de mandar lady Jacqueline embora para poder seduzir lady Alice Trevelyan sem interferência.

— Jackie é um espírito forte. Sem dúvida conseguirá se recuperar da desilusão.

— Mas isso é cruel. — Lizzy estava indignada agora. — Você não pode... seduzir todas as damas de Westminster como se fossem objetivos a ser conquistados, uma depois da outra. E injusto. Imoral Pense nos sentimentos delas.

— Você é muito sentimental, minha querida Lizzy. — William riu. — Nenhuma delas tem coração. Tudo o que desejam é seduzir a mim. Apenas permito que o façam.

De certa forma, William tinha razão. A maioria daquelas damas de fato merecia William.

Decidida a se entregar ao esporte para esquecer suas preocupações, Lizzy se divertiu enormemente. Sabia que o rei estava para chegar e logo descobriria por que fora chamada a Londres.

— Você tem uma mira melhor do que eu me lembrava! — William gritou entusiasmado ao vê-la atingir o centro do alvo. — Será que consegue acertar outra vez?

Ela sorriu diante do desafio e, colocando nova flecha no arco, disparou. Mais uma vez no centro do alvo. Exultante, William beijou-a na face, para a consternação de lady Alice.

— Estive treinando desde que você partiu — Lizzy o informou, rindo também. Era assim que se lembrava de William. Brincalhão. Divertido. Estava tão concentrada no que acontecia ao seu redor, que não reparou num séquito que se aproximava dos portões externos do palácio.

O rei e a rainha cavalgavam escoltados por trezentos soldados e vários dos conselheiros. Darcy prestava pouca atenção ao que Henrique dizia à esposa sobre o banquete planejado para a noite seguinte. Ele já havia se decidido retornar a Pemberley e preferia não participar dos festejos, se o rei pudesse dispensá-lo...

De repente, a atenção de Darcy foi atraída por um grupo de arqueiros, do outro lado do portão. Não havia dúvida de que lady Elizabeth era o centro das atenções, especialmente quando acabava de atingir o alvo num tiro certeiro. Ele também viu William beijá-la. Lizzy, para seu desespero, apoiou as mãos nos ombros do cavaleiro e retribuiu o gesto.

Notas finais
E ai o que vcs acham que o rei vai aprontar?